NADA SERÁ COMO DANTES | Brasil



Publicado por [FV] às 11:47 de 29.06.13 | link do post | comentar |

Sim, o Governo falhou, mas agora deem-me novidades

O Governo falhou dizem os patrões. Os trabalhadores, mesmo os que não fazem greve, dizem-no também. Os que fazem, é claro que não só concordam como entendem esse falhanço como quase um crime. Os partidos da oposição não duvidam de que o Governo falhou e tenho para mim que, secretamente, lá no fundo da sua consciência keynesiana, Sua Excelência o Presidente da República entende o mesmo.

O próprio Governo, ou pelo menos alguns ministros do Governo, hão de estar convictos de que o Governo falhou. É objetivo, não vale a pena discutir. A situação está pior, o desemprego é insuportável, ganhamos menos (mesmo alguns capitalistas ganham menos e outros estão praticamente falidos), há menos protecção social, pagamos mais impostos. 

O Governo não fez as reformas que devia ter feito e as que fez produziram pouco efeito. Outras, que chegou a propor, como a da TSU, revelaram-se um desastre (pelo menos junto da opinião pública). 

Ora, o que faz  no poder um Governo que falha? 

A pergunta é retórica, porque na verdade este Governo olha à volta para outros Governos que têm estado a falhar. Hollande falhou; Obama não é o que se esperava; Dilma tem problemas; Enrico Letta teve de se aliar ao pavoroso (e agora condenado) Berlusconi; Cameron é o que se vê; Merkel faz promessas tontas para se aguentar no poder. 

Nunca - para utilizar uma expressão cara a Vasco Pulido Valente - o mundo esteve tão perigoso como está. Há todo um modelo a falhar e arrastar consigo conquistas, valores, direitos. 

Esta constatação não é, como muitas vezes é entendida, uma resignação. Pelo contrário! É um desafio. 

Sim, o Governo falhou, essa é a parte que já sei! Mas agora deem-me novidades. Jurem sem se rir que um Governo do PS seria substancialmente (reparem que eu digo na substância das medidas e não apenas no modo de as apresentar) diferente. Ou jurem-me que sair do Euro não era a tragédia que se sabe. Ou jurem-me que romper com a troika não tinha um efeito devastador. 

O problema não é só o Governo ter faltado à palavra, romper promessas, tomar más decisões. O problema é muito mais vasto. 

Esta situação inteiramente nova carece de entendimentos internos e externos, de novas regulações sobre a financeirização da economia, de novos acordos sobre o comércio livre, de novos alinhamentos políticos, de novas formas de representação. 

O problema reside em todos aqueles que ainda não entenderam ou não quiseram entender que o mundo não voltará ser como era. O problema é que o Governo insiste numa receita e as oposições noutras, embora nem uns nem outros (nem eu, não me tomem por presunçoso) conheçam a doença. O desafio é refazer as relações sociais num mundo diferente sem perder o essencial do que construímos. E o essencial são coisas simples de enumerar, mas difíceis de concretizar e preservar: em primeiro lugar a liberdade, ou melhor, as liberdades (política, sindical, de expressão, associativa, empresarial, de propriedade, etc.); em segundo lugar a justiça, a igualdade de todos perante uma lei efetiva e imparcialmente exercida; em terceiro lugar, a solidariedade ou o Estado Social, a rede de proteção aos mais fracos.

Não separo o mundo em bons e maus. Não acho que as preferências políticas (como as religiosas) separem os justos dos delinquentes. Existe à esquerda e à direita (assim como no Governo) quem defenda estes princípios; como existe, à esquerda e à direita (e não sei se no Governo), quem os ataca.

Hoje, acho eu, é um bom dia para pensar nisto.

 

Por: Henrique Monteiro [Expresso]



Publicado por [FV] às 11:01 de 29.06.13 | link do post | comentar |

Muitos empobrecem para poucos enriquecerem ... e de que maneira !

"Do rabo"

   Já é famosa a conversa entre dois quadros  (directores) do Anglo-Irish Bank em que, em amena cavaqueira sobre o resgate público ao banco falido, um deles afirma ter “tirado do rabo” o valor a pedir ao Banco Central Irlandês – 7 mil milhões de euros.
   Entretanto a contabilidade criativa não é exclusiva dos irlandeses. Hoje soubemos que o défice públic do primeiro trimestre é de 10,3% do PIB (anualisado), mas que não nos devemos preocupar com isso. Parte dele, 700 milhões, não vale nas contas para a troika. E, como não conta, é como se não existisse. Já os cortes inconstitucionais contaram a dobrar, se observarmos o valor crescente estimado para os cortes na despesa nos próximos anos.

Mas a contabilidade criativa não fica por aqui. O acontecimento da semana foi o anúncio em relação aos mil milhões pagos à banca devido aos exóticos instrumentos financeiros contratados por empresas públicas. “Descobriram” uns contratos – certamente também exóticos – no instituto público que gere a dívida, o IGCP, cujos ganhos (potenciais?) compensam estas perdas. Que sorte, hein? Que contratos são estes? São todos de valor positivo? A que desconto foram finalizados? (só assim se explica o acordo da banca) Afinal há dinheiro?

Tudo demasiado estranho e opaco. Mais uma razão para subscrever a campanha empreendida pela “Iniciativa por uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública”.

 

                   A  ponta  do  iceberg ?   (-por Nuno Serra, Ladrões de B.)

«Um dos executivos pergunta ao outro "como chegou ao número de sete mil milhões como sendo a soma correcta para pedir ao Estado". O outro ri-se e diz que "a tirou do rabo" ["picked it out of my arse"].
Mais a sério, explica que "inicialmente não convém pedir muito". O melhor é deixar que o financiamento pelo Estado vá crescendo discretamente, sempre usando o argumento de que "deixar o banco afundar-se seria pior para toda a gente".
Acima de tudo, sugere o executivo (rindo ainda mais, juntamente com o seu colega) "não se pode deixar que os contribuintes percebam que nunca vão recuperar o que é deles". A cada nova solicitação de fundos, tem de se explicar que é para o cidadão comum proteger "o seu dinheiro".
Com um pouco de sorte, acrescentam os executivos, "o banco ainda acaba nacionalizado e eles os dois conservam os seus lugares".
Ao todo, o Estado irlandês já investiu 30 mil milhões de euros, só naquele banco. Estas novas revelações, surgidas no diário Irish Independent, podem vir a ter consequências.»

Excertos de uma conversa entre dois executivos do Anglo Irish Bank, gravada em 2008, nas vésperas de o governo irlandês injectar milhares de milhões de euros no banco («o BPN de lá», como refere Luís M. Faria, que assina esta notícia no Expresso).
Trata-se somente de um caso, «documentado» (as gravações podem ser ouvidas na íntegra aqui, em inglês). O que aconselha, obviamente, prudência nas generalizações. Mas não custa mesmo nada captar e perceber, através deste episódio, o estado das coisas e o «espírito do tempo» que antecedeu o início da crise. O início da crise? Não será este, por acaso, o «perfume» que paira no ar, desde então?

(Nem de propósito, este escândalo é conhecido no dia em que Vítor Gaspar avisa que o défice no primeiro trimestre pode ficar acima dos 10%, devido a novas ajudas à banca, nomeadamente ao BANIF). 
 -------------- 

E  Quantos  pobres  foram  necessários ?   (-por J.Rodrigues)

Passos Coelho insiste que todos estão a fazer sacríficos e que estamos na direcção certa. No meio de uma crise socioeconómica que se acentua, multiplicam-se os indicadores que confirmam para quem se dirige a política deste governo: o número de milionários subiu 3,4% no ano passado e está a caminho dos 11 mil portugueses com mais de um milhão de dólares. E quantos pobres foram necessários?
 (c. mil habitantes para cada 1 que fica milionário)

MARCADORES: ,

Publicado por Xa2 às 19:21 de 28.06.13 | link do post | comentar |

Povos, governos e governantes

 

 

É  um lusitano à procura de tumulo, o mais profundo possível, para que o povo português possa enterrar este governo. Nem o tumulo foi, ainda, encontrado nem o povo se decide enterrar o governo. Como diz o ditado "nem o pai morre nem a gente almoça".

Acabaremos por morrer, todos, de fome. Muitos  portugueses e populações por essa Europa e por todo o mundo já passam e morrem de fome, não por falta de recursos mas porque a riqueza está vergonhosamente distribuída.

Como diriam os do "gato fedorento" temos de importar imigrantes, sobretudo brasileiros, par virem fazer a agitação necessaria que obriguem os politicos a fazer as mudanças que urge sejam efectuados. Por lá a coisa está a dar frutos!

 



Publicado por Otsirave às 14:23 de 28.06.13 | link do post | comentar |

APRe! - CORNEIAM-NOS À TRAIÇÃO


Da democracia fizemos mau uso

A cidadania entrou em parafuso

E agora fazem-nos pagar

Tudo o que deixamos roubar

 

É preciso novos compromissos acertar

Que não sejam só de, vez em quando, votar

E para outra de democracia alcançar

Mais fortemente todos temos de participar

 

Gente sem controlo nem regulação

Apanham tudo o que lhes vai à mão

Já romperam, vezes sem conta, o contrato social

Rapinando os direitos e as poupanças do pessoal

 

Estão ao serviço Clube Bilderberg

Um poder secreto que ninguém enxergue

Usando paraísos fiscais

Lixam-nos cada vez mais

 

É preciso por termo a esta palhaçada

E correr com esta cambada

Que corromperam os partidos

São políticos que corrompem e são corrompidos

 

Ainda que não nos pareça

Continuam a nascer-nos negócios na cabeça

De tanta traição suportar

Prometem-nos o que não nos dão

E corneiam-nos à traição.



Publicado por Zurc às 14:18 de 27.06.13 | link do post | comentar |

Eu, "funcionári* públic*", um dia ... faço Greve !!

( Eu, funcionári* públic* " )    um  dia ...   faço  Greve  !!

 porque :

 

. Um dia decidem que apenas alguns podem ter desempenho de excelência.   -  Implementação do SIADAP - Lei nº 66-B/2007, de 28 de Dezembro

 

. Um dia tiram-me o vínculo à Função Pública. -  Alteração unilateral do vínculo - Lei nº 12-A/2008

  

. Um dia obrigam-me a estagnar na carreira depois de me aliciarem a fazer um estágio de 2 anos para progredir -  Suspensão dos procedimentos concursais e das mudanças de nível pendentes - Despacho do MF nº 15248-A/2010, de 7/10/2010

 

. Um dia decidem pagar-me menos pelo mesmo trabalho -  Redução salarial - Artº 19º da Lei Nº 55-A/2010, de 31-12 (Lei do OE 2011)

  

. Um dia supero todos os objectivos e apenas vou ganhar umas palmadinhas nas costas. -  Proibição das valorizações remuneratórias, designadamente das alterações de posicionamento remuneratório resultantes de progressões e promoções  - Artº 24º da Lei nº 55-A/2010, de 31-12 (Lei do OE 2011)

 

. Um dia vou ser solidário à força. -  Contribuição extraordinária de solidariedade - Artº 162º da Lei nº 55-A/2010, de 31-12 (Lei do OE 2011)

  

. Um dia fico sem subsídio de férias. -  Corte dos subsídios de férias e de Natal  -  Artº 21º e 25º da Lei Nº 64-B/2011, de 30/12 (Lei do OE 2012)

  

. Um dia obrigam-me a descontar durante 40 anos de trabalho para receber menos 30% do que já recebia antes. -   Alteração do cálculo da pensão de aposentação -  Artº 80º da Lei nº 66-B/2012, de 31-12 (Lei do OE 2013)

  ...

  . Um dia  o/a  chefe "não vai com a minha cara" e manda-me para a «mobilidade especial / requalificação», ...  i.e. para o desemprego. 

...

Por isto  e muito mais ... HOJE  É  O  DIA .  FAÇO  GREVE  GERAL . 

( recebido por e-mail )



Publicado por Xa2 às 07:41 de 27.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

APRe! - Venham mais cinco!



Encontro APRe! Lisboa Norte com lotação esgotada!


No dia 24 de Junho, realizou-se no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, freguesia do Lumiar, em Lisboa, um Encontro dos Reformados das freguesias de Carnide, Lumiar, Santa Clara, Benfica e S. Domingos de Benfica, aberto a todos os reformados e aposentados.

O resultado do esforço de dinamização e divulgação nestas freguesias foi o enorme êxito que constituiu esta iniciativa, uma verdadeira enchente havendo participantes em pé e sentados nas escadas de acesso. Num espaço com 144 lugares sentados, estiveram presentes e participaram nos trabalhos cerca de 200 pessoas, tendo resultado de imediato 33 novos associados da APRe! e sido distribuídos dezenas de boletins de adesão. 

Na mesa estiveram, além da representação da Direcção e da Delegação de Lisboa, os dinamizadores destas freguesias.

No arranque deste encontro foram evidenciados aspectos relevantes da intensa actividade da associação, nomeadamente sobre o apoio do Gabinete de Advogados que está a dar suporte jurídico; foi mencionado o empenho que existe em que a APRE! venha a ser reconhecida como membro do Conselho Económico e Social em representação dos aposentados e reformados; foi também evidenciada a importância de acordos e parcerias com outros grupos similares em Portugal ou estrangeiro e sobre acções futuras em preparação, como um Colóquio Internacional a realizar, previsivelmente, em Outubro.

Com suporte num conjunto de slides elucidativos, foi apresentado o que tem sido o trabalho dos núcleos destas freguesias, pondo também grande enfoque nas iniciativas já em curso e futuras, como audiências com os Presidentes das Juntas de Freguesia; constituição de grupos de trabalho para elaboração de estudos e estatísticas; reuniões plenárias periódicas dos associados dos núcleos Lisboa – Norte; campanha “Venham mais cinco”; etc. Referiu-se ainda, contar com as sugestões dos associados destas zonas e com a colaboração de todos, para a identificação de novas acções e para o crescimento exponencial da APRe! nestas freguesias. 

No animado e muito participado período de debate, considerado o momento mais importante do Encontro, os presentes colocaram questões pertinentes, tendo sido devidamente esclarecidos pelos elementos da Direcção e da Delegação de Lisboa, presentes na mesa e várias dessas sugestões irão tomadas em conta pelos órgãos da APRe!

Merece registo o número de presentes que se manifestaram disponíveis para colaborar activamente na acção e expansão da APRe! nesta zona da cidade.


Para esclarecimentos ou sugestões, contacte os Núcleos Lisboa Norte, pelos endereços de mail:

aprecarnidelumiarsantaclara@gmail.com


aprebenficasdomingosbenfica@gmail.com


P.S. Qunatos mais formos maior será a nossa força. Hoje somos milhares amanhã deveremos ser milhões!  Temos de lutar contra as maldades que nos andam a fazer e contra a velhacaria que nos governa.


Publicado por Otsirave às 16:16 de 26.06.13 | link do post | comentar |

HORTA DO MONTE (Graça) - III

Horta do Monte: Testemunho de um dos feridos e fotos da destruição

Armand Munoz foi das vítimas da agressão policial que teve lugar esta manhã durante a destruição da Horta do Monte, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa. Após ter sido assistido no hospital, necessitando de pontos na cabeça, relatou ao esquerda.net como tudo se passou.

 

Armand Munoz “estava a levar as suas filhas à escola” quando recebeu uma mensagem de telemóvel informando-o de que as máquinas estavam a destruir a Horta. Quando chegou ao local, “por volta das 7h30, as máquinas já tinham destruído a Horta do Monte e estavam talvez cinco pessoas” ligadas ao projeto comunitário no local. Pouco depois chegaram mais pessoas, sendo que, no total, não seriam mais de dez.

Segundo descreveu ao esquerda.net, foram feitas várias tentativas no sentido de solicitar à Polícia Municipal o despacho que autorizava a intervenção, contudo, os agentes policiais negaram o acesso ao documento, argumentando que seria necessário “dirigir um requerimento à Câmara para esse efeito”. “Apenas um polícia municipal se encontrava identificado”, referiu.

“Enquanto me encontrava fora da cerca que foi montada pela Polícia Municipal à volta da Horta, uma amiga começou a tirar fotografias com o telemóvel”, relatou Armand Munoz, avançando que a representante da CML presente no local rapidamente se deslocou para fora do perímetro da cerca, em direção ao passeio, onde se encontravam. Tentando acalmar os ânimos Armand Munoz colocou-se em frente da sua amiga, sendo alvo de um encontrão por parte da representante camarária.

Apesar de constantemente apelar à calma, Armand Munoz acabou por ser vítima de um novo empurrão, por parte de um agente da Polícia Municipal, acabando por bater com a cabeça no chão. A sua amiga levou duas bastonadas. "Todas as agressões tiveram lugar no passeio, fora da cerca montada pela Polícia Municipal", assegurou. [Esquerdanet]

Fotos retiradas do facebook de Cátia Maciel:

  

Fotos de Alex Mogly:

  

  

  

 



Publicado por [FV] às 18:14 de 25.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

HORTA DO MONTE (Graça) - II

 

Duas pessoas foram detidas esta terça-feira em Lisboa, e três ficaram feridas, durante a operação de limpeza dos terrenos onde estava instalado o projeto comunitário Horta do Monte, cujos responsáveis garantem não terem sido oficialmente notificados para desocuparem o local.

Hoje de manhã, explicou à agência Lusa o subcomissário Alcides Rodrigues, a Polícia Municipal (PM) de Lisboa acompanhou funcionários da autarquia e um empreiteiro até aos terrenos situados na Rua Damasceno Monteiro, perto do Largo da Graça, "no sentido de garantir a sua segurança", para realizarem a operação de limpeza ordenada pela autarquia.

"Alguns hortelãos revoltaram-se e insurgiram-se contra os nossos agentes, tendo sido detidas duas pessoas por agressões, injúrias, resistência e coação", disse Alcides Rodrigues à agência Lusa.

O responsável policial acrescentou que a ordem de despejo foi assinada pelo vereador José Sá Fernandes, que tem os pelouros dos Espaços Verdes e do Espaço Público, depois de os hortelãos terem sido notificados pelo município lisboeta para desocuparem o espaço.

Os responsáveis pelo projeto comunitário Horta do Monte disseram hoje à Lusa não terem sido notificados oficialmente para abandonarem os terrenos.

"Estávamos em conversações [com a Câmara de Lisboa]. Neste momento aguardávamos a marcação de uma reunião e uma notificação oficial", disse hoje à Lusa Isabel Serôdio, no local, onde pelas 11.30 se mantinham agentes da PM enquanto uma retroescavadora continuava a operação de limpeza dos terrenos. [DN]

A coordenadora da Horta do Monte afirma que houve três feridos na sequência de agressões de agentes da autoridade, mas o comandante daquela força policial desmente essa versão dos factos.

Inês Clematis conta que pouco depois das 7h00, quando os primeiros apoiantes do projecto chegaram ao terreno, entre a Rua Damasceno Monteiro e a Calçada do Monte, “já estavam com as máquinas a destruir tudo”. “Os polícias não nos deixaram entrar, foram violentos”, descreve a coordenadora da horta, lamentando que a autarquia tenha optado por uma “desocupação forçada, em total desrespeito pelas pessoas envolvidas e pela comunidade”.

De acordo com Inês Clematis, duas pessoas foram detidas pela polícia e outras três ficaram feridas. Uma delas, descreve, caiu ao chão depois de ter sido empurrada por um polícia e foi transportada para o hospital com a cabeça partida. A coordenadora da horta acrescenta que uma outra pessoa “levou bastonadas nas costas quando estava a tentar acalmar as pessoas”, e que uma terceira “foi arrastada e ficou com o braço todo arranhado”.

Na Internet circulam vários relatos que corroboram a versão de Inês Clematis. “Quando cheguei à horta, poucas pessoas, muitos polícias, um rapaz com a cabeça partida e a uma amiga no chão com o namorado a ser imobilizados à força. Fui para onde estavam a correr levei um empurrão que me lixou o cotovelo e mais empurrões sempre que tentava chegar ao pé dela. Muitos polícias e com testosterona e bastões ao alto. Antes, os polícias tinham tirado uma rapariga de uma árvore à força, arranharam-na toda”, descreve-se um desses testemunhos.

Dois detidos: um turco e uma francesa
O comandante da Polícia Municipal de Lisboa confirmou ao PÚBLICO que houve dois detidos, um homem de nacionalidade turca e uma mulher francesa, por “resistência e coacção a funcionários”. Segundo André Gomes, estas duas pessoas “forçaram a entrada” na horta quando esta já se encontrava vedada para que fossem realizados os trabalhos de limpeza ordenados pelo vereador José Sá Fernandes.

“O casal desviou a rede, meteu-se lá dentro e começou a injuriar os funcionários”, descreve o comandante, acrescentando que o homem que acabou por ser detido "agarrou um agente da polícia pelas costas e atirou-o ao chão”. André Gomes acrescenta que esse elemento da Polícia Municipal de Lisboa ficou com os óculos partidos e sofreu ferimentos num braço e num dedo.

Quanto à existência de três feridos entre os apoiantes do projecto da horta comunitária, o responsável da Polícia Municipal de Lisboa assegura que não tem conhecimento dessa situação. “A polícia só desviou as pessoas do terreno. Não houve nenhuma carga policial”, afirma. “Não sei se alguém se aleijou uns contra os outros”, acrescenta, admitindo que se gerou “alguma confusão no local”, onde, segundo diz, se concentraram cerca de 20 pessoas em protesto contra a limpeza do terreno.

Os apoiantes da Horta do Monte fizeram chegar ao PÚBLICO várias fotografias tiradas esta manhã, nas quais se vê um casal deitado no chão e algemado, rodeado de agentes da Polícia Municipal de Lisboa. Há também imagens das máquinas a destruir a horta comunitária e de uma mulher que se colocou em frente a uma delas, tentando impedir o avanço.

Jardim e parque agrícola
A Câmara de Lisboa determinou a desocupação do local para ali construir um jardim e um parque hortícola, com abertura prevista para o próximo mês de Setembro. O assessor do vereador dos Espaços Verdes diz que tanto os dinamizadores da horta comunitária como outros cinco hortelãos que cultivavam o terreno foram convidados a ocupar um talhão no novo parque verde.

“Os cinco hortelãos vão voltar mas o grupo comunitário não aceitou, não quis”, acrescenta João Camolas, garantindo que os dinamizadores da Horta do Monte tinham sido notificados para desocupar o espaço até ao passado dia 14. Já a coordenadora do projecto diz que não recebeu “uma notificação como deve ser”, mas apenas “uns papelinhos que nem estavam assinados”.

“Estávamos receptivos a aceitar o terreno que nos ofereciam no parque hortícola”, garante por sua vez Inês Clematis, apesar de dizer que a proposta da autarquia ia inviabilizar o desenvolvimento de algumas das actividades que o grupo vinha desenvolvendo até agora. [Público]



Publicado por [FV] às 14:53 de 25.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (22) |

Bancocracia: enriquecer à custa da Democracia e da dívida do Estado

               Compreender a dívida Pública     (-por  #  Raimundo Narciso)

     Até 1973 o Estado francês controlava o sistema financeiro do país, assim como a moeda, o franco, através do Banco Central. Para as necessidades do Estado, para pagar a administração pública, para investir na saúde ou na educação o governo, se o dinheiro dos impostos não lhe chegava, pedia dinheiro emprestado ao Banco Central e não pagava qualquer juro.
     Aconselhado pelos banqueiros, em 1973, o presidente Pompidou publicou uma lei que alterou radicalmente a situação. A partir de então o Estado quando necessita de dinheiro pede emprestado aos bancos privados que, obviamente levam o seu juro. Parece absurdo. Parece, mas assim os bancos, os acionistas dos bancos e os administradores dos bancos passam a ter uma gigantesca fonte de riqueza e de facto passam a controlar, mais ainda, a vida económica do país.
     No vídeo que aqui está, informa-se que, de 1973 a 2010 a dívida pública da França tinha aumentado 1,348 biliões (milhões de milhões) e que, sintomaticamente, os juros pagas pelo Estado à banca privada nesse mesmo período foi de 1,408 biliões de euros. O aumento brutal da dívida pública da França nestas 4 décadas foi praticamente igual aos juros pagos, neste período, pelo Estado aos banqueiros , consequência daquela lei de Pompidou que entregou aquele poder do Estado, poder do povo, aos banqueiros e acionistas dos bancos.
     Esta situação de os Estados terem de pedir dinheiro emprestado aos bancos privados em vez de o obterem sem juros do banco central do seu país generalizou-se a quase todo o mundo. E é  também a situação na zona euro. Esta mudança de paradigma foi aliás um passo grande do sistema financeiro internacional na sua longa caminhada para o controlo dos governos nacionais e do "governo do mundo".
    Obviamente que não podemos concluir que os bancos são "maus". Os bancos foram instrumentos fundamentais e absolutamente indispensáveis ao desenvolvimento histórico e atual da economia mundial. Deveriam era serem propriedade dos Estados ou controlados por eles e não o contrário.
  

            Pseudodemocracia - Entre a Revolução e a Ditadura      (-por Ana Paula Fitas )

Na crueldade abusiva e indiferente com que a política vai conduzindo os tempos, como se a servidão, a pobreza e a dependência fossem naturais por inerência à condição social da vida humana, vale a pena registar as palavras de D. Januário Torgal que podemos ler AQUI e a síntese assertiva de um homem cuja experiência e determinação em marcar o pensamento e a história de Portugal podemos encontrar no texto que, a seguir, transcrevo:

     «O antigo Presidente da República Mário Soares considera que a «democracia está em baixa», porque as pessoas tem «muito medo», mas, adverte, o desespero é tal que aqueles que têm fome podem zangar-se.   Em entrevista ao jornal "Público", o histórico socialista afirma que os portugueses não reagem com veemência às dificuldades que estão a atravessar porque "há muito medo na sociedade portuguesa".

    "É por isso que a democracia está em baixa, porque não havia medo e hoje há muito medo. As pessoas têm de pensar duas vezes quando têm filhos. Mas é uma coisa que pode levar a atos de violência", adverte.   Mário Soares ressalva que é uma situação que não quer que suceda. No entanto, "pode acontecer, porque o desespero é tal que aqueles que têm fome podem zangar-se".

     Fazendo um paralelismo sobre a reação dos portugueses às dificuldades que atravessam e o que se passa no Brasil, afirma que "no Brasil vieram para a rua de forma pacífica porque acham que há muita corrupção. Aqui, em Portugal, não há corrupção a rodos, porque a justiça não funciona. Ou por outra, a justiça só funciona para os pobres".    "Aos que roubam milhares de contos ao Estado, em bancos e fora de bancos, não lhes acontece nada", critica. Mário Soares receia que a seguir à crise política possa "vir uma revolução": "Eu esperaria que fosse pacífica, mas pode não ser". Pode também seguir-se uma ditadura, o que "era ainda pior", sublinha.

     O antigo presidente considera que não existe uma relação entre o país e o Governo, que "ignora o povo", e que a "democracia está em perigo".

Neste momento, somos uma pseudodemocracia, porque a democracia precisa de ter gente que resolva os problemas", diz, questionando: "Quando o Presidente da República não é capaz de resolver nada a não ser estar de acordo com o Governo, e o Governo não faz nada porque não tem nada para fazer, nem sabe o que há-de fazer, o que é que se passa?"

    Sobre o que faz a oposição, Mário Soares afirma: "protesta". "Eu não tenho nenhuma responsabilidade política, nem quero ter, mas penso, leio, escrevo e estou indignado, claro, porque estão a destruir o país", sublinha.    Questionado pelo Público sobre se o Banco Central Europeu devia estar a emitir moeda, Mário Soares foi perentório: "pois claro". Não admite a saída do euro, frisando que é a "favor do euro e da União Europeia, embora não aceite que a chanceler Merkel seja uma pessoa não solidária com os outros países, é contra o espírito da União Europeia.     Relativamente ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, Mário Soares acusa-o de ser "um camaleão", considerando que Portugal não ganhou nada em tê-lo naquele cargo. "Foi só desprestigiante para Portugal. Nunca achei que ele podia ser bom. Avisei sempre, escrevi que era um grande erro. Diziam que era português, mas na Europa não há portugueses, nem de qualquer outro país, há europeus", comenta.   Mário Soares diz ainda que Durão Barroso "não pode" chegar ao cargo de secretário-geral da ONU, "depois de tudo o que disseram dele, a senhora Merkel, os franceses e tantos europeus". "Futuro político acho que não tem", remata.»   in DIÁRIO DIGITAL/LUSA

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           Este é um dos «clubs da elite política-financeira-...»

(há outros, incluindo 'pensadores/thinkTanks', fundações, associações maçónicas, religiosas /OpusD, caridadezinhas, universidades, partidos, ... financiados por magnates da Banca, da Especulação bolsista, das Multinacionais : armamento, farmacêuticas, alimentos/sementes, petróleo, automóveis, aviões, minérios, água-distribuição, electricidade, telefones, jornais, TVs, redes sociais/internet, ...) 
    ... que MANDA, compra/ameaça/manipula desGovernos FANTOCHES, seus capatazes e avençados escribas. ... e "faz a opinião" das maiorias e dos eleitorados, desvirtuando a Política, a Democracia, a transparência, as liberdades e a equidade de acesso, ... prejudicando o interesse público e milhões de contribuintes e cidadãos.



Publicado por Xa2 às 07:40 de 25.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

27 Jun. Greve Geral : pelo estado social e trabalho com direitos

 

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Dia 27 de Junho, próxima quinta-feira, teremos greve geral. Uma greve geral CONTRA austeridade sem fim, contra a imposição de uma politica neoLiberal e agiota da troika.  Uma Greve Geral pelos direitos laborais, sociais e políticos, uma greve geral pela defesa do Emprego e do Estado Social.

 

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Dia  27. julho.2013 :   GREVE GERAL !     Lutemos pelos nossos direitos !     

 UGT + CGTP + Independentes + pensionistas + precários +  desempregados + TODOS os trabalhadores, contribuintes e cidadãos deste País que é NOSSO.

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Publicado por Xa2 às 19:14 de 24.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

A ÚLTIMA MAMADA

Autor:  Paula Rego

Título: The Last Feed, 2012
Técnica: Pastel on paper
Dimensões: 159.7 x 120.2

 

 

Vamos ver se este trabalho de Paula Rego vem ou não a Portugal…

E 'porquê' o 'palhaço'?

Possivelmente, a razão do ápodo de M. Sousa Tavares pode ser bem mais culta que os jornais deram a entender.

Este é um quadro da Paula Rego que esteve exposto em Londres na sua última exposição (jan-março 2013) 'The Dame with the Goat's Foot'.

Uma figura de 'palhaço rico' (onde se reconhece perfeitamente o retrato de Aníbal Cavaco Silva) aparece com um pé no pedestal, a mamar nos seios de uma velha decrépita e aperaltada com um chapéu.  

A Velha pode representar a política, ou a nação.

O quadro chama-se 'A Última Mamada'  ('the last feed').

Apesar de ter tido algum eco nas redes sociais não recordo que tenha havido grandes referências à exposição (ou ao quadro) na imprensa escrita.

Ainda não se sabe se ou quando a exposição virá a Portugal e se o quadro fará parte dela. 

Ele há coisas...


MARCADORES: , ,

Publicado por [FV] às 13:20 de 24.06.13 | link do post | comentar |

PÂNTANOS E CAMPOS FLORIDOS

Os holandeses conseguiram transformar pântanos e terras daninhas em campos floridos. Tendo, grande parte dos seus territórios, sido conquistados ao mar, os chamados Países Baixos conseguem, de tais territórios, obter consideráveis e abundantes rendimentos.

Quando um certo sujeito, comummente para a maioria dos portugueses, por ter perdido umas eleições, virou costas a responsabilidades e compromissos, pouco antes assumidos, escusando-se na autojustificação de que o país se havia tornando ingovernável e num território demasiadamente pantanoso. Um outro que bradou contra “barões DO PROPRIO PARTIDO”, uns anos antes, não teve a mesma coragem e acomodou-se aos encostos partidários e continua no ativo depois de um ligeiro interregno. Um é alto-comissário o outro vive num palácio.

Perante tal debandada e tanta sacanagem, acalentando uma força telúrica, entre o misto de esperança entranhado num punhado de utopia decidi, finalmente, pela primeira e única vez, inscrever-me num partido. Culturalmente de esquerda e militante em ações sociais e socializantes, lá acabei por tornar-me cartonado visto que o cartão sempre empresta outro relevo e reconhecida importância, julgava eu na minha boa-fé, ao trabalho entretanto desenvolvido.

Embora tardiamente, transportando o exemplo próprio de comportamento quase exemplar, me predispus a contribuir, ainda mais comprometido, para que do pântano surgisse um campo florido onde cada criança e seus avós pudessem passear e colher flores sem se preocuparem com os trabalhos dos progenitores de uns e descendentes de outros haveriam de encetar obra para que as esperanças por um futuro risonho não mais tivesse esmorecimento.

A utopia foi sol de pouca dura e a esperança depressa teve o esclarecido embarramento nos esquemas pantanosos do aparelho partidário.

A experiencia demonstrou-me que, quer à esquerda como à direita, a luta é sempre a mesma e igual. Luta-se pelo poder e já não é, em ultima analise, (à primeira vista parece que não) para o partido e para que este exerça, a bem do povo, a gestão da rés-pública.

Luta-se pelo poder de certos grupos que, começando por controlar o aparelho do partido, se apropriam, sem amarras nem controlo, à conquista do Estado amarrando a Nação e os respectivos nativos aos esquemas e malabarismos, por si engendrados, na pilhagem do bolo nacional a que chamamos Orçamento de Estado. Inauguram tudo e mais alguma coisa para mostrar obra feita, engordar os algozes e engar o pagode.

Põem e dispõem a seu belo prazer e em função da gula de seus patronos, engordando, uns e outros, na mesma proporção em que o povo emagrece e definha.

Eu, pelo que vi e que fiquei a conhecer, deixei de acreditar na regeneração destes partidos.

Assim será até que o povo se levante, for capaz de correr com os corruptos e for capaz de plantar flores em pântano apodrecido, transformado em terra sã.



Publicado por Zé Pessoa às 12:26 de 24.06.13 | link do post | comentar |

Acorda povo

LUTAS SOCIAIS NO BRASIL!

Claudio Nasdcimento,investigador e militante brasileiro da autogestão e economia social foi
resistente á ditaduta brasileira nos anos oitenta, torturado e exilado durante vários anos, colaborador da CUT. A nosso pedido enviou um conjunto de primeiras impressões/reflexões sobre as lutas sociais que emergem com grande força no Brasil! 
«Alguns elementos em relação a um processo com muito ineditismo:
É um movimimento com inedistismo e muito forte, no sentido de profundidade e no de amplitude.
Iniciou de forma isolada, numa ou noutra capital. Depois, em muitas capitais. Ontem, dia 20, foram mais de 100 cidades com milhares de pessoas.Sobretudo, o movimento, a ‘onda de participação’ ,foi pro interior, o que vem ocorrendo desde 2ª feira, dia 17.
Na 5ª feira da semana passada, a policia foi super violenta em SP.
A partir desse momento, a participação aumentou, tanto q no Rio na 2ª feira eram 100 mil nas ruas.
Ontem, em Recife mais de 50 mil, SP cerca de 100 mil, e no Rio umas 500 mil.
O movimento começou na luta pela tarifa de ônibus. Mas, após a 2ª feira, se ampliou e luta por muitas reivindicações. Não há lideranças e um Projeto claros. Um cilco se esgotou, de refluxo em termos de participação nas ruas e praças. O Governo Lula trouxe melhorias econômicas e sociais, mas houve carência em termos de organização popular-sindical e consciência politica em torno de um Projeto de Nação. Ficou reduzido ao pragmatismo politico com politicas ,fundamentais, de apoio as camadas mais pobres, contra a miséria.
Agora, PT, Cut e Governo federal estão perplexos com a nova conjuntura.

O Parlamento idem, aprova nessa conjuntura Leis anti-populares e contra a cidadania.A CUT e o PT só entraram ontem. Dilma essa manhã chamou reunião do Ministerio.A direita em todas suas formas, tenta se aproveitar em forma eleitoral para 2014 ,eleições presidenciais.Chega a falar em “golpe” , exibe na TV o processo que derrubou Collor, no empecheament de 1992.A direita tem um Partido : a Mdia ,como em toda America Latina.Suas bandeiras estão centradas em ‘contra a corrupção”, e buscando localiza-las no PT e Dilma (mensalão).
Perdeu o pé na historia e busca aproveitar a conjuntura em curso para vencer em 2014.A conjuntura econômica não é ruim, inflação há mas controlada; desemprego muito baixo.A Copa do Mundo ativou : Estadios caríssimos construídos em parte com recurso publico.Isso contrasta com situação social em muitos campo ainda muito precária.A desigualdade é parte da formação histórica do Brasil, não vai mudar em 15 anos.Há distribuição de renda , mas há uma enorme concentração de renda e desigualdade.As mazelas sociais e a violência ficam expostas ,às claras.Hospitais, escolas, mostram grandes carências.Transporte, por onde o movimento começou, com muitos problemas, tarifas altas, serviço ruim, transito lento.Em todos os campos, assim, as bandeiras são muitas e foram todas misturadas para as ruas.
Como em todo processo de mobilização de massas ,há também grupos extremistas, pequenos, a esquerda e a direita.A esquerda alguns partidos fazem a oposição pela oposição ao Governo e disputam com o PT. A direita, há provocadores da policia e grupos neonazistas. Atos violentos espantam a afastam as pessoas das ruas. E a Midia ,Globo, centra os noticiarios nesse aspecto. E há saqueadores, grupos que estão marginalizados, talvez traficantes,etc.A Midia só destaca a violência e vandalismo, depredações e saques.
O movimento tem um forte caráter ‘a-partidario” e anti Poder Publico.
Partidos e Parlamento e Governos ficaram parados em um pragmatismo politico.Estão centrados em eleições.O processo está em curso e aberto. O movimento social ainda não tem condições para ir além das reivindicações atuais.Por exemplo, como criar órgãos populares e democráticos de gestão das Cidades e do Estado, a partir de bairros,etc. Os Governos atendem algumas reivindicações, com a da tarifa que foi diminuída. Mas, e depois ? Faz tempo que na formação politica, na educação popular, estávamos nos preparando para um nvo ciclo de lutas. Ele chegou e com ineditismo. Não é como os anteriores, com hegemonia de trabalhadores de campo e cidade. Agora, começou com a juventude e setores populares da periferia. O processo está aberto, em disputa. Hoje mais manifestações.»
Abraços.
Claudio Nascimento
Autogestão
Site: www.claudioautogestão.com.br
(recebido via BASE-FUT)


Publicado por Zurc às 22:47 de 23.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

'Noblesse' impõe candidatos, distribui cargos e desrespeita as bases

          O   PS  vai ganhar as  eleições  autárquicas ?   (-por Jumento)

     Se fosse possível definir um partido como sendo um partido burro esse partido seria precisamente o PS, há por lá gente que deixa a impressão de que parece que consideram as eleições um instrumento de tortura dos seus próprios eleitores, fazem tudo para que quase se tenha de votar de olhos vendados. E se há eleições em que o PS é mesmo burro são as eleições autárquicas. Veja-se o que se passa, em condições normais o PS daria aquilo a que se designa por uma abada à direita, em vez disso e apesar das sondagens não há certezas.
      Para além de um certo desprezo pelos sentimentos dos seus próprios eleitores muitos responsáveis pelo PS acham que o governo deve ser gerido em função da vontade de uma espécie de nobreza, o que conta não são os anseios dos eleitores, em muitos casos é o pensamento de um qualquer nobre que se considera acima do jogo político. É estranho que um partido que a todo o momento se afirma pelo seu republicanismo acabe por se formar em castas. Alguém tem dúvidas de que um filho de uma qualquer personalidade grada do partido tem mais fácil acesso a um cargo governamental ou autárquico do que o mais inteligente e competente militante de base.
      Na minha terra a esquerda, PS mais PCP, contavam com uma quase unanimidade, o PSD era um partido minoritário e sem expressão, o CDS era tratado como uma anedota. Durante muitos anos o PSD nunca imaginou ganhar umas eleições autárquicas, nas legislativas ou as presidenciais. Hoje mais parece o cavaquistão, tantas e tantas foram as asneiras autárquicas, os abusos e, acima de tudo, o desrespeito pelos mais elementares sentimentos dos cidadãos (e pelas regras democráticas e de transparência). Por razões que só Deus conhece o candidato do PS estava mais do que derrotado e mesmo assim assim teve apoios para se candidatar. O resultado foi uma localidade riscada do mapa no tempo do fascismo ser hoje um baluarte do PSD, até o Santana Lopes já lá foi ganhar uns cobres antes de ser rico, a título de uma assessoria jurídica à câmara municipal.
      Em muitas autarquias o PS escolhe o pior candidato só porque é afilhado de um nobre de Lisboa, de um barão local ou de um marquês distrital. Pouco importa que se saiba antecipadamente que será derrotado, é candidato e os eleitores (e os militantes de base) que o engulam.  É  por isso que por esse país fora muitos municípios onde no passado o PS tinha uma posição sólida hoje está arredado das autarquias. O mais grave é que esta situação acaba por ter consequências nas outras eleições. Isso quando o PS não faz o mesmo com outros actos eleitorais, como sucedeu, por exemplo, com as últimas eleições europeias.
      Esperemos que os barões, marqueses, abades e outros senhores se lembrem que este povo está sofrendo demais para que se aproveitem da situação e tentem impor os seus inúteis aos eleitores. Esperemos que desta vez (os dirigentes nacionais e locais  e) o PS não seja o burro do costume.


Publicado por Xa2 às 08:18 de 23.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O Que Realmente Está Por Trás dos Protestos Brasileiros?

A CNN, maior rede de jornalismo da TV americana e mundial, fez uma reportagem especial sobre os verdadeiros motivos por trás dos protestos ocorridos em várias cidades do Brasil.

"Os protestos que estão acontecendo no Brasil vão muito além do aumento de 20 centavos no transporte público.

O Brasil está vivenciando atualmente um amplo colapso de sua infraestrutura. Há problemas com portos, aeroportos, transporte público, saúde e educação. O Brasil não é um país pobre e os impostos são extremamente altos. Os brasileiros não veem motivo para terem uma infraestrutura tão ruim quando há tanta riqueza e tantos impostos altos. Nas capitais estaduais as pessoas chegam a gastar 4 horas por dia no tráfego, seja em seus carros ou em transportes públicos lotados e de má qualidade.

O governo brasileiro tomou medidas para controlar a inflação cortando taxas e ainda não se deu conta que o paradigma deve mudar para uma abordagem focada na infraestrutura do país. Ao mesmo tempo o governo brasileiro está reproduzindo em menor escala o que a Argentina fez anos atrás: evitando austeridade fiscal e prevenindo o aumento dos juros, o que está levando a uma alta inflação e baixo crescimento.

Além do problema de infraestrutura, há vários escândalos de corrupção que permanecem sem julgamento, e os casos que são julgados tendem a terminar com a absolvição dos réus. O maior escândalo de corrupção na história brasileira finalmente terminou com a condenação dos réus e agora o governo está tentando reverter essa condenação ao usar manobras inacreditavelmente inconstitucionais, como a PEC 37, que vai tirar o poder investigativo dos promotores do ministério público, delegando a responsabilidade da investigação unicamente para a polícia federal. Além disso, outra proposta tenta sujeitar as decisões da Suprema Corte Brasileira ao Congresso – uma completa violação dos três poderes.

Estas são, de fato, as revoltas dos brasileiros.

Os protestos não são meramente isolados, não são movimentos da extrema esquerda, como algumas fontes da mídia brasileira afirmam. Não é uma rebelião adolescente. É o levante da parte mais intelectualizada da sociedade que quer por um fim a essas questões brasileiras. A jovem classe média que sempre esteve insatisfeita com o obscurecimento político agora “desperta”."

 

Nota pessoal: O Brasil não tem um governo dito de «direita». Já o anterior governo brasileiro, o de Lula da Silva era do PC. Põe-se portanto a questão do descontentamento generalizado das populações perante os seus governos, sejam eles de esquerda ou de direita, do PSD, PS em Portugal ou do PC no Brasil,  PSOE ou PP em Espanha e assim por diante. A questão está a outro nível, que de forma simplista se poderia colocar assim: Que raio de «democracias» são estas? Porque será que os regimes ditos ocidentais e democráticos de eleições diretas através do voto em partidos políticos, já não satisfazem as populações desses países?
São questões muito mais pertinentes das que se punham há alguns anos, nomeadamente em Portugal, em que se pensava que derrubando o regime ditatorial (salazarista/marcelista) e implementando o chamado regime democrático com partidos políticos e com eleições de voto popular, se resolveriam as questões sociais na sociedade portuguesa. O tempo (40 anos) veio mostrar que não, que não chegou, que não era a solução. E Portugal é um mero exemplo desta constatação. Não sei quanto tempo mais continuaremos «mansos» e condescendentes com as políticas dos nossos governantes, sejam elas do PSD, PSD/CDS ou do PS. E, pelo que estamos a assistir no Brasil, poderei acrescentar à lista partidária o PC.
Uma coisa me parece evidente: o chamado de regime democrático ocidental chegou ao fim, acabou.
Temos perante uma convulsão política regimental enorme. E não me venham com a habitual resposta de que não existe regime melhor que a «democracia». Porque tem que haver. Existe sempre a capacidade do Homem de se reinventar. O desafio é enorme. Haja esperança!



Publicado por [FV] às 12:05 de 22.06.13 | link do post | comentar |

Justiça Geracional
Esta coisa da sorte e do azar
consoante a época em quese nasce
é um terreno escorregadio

A teoria da justiça geracional - chamemos-lhe assim - tem vindo a ganhar adeptos entre os que ainda estão longe da reforma, anestesiando-os a um ponto tal que medidas confiscatórias do gabarito das que foram recentemente anunciadas (e das que já estão em prática) são por eles acolhidas com aplausos e louvores. Em síntese, o que a teoria nos diz é que, tal como existe, o sistema de segurança social é um peso para os trabalhadores mais novos e só beneficia quem já tem a sua reforma. Como afirma Henrique Raposo, um dos seus mais notórios arautos, "somos carregados com altíssimas contribuições e, ainda por cima, essas contribuições não assegurarão a nossa pensão em 2030 ou 2040. Estamos apenas a suportar as pessoas que já se reformaram. Tivemos azar: nascemos mais tarde".

Ao contrário de Henrique Raposo, eu acho que ele teve sorte. Aliás, esta coisa da sorte e do azar consoante a época em que se nasce é um terreno escorregadio. Faço-lhe notar que não terá de ser mobilizado para a Guiné, por exemplo, nem de se arriscar a morrer na explosão de uma mina antipessoal, porque quando chegou à idade de ir para a tropa, já tinha acabado a guerra colonial e até já nem havia tropa (no sentido de serviço militar obrigatório em que estou a usar a palavra). Nessa perspectiva, Henrique Raposo teve sorte em ter nascido mais tarde, e ainda bem que assim foi, para ele e para todos nós, uma vez que a guerra acabou. Seria, por isso, gratuito e, até, perverso, obrigá-lo e aos da sua idade a passar por experiências humanas equivalentes apenas para nivelar as gerações e evitar uma gritante injustiça geracional. As pessoas nunca estão em paridade absoluta porque vivem no tempo e na História, o que faz com que a igualdade das gerações perante as circunstâncias, as oportunidades, os desafios, seja uma impossibilidade. O que importa é que as dificuldades que a cada momento se põem às sociedades sejam enfrentadas de forma solidária e socialmente coesa. E é isso que nos dias de hoje o liberalismo ferozmente individualista e egoísta põe sistematicamente em causa.

Eu trouxe a guerra para aqui apenas como um mero exemplo da diversidade das dificuldades que cada geração enfrenta, e para sublinhar a miopia dos que, queixando-se de futuras injustiças geracionais, se comportam como se conduzissem um carro sem retrovisores. Como a guerra já não está, felizmente, no horizonte da generalidade das pessoas que têm agora 30 ou 40 anos, não entra para a contabilidade geracional. Para além dessa miopia, a teoria da justiça geracional assenta num engenhoso jogo de luzes. Na verdade, quem grita contra o actual sistema de reformas não está a falar de um facto concreto mas de uma projecção, isto é, de uma previsível ou eventual injustiça a ocorrer no futuro, quando for a vez dos que agora gritam se reformarem. É, portanto, um raciocínio telescópico cuja principal função é a de legitimar a decisão política de cortar as pensões actuais, dando a esse corte uma aparência de equidade intergeracional.

Com o olhar fixo numa remota miragem e desviado do que realmente importa - a verdadeira injustiça geracional que temos perante os olhos e que dá pelo nome de desemprego jovem -, as pessoas tendem a aceitar a teoria e as suas implicações, que são os cortes. E, para facilitar essa aceitação, têm sido muito úteis conceitos habilidosos como os de "reforma dourada" ou de "pensionista mais endinheirado". Ou seja, jogando com os sentimentos de inveja da população, construiu-se um discurso sobre um alegado privilégio - o grande privilégio de não se ser pobre. Como nos diz o omnipresente Henrique Raposo: "iniciar os cortes nas pensões acima dos 1350 euros parece-me justo. Sim, justo: não só para os mais novos que têm de suportar o sistema, mas também para aqueles pensionistas que recebem 300 euros".

Considerará Henrique Raposo adequado que, no faroeste que advoga, se torne o seu conceito de justiça extensível a outras esferas da vida social, ou a outros proventos ou propriedades? Porque não obrigar quem vive numa casa de quatro assoalhadas a contentar-se apenas com duas? Não seria isso mais justo, atendendo a que há gente que vive em barracas? A visão do mundo dos proponentes da teoria da justiça geracional está, por vezes, mais próxima da dos milenaristas medievais ou da dos bolcheviques do que eles certamente imaginam.

Por: Por João Pedro Marques [i]



Publicado por [FV] às 20:59 de 21.06.13 | link do post | comentar |

1984 ... e ... imitações : Cuidado !!

          A  democracia  é uma  chatice      (-por João Vilela)

     No mesmo dia, o PSD decidiu brindar-nos com duas pérolas de cultura democrática.

 ... O primeiro... Sugeria Jardim, decerto no seguimento da proposta de Nuno Crato, ontem vinda a público, de «mexer numa série de coisas» na Lei da Greve, que esta fosse liminarmente proibida aos trabalhadores dos transportes, da saúde, da justiça, e das forças armadas. ...acho pouco.

 ... a proibição devia ser extensível a todos os assalariados rurais, que claramente só fazem greve por repulsa pessoal em andar a cavar terra. ... o direito de greve não pode vigorar para os trabalhadores de hotéis de cinco estrelas, que com isso perigam a imagem de Portugal como destino turístico de estrangeiros endinheirados, comprometendo o afluxo de divisas e o equilíbrio da balança de transações correntes. Ou ... à sinistra corporação dos professores o direito de parar os trabalhos e deixar, assim, os jovens da nação à mercê da vadiagem, dos cafés e dos charros, quando deviam estar na escola a aprenderem a ser homens.  ... o direito à greve só devia vigorar nas profissões que não impliquem nenhum transtorno para nenhuma pessoa em nenhum momento. Salvo em tais circunstâncias nada legitima que o trabalho pare, e negá-lo é, francamente, ceder sem verticalidade mínima ao politicamente correcto. Um erro crasso.

     Por seu turno, Poiares Maduro identificou o grande problema nacional do nosso tempo: em Portugal, as coisas não andam porque «tudo é contestado». Enfim chegou ao poder quem tivesse a coragem de pôr o dedo nesta ferida! Com efeito, se não somos a terra da leite e do mel isso nada tem que ver com o desmantelamento do tecido produtivo, com a promoção do desemprego, com a precarização do trabalho, com o ataque aos direitos sociais e a descaracterização da democracia pelo tratamento desigual e desprovido de isenção dispensado às várias correntes de opinião nos meios de informação.

    Tudo isso é paleio esquerdista para iludir o essencial: que a salvação do país está na supressão liminar desse hábito birrento e aborrecido de tudo criticar, tudo contestar, tudo maldizer. Felizes são os países onde não existe nenhum tipo de protesto, nenhuma forma de oposição a quem governa, onde, felizes e contentes, os cidadãos obedecem sorridentemente aos líderes e percebem que deles só pode vir o bom, o belo, e o verdadeiro.

 Só lamento que Poiares Maduro não dite, sobre este assunto, qualquer solução a tomar, atendo-se ao desabafo desanimado: porque não proíbe ele a crítica pública dessas decisões? Porque não põe comissões de fiscalização do espírito positivo (atenção, não lhe chamemos censores!) a purgar jornais e revistas da sinistra peste contestatária?

Porque não emprega um conjunto diligente de inspectores na procura pelos cafés, os restaurantes, os autocarros, os metropolitanos e as salas de espera, desses nossos réprobos concidadãos que criticam e fomentam pela palavra o espírito de sedição, que os retire discretamente de circulação e, nos termos eufemísticos do 1984 de Orwell, os «vaporize»? Para grandes males, Sr. Ministro, grandes remédios! Não se pode encarar e debelar uma doença nacional desta gravidade com tibieza: seja dinâmico, seja determinado! O povo lhe agradecerá!

     ... Estamos a andar mal, ...! Só um país onde os trabalhadores nunca parem (nem nas greves, nem nos fins de semana, nem nos feriados – saravá, Rui Rio! -, nem sequer na doença ou na maternidade), e estejam sempre felizes e bem dispostos, será um país de futuro. Até porque, importa reter, a contestação atrai energias negativas, gera sentimentos de peso e desconforto, aborrece, irrita, tira de nós o entusiasmo e o sorriso no rosto. Longe, bem longe de nós, querermos alguma vez criticar ou não trabalhar. Ser trabalhador consciente ou cidadão interventivo é um péssimo serviço que se presta ao país e ao povo.

     1984 ...   'Grande irmão'/'big brother' ...  (de  Michael Radford, baseado na obra de George Orwell.  Legendado em português.   Pode obter gratuitamente o livro aqui. ) 

   --------  Revolução,  Manif. 'mansa'  ou  sofá  ?  (-por )

 bastilha 



Publicado por Xa2 às 13:27 de 21.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Neoliberalismo e Desigualdade matam PIB, Trabalhadores e Bem-estar
     DESIGUALDADE  E  CRESCIMENTO         (-por Rui Namorado)
 A bárbara agressão,  contra os trabalhadores, a classe média e os excluídos, perpetrada pelo neoliberalismo,  por intermédio do capital financeiro e dos seus sequazes, tem procurado buscar alguma legitimidade, alegando estar a seguir os ditames de uma infalível ciência económica, objectiva e neutra.  Obedecer ao que é de facto um verdadeiro esoterismo numerológico seria afinal garantir, a longo prazo, a melhor solução; que, pela sua exclusiva conformidade com a ciência, seria afinal a única possível. O breve texto que a seguir transcrevo contribui muito para desmontar  essa mistificação. Por isso, as instâncias  de poder do capitalismo financeiro internacional podem ainda reproduzir como autómatos as vulgatas ideológicas do neoliberalismo; mas fazem-no já como espectros de uma ideologia que a realidade tornou  obsoleta. 
     Desta vez, achei que devia traduzir o referido texto, para que todos o possam ler sem serem embaraçados pela  barreira da língua. O texto foi publicado no jornal italiano  Repubblica (31 de  maio de 2013), sendo seu autor o jornalista Roberto Petrini . Trata-se de um comentário a uma recente descoberta do economista norte-americano Joseph Stiglitz, nome sobejamente conhecido que se tem imposto pelo rigor e desassombro crítico. O título alerta-nos desde logo :"A desigualdade mata o crescimento: eis a demonstração de Stiglitz". E acrescenta-se  de imediato:
"Com o teorema de Stiglitz foi infligido outro duro golpe à ortodoxia neoliberal dominante nos tempos da grande crise: se o índice de Gini (ou seja, o indicador que mede a desigualdade) aumenta, o “multiplicador” dos investimentos diminui e assim o PIB abranda. Eis porque razão".
Segue-se depois o texto:
     "É a desigualdade o verdadeiro “killer”/assassino do PIB. Nos países onde os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres o produto interno bruto marca passo e às vezes cai. Nas nações onde existe uma grande “middle class”(classe média) , pelo contrário, a prosperidade aumenta. O Prémio Nobel Joseph Stiglitz rompe com as demoras  e formaliza num verdadeiro teorema, como ele próprio o define, a síntese dos estudos que dirige há anos. 
 O teorema de Stiglitz   a partir da frente keynesiana lança uma bomba nas trincheiras neoliberais. Baseia-se no mecanismo do que os economistas chamam a “propensão para o consumo”: os ricos tem-na mais baixa do que a classe média, logo se a distribuição do rendimentos lhes favorece o “shopping”, contrariamente ao que se podia pensar intuitivamente, ela deprime-se. É, pelo contrário, a classe média a consumir quase tudo aquilo que tem no bolso e a impulsionar o PIB e a economia, quando a distribuição do rendimento a favorece. A prova? O gráfico de Stiglitz é inatacável quando os ricos ( ou seja, o 1% mais rico da população) se apropriam de 25% do rendimento rebenta a “bomba atómica económica”. Aconteceu assim com a Grande Crise dos Anos Trinta e com a grande recessão deste século. Além de que as teorias neoliberais que têm marcado os últimos trinta anos: “ os apologistas da desigualdade sustentam que dar mais dinheiro aos mais ricos  - escreve Stiglitz no seu relatório   ̶-   seria vantajosos para todos, porque levaria a um maior crescimento. Trata-se de um ideia chamada “trickle-down economics”( economia de efeitos em cascata). Ela tem um longo “pedigree” e há tempos que tem vindo a ser desacreditada.”
     A ocasião para serem apresentados os extraordinários resultados da investigação de Stiglitz, numa espécie de antestreia mundial, é a convenção organizada em Roma pela SIEDS ( la Società italiana di economia, demografia e statistica), iniciado ontem (30 de maio de 2103), onde o Prémio Nobel enviará as considerações conclusivas, escritas a quatro mãos com o seu próximo colaborador italiano da Università Politecnica delle Marche, Mauro Gallegati.
     Assim o “mainstream” é posto a um canto. O teorema é claro e luminoso como uma fórmula química ou um relação física: se índice de Gini (ou seja, o indicador de desigualdade inventado por um economista italiano, Corrado Gini) aumenta, logo aumenta a desigualdade, o “multiplicador” dos investimentos diminui e portanto o PIB trava.
     A equação de Stiglitz arrisca-se a ser o terceiro golpe nas posições da teoria económica dominante agora vacilante. O primeiro, dado há alguns meses, foi aquele que pôs em causa o "dogma" da austeridade: o FMI na verdade calculou que o corte do deficit num ponto percentual reduz o PIB em dois e não apenas  ̶  como se cria até hoje  ̶  em meio ponto percentual. O outro golpe desajeitado foi aquele que desmontou, desmascarando um erro “Excel”, a teoria da dívida de Rogoff e Reinhard, segundo a qual para além dos 90 por cento na sua relação com o PIB ela levaria inevitavelmente à recessão.
     Mas o novo assalto de Stiglitz arrisca-se a ser ainda mais perigoso para as teses do “status” económico. A desigualdade, de facto para o Prémio Nobel, fere profundamente o PIB, não só através da queda dos consumos mas também porque o sistema é “ineficiente” se prevalecem rendas e monopólios. “Frequentemente a caça ás rendas  ̶ concluem Stiglitz e Gallegati  ̶  comporta um verdadeiro esbanjamento de recursos que reduz a produtividade e o bem-estar do país”.


Publicado por Xa2 às 07:40 de 21.06.13 | link do post | comentar |

O Dilema

«Concluí que a minha filha desempregada e o meu filho dentista com falta de clientes (ambos divorciados) têm de intentar acções judiciais contra mim, para eu ser CONDENADO a pagar "alimentos" (no sentido legal do termo) aos meus netos. Porque, com uma sentença judicial, eu posso descontar essas despesas no IRS e, se ajudar voluntariamente, não posso. Se encontrar uma saída, transmito-a a todos os avós. »

Juiz-Conselheiro (Jubilado) M. A. R.

 

Nota: Não é anedota. Não, não é palhaçada. É o país que temos!



Publicado por [FV] às 23:38 de 20.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Combater 'bangsters' e responsabilizar seus fantoches e capos

      Combater a  bancarrotocracia     ( e os Bangsters ... e seus  fantoches capos  !!! )

   
Leitura complementar: trocas e baldrocas, por Sara Rocha.  e Da (in) Justiça aos Impostos...


Publicado por Xa2 às 19:36 de 20.06.13 | link do post | comentar |

POVOS, POLITICOS E CONTRATO SOCIAL

Algumas vozes de tão frágeis, são quase rentes ao chão, que aqui e ali se vão levantando e quase ninguém as ouve. Uns cegos, outros surdos, muitos mais ainda por conveniência dos próprios interesses nos benefícios já conseguidos ou a reboque de esquemas, mais ou menos tardios mas sempre prometidos, farejam por dentro dos aparelhos partidários as suas mesquinhas oportunidades.

Os partidos democraticamente apodrecidos, submetem-se a compadrios e corrupções. Aprisionados pelo servilismo bacoco, os partidos atuais, colocam o aparelho do Estado e os próprios aparelhos internos ao serviço de grupos de extorsão da riqueza estatal e da subversão do regime democrático.

A PIDE, a MOCIDADE PORTUGUESA e a LEGIÃO foram organismos criados pelo regime salazarista e só desapareceram estruturalmente. O povo português não conseguiu, ainda, varrer dos seus hábitos e cultura de tais pigmentos.

Socialmente, enquanto povo e cada um, continuamos agarrados (com estes partidos aumenta) a esquemas feudalistas que em certos casos já envergonhariam o próprio Salazar.

É um lugar-comum dizer-se que “cada povo tem os políticos que merece”. Não corresponde, de todo, a um rácio razoável da relação políticos/sociedade: ainda que poucos, há políticos bem escolhidos, raramente se aguentam muito tempo em exercício (os aparelhos não gostam deles); quanto ao povo as crianças e os idosos tornam-se as maiores vitimas dessa inverdade relativa.

Fala-se demasiado em consensos, coisa difícil de se obter. Porque não trabalhar em compromisso mínimos, sem perder a face do essencial das diferenças de cada um e de cada grupo?

Na modesta opinião de uma voz frágil, como a minha, a fundamental razão de estarmos nas atuais circunstâncias deve-se à conjugação da evolução tecnológica globalizadora e à incapacidade de exercício da cidadania individual e colectiva.

A Europa parece ter perdido as raízes culturais e valorativas. Em cada país, componente do seu mosaico cultural, a forma de exercer a política uniformizou-se, dentro das piores praticas corroendo o que de melhor havia nas relações sociais e no contesto do “Contrato Social”.

Urge que os povos se revoltem exigindo uma refundação partidária e um renascimento do Contrato Social, consubstanciando novas formas de exercício da política, tanto representativa como direta. Todos os povos merecem políticos honestos, desde que a maior parte dos cidadãos o sejam também.



Publicado por Zé Pessoa às 12:16 de 20.06.13 | link do post | comentar |

Greve G. 27 Jun.: combater corrupção, empobrecimento e desGovernança.

 

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Dia  27. julho.2013 :   GREVE GERAL !     Lutemos pelos nossos direitos !     

 UGT + CGTP + Independentes + pensionistas + precários +  desempregados + TODOS os trabalhadores, contribuintes e cidadãos deste País que é NOSSO.

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  Eles e nós

Três quartos da rede dos correios assegurada por entidades externas. Tudo pronto para a privatização dos CTT, incluindo o famoso banco JP Morgan, especialista em intoxicações financeiras. A banca está sempre pronta para prosperar à custa dos poderes públicos. Tudo então está pronto para mais uma machadada nas instituições de que é feita uma comunidade política digna desse nome. Assim se destrói um país.
    Cavaco, que iniciou esta moda das privatizações sem fim, com os seus espectaculares resultados, só pode apoiar, claro. De resto, e aplicando aqui os termos de Michael Sandel, no seu último e muito recomendável livro sobre os limites morais dos mercados, a privatização de mais um bem social não é apenas um problema de geração de desigualdade no seu acesso, mas também é um problema de corrupção, de subversão dos fins da instituição que o provisiona, de corrosão das normas sociais que lhe dão sentido, da ética dos seus profissionais e das relações laborais que a assegura, da confiança num serviço público fundamental.
   Os serviços públicos são um momento em que se conjuga a primeira pessoa do plural de que é feita uma comunidade ( NÓS ). Se eles conseguirem privatizar os CTT, nós teremos de voltar a nacionalizá-los: esta é que é uma daquelas questões nacionais que tem de merecer o compromisso de uma imensa maioria, para usar um termo muito em voga ontem em Elvas. As verdadeiras questões nacionais são hoje profundamente subversivas ou não estivéssemos sob tutela de fora através das elites cá de dentro.



Publicado por Xa2 às 07:42 de 20.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

LISBOA | HORTA DO MONTE (GRAÇA)

Mais de mil pessoas já assinaram a petição online "pela preservação da Horta do Monte projeto comunitário", tentando travar a sua destruição iminente com o arranque das obras da autarquia para a criação do novo Jardim da Cerca da Graça.

O Expresso confirmou junto do gabinete de Eduardo Sá Fernandes, vereador do Ambiente Urbano, Espaços Verdes e Espaço Público da Câmara de Lisboa, que a intervenção irá ser iniciada "mesmo muito em breve".

O objetivo da autarquia é que o projeto de criação do maior parque urbano do centro histórico da capital - que contará com uma alameda, miradouros, parque de merendas, pomar, parque infantil, esplanada e parque hortícola numa área adjacente - esteja concluído em setembro, mês das eleições autárquicas.

 

Apesar da autarquia ter aceite o Projeto Comunitário Horta do Monte no seu programa Bip/Zip - Lisboa de 2013 , de parcerias locais para apoio às comunidades, apenas permitiria o seu regresso ao local, após a intervenção, para a exploração de um dos talhões do futuro parque hortícola.

Horta do Monte apela a reunião com Sá Fernandes

João Camoulas, assessor de Sá Fernandes, diz que, caso a Horta do Monte se tivesse candidatado teria tido prioridade, como aconteceu com os restantes hortelões, pois "a Câmara atribui em primeiro lugar o espaço a quem já o ocupava".

Inês Clematis, da Horta do Monte, afirma que a Câmara nunca lhes deu oportunidade de apresentarem as atividades que ali têm desenvolvido e que continuam a apelar por uma oportunidade de o fazerem, numa reunião com o vereador Sá Fernandes.

"Nós não somos um hortelão. Queremos integrar-nos nesse projeto (de requalificação do local), mas o que estamos a fazer é uma coisa completamente diferente e não se enquadra no programa de hortas urbanas. É um projeto aberto ao público, com atividades regulares", acrescentou.

 

Aulas de ioga matinais

Clematis, professora de pintura de 39 anos, que tem trabalhado também em animação sócio-cultural e como consultora de permacultura, diz que as atividades, que iniciaram há seis anos no local que se encontrava muito degradado, deram lugar ao projeto comunitário que conta com cerca de três anos, no qual participam regularmente "cerca de 70 a 80 pessoas".

"São pessoas que se conheceram ali e que se interessam por questões comunitárias ou da parmacultura", refere.

A produção de alimentos através de cultivo coletivo, a educação pela sustentabilidade e a promoção de estilos de vida saudáveis são as três vertentes do projeto classificado pela autarquia da capital.

Procurando dissuadir a destruição iminente do espaço, nos últimos dias têm levada a cabo uma série de atividades, entre as quais aulas de ioga matinais.

 

Nota: Há quem diga existirem outros «interesses» paralelos a esta intervenção/destruição da Horta do Monte (na Graça), que nada têm a ver com a recuperação paisagístico envolvente, mas sim com um Hotel do Grupo Pestana que se prepara para abrir um pouco abaixo do local desta horta comunitária...  Pois «não fica bem» uma «coisa comunitária» perto de uma unidade hoteleira de prestígio... Mas isso são só rumores que se vão ouvindo e não têm de certeza qualquer fundamento (pois não?). Até que uma Câmara PS, governada por um histórico socialista como António Costa com, também dizem por aí, pretensões maiores que a governação da capital do país, não se deixaria «levar» por estas mesquinhas questões de prvilegiar uma empresa em prejuízo dos cidadãos do seu município... António Costa não era capaz de fazer esta «maldade» aos seus eleitores, mesmo que este pelouro esteja tutelado a um senhor chamado de Sá Fernandes, que nem se dignou receber ou nem aparecer para dialogar com os intervenientes deste projeto comunitário lisboeta. Mas o tempo dirá quem é quem e, quem está interessado na «paisagem» em vez das pessoas que vivem nesta cidade.

 

Quem quiser assinar a petição para impedir a destruição da Horta do Monte pode sempre fazê-lo no link abaixo:

http://www.peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N39744

 

 



Publicado por [FV] às 16:50 de 19.06.13 | link do post | comentar |

Renegociar já, defender o emprego, os contribuintes e a U.E.
Renegociar já, mas não como os credores querem      (-por Nuno Serra)
«Só a renegociação, acompanhada de uma moratória, e a reestruturação, com anulação de uma parte do valor da dívida, redução das taxas de juro e alongamento das maturidades, pode reduzir o peso dos juros na despesa pública, evitar o colapso da provisão pública de bens e serviços e libertar recursos para o investimento e a criação de emprego.
     Mas a reestruturação de que Portugal e a Grécia precisam não é a dos credores. Aos credores interessa aliviar o fardo para que o "animal" continue a ser capaz de puxar a carroça (juros/rendas, privatizações...). Aos povos grego e português interessa alijar a carga para caminhar em frente, sem condições impostas pelos credores.
     A renegociação tendente à reestruturação da dívida de que precisamos tem de ser conduzida em nome do interesse nacional, contra o interesse dos grandes credores e salvaguardando os pequenos aforradores. O Estado português tem de tomar a iniciativa e conduzir todo o processo.
     Mas o Governo português, o Presidente da República e a maioria dos deputados da Assembleia da República fingem não perceber. Estão sentados à espera que os credores mandem. Em contrapartida, cresce na sociedade a compreensão da necessidade de agir.»
     Do excelente artigo do José Castro Caldas no Público de hoje, cuja leitura na íntegra se recomenda vivamente.
     Encontra-se em curso a petição «Pobreza não paga a dívida: Renegociação já» (que permite subscrições online), um instrumento da maior relevância para exigir que a Assembleia da República se pronuncie pela abertura urgente de um processo de renegociação e pela criação de uma entidade que acompanhe a auditoria à dívida pública, com participação cidadã qualificada. A discussão desta petição permitirá, adicionalmente, confrontar a narrativa dominante sobre as origens da crise com as suas fraudes, falsidades e fracassos, que se tornam cada vez mais indisfarçáveis.
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          Ulisses em Lisboa,   na próxima sexta-feira

     Dia 21 de Junho, sexta-feira, no Mercado da Ribeira, em Lisboa, duas conferências promovidas pelo Projecto Ulisses, com a presença de eurodeputados dos Verdes Europeus (entre os quais Rui Tavares, Daniel Cohn-Bendit e Rebecca Harms).
     Das 11h00 às 13h30, realiza-se a conferência «30 Anos de Integração Europeia», ... entre as 18h30 e as 21h00, uma discussão em torno do Projecto Ulisses, na sua proposta de «Salvar a Europa a partir do Sul», ...
     A entrada é livre e está assegurada a tradução e interpretação para português.
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                    E eu expliquei   que já as tinha pago a mais"  -     Cause - Rodriguez
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       No início … a palavra         (-por L. Gomes)

                         O desempregado com filhos

Disseram-lhe:    só te oferecemos emprego se te cortarmos a mão.
Ele estava desempregado há muito tempo; tinha filhos, aceitou.
Mais tarde foi despedido e de novo procurou emprego.
Disseram-lhe:    só te oferecemos emprego se te cortarmos a mão que te resta.
Ele estava desempregado há muito tempo; tinha filhos, aceitou.
Mais tarde foi despedido e de novo procurou emprego.
Disseram-lhe:    só te oferecemos emprego se te cortarmos a cabeça.
Ele estava desempregado há muito tempo; tinha filhos, aceitou.
            Gonçalo M. Tavares “O Senhor Brecht” (2004)  (- NÃO é este o caminho !  )

    Não estou desempregada, não tenho filhos. Mantenho as duas mãos e a cabeça, hoje um pouco mais levantada ao integrar a brigada revolucionária que compõe blogues como este, que se manifesta e participa activamente na Cidadania.

    Entre as diferenças, juntar-se-ão as nossas mãos tantas vezes às causas que nos são comuns.

    Entre as letras, talvez mais e mais se vão juntado. Lendo o que não conseguem ler noutros sítios. Vendo o que não podem ver noutros locais. Relatos na primeira pessoa ou opiniões sobre tudo e mais um par de botas.    Mas para já, e para dar o pontapé de saída, duas palavras apenas, porque a maioria de nós, todos os dias, vai perdendo, porque lhas roubam violentamente, partes de si e dos seus antepassados.

          Dia  27. julho.2013 :   GREVE GERAL !     Lutemos pelos nossos direitos !     

 UGT + CGTP + Independentes + pensionistas + precários +  desempregados + ... TODOS os trabalhadores, contribuintes e cidadãos deste País que é NOSSO.grevegeral_27jun 

 (*imagem de Rita Neves)

 



Publicado por Xa2 às 13:17 de 19.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Classe média maior, país melhor

             Já não chega pão e circo         (-por Daniel Oliveira, 19/6/2013, Arrastão e Expresso online)

 O Brasil assiste às maiores manifestações das últimas décadas. Na rua, milhares de pessoas, sobretudo jovens, contestam as prioridades do governo ... 

    ... Na realidade, o crescimento económico e algumas políticas sociais mínimas, mas bem sucedidas, da última década, mudaram a realidade social brasileira. Um país composto por uma pequena elite milionária e uma multidão de miseráveis passou a ter uma pujante classe média. E a classe média é a chave da exigência democrática. Sem a autonomia financeira da burguesia e sem a dependência social dos pobres, sem os privilégios dos ricos e o desespero dos miseráveis, sempre foi ela a linha avançada da defesa do Estado Social, da transparência na política e da democracia. E a classe média brasileira cresceu. Cresceu muito.

      Com o crescimento da classe média, que é quem se está a manifestar nas grandes cidades, a democracia amadureceu. Ficou mais exigente. ... estão preparados, porque têm hoje mais formação, informação e ambição, para passar para outra fase: a do desenvolvimento sustentado, a da democracia plena, a de serviços públicos de qualidade, a de um Estado que respeita as liberdades públicas e combate a corrupção, a de uma polícia que se rege pela lei e pelo respeito pelos direitos humanos. E não aceita calado que o mesmo Estado que esbanja dinheiro no Mundial aumente o preço dos transportes públicos. Quer que a riqueza seja canalizada para o futuro e não para os bolsos de milionários e corruptos, os maiores beneficiários de obras faraónicas que deixam pouco para os investimentos que realmente distribuem a riqueza por todos: a saúde, a educação, os transportes e infraestruturas públicas.  

     ... Querem uma classe política decente. Querem, no fundo, um país onde eles próprios tenham lugar. Porque a classe média não pode pagar os serviços privados que os ricos usam nem está disposta a viver como os pobres. Foi sempre a sua posição intermédia que pressionou, em todo os países desenvolvidos, para a criação e crescimento de um verdadeiro Estado Social, de uma Escola Pública de qualidade e de um serviço público de saúde para todos. É por isso que é idiota acreditar que se pode criar um Estado Social apenas para pobres. Nunca tal existiu. Porque aos mais pobres falta a capacidade reivindicativa para o defender. Só a aliança social entre classes médias e classes baixas o pode garantir.

     ... Quando olhamos para Europa e vemos o processo inverso, com a destruição da classe média e a degradação da exigência dos povos, percebemos a tragédia que podemos estar a viver. Enquanto turcos e brasileiros exigem o que há dez anos nem lhes passaria pela cabeça, na Europa aceita-se o que há dez anos seria impensável tolerar. Não são, ao contrário do que se tem dito, os custos do Estado Social e dos serviços públicos de qualidade a razão para este recuo. É o aumento da desigualdade, a consequente degradação das condições de vida da classe média europeia e a alteração da correlação de forças sociais que permite este retrocesso político. Assim como é a redução da desigualdade (mesmo que o Brasil nunca tenha conhecido tantos milionários), o consequente crescimento da classe média e a alteração da correlação de forças sociais que permite a maior exigência de turcos e brasileiros.

      Não é possível conquistar mais democracia sem lutar por uma redistribuição mais igualitária da riqueza, na qual o Estado Social e os serviços públicos desempenham um papel central.

      ...  O nosso Estado Social não está a definhar por falta de dinheiro para o financiar. Está a definhar porque a crescente desigualdade económica na Europa está a enfraquecer a sua principal base de apoio: a classe média. Se permitirmos que este processo continue espera-nos o passado brasileiro. Um passado onde a democracia era uma ficção. Onde a inexistência de uma classe média forte dava às elites e ao Estado que as servia um poder discricionário. É por isso que a luta central é por mais igualdade. A única que garante uma maioria social que trave os abusos, defenda a democracia e exija a dignidade.

     O Brasil vive um momento fundamental da sua história: ou dá agora o salto ou volta para trás. A Europa vive um momento fundamental da sua história: ou trava agora a queda ou perde o que conquistou. E a chave, nos dois lados, é a classe média. Quem a trata como privilegiada, perante a dificuldade dos pobres, não percebe que está a criar o caldo social e político em que os pobres nunca deixarão de o ser.  (... até à revolta ...)



Publicado por Xa2 às 07:51 de 19.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

PORTUGUESES, UMA RAÇA ARIANA?

Estamos submetidos, também por culpas próprias, a uma cultura política e económica germanizadas, em certas atitudes e comportamentos quase nazi. Esta evolução foi ganhando, paulatinamente, terreno e a coberto de negócios e supostos apoios a desenvolvimentos que, pouco mais foram, além de paliativos para engorda de PPP, centros comerciais e tubarões do betão.

Já passamos pela influente submissão algloxacsonica, no tempo do Marques também conhecido por Conde de Oeiras, então submetidos aos interesses dos súbditos de sua majestade, os monarcas ingleses, muito investiram nos nossos vinhos do porto e nos seus têxteis, mais tarde escorraçados pelos indianos.

Quase em simultâneo veio a revolta da bastilha e qual inaudita revolução de ideais, saberes e virtudes que para aí nos viramos de alma, coração, e razão desmedida. Convertidos a tais usos e costumes. Tornamo-nos uns lusitanos afrancesados e assim fomos vivendo muitas décadas. Paris foi-nos o centro de todas atenções e poço de desvirtudes nacionalistas.

Um dia apareceram a notas verdes, produzidas por uns colonos emigrados no novo mundo do Norte das Américas e, de tais preciosidades, fizemos encosto e submisso amparo. Fomos mordomos, fieis criados e serviçais a mando de tios sam.

Caído o império luso africano em desgraça, o asiático já há muito se havia desprendido, acordamos para uma Europa que desconhecíamos, ainda que nela sempre tivéssemos estado. Por desconhecimento e total impreparação, mais uma vez nos deixamos submeter a estratégias e interesses que de fora, sorrateira e meticulosamente, nos foram bajulando.

Os alemães, que depois de duas fratricidas guerras ficaram, de algum modo injustamente, submetidos aos interesses partilhados entre russos e americanos aprenderam e à terceira alteraram estratégias, armas e métodos passando a ganhar por via da influência comercial e tecnológica o que aviam perdido pela força das armas.

Na sequência da evolução alemã, incluindo nela a sua própria reunificação, a Europa vive atualmente uma situação de hegemonia, além de cultural, política e económica é sobretudo ideológica, provinda de Berlim (Bruxelas, Estrasburgo e instancias europeias sumiram) tornando os governos de cada país uns meros feitores ao serviço dos desígnios do governo alemão, BCE e FMI.

No caso português chega-se ao ponto de constatarmos tiques neonazis que só falta, certos políticos, nos dizerem que somos um povo de elite. Já nos chamam “o melhor povo do mundo”. Por este andar pouco nos faltará para nos tornarmos uma raça ariana.



Publicado por DC às 16:15 de 18.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Sinais pró Fascismo -vs- Solidariedade e defesa da Democracia

             Não desvalorizemos os sinais de tempestade   (-por Tiago M. Saraiva)

    Ao longo dos anos tenho vindo a utilizar com todos os pruridos a comparação entre a realidade presente e o Fascismo. É bom não esquecer que num regime fascista este texto não seria publicado ou que este autor, muito provavelmente, não estaria a escrevê-lo em liberdade. Contudo, olho à minha volta e diferentes momentos da semana fazem adivinhar um negro destino que paira sobre nós.
    Na Turquia o protesto local contra a construção de um centro comercial desencadeou uma guerra civil. Milhares dão o corpo às balas (literalmente) para derrubar mais um ditador protegido pela NATO. Quem duvidar do estado de excepção, basta ver alguns vídeos que circulam pela internet, as imagens da prisão dos (médicos e dos) advogados  que se voluntariavam para (tratar e) defender os manifestantes (e aos jornalistas que procuram cobrir a situação) ou saber das multas aplicadas aos canais de televisão que transmitem os protestos. Ao invés, na Grécia, do dia para a noite o primeiro ministro decidiu encerrar a televisão pública e lançar no desemprego mais uns milhares de trabalhadores.
    A nuvem negra do fascismo paira novamente sobre a Europa. E Portugal está no pelotão da frente.
    O que dizer de um governo que recorre a dispositivos ilegais para condicionar o direito à greve de professores? O que dizer de um ministro que, do dia para a noite, decreta a suspensão do pagamento dos subsídios dos funcionários públicos? O que dizer da morte de “Mucho” depois de 15 dias em coma por ter sido espancado pela polícia num bairro da Damaia? O que dizer de uma justiça que condena em dois dias quem manda trabalhar o Presidente da República e que lhe diz na cara que está farto de ser roubado ao mesmo tempo que ignora, iliba ou adia decisões em todos os casos que envolvem as figuras poderosas do regime? O que dizer dos 25% de cidadãos residentes em Portugal que vive abaixo dos limiares de pobreza?
    Os sinais de tempestade estão todos aí.

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Carta de  solidariedade pelo povo grego,  pela democracia e  contra o apagão do serviço público de rádio e televisão na Grécia  (-por Miguel Cardina)
                  A/C Exmo. Sr. Embaixador da Grécia em Portugal,
    A Grécia acordou no dia 12 de Junho sem televisão e radio públicas. No dia anterior, 11 de Junho, o governo impôs, com escassas horas de pré-aviso, o "apagão "da ERT (serviço público de rádio e televisão grego), tornando-se a Grécia o primeiro país da União Europeia a suspender o serviço público de comunicação social, num claro atropelo da democracia. Semelhante decisão constitui uma inequívoca manifestação de autoritarismo, abrindo um estado de exceção que colide com normas europeias e ataca direitos fundamentais.
    O serviço de televisão público é essencial para o povo grego, para a democracia na Grécia, para a democracia na Europa. Considerar aceitável esta situação é aceitar a premissa e a ameaça da chantagem antidemocrática sobre os meios de comunicação social e a liberdade de imprensa.
    Os e as assinantes enviam por isso esta carta de repúdio pela decisão do governo grego e exigem o respeito pelos valores democráticos sustentados pelo serviço público de televisão e rádio. Só a democracia pode defender os povos europeus contra a austeridade e o autoritarismo.
        Os/as abaixo-assinado  ...


Publicado por Xa2 às 07:52 de 18.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

EXPLICA-ME COMO SE EU FOSSE MUITO BURRO

QUE É O BCE?
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.

E DONDE VEIO O DINHEIRO DO BCE?
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.

E É MUITO, ESSE DINHEIRO?
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.

ENTÃO, SE O BCE É O BANCO DESTES ESTADOS PODE EMPRESTAR DINHEIRO A PORTUGAL, OU NÃO? COMO QUALQUER BANCO PODE EMPRESTAR DINHEIRO A UM OU OUTRO DOS SEUS ACCIONISTAS ?
- Não, não pode.

PORQUÊ?!
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.

ENTÃO, A QUEM PODE O BCE EMPRESTAR DINHEIRO?
- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.

AH PERCEBO, ENTÂO PORTUGAL, OU A ALEMANHA, QUANDO PRECISA DE DINHEIRO EMPRESTADO NÃO VAI AO BCE, VAI AOS OUTROS BANCOS QUE POR SUA VEZ VÃO AO BCE.
- Pois.

MAS PARA QUÊ COMPLICAR? NÂO ERA MELHOR PORTUGAL OU A GRÉCIA OU A ALEMANHA IREM DIRECTAMENTE AO BCE?
- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!

AGORA NÃO PERCEBI!!..
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.

MAS ISSO ASSIM É UM "NEGÓCIO DA CHINA"! SÓ PARA IREM A BRUXELAS BUSCAR O DINHEIRO!
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas.

A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo,

ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.

ISSO É UM VERDADEIRO ROUBO... COM ESSE DINHEIRO ESCUSAVA-SE ATÉ DE CORTAR NAS PENSÕES, NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO OU DE NOS TIRAREM PARTE DO 13º MÊS.
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.

MAS QUEM É QUE MANDA NO BCE E PERMITE UM ESCÂNDALO DESTES?
- Mandam os governos dos países da zona euro.

A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.

ENTÃO, OS GOVERNOS DÃO O NOSSO DINHEIRO AO BCE PARA ELES EMPRESTAREM AOS BANCOS A 1%, PARA DEPOIS ESTES EMPRESTAREM A 5 E A 7% AOS GOVERNOS QUE SÃO DONOS DO BCE?
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6, a 7% ou mais.

ENTÃO NÓS SOMOS OS DONOS DO DINHEIRO E NÃO PODEMOS PEDIR AO NOSSO PRÓPRIO BANCO!...
- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.

MAS, E OS NOSSOS GOVERNOS ACEITAM UMA COISA DESSAS?
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.

MAS ENTÃO ELES NÃO ESTÃO LÁ ELEITOS POR NÓS?
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século, para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.

E ONDE O FORAM BUSCAR?
- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões.

   De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...

MAS METERAM OS RESPONSÁVEIS NA CADEIA?
- Na cadeia? Que disparate!

Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.

E ENTÃO COMO É? COMEMOS E CALAMOS?
 Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...

 

Nota: Este post é uma repetição aqui no Luminária. Mas de vez em quando é bom recordar...



Publicado por [FV] às 18:17 de 17.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Greve : acto de civilização em defesa do bem-estar colectivo

                A Greve dos professores é um acto de civilização   
       Eis o cenário que os nossos professores estão com esta greve a combater.

   Um sistema educativo constituído por trabalhadores precários, caixeiros-viajantes desumanizados, sobrecarregados de burocracia, com parcos descontos para a segurança social, pondo em causa a vida digna dos que já estão reformados.     Professores que ainda tinham direitos, entre os 40 e 60 anos, enviados para um gigante despedimento colectivo ou reformas antecipadas.
   Turmas (de 28 e 30 alunos) atascadas de crianças mal-educadas, seleccionadas para o lixo do «ensino profissional», um eufemismo para saber usar um computador e dizer umas palavras de inglês para uns turistas verem, mantendo a força de trabalho criteriosamente adequada à desordem de um país baseado em baixos salários e exportações. 
   
Não podemos ver nesta greve nada a não ser um acto de civilização, em defesa do bem-estar colectivo.
    Para os historiadores, sociólogos do trabalho, afirmar que a greve prejudica tem o mesmo significado que afirmar que a chuva molha.  Porque a greve, proibida durante tantos anos e conquistada com mortos e feridos, só é greve se prejudicar a produção, neste caso, a formação da força de trabalho.
    Sabemos, e não podemos deixar de lembrar aos que hoje trabalham, que a greve é-o porque pára a produção, mas também porque       pode criar mecanismos de solidariedade,      criar fundos de greve (para suportar vários dias de greve),      democratizar as estruturas de organização dos trabalhadores (plenários de escolas, assembleias abertas, dirigentes com cargos rotativos);      a greve pode também mobilizar outros sectores de trabalhadores à sua volta – foi tudo isto que aconteceu no ano passado em Chicago, nos EUA, naquela que foi a mais importante, e vitoriosa, greve de professores, quando vários bairros de Chicago se mobilizaram, com fundos e acções em defesa dos professores.
    A palavra desemprego hoje carrega este significado – os desempregados pressionam os salários dos que estão empregados para baixo, fazem-nos aceitar piores condições laborais.
    Argumentei no último livro que coordenei, que a estratégia da troika consiste, primordialmente, em reconverter o mercado de trabalho. Como? Transformar todos os trabalhadores do país em trabalhadores precários, isto é, pôr fim ao direito ao trabalho substituído por um estado em que se alterna entre a precariedade e o assistencialismo, os «rendimentos mínimos», quando se fica desempregado.
    Um precário ganha em média menos 37%, se for formado menos 900 euros, se não for formado menos 300 euros.
    Há um número cada vez maior de pessoas eliminadas do mercado de trabalho – num processo de eugenização social da força de trabalho – mas o número dos que voltam ao mercado de trabalho ganhando muito menos aumenta também.    Quer isto dizer que, tendencialmente, quem consegue voltar ao mercado de trabalho volta com um salário inferior.
    Por isso vivemos num país onde há cada vez mais gente desempregada e cada vez mais gente a ganhar o salário mínimo,  salário mínimo que é a palavra mágica que contém em si (quase) tudo – bairros sociais degradados, má educação, brutalidade, violência, (+ crime,) má alimentação, fome, apatia social (, iliteracia, alienação com "pão e circo"/FFF, não participação cívica e política, ... degradação Humana e social).
    Nenhum aluno será prejudicado se esta greve sair vencedora e conseguir o que pode, e está ao seu alcance:
reduzir o horário de trabalho,    empregar mais professores,    estender e melhorar a sua formação nas universidades (ampliar de novo os cursos superiores),    devolver aos cursos de educação uma forte componente científica,    dignificar o trabalho com salários decentes,    acabar com o terror do medo de perder o emprego,    diminuir o número de alunos por turma,    impor o respeito pelos professores, por parte dos alunos e por parte de todos nós como sociedade   – a reboque garantimos a sustentabilidade da segurança social porque com relações laborais protegidas e emprego os descontos para esta aumentam.
    O que impressiona nesta greve não é que ela prejudica os alunos.   É que ela é o derradeiro acto para salvar os alunos, uma geração inteira «queimada» por um Governo que nada tem para lhes oferecer a não ser um salário baixo ou um passaporte para a emigração, para países que, ao contrário dos anos 60, também estão com desemprego
crescente!
    Vivemos abaixo das nossas possibilidades.   Hoje um trabalhador, por força do desenvolvimento tecnológico, é 5,35 vezes mais produtivo do que em 1961, mais de 430% mais produtivo!   Isso significa que produzimos riqueza social suficiente para ter turmas de 10, 15 alunos,    escolas amplas com espaços verdes,   espaços de brincadeira,   funcionários bem pagos e atentos;   professores bem formados em cursos com extensão universitária de 5 ou 7 anos;    aprendizagem de instrumentos musicais, teatro …
    Esta greve aos exames defende a dignidade laboral de quem vê no acto educativo um acto de construção da civilidade, da educação, da candura, do amor a aprender, do respeito pelo outro, da ciência como meio de emancipação humana.   

    (-por Raquel Varela, 2013/6/16)
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       Obrigatório ver :   Professor  SantanaCastilhoBlog   analisa o ano lectivo e a Educação.

http://www.youtube.com/watch?v=mLkIurcPqnQ    e    http://www.youtube.com/watch?v=7TxnzRoCMbM 

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Publicado por Xa2 às 07:51 de 17.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Anti-greve ... e assumir a perda de benefícios ... e voltar à barbárie

Para quem é contra a Greve.  É só preencher o modelo abaixo e enviar ao Governo 
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DECLARAÇÃO ANTIGREVE


(Para os que não fazem greve...)

Eu,............... , NIF . ............., Trabalhador/a da empresa.................,    ...      DECLARO:

QUE estou absolutamente contra qualquer coação que limite a minha liberdade de trabalhar.

QUE, por isso, estou contra as greves, piquetes sindicais e qualquer tipo de violência que me impeçam a livre deslocação e acesso ao meu posto de trabalho.

QUE por um exercício de coerência com esta postura, e como mostra da minha total rejeição às violações dessas liberdades, EXIJO:

1 º. QUE me seja retirado o benefício das 8 horas de trabalho diário, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e que me seja aplicada a jornada de 15 horas diárias em vigor antes da injusta obtenção deste benefício.

2 º. QUE me seja retirado o benefício dos dias de descanso semanal, dado que este beneficio foi obtido, por meio de greves, piquetes e violência, e que me seja aplicada a obrigação de trabalhar sem descanso de domingo a domingo.

3 º. QUE me seja retirado o benefício das férias, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de trabalhar sem descanso os 365 dias do ano.

4 º. QUE me seja retirado o benefício dos Subsídios de Férias e de Natal, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de receber apenas 12 salários por ano.

5 º. QUE me sejam retirados os benefícios de Licença de Maternidade, Subsídio de Casamento, Subsídio de Funeral dado que estes benefícios foram obtidos por meio de greves, piquetes e violência, e me seja a plicada a obrigação de trabalhar sem usufruir destes direitos.

6 º. QUE me seja retirado o benefício de Baixa Médica por doença, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de trabalhar mesmo que esteja gravemente doente.

7 º. QUE me seja retirado o direito ao Subsídio de Baixa Médica e de Desemprego, dado que estes benefícios foram obtidos por meio de greves, piquetes e violência. Eu pagarei por qualquer assistência médica e pouparei para quando estiver desempregado/a.

8 º. E, em geral, me sejam retirados todos os benefícios obtidos por meio de greves, piquetes e violência que não estejam contemplados por escrito.

9 º. DECLARO, também, que renuncio de maneira expressa, completa e permanente a qualquer benefício actual ou futuro que se consiga por meio da greve do dia 17 e da Greve Geral de 27 Junho de 2013.

                                                              (-por Alice Vieira, via e-mail)

           Ataques ao mundo do trabalho   (-por João Rodrigues)

      O Alexandre Abreu colocou aqui ontem um gráfico que ilustra, para os EUA, a relação entre a diminuição da taxa de sindicalização e a concentração de rendimentos no topo, um dos traços centrais do regime neoliberal em vigor desde a década de oitenta. A economia política comparada indica-nos que quanto maior é a taxa sindicalização, quanto mais importância assume a negociação colectiva centralizada, menores são as desigualdades de rendimentos
      Não é por acaso que a troika quer destruir a contratação colectiva e individualizar as relações laborais, acentuando um processo que não é de agora. Está a conseguir fazê-lo. Este é aliás um dos objectivos primordiais da “Europa social” realmente existente. Adicionalmente, como o gráfico abaixo, obtido via Matias Vernengo, ilustra, o bem-sucedido ataque neoliberal ao mundo do trabalho organizado é visível também numa repartição de rendimento entre trabalho e capital cada vez menos favorável ao primeiro nos países desenvolvidos, uma medida que nem sequer tem em conta o extraordinariamente relevante fenómeno do crescimento generalizado da desigualdade salarial. A crescente desigualdade entre trabalho e capital tem sido acompanhada pelo aumento da taxa de desemprego, até porque é a procura salarial que tende a guiar as economias, como vários estudos da OIT têm enfatizado. O desemprego crescente, por sua vez, funciona como mecanismo disciplinar por excelência, numa economia do medo, garantindo renovados ataques à acção colectiva dos trabalhadores
.
Todo um sistema com toda uma história. Uma história e um sistema que João Miguel Tavares parece desconhecer, o que não o impede de escrever sobre o assunto, claro: à falta de melhor, hoje critica a Fenprof por usar o termo neoliberalismo num documento de 2003, vejam lá. A Fenprof podia tê-lo feito desde a década de oitenta, claro. É verdade, como sublinhamos em artigo recente, que se tratou de um neoliberalismo incrustado, com alguma regulação social legitimadora e em crescente tensão, em particular desde a instituição do euro, com a estrutura económica entretanto criada, mas foi neoliberalismo, sem dúvida.
             "Eu até concordo com o direito à greve, mas..."       (-por Alexandre Abreu)
       ... sobretudo acho uma pena que uma boa parte das pessoas, sobretudo quando também são trabalhadoras, não entenda realmente o que é que está em causa.


Publicado por Xa2 às 07:42 de 17.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

O PS DEVIA TER VERGONHA

João Cordeiro – Apenas mais um...

«Sei muito bem aquilo que posso fazer,
o que não posso e o que me recuso a fazer.
E – pode ter certeza – política é uma das coisas que me recuso a fazer.
Não me entusiasma.»

Estas terão sido declarações do senhor João Cordeiro à “Visão”, em 2005.
O senhor João Cordeiro dirigiu, durante anos, aquele que é considerado um dos maiores lobbies da economia portuguesa, a Associação Nacional de Farmácias.
Ainda me lembro do tempo, nada distante, em que se acaso uma farmácia saísse das mão da família que a detinha havia gerações, o valor de trespasse do negócio que era anunciado, ainda que se tratasse de uma simples farmácia de bairro com três ou quatro funcionários, faria inveja a muitas médias empresas com cem ou mais trabalhadores e boas carteiras de encomendas.
À frente dessa poderosa máquina de fazer dinheiro, João Cordeiro notabilizou-se, nos últimos tempos, pelas guerras violentas que travou com o Partido Socialista. Desde Ferro Rodrigues, que lhe terá devolvido uma carta em que a Associação protestava contra a ideia da criação de farmácias sociais, pelo facto de esses “protestos” estarem alagados em insultos; passando pelas violentas trocas de galhardetes com o ministro da Saúde de Sócrates, Correia de Campos... até chegar ao próprio Sócrates a quem chamou publicamente «mentiroso e traidor»... o aguerrido Cordeiro foi dizendo do PS, dos seus ministros e dirigentes, aquilo que Maomé não ousou dizer do toucinho.
Notícia súbita... o senhor João Cordeiro é candidato à presidência da Câmara de Cascais!
Não! Não seria sequer notícia o facto de o homem aceitar um cargo político, depois de afirmar taxativamente que era uma coisa que se recusava a fazer. Isso é o pão nosso de cada dia... ainda que a “habilidade” de vir pretender, numa patética tentativa de justificar a "mudança", que o lugar de presidente de uma autarquia "não é bem política"... revele um pormenor de carácter que pode levá-lo ainda mais longe do que a anterior profissão ligada ao negócio da morte.
Não! Aquilo que realmente é notícia é o facto de o homenzinho se ter deixado convencer a ser candidato à Câmara de Cascais... exactamente pelo PS!
O que é indesculpável é que homenzinhos desta estirpe continuem, impunemente, a atirar gasolina para a fogueira onde arde a honorabilidade da nobre actividade política, no que ela encerra de sentido de serviço público, de dádiva de si aos outros. Actividade nobre que, por entre tanto fumo de corrupção, interesses e oportunismo, acaba por ter colado o rótulo sujo do “Eles são todos iguais!”... por mais injusto que isso seja para tanta gente honrada que entende a política como ela deve ser entendida, sejam autarcas ou políticos em geral que, manda a justiça e a mínima honestidade intelectual que se diga, podemos encontrar em várias áreas do espectro político-partidário e entre muita gente independente.


Publicado por [FV] às 16:55 de 16.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Pode um homem sozinho dar cabo de um país?

Por Miguel Sousa Tavares

 

Pode, se o deixarem à solta: é o que Vítor Gaspar está há quase dois anos a tentar fazer a Portugal. Ele dará cabo do país e não deixará pedra sobre pedra se não for urgentemente dispensado e mandado regressar à nave dos loucos de onde se evadiu.

Já suportámos tudo a Vítor Gaspar: nove trimestres consecutivos de previsões sucessivamente falhadas; erros de avaliação de uma incompetência chocante; subidas de impostos que conseguiram o milagre de fazer cair a receita fiscal; meio milhão de novos desempregados em menos de dois anos e milhares de empresas chutadas para a falência; cortes cegos em tudo o que estava em marcha para mudar o nosso paradigma de país subdesenvolvido — como a aposta na investigação, na ciência, nas novas tecnologias, nas energias alternativas; um despudor e uma arrogância a corrigir os erros cometidos com novos erros idênticos, que, mais do que teimosia e obstinação suicidarias, revelam sim o desespero de um ditador intelectual perdido no labirinto da sua ignorância. Gaspar não sabe como sair do desastre em que nos meteu e, como um timoneiro de uma nave em rota de perdição, ele já não vê nem passageiros nem carga, ou empregos e vidas a salvar: prefere que o navio se afunde com todos a bordo e ele ao leme. Sem sobreviventes nem testemunhas.

Vendo-o na sua última aparição pública, a dar conta das linhas orientadoras do DEO, percebi que ele já não tem rumo nem bússola. Nem sequer tem linhas orientadoras da estratégia orçamental ou do que quer que seja. Apenas tem um número, que, aliás, vai sucessivamente engrossando à medida que o desastre se vai tomando cada dia mais nítido: 1,3 mil milhões, 4 mil milhões, 6,5 mil milhões. Cada nova previsão falhada, cada novo erro de avaliação por ele cometido, tem como consequência, não um pedido de desculpas ou a promessa de se render e arrepiar caminho, mas antes a ameaça de mais e mais sacrifícios sobre uma economia e um povo exauridos. Afinal, anuncia ele agora, a recessão não vai inverter-se no final deste ano, como previra, mas só lá para 2015 ou 16; afinal, o “desemprego ainda vai subir antes de começar a descer” daqui a uns dois anos, talvez; afinal, a “sustentabilidade das contas públicas”, que nos diziam iminentemente assegurada, vai exigir sacrifícios “para uma geração”. Mas o que mais me choca ainda é o tom nonchalant com que debita as novas ameaças, como se, milhão a mais milhão ou a menos, dois anos a mais ou dois anos a menos, não fizesse grande diferença nas vidas concretas de gente concreta, destruídas a mando da sua incompetência.

Sim, incompetência: porque o mais extraordinário de tudo é pensar que Vítor Gaspar impôs ao país uma política de austeridade suicida que o conduziu a uma das maiores recessões da sua história e sem fim à vista e, em troca, não conseguiu as duas que ele e os demais profetas da sua seita de fanáticos juravam ir alcançar sobre as ruínas do país: nem fez a reforma do Estado nem controlou o crescimento da dívida pública — pelo contrário, perdeu-lhe o controlo. Mas para onde foram então os 24.000 milhões de euros que as políticas de austeridade de Vítor Gaspar roubaram à economia, às empresas e aos trabalhadores e pensionistas, nestes dois anos? Sumiram-se para onde, serviram para quê?

Incompetência, porque tudo aquilo que Vítor Gaspar sabe fazer e faz, qualquer merceeiro, sem ofensa, sabe fazer: contas de somar e subtrair. Agora, faltam-lhe 6,5 mil milhões? É fácil de resolver, basta agarrar numa caneta e num papel.

Ora, vejamos: conta de subtrair — tiram-se 2 mil milhões aos pensionistas e 3 mil milhões aos salários dos funcionários públicos. Temos 5 mil milhões, faltam 1,5.

Conta de somar: aumenta-se o IRS (o único imposto que ainda garante retomo acrescido na receita fiscal). Aí estão os 6,5 mil milhões — a “reforma do Estado”. Mas alguém lembra então a Gaspar que isto vai significar menos consumo privado e que menos consumo significa mais falências, mais desemprego, mais subsídios de desemprego a pagar. Contrariado, Gaspar volta a agarrar na caneta e desenha nova “medida de estratégia orçamental”, ou seja, nova conta de subtrair: tira-se meio milhão às verbas do subsídio de desemprego. E quando alguém lembra ao ministro que o subsídio de desemprego já foi reduzido na sua duração a um paliativo mínimo e as suas regras de acesso, de tão restritivas que são, apenas abrangem 45% dos desempregados, Gaspar responde: “Então, por isso mesmo, e, aliás, em obediência ao princípio da igualdade, diminui-se a prestação aos que a têm”.

É assim que Vítor Gaspar governa o país, perante a aquiescência do primeiro-ministro e a cumplicidade do Presidente da República. Eles sustentam que tudo fará sentido e valerá a pena no dia em que Portugal regressar aos mercados.

Não é um sonho, é um delírio: quanto mais o PIB cai mais sobe a dívida pública, calculada em percentagem do PIB. E, quando olharem para nós, sem a “protecção” da troika, o que irão os mercados ver? Um país em recessão permanente, com a dívida sempre a subir e governado por Passos Coelho e Vítor Gaspar. Em que filme de aventuras é que eles aprenderam que um país assim é salvo por filantropos? Não, Gaspar não nos vai levar de volta aos mercados, a não ser em condições de estertor final; ele vai é levar-nos de volta a um novo resgate. E esse vai fazer-nos retroceder cem anos.

Há alternativa? Há, tem de haver. É isso que o novo primeiro-ministro italiano, Enrico Lette, anda a dizer pela Europa fora: tem de ser possível fazer a reforma financeira dos Estados e fazer aceitar os sacrifícios necessários para tal, desde que, em contrapartida, tudo o que os governos tenham para oferecer não seja uma geração de sacrifícios, como anuncia displicentemente Vítor Gaspar. Porque, como disse Leite, aquilo que não faz sentido e que é intolerável é continuar com políticas que geram taxas de desemprego de 15, 20, 25% e de desemprego juvenil entre 30 a 50%. Pode ser que na nave dos loucos onde se produzem génios da dimensão de um Vítor Gaspar se tenha congeminado a tese final do capitalismo triunfante: uma economia sem trabalho e sem trabalhadores. Às vezes dá-me mesmo a ideia de que sim, mas é preciso que a loucura deles seja da estirpe mais perigosa de todas para imaginarem que a Europa e qualquer uma das suas nações sobreviverá assim e pacificamente.

Mesmo com um Governo italiano arrastando ainda e uma vez mais o fantoche de Berlusconi, mesmo com uma França chefiada pelo triste Hollande ou uma Espanha chefiada pelo incapaz Rajoy, mesmo com a Grécia de Samaras, a Europa do sul está finalmente a mover-se, por instinto de sobrevivência. Sem perder tempo, Lette foi direito à origem do mal: a Berlim e a Bruxelas. Ele não fará abalar Angela Merkel nas suas convicções e interesses próprios e não conseguirá também fazer com que Durão Barroso deixe de oscilar conforme o vento, até ficar tonto. Mas, se conseguir unir o sul e juntar-lhe outros povos acorrentados pelos credores e condenados à miséria, enquanto o norte prospera sobre a ruína alheia, de duas uma: ou a Europa se reconstrói como uma livre associação de Estados livres ou implode às mãos da Alemanha. Qualquer das soluções é melhor do que esta morte lenta a que nos condenaram. (…)

É claro que nada disto dá que pensar a Vítor Gaspar, que vem de outro planeta e para lá caminha, nem a Passos Coelho, que estremece de horror só de pensar que alguém possa desafiar a autoridade da sua padroeira alemã. Nisso também tivemos azar: calhou-nos o pior país para viver esta crise. Mas este Governo vai rebentar, tem de rebentar. Porque a resposta à pergunta feita acima é não. Não, um homem sozinho não pode dar cabo de um país com quase nove séculos de história.



Publicado por [FV] às 19:37 de 15.06.13 | link do post | comentar |

Manif: 15 .- Greve .vs. demagogia e guerra psicológica / amansar

       O que está Em Causa na Greve dos Professores     (-por J. Pacheco Pereira, 13/6/2013, Abrupto)

O que está em causa para o governo na greve dos professores   é mostrar ao conjunto dos funcionários públicos, e por extensão a todos os portugueses que ainda têm trabalho, que não vale a pena resistir às medidas de corte de salários, aumentos de horários e despedimentos colectivos sem direitos nem justificações, a aplicar ao sector.

   É um conflito de poder, que nada tem a ver com a preocupação pelos alunos ou as suas famílias.

Há mesmo em curso uma tentação de cópia do thatcherismo, à portuguesa.
(...)
           A  Greve dos Professores  e os  “Nacional-tótós”      (-por Francisco)

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     A greve dos professores convocada para dias de exame tem dado que falar. Uma das principais razões prende-se com o facto desta greve não ser apenas um ritual simbólico. Pelo contrário, esta greve causa um considerável impacto no terreno e afecta no concreto a vida de muita gente e o funcionamento das escolas. É assim mesmo que deve ser.

     Acontece que o governo e seus lacaios têm movido uma campanha demagógica em que se acusam os sindicatos e os grevistas de “maltratarem as criancinhas”… É fantástico ver essa corja a guinchar por tudo quanto é canto e a rasgar as vestes “pelas pobres criancinhas que estão a ser tão atacadas, usadas e maltratadas por esses malfeitores dos sindicatos”.

     Um governo de sociopatas que tem destruído a escola pública e os serviços públicos, que tem arrasado a economia e a sociedade portuguesa. Um governo responsável pela desestruturação de um número enorme de famílias, por via do desemprego, das falências galopantes ou da emigração forçada

    Um governo que irá prosseguir com todos os ataques e pretende permanecer no seu rumo. Um governo reiteradamente fora-da-lei, como agora mais uma vez se vê com o não pagamento dos subsídios. Um governo responsável pelo aumento da pobreza e fome infantil. Ora, esse mesmo governo e seus lacaios, ousa agora acusar os sindicatos de atacar “as criançinhas”…

    Obviamente que o governo e seus lacaios estão-se a marimbar para a sorte das “criancinhas”, o problema deles é outro. A questão é que aqui está uma luta e um sector onde se pode organizar alguma resistência efectiva às suas políticas. Que certos fascistas-no-armário sigam a retórica governamental, nem outra coisa se esperaria. Pena é que certos sectores que se dizem contra o governo alinhem nesta demagogia… Um exemplo destas atitudes, que denomino de “Nacional-tótó”, pode ser encontrada aqui: “Por muito que discorde deste governo, neste caso concordo com Nuno Crato e com Passos Coelho.”

    Assim é o “Nacional-tótó”, diz que é contra o governo, mas opõe-se a formas de luta que ponham em causa o governo. Diz que a greve é um direito, mas se a luta for para lá do simbólico é logo uma “irresponsabilidade”. Por vezes o “nacional-tótó” até afirma que este é um governo fora-da-lei, chega ao ponto de dizer que “Professores e outros funcionários públicos, os cidadãos em geral, têm muitíssimas razões para fazerem greve, geral total e absoluta.“. Mas agir em conformidade com essas declarações, tá quieto… Ou seja, no abstracto o “nacional-tótó” é a favor de greves totais e absolutas, é de um radicalidade extrema, mas quando é confrontado no concreto com uma luta que causa alguma perturbação, por mínima que seja, põe-se logo do lado do status quo… A tod@s @s nacionais-tótós que andam por aí, para esta questão da greve dos professores, aconselho vivamente estes dois textos do Pacheco Pereira: o que convém lembrar sobre as greves e aqui.

     A importância desta greve, e do seu sucesso, ainda mais reforçada é quando o governo pretende usar este pretexto para mudar a lei da greve. A greve é para ser meramente simbólica, sem qualquer valor prático, sem substância. Isto é de resto o que este governo+presidente pretendem para a Democracia em Portugal, em aliança objectiva com os “Nacional-tótós” de serviço.

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Publicado por Xa2 às 07:33 de 15.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Obrigado, Professores. Estou convosco.

             Manifesto :   Obrigado,  professores       (-por Sérgio Lavos)

    "Sem educação não há país que ande para a frente.   E é para trás que andamos quando o governo decide aumentar o número de alunos por turma, despedir milhares de professores e desumanizar as escolas, desbaratando os avanços nas qualificações que o país conheceu nas últimas décadas. Não satisfeito, continua a sua cruzada contra a escola pública. Ameaça com mais despedimentos e com o aumento do horário de trabalho dos que ficam.

      Ao atacar os professores o governo torna os alunos reféns.   Com menos apoios educativos e menos recursos para fazer face à diversidade de estudantes, é a escola pública que sai enfraquecida. Querem encaixotar os alunos em turmas cada vez maiores com docentes cada vez mais desmotivados.  Cortam nas disciplinas de formação cívica e do ensino artístico e tecnológico, negando aos jovens todos os horizontes possíveis.

     Os professores estão em greve pela qualidade da escola pública e em nome dos alunos e das suas famílias.   Porque sabem que baixar os braços é pactuar com a degradação da escola. (e do Trabalho e do País)    Os professores fazem greve porque querem devolver as asas aos seus alunos que o governo entretanto roubou. Esta greve é por isso justa e necessária. É um murro na mesa de quem está farto de ser enganado. É um murro na mesa para defender um bem público cada vez mais ameaçado.

      Por isso, estamos solidários.  Apoiamos a greve dos professores em nome de uma escola para todos e onde todos cabem. Em nome de um país mais informado e qualificado, em nome das crianças que merecem um ensino de qualidade e toda a disponibilidade de quem sempre esteve com elas. É preciso libertar a escola pública do sequestro imposto pelo governo e pela troika. Aos professores dizemos “obrigado!” por defenderem um direito que é de todos.

                Subscritores:   ...   ...  ... (artistas, escritores, ... + alunos e pais de alunos 'afectados' pela greve + eu, cidadão deste país).

Entretanto, o comité arbitral deu razão aos professores, realçando o facto de o pedido de serviços mínimos feito pelo Governo pôr em causa o direito à greve. Felizmente, ainda vivemos num Estado de Direito, numa democracia, e a greve pode ser feita quando os trabalhadores querem, não quando é conveniente para o Governo ou para a entidade patronal. 
               Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros...  
 O discurso do Governo e dos seus apoiantes sobre a greve dos professores e o suposto prejuízo dos alunos é das coisas mais hipocritamente revoltantes a que temos assistido nos últimos tempos. Esta nota, escrita por uma aluna do 12.º ano, Inês Gonçalves, no Facebook, é uma resposta à altura:

     "Estudo no 12º ano, tenho 18 anos. Sou uma entre os 75 mil que têm o seu futuro a ser discutido na praça pública.

Dizem que sou refém! Dizem que me estão a prejudicar a vida! Todos falam do meu futuro, preocupam-se com ele, dizem que interessa, que mo estão a prejudicar…

    Ando há 12 anos na escola, na escola pública.

    Durante estes 12 anos aprendi. Aprendi a ler e a escrever, aprendi as banalidades e necessidades que alguém que não conheci considerou que me seriam úteis no futuro. Já naquela altura se preocupavam com o meu futuro. Essas directivas eram-me passadas por pessoas, pessoas que escolheram como profissão o ensino, que gostavam do que faziam.

    As pessoas que me ensinaram isso foram também aquelas que me ensinaram a importância do que está para além desses domínios e me alertaram para a outra dimensão que uma escola “a sério” deve ter: a dimensão cívica.

    Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros, fui ensinada por professores! Esses professores ensinaram-me a mim e a milhares de outros alunos a sermos também nós pessoas, seres pensantes e activos, não apenas bonecos recitadores!

    Talvez resida ai a minha incapacidade para perceber aqueles que se dizem tão preocupados com o meu futuro. Talvez resida no facto de não perceber como é que alguém pode pôr em causa a legitimidade da resistência de outrem à destruição do futuro e presente de um país inteiro!

    Onde mora a preocupação com o futuro dos meus filhos? Dos meus netos? Quem a tem?

    Onde morava essa preocupação quando cortaram os horários lectivos para metade e mantiveram os programas? 

    Onde morava essa preocupação quando criaram os mega-agrupamentos?

    Onde morava essa preocupação quando cortaram a acção social ou o passe escolar?

    Onde mora essa preocupação quando parte dos alunos que vão a exame não podem sequer pensar em usá-lo para prosseguir estudos pois não têm posses para isso?

    Não somos reféns nessa altura?               

    E  a preocupação com o futuro dos meus professores? Onde morava essa preocupação quando milhares de professores foram conduzidos ao desemprego e o número de alunos por turma foi aumentado?

    Todas as atrocidades que têm sido cometidas contra nós, alunos, e contra a qualidade do ensino que nos é leccionado não pode ser esquecida nunca mas especialmente em momentos como este!

    Os professores não fazem greve apenas por eles, fazem greve também por nós, alunos, e por uma escola pública que hoje pouco mais conserva do que o nome. Fazem greve pela garantia de um futuro!

    De facto, Crato tem razão quando diz que somos reféns, engana-se é na escolha do sequestrador!

    E em relação aos reféns: não são só os alunos; são os alunos, os professores, os encarregados de educação, os pais, os avós, os desempregados, os precários, os emigrantes forçados... Os reféns são todos aqueles que, em Portugal, hipotecam presentes e futuros para satisfazer a "porra" de uma entidade que parece não saber que nós não somos números mas sim pessoas!

    Se há momentos para ser solidária, este é um deles! Estou convosco*    - Inês Gonçalves"



Publicado por Xa2 às 19:03 de 14.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

SANTO(S) POPULAR(ES)


MARCADORES: ,

Publicado por [FV] às 12:41 de 13.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

EM NOME DO PAI

QUIS SABER DE MIM, também poderia, perfeitamente, ser o título do último livro escrito pelo médico e professor Nuno Lobo Antunes. Ele ou alguém por si quis “emprestar” ao livro o título “EM NOME DO PAI” o que não sendo original não deixa de ser intrigante na medida em que, ao fim de ser lido, ficamos por saber a qual dos dois pais é dedicado.

“EM NOME DO PAI” é um título perfeitamente adequado à dialética feita polémica existencialista de sermos ou não, simultaneamente, filhos de dois pais: o biológico e o, pressupostamente, Criador.

Por mim que tendo de nascença, obrigatoriamente, sido católico, perfilho uma sociedade mais matriarcal e menos, exageradamente, machista. Creio termos duas mães: a biológica e a natureza.

É uma degeneração social, acredito, visto que nesta sociedade patriarcal os homens levam, a melhor e a pior, avante no que reporta a condução do mundo, seja ele religioso ou natural.

Por isso não compreendo tanta polémica em torno dessa questão da coadoção, afinal é antigo o facto de a todos nos querem atribuir dois pais. Mesmo aqui as mães ficaram a perder, apesar de ser de dentro delas que brota o novo ser.

Será que os Homens, há muito, endoideceram?

Leiam-no, vale a pena, pelos ensinamentos e interrogações, duvidas, remorsos, ciúmes e outros enganos ou desenganos, vá-se lá saber.



Publicado por Zé Pessoa às 12:29 de 13.06.13 | link do post | comentar |

ESTÁ DE CHUVA, PORRA!

 

Ministro da Economia perde o controlo quando confrontado com as afirmações de Vítor Gaspar




Publicado por [FV] às 12:17 de 13.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

DEMOCRACIA? QUAL DEMOCRACIA?

 

 


MARCADORES:

Publicado por [FV] às 18:49 de 12.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

APRe!? - PENSIONISTAS E REFORMADOS

 

A vida é um círculo

Tem um ponto de partida

E um ponto de chegada

Antes de nascer éramos nada

Morrendo ao nada voltamos

Habitam-nos deuses e demónios

Temos a virtude da solidariedade

Tapada pela avareza dos patrimónios

A vida é uma pantomina

De alegrias e tristezas, repleta

Por mais que nos digam o contrário

E mesmo que esta vida seja um calvário

É esta vida que nos resta

São palavras soltas, estas que escrevo

O fio que as pudesse unir seria discurso

Por ele nem sempre os homens são julgados

Muitas vezes Fazemos papéis de urso

Sendo com o discurso aldrabados

A morte, avisos nos dá

Vamos de surdos a trôpegos e ceguinhos

Quase sem fala nem protesto, já

Acham que estamos ficar gagá

E agora até pontapés no cu, o governo nos dá



Publicado por Zurc às 11:59 de 11.06.13 | link do post | comentar |

O sistema de pensões é sustentável?

No caderno “dinheiro vivo” publicado pelo jornal DN, em texto de Lucília Tiago, cujo título era o acima referido, ficou bem ilustrado o mau jornalismo e as histórias muito mal contadas que por aí abundam.

Pela leitura do texto, sobretudo a referencia aos números, e o modo como tal referência é feita, o leitor é levado a concluir que o sistema está, por culpa própria, falido.

A jornalista, por desconhecimento ou má-fé, não foi ou não quis ir à raiz do problema e apenas olhou o malabarismo numérico sem aprofundar as razões dos mesmos. Números e malabarismos.

Não abordou (não quis ou não lhe deixaram?) o fato dos vários governos, nas últimas décadas, andarem a fazer triplos desfalques no sistema.

O primeiro desfalque foi o de deixarem de colocar, no Fundo de Gestão da Segurança Social os valores correspondentes às responsabilidades dos não contributivos (componente de solidariedade cobrada, através dos impostos). Essa responsabilidade teve durante os primeiros anos Orçamento de Estado próprio;

O segundo desfalque é a integração no sistema de Segurança Social de beneficiários provenientes das extintas Caixas de Pensões privadas.

Como se transferem as responsabilidades futuras sem que os respetivos descontos, acumuladas, sejam para ali transferidos, corresponde ao terceiro desfalque.

O “saque” feito quase sistematicamente, (o mais recente foi o dos bancários) para equilibrar os Orçamentos de Estado como receitas extraordinárias, não deixa de ser, de forma encapotada, um furto ao Sistema de Pensões da CNP. É como irem a uma conta poupança Reforma num qualquer banco usarem o nosso dinheiro sem nos darem qualquer justificação. Parece que já faltou mais!

A jornalista desconhece estas realidades?

Ao já referido acresce enquadrar a falta de vontade política, económica e social em alterar os métodos de financiamento do sistema ainda baseado no modelo industrial e custeado apenas nas contribuições provenientes do número de trabalhadores ativos e não com componente, também, na riqueza produzida.

Os números são relevantes mas, sendo mal equacionados, tornam-se enganadores e o trabalho assim efetuado serve interesses inconfessados.

A jornalista ao dar relevo “…ao corte de pensões…” e que isso “…pode por em causa a confiança dos contribuintes no sistema…” está a ser conivente com as aqui referidas delapidações efectuadas a esse mesmo sistema.

É pois de justiça que a jornalista reveja o escrito e aprofunde o tema e o DN lhe dê o merecido relevo, para bem da verdade esclarecida.



Publicado por DC às 11:10 de 10.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O clube de Bilderberg vs Dia de Portugal

Quanto a Paulo Portas, não me interessa.

Quanto a António José Seguro, algum comentário?

Já aqui se postou (desancou) por inúmeras vezes sobre esse «clube». E agora?
Agora que o atual o estimado líder do partido da oposição e futuro candidato a querido líder (leia-se primeiro ministro deste País), e futura esperança para sairmos deste atoleiro de interesses pessoais e «clubísticos», para restaurarmos os interesses dos povos e de nações, nomeadamente de Portugal, logo hoje que se assinala o seu dia... o que é que os amigos postantes do Luminária têm a comentar? Foi-se a esperança na alternativa PS como solução a PPC/PSD? Ou já não interessa e está tudo bem? Será que o Clube de Bilderberg já passou a ser um clube de esperança e de pessoas vocacionadas para o bem (leia-se para a solução democrática dos interesses dos povos)?

Ou ainda: «Atiramos estes senhores pela janela» como medida evocatória do dia da libertação do País do jugo de outros?

Vou ficar à espera dos comentários dos meus queridos amigos bloguistas e comentaristas do Luminária.

Mas esperar sentado, não quero arricar para a ficar com varizes ou tremores nas pernas...

 

Ou então não façarão com o nosso PR não façará...



Publicado por [FV] às 08:10 de 10.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Paz à sua alma!



Publicado por [FV] às 11:06 de 06.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

AS SWAPS E AS MOSCAS

  

 

António Aleixo escreveu que “uma mosca sem valor poisa com a mesma alegria na careca de um doutor como em qualquer porcaria …”. Ora é uma questão de moscas e porcaria, está visto.

Estas palavras vieram-me à memória quando ouvi que o governo, para se limpar (ele e os que lhe antecederam visto que a doutrina continua a mesma, só que cada vez mais grave) tentou afastar as moscas, perdão os administradores (parece que se recusam apresentar a demissão conforme lhes foi sugerido pelas tutelas) das empresas públicas que estão metidas nos negócios das swaps, sobretudo do sector dos transportes.

É mais um caso em que as moscas, perdão os gestores não mudam, circulam, são sempre os mesmos, tal qual os políticos que os nomeiam. Tanto uns como outros, só e apenas, se revezam nos lugares.

O caso em apreço deriva, tão somente, do excessivo endividamento das respectivas empresas. E porque é tão elevado esse endividamento?

Todos deveríamos saber, se não tivéssemos andado tão distraídos. Os partidos políticos necessitam de   financiamento e todos (uns com mais outros menos) receberam, por parte dos empreiteiros e fornecedores destas empresas públicas, as suas fatias do bolo despesista.

Acresce que os dois maiores partidos (os do arco da governação) sempre gostaram de fazer inaugurações em vésperas eleitorais.

A comissão de inquérito da Assembleia da República, agora empossada pela respectiva presidente, é outro embuste. Eles próprios deveriam ser afastados, dado que não fizeram o que lhes competia que era fiscalizar, em tempo útil, os procedimentos gestionários e as autorizações/ordens emanadas da tutela para as empresas gastarem e pedirem empréstimos bancários.

O povo põe-se a jeito, anda distraído e por isso é/somos enganados vezes sem conta e sucessivamente.



Publicado por Zurc às 10:57 de 06.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Lá como cá, afinal onde está a diferença?

Ultima hora: as moscas são outras mas a m..da é a mesma

Ponta Delgada, 5 junho (Lusa) - O vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila, reiterou hoje que um aumento do acréscimo dado na região ao ao salário mínimo nacional "penalizaria" a "competitividade" das empresas açorianas face às nacionais.
Um projeto de resolução do Bloco de Esquerda entregue no Parlamento dos Açores defende que mais 10 euros para o acréscimo dado ao salário mínimo nacional no arquipélago e mais 15 euros para o complemento dado às pensões.
"Aumentar os custos das empresas dos Açores em relação às congéneres nacionais fará com que estas empresas percam competitividade", defendeu o vice-presidente do Governo Regional, ouvido na comissão de Economia do Parlamento açoriano.
Sérgio Ávila preconiza um aumento do salário mínimo mas no contexto nacional, defendendo que a sua posição sobre esta matéria é "exatamente contrária" à do ministro das Finanças, Vítor Gaspar.
Quanro ao complemento regional de pensão, Sérgio Ávila ressalvou o Governo açoriano já o aumentou em 3 por cento este ano, "acima do valor da inflação".
Sérgio Ávila disse ainda que a proposta do Bloco de Esquerda não assegura "equilíbrio orçamental", uma vez que geraria mais despesa no orçamento dos Açores.
A deputada do BE no Parlamento dos Açores, Zuraída Soares, sublinhou que o aumento do salário mínimo constituiria uma "oportunidade" de "desfazer" a diferença salarial de 80 euros existente entre os trabalhadores privados dos Açores e do continente.
"O senhor vice-presidente do Governo tem um discurso contra o do Governo da República mas sem consequências", referiu Zuraida Soares.
A deputada considera que estão em causa duas maneiras "completamente distintas" de ver a realidade e de perceber como se pode combater a austeridade "estúpida" que está em vigor no país.
"O Governo dos Açores critica, e bem, a austeridade, só que depois não tira as consequências. Pensar que é tirando aos trabalhadores poder de compra que as empresas podem sobreviver, é exatamente o contrário", afirmou.
O deputado socialista Francisco César sublinhou também que a proposta do Bloco pode "prejudicar" a competitividade das empresas regionais, sobretudo as que competem com as nacionais, como acontece na construção civil e no setor exportador.
Já o deputado António José Marinho, do PSD, o maior partido da oposição nos Açores, referiu que um acréscimo ao salário mínimo nacional na região seria uma forma de "pressionar" as empresas num período em que não se está a revelar "fácil" sobreviver, gerando também mais desemprego.
A proposta do Bloco de Esquerda irá agora subir a plenário da Assembleia Legislativa Regional dos Açores.

JYAM // MP
Lusa/Fim



Publicado por Otsirave às 20:35 de 05.06.13 | link do post | comentar |

Negocios, politica e religião

APRe!? … que eles estão feitos no negocio

 

 

 

                                     








BOM DIA IRMÃO! EU SOU FRANCISCO,

O PAPA DOS POBRES...
  

                                     










ENCANTADO, SENHOR!

EU SOU PASSOS COELHO,

UM DOS SEUS MELHORES FORNECEDORES!...


MARCADORES:

Publicado por Zé Pessoa às 12:58 de 05.06.13 | link do post | comentar |

DESPESA PÚBLICA vs. POUPANÇA



Publicado por [FV] às 11:27 de 05.06.13 | link do post | comentar |

A 3.ª GUERRA MUNDIAL JÁ COMEÇOU


Publicado por [FV] às 10:59 de 05.06.13 | link do post | comentar |

'Reforma' do Estado/ Admin. Pública e vítimas do desGoverno

       Despedir funcionários públicos
Mais do que uma necessidade financeira para Passos Coelho o despedimento de funcionários públicos é um verdadeiro ritual religioso,...

A forma como Passos Coelho justifica o despedimento em massa, selvagem e sem quaisquer princípios éticos ou morais, além de ser pouco digna de um primeiro-ministro revela ódio. Passos Não se limita a despedir, fá-lo como se fosse um pato-bravo sem quaisquer regras e ainda por cima demonstra prazer em transformar esse processo numa tortura.  ...  (-por OJumento, 4/6/2013)
       A reforma do Estado e as suas vítimas

   «Anunciou-se ... Fizeram-se proclamações que "agora é que é", e "nada foi feito até hoje". Anunciou-se o corte de quatro mil milhões na despesa, sem se explicar porquê tal montante, embora com esforço se vá percebendo que resulta da diferença entre défices anteriores e os projectados para os próximos anos, em compromissos internacionais sempre em revisão (porque, neste caminho, a realidade económico-social e os indicadores estão sempre a piorar). 

... Esquece-se o papel do Estado e da AP na coesão do território, nos equilíbrios sociais, no posicionamento estratégico do país, na defesa do interesse geral, presente e futuro, contra a força de poderosos interesses particulares, muitas vezes encapotados de interesses gerais. Diz-se que o Estado asfixia o país, mas não só se ignoram dados de comparação internacional que contrariam essa afirmação, como se esquece o papel que os poderes públicos sempre tiveram na nossa vida colectiva e as razões que poderão explicar essa persistente constância histórica. Defendem-se soluções, sempre de recorte técnico, ocultando as suas verdadeiras motivações ideológicas. ...
... reforma do Estado traduz-se por ora na convergência da aposentação dos trabalhadores dos serviços públicos, em aumentar o seu horário de trabalho, aumentar os seus descontos para a protecção na doença, "requalificá-los" e despedi-los, concretizar as rescisões por mútuo acordo, e codificar a legislação que lhes é aplicável, através de uma Lei Geral do Trabalho. E tudo isto depois de anos de corte de salários, de inexistência de estímulos positivos, de saída em massa de trabalhadores e pouquíssimas entradas de novos, em regra com regimes precários, à excepção de certas carreiras "muito" especiais.
      Convergência dos regimes de aposentação? Essa foi feita em 2005 e 2007, com a convergência das condições de idade e tempo de serviço, e revisão da fórmula do cálculo das pensões, por razões de equidade e de igualdade de tratamento entre todos os trabalhadores. Mas respeitou-se o passado e expectativas legítimas. E sem beliscar a situação dos já aposentados ou dos que já tinham as condições para aposentação. É isso que agora se altera.
      Aumentar o horário de trabalho? Que sentido faz, quando tantos no sector privado têm já horários de 36 horas, e estando-se num contexto de ausência absoluta de estímulos e de grande desemprego, sobretudo entre os jovens, mesmo os qualificados, empurrados para a emigração? Acham que a produtividade vai aumentar? Só para quem raciocina em circuito fechado sobre papéis... O desalento é tanto que ela vai diminuir... Um estímulo que existia: é isso que se altera e retira!
     Requalificar os trabalhadores? Após extinção de postos de trabalho por restrições orçamentais, faz algum sentido falar em requalificação de trabalhadores, tantos deles qualificados ou já, por várias razões, sem capacidade de requalificação, lançados numa situação em que o contexto impede que se encontre outra saída profissional, no sector público - estrangulado com restrições orçamentais - ou no privado, em profunda retracção?
 A "requalificação" o que é senão a porta para o desemprego? Atendeu-se à idade média dos trabalhadores? Pretende-se o destroçar de vidas e o agravamento da crise social? Em 2008 conseguiu-se a transição de cerca de meio milhão de trabalhadores do vínculo definitivo para o contrato de funções públicas, embora se tenha mantido para esses concretos trabalhadores as causas de cessação da relação de emprego público. É isso que agora, sob uma roupagem de requalificação, desaparece. E com que vantagens? Agravar a desilusão, a crise social?
      Rescisões de contratos? Por mútuo acordo? No contexto global referido, como se pode falar em acordo e quando a iniciativa do "acordo" pode ser do dirigente "no sentido de reforçar o cumprimento dos objectivos definidos para o respectivo ministério"? Ou se faz acordo, ou se é "requalificado" e vai-se para o desemprego? Que poupança se faz com isto? E quantas vítimas, sobretudo dos grupos mais frágeis?
      Uma lei geral do trabalho para os serviços públicos? Não se pode contestar que será útil, para combater a dispersão legislativa, sobretudo reforçada pelas centenas e avulsas alterações feitas nos últimos anos aos diplomas em vigor. Mas segundo uma sistematização que respeite a especificidade das AP. E acima de tudo mantendo a natureza pública das relações de trabalho nos serviços públicos, sem fazer remissão directa para o Código do Trabalho, porque as características da AP e da prestação de trabalho obedece aqui a valores e lógicas diferentes do sector privado.
Há que haver proximidade. Mas não pode haver identidade. E só assim se pode assegurar a participação dos trabalhadores da AP na elaboração das suas próprias leis. Foi isso que se fez nas reformas de 2008. E parecendo uma questão puramente técnica, é uma questão profundamente política e ideológica: com soluções contrárias pretende-se a privatização das relações de trabalho e por essa via alterar o perfil do próprio Estado.
     São estas as vítimas: os aposentados e os trabalhadores dos serviços públicos. Sendo estes o principal bem do Estado - para assegurar a sua acção - a vítima será também o próprio Estado e a AP, fragilizados e entregues à canibalização por interesses particulares. E, assim sendo, quase todos os cidadãos serão vítimas.
    E depois de aplicadas estas medidas, continuando a haver retracção da economia, insuficiência da receita, e persistência do défice, quais vão ser as novas medidas de "reforma" do Estado?
     É preciso reformar? Sim... sobretudo a política económica e financeira e a política europeia que têm sido seguidas e que tão maus resultados têm produzido.»       [-Público,
João Figueiredo]


Publicado por Xa2 às 07:46 de 05.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Greve(s): por quê, por quem ... solidariedade ...e a G.Geral tb. é comigo

Obrigada pela vossa (nossa) greve, dia 17 de Junho   (-por Raquiel Varela)

       Pelos nossos filhos que podem ter na escola um lugar de emancipação e não um armazém de crianças, pelos nossos pais que com o emprego com direitos vêem as suas reformas sustentadas por quem trabalha, e por todos nós, porque viver ao lado de desempregados, com desempregados, viver desempregado, é estar na linha da barbárie social. A minha solidariedade a esta greve.

     «Sou professor há quase 20 anos e ganho 1300 euros por mês. Não me queixo, há quem ganhe muito menos. A minha mulher, também professora, está desempregada. O seu subsídio de desemprego, que está quase a acabar, é de 380 euros. Pago casa ao Banco e tenho duas filhas pequeninas.
Tenho mais de 40 anos. Se neste momento for despedido pelo Ministério da Educação e ficar sem emprego, não sei como vou sobreviver. Eu e as minhas filhas. Com esta idade, quem é que me dá trabalho?»  (-por Ricardo F. Pinto, Aventar.) 
           Há quem tenha mesmo uma "linha vermelha"  (-por Daniel Oliveira)
 Paulo Portas fez dois apelos: que os professores não fizessem greve nos dias de exames e que a UGT negociasse com o governo em sede de concertação social.  A ideia de Portas é que os professores têm todos os outros dias do ano para fazer a paralisação. E que escolheram os piores de todos. O que mais mossa causa. Serei, como pai de uma aluna do 9º ano, prejudicado por esta greve. E, no entanto, acho este apelo descabido.

     As greves não têm como objetivo fazer com que a entidade empregadora poupe um dia de salários, os grevistas vejam o seu ordenado ainda mais reduzido e, no dia seguinte, tudo continue na mesma. Só fazem sentido se forem uma forma de pressionar o outro lado de um processo negocial a ceder. Foi para isso que foram criadas.      Sim, fico irritado se esta greve acontecer. E, por isso mesmo, exijo, como cidadão, que o governo a evite. Recuando no que pretende fazer aos professores. Acho compreensível que, quem concorde com as medidas do governo, ache que são os professores que devem ceder.     O que não me parece aceitável é que, numa luta que tem dois lados, se finja que só existe um.    Pior: que se diga aos professores que só devem fazer greve quando ela não tenha qualquer efeito no processo negocial. Quem escolheu as vésperas de dois exames nacionais para avançar com estas brutais propostas? Quem apresentou medidas de tal forma radicais que nem podem ser consideradas uma base séria para qualquer negociação?

      Paulo Portas quer evitar esta greve? Sendo membro do governo, use o lugar que ocupa para apelar ao primeiro-ministro, ao ministro das Finanças e ao ministro da Educação para recuarem. Não espere que, para não perder ele o emprego, os professores estejam disponíveis para perderem o seu e para verem as suas condições de trabalho brutalmente degradadas. Portas não pode falar como se fosse um árbitro nesta história. É uma das partes. A parte que não parece estar disponível para ceder.

      O apelo à UGT ainda me parece mais desfasado da realidade. Onde estava Paulo Portas quando Passos Coelho e Vítor Gaspar humilharam a central sindical que assinou o que a todos já parecia uma cedência inaceitável? Onde estava quando o seu governo não cumpriu os acordos que assinou, quando eles eram já tão prejudiciais para os trabalhadores? Onde estava quando o governo transformou a concertação social em figura decorativa? Onde estava quando os acordos lá assinados passaram a ser numa mera figura de estilo, em que o que é mau para quem trabalha é aplicado e o resto ignorado? Onde estava quando o primeiro-ministro tornou os palavra do governo, mesmo quando os acordos lhe são tão simpáticos, em qualquer coisa em que não se pode confiar? O tempo para pedir boa vontade aos parceiros sociais já passou. E Paulo Portas, como membro deste governo, é cúmplice dessa oportunidade perdida. Que se tivesse lembrado da importância das negociações quando Vítor Gaspar começou a decidir, sozinho, a política deste governo, ignorando não só a sociedade e os sindicatos, mas todos os restantes ministros.

     Paulo Portas quer que os sindicatos façam o mesmo papel que ele tem feito: que finjam que negoceiam com um governo sem palavra e sem vontade de negociar. Que, no fim, façam umas flores e cedam em tudo sem luta. Para ele, pode ser que chegue. Para quem tem obrigação de representar os trabalhadores seguramente não chegará. Se nem a Portas o primeiro-ministro dá ouvidos, acha que dará aos professores e aos sindicatos sem o risco de pagar um alto preço pela sua prepotência? É que nem todos os portugueses estão dispostos a fazer o triste papel que Paulo Portas reservou para si próprio nesta crise. Há quem tenha mesmo uma "linha vermelha". E não a deixe passar sem lutar a sério.



Publicado por Xa2 às 18:01 de 04.06.13 | link do post | comentar |

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