Contabilistas

Que me desculpem os contabilistas e revisores oficiais de contas que conseguem alcançar para além dos números, do deve e haver e dos resultados finais, seja antes ou depois de impostos.

Aqueles que se preocupam com o modo, os meios e os conteúdos como se chegou a tais resultados são poucos, mas vai havendo alguns e honra lhes seja feita.

Entre a maioria encontram-se, também, esses contabilistas, quer internos como exteriores, que nos apareceram com o pomposo nome de troica.

Esses contabilistas, a maioria, nunca se preocuparam, durante décadas, que a banca foi apresentando lucros (muita vezes escandalosos) e os conseguia à custa de mão-de-obra, social e economicamente, escravizada dado que a hora dos trabalhadores entrarem ao serviço era cada vez mais matutina e a da saída sucessivamente mais noturna e sem qualquer remuneração de trabalho extraordinário. Era “o dois em um”: dois de trabalho e um de remuneração e mal pago. A geração dos quinhentos.

Suas eminências pardas, os contabilistas troquianos, vêm agora impor que, mesmo continuando a apresentar lucros, certos bancos devem mandar uns tantos para o universo dos excluídos do trabalho.

Ao contrário, não assumem a coragem de mandar cortar os bónus dos gestores, apenas sugerem que sejam reduzidos.

A uns impede-se o sustento a outros sugere-se o corte de uma ou duas garrafas de champanhe, Brutus!

Estes senhores, perdão, contabilistas, não entendem que a economia deve estar ao serviço das pessoas mas sim que as deve triturar para gaudio dos abutres.

 

P.S.

O novo homem dos Negócios Estrangeiros é conhecedor da matéria dada a sua experiencia em velhas andanças político-governativas e, sobretudo, adquirida na SLN do BPN. Manchete, questionado se não se sentiria fragilizado respondeu assim, “tenho a consciência tranquila”. O homem não mentiu e é o que todos respondem ainda que sabendo ser uma resposta falaciosa pela simples razão de que a consciência que têm ser igual à ética, isto é nenhuma.



Publicado por Zé Pessoa às 14:00 de 30.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

O BPN foi criado por politicos para "desviar" dinheiro do Estado


Publicado por [FV] às 15:37 de 29.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

'Patriotas' e crimes de 'lesa pátria'

    O que fazia falta era um  "clima  de  união  nacional"   (-por Daniel Oliveira)

.               Um crime sem perdão 

 

     Em vésperas de férias, o governo decidiu iniciar o processo de privatização de 100% dos CTT. Nenhum razão financeira o justifica. Os Correios dão lucro. Desde do início dos anos 90, quando as telecomunicações foram autonomizadas do serviço postal, que a empresa respira saúde, coisa que se acentuou a partir de 1996. O serviço postal é plenamente sustentável e, prestando um serviço público de referência em toda a Europa (e sendo uma das empresas com melhor imagem junto dos portugueses), ainda dá dinheiro a ganhar ao Estado. Dinheiro de que o Estado precisa. Nem os erros cometidos por incompetentes nomeados por governos que não respeitam os serviços públicos (e que os dirigem com o simples objetivo de os privatizar) conseguiu destruir os Correios.

     O dinheiro desta privatização terá de ir para os credores, porque os resultados das privatizações vão obrigatoriamente para o pagamento do serviço da dívida. Tem apenas efeitos nas despesas com os juros da dívida. Ora, só os CTT e os vinte por cento na EDP recentemente privatizados davam ao Estado, em dividendos, todos os anos, o mesmo que se ganha na redução dos custos da dívida com todas as privatizações feitas e planeadas para estes anos. Para abater a dívida agora está-se a perder uma fonte de receitas públicas para sempre. Ou seja, estamos a garantir o endividamento futuro. Isto sim, é hipotecar a vida dos nossos filhos.

     Nenhuma razão de qualidade e serviço público justifica a privatização dos CTT. Os Correios são um instrumento de coesão social e territorial. Aos privados interessará apenas o que dá lucro: Lisboa, Porto e cidades mais populosas. Ou abandonam as regiões mais remotas do país, ou fazem preços diferenciados, ou o Estado financia o que não rende (como faz hoje com várias empresas privatizadas). Ou seja, privatiza o lucro e mantem o prejuízo nacionalizado. Em qualquer um dos casos, ficamos a perder.

     Todas as empresas de correios têm, com a queda da correspondência postal, redirecionado, com sucesso, os seus negócios. E os CTT também. Os Correios, como mostram os seus resultados financeiros, não estão em crise, não são um anacronismo e não precisam de privados para lhes mostrar o caminho a seguir. Têm, de longe, os melhores profissionais deste sector. E são, à escala europeia, uma referência. Quem compre os CTT pouco nos irá ensinar. Vai sobretudo aprender com a nossa experiência.

     Os candidatos que se conhecem à privatização dos CTT são os Urbanos e os Correios do Brasil (ECT). Uma empresa de distribuição e uma empresa pública estrangeira. Ou seja, uma empresa que não terá, como é evidente, qualquer preocupação com o serviço público ou, à semelhança do que aconteceu com parte da EDP, uma nacionalização de uma empresa portuguesa que passa a estar dependente das decisões de um Estado estrangeiro. Um Estado que é suficientemente inteligentes para manterem públicos os seus serviços postais e ainda aproveitar a estupidez alheia para comprar excelentes "ativos".

     Sem autonomia monetária, sem poder sobre grande parte das políticas de concorrência e com todas estas privatizações, pouco sobreviverá, para além da cobrança de impostos, nas funções económicas do nosso Estado. O que significa que pouco sobreviverá da nossa independência. Não porque, como diz Paulo Portas, estamos sob "protetorado". Mas porque somos governados por gente sem qualquer sentido patriótico. Como se vê pelos efeitos financeiros desta privatização, não se trata de uma inevitabilidade. É uma escolha. É uma traição.

     Esta privatização é um roubo aos portugueses e ao Estado. É, de tudo o que este governo já fez, a mais vergonhosa das decisões. Os CTT são património dos portugueses, não são património do governo. Dão lucro, não dão prejuízo. Cumprem uma função fundamental para a coesão do País, não são gordura. São uma empresa de referência na Europa, não é um poço de problemas. As privatizações da REN, das Águas de Portugal e dos CTT (tudo monopólios naturais, públicos, vantajosos) são, depois de feitas, irreversíveis. Cabe aos portugueses defenderem o que é seu. Ou esta geração ficará na história como a que destruiu, deliberada e conscientemente, o património que recebeu e a viabilidade do futuro do seu próprio país. E seremos recordados, com todo o (de)mérito, como a mais vergonhosa das gerações.

     Declaração de interesses: sou neto, filho e enteado de reformados dos CTT. Conheço bem a empresa. Sei do orgulho que os seus funcionários têm em lá trabalhar, coisa que acontece em poucas grandes empresas públicas ou privadas. Sei como a empresa é vista pelas suas congéneres internacionais. E como só pode ser um motivo de orgulho para o Estado português e para os seus cidadãos.


Publicado no Expresso Online



Publicado por Xa2 às 18:56 de 27.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

SWAPS, A OMISSÃO DE OLIVEIRA MARTINS

Guilherme d'Oliveira Martins diz que Tribunal de Contas (TdC) alertou para os 'swaps' em 2008.

Ninguém foi posto em tribunal e muito menos condenado!?

Em entrevista divulgada ontem de manhã pela Antena 1, Guilherme d'Oliveira Martins disse que o TdC alertou para o facto de que o dinheiro ganho inicialmente com os 'swaps' seria depois perdido no dobro ou no triplo.

"A primeira vez que o TdC levantou esta questão, aqui del'rei. Houve gestores que vieram perguntar o que é que o TdC tinha a ver com isto. Afirmaram que estavam a ganhar dinheiro com tais aplicações financeiras.  

Os relatórios do TdC dizem que o que foi ganho foi muito pouco em relação ao perdido, às vezes o dobro, o triplo daquilo que foi ganho, portanto era um mau investimento", disse Oliveira Martins, acrescentando que os gestores "têm de ser responsabilizados porque estão a tratar com dinheiro que é nosso".

O que não foi explicado é que tais negócios tiveram, sempre, a premissa do endividamento das empresas públicas, feitos a mando das sucessivas tutelas políticas. As empresas ao fazerem, junto dos sindicais bancários, os respectivos pedidos de empréstimos essas disponibilidades financeiras eram aplicadas em determinados depósitos a prazo, com juros negociados através de premissas especulativas, visto que não precisavam de tais recursos de uma só vez.

Os vários carroceis (comissões) a funcionar na Assembleia da República são coniventes com estas situações na medida em que se alimentam destes “mafiosos e corruptos sistemas” que alimentam, também, campanhas eleitorais e outras mordomias.

Brincam com o dinheiro que sucessivamente nos roubam, sem pudor nem qualquer pingo de vergonha. Somos o melhor povo do mundo! Onde é que eu já ouvi isto?



Publicado por Zé Pessoa às 10:15 de 27.07.13 | link do post | comentar |

Eleições, partidos e financiamentos eleitorais

Ganhar as eleições é só ter mais votos?

Nem sempre quem tem mais votos ganha as eleições e isso tem sucedido tanto ao PS como a outros partidos, como foi o caso nas últimas autárquicas em que tendo tido mais votos o partido socialista perdeu poder em certas freguesias e municípios. Por vezes, ainda que raro, quando os cadernos eleitorais são revistos e se verifica o aumento de eleitores uma força política pode conseguir mais votos e não ganha ou no caso global do somatório geral ter mais votos e obter menos eleitos.

Tem, todavia, Seguro razão num aspecto interessante: quando na partilha do bolo financeiro o lucro partidário é contado em função dos votos obtidos, quer validados como na partilha dos nulos.

Cada partido arrecada uma fatia do bolo em função dos votos que obteve e outra em proporção e correspondente à partilha de todos os votos considerados nulos.

É por isto que todas as forças integrantes do sistema o não contestam, o não colocam em causa, porque dele se alimentam.

As próprias leis, tanto a Constituição como a legislação concreta “a Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais - Lei n.º 19/2003, de 20 de junho, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 287/2003, de 12 de novembro, (Declaração de Retificação n.º 4/2004, de 9 de janeiro), Lei n.º 64-A/2008, de 31 de dezembro, Lei n.º 55/2010, de 24 de dezembro e Lei n.º 1/2013, de 3 de janeiro, constituem um articulado fechado, quase exclusivo dos partidos, não deixando qualquer margem à iniciativa dos cidadãos. Os cidadãos podem concorrer às eleições autárquicas mas quanto a financiamentos nada se conhece.

Caro concidadão, se não está de acordo com o comportamento dos partidos nem com o atual sistema de funcionamento da democracia (aceitando que ainda se possa chamar o regime atual como democrático) conteste-o. Eles nunca o farão.

Os brasileiros estão debatendo o exercício do voto, a constituição de listas autónomas dos partidos e o financiamento eleitoral. Nós por cá, é a brandura habitual. Não temos que nos queixar!



Publicado por DC às 18:45 de 25.07.13 | link do post | comentar |

Neoliberais

Um homem anda por uma estrada próxima a uma cidade, quando percebe a pouca distância, um balão voando baixo.


O balonista acena-lhe desesperadamente,  consegue fazer o balão baixar o máximo possível e grita-lhe:


"Ei, você, poderia ajudar-me? Prometi a um amigo que me encontraria com ele às duas da tarde, porém já são duas e meia e nem sei onde estou. Poder-me-ia dizer onde eu me encontro?"


O outro homem, com muita cortesia, respondeu:


"Mas claro que posso ajudá-lo! Você encontra-se no um balão de ar quente, flutuando a uns vinte metros acima da estrada. Está a 37 graus de latitude norte e a e oito graus de longitude oeste.


"O balonista escuta com atenção e depois pergunta-lhe com um sorriso: "Amigo, você é advogado? "

 

"Sim, senhor, ao seu dispor! Como conseguiu adivinhar?



"Porque tudo o que você me disse está perfeito e tecnicamente correto, porém esta  informação é-me totalmente inútil, pois continuo perdido. Será que não tem uma resposta mais satisfatória?"


O advogado fica calado por alguns segundos e finalmente pergunta ao balonista:


"E você, não será por acaso um neoliberal?


"Sim, sou realmente filiado no PSD. Como descobriu?"


"Ah! Foi muito fácil! Veja só: você não sabe onde está nem para onde vai. Fez uma promessa e não tem a mínima ideia de como irá cumpri-la e ainda por cima espera que outra pessoa resolva o seu problema.

 

Continua exatamente tão perdido quanto antes de me perguntar. Porém, agora, por um estranho motivo, a culpa passou a ser minha... ".

 

Alguém perguntava: e o burro sou eu, né?

Sacam-me as minhas poupanças da reforma, aumentam-me os impostos, retiram-me o serviço nacional de saúde, a educação …



Publicado por Zurc às 13:56 de 25.07.13 | link do post | comentar |

Vias do desastre e vampiros do Estado social e dos contribuintes

      Passam hoje 50 anos sobre a canção «Os Vampiros» 

 Muita coisa mudou em Portugal. Só não mudaram os vampiros, que por cá continuam a querer comer tudo. Enquanto houver quem lhes franqueie a porta.

                  A direita e a “suspensão da democracia     

Fazendo jus ao lapsus linguae ..., Cavaco Silva resolveu de facto “suspender a democracia”.  ...

                         Uma maioria, um presidente, uma merda     (-por nunotito)

as revoluções começam sempre nas ruas sem saída-1  (fanado à Gui)

... O que Cavaco pretende não é a recuperação económica do país e do emprego, mas é a concretização do plano da troika: tornar Portugal um devedor crónico que seja obrigado a executar durante décadas um plano de empobrecimento generalizado da população, para criar uma China na Europa do sul. E, ao mesmo tempo, garantir uma nova fatia dos rendimentos ao capital financeiro à conta da destruição do Estado Social e alienação das empresas públicas.

    Não existe um interesse nacional, existem vários interesses em Portugal, este governo e este Presidente defendem os do capital financeiro e dos credores internacionais, mesmo à conta da perda de direitos sociais e políticos dos portugueses.

    Não é preciso ser muito esperto para perceber que com a continua destruição de empregos e do aparelho produtivo, com o crescimento da dívida e com o aumento da recessão provocado pelos novos cortes de mais de 4 mil milhões de euros, vamos chegar ao fim do período de intervenção da troika, em Junho de 2014, com mais problemas económicos de que quando a famosa “ajuda” cá chegou.

     Mesmo que os juros da agiotagem caíssem para valores abaixo dos 5%, isso não significa um regresso duradouro aos mercados: um país não pode ir buscar dinheiro a 5%, se não cresce mais que esse valor.  Acresce que para atingirmos os valores de dívida que nos obrigam é preciso nos próximos 20 anos andarmos a pagar mais de 5 mil milhões por ano, para além dos juros crescentes do serviço da dívida.

     Depois do primeiro resgate, seguir-se-á o segundo, o terceiro e assim sucessivamente, caso não seja alterada esta política.

     Obviamente, do ponto de vista meramente económico esta política é um desastre, como até o demissionário Vítor Gaspar reconheceu na sua carta de demissão. Ela tem outros objectivos. Existe um plano a nível europeu de reduzir os direitos sociais na Europa e de destruir o Estado Social europeu, dando mais rendimentos e novos mercados ao grande capital financeiro. Depois da crise de 2008, os decisores políticos falaram em controlar os mercados financeiros e extirpar as offshores, mas nada disso foi feito. Pelo contrário foram desviados biliões de dólares para garantir que a banca sobrevivesse à crise que provocou e foram-lhes dadas as condições políticas e económicas para continuarem a lucrar à conta do empobrecimento dos contribuintes e a perda de direitos dos cidadãos europeus.

     Num recente estudo do Instituto Europeu da Faculdade de Direito revelou-se que apenas 10,8 % dos portugueses tinham confiança no Memorando da troika e pretendia que ele continuasse inalterado. É por essa razão que Cavaco e Passos não querem eleições. Sabem que há muito perderam a confiança dos portugueses. Não é de admirar que Passos Coelho afirme que “não há nada mais incerto que as eleições” e que por isso se deve evitar dar a voz ao povo. Não vão os “mercados” constiparem-se. Aliás, não fazemos nada sem mendigar a aprovação desses ditos “mercados” mesmo que a benção, daqueles que lucram com a política para “os mercados”, nos conduza sempre a uma posição subalterna em que estejamos a pagar juros de agiotagem para garantir a sua fatia crescente de lucros.

     O Presidente retirou a possibilidade que o normal funcionamento das instituições garanta o cumprimento da vontade popular de alterar esta política e de correr com este governo. Mas por muito que queira, os governos não conseguem sobreviver contra a vontade da sua população para todo o sempre.   Cavaco pode declarar a sua inutilidade total para a democracia, mas não pode calar a vontade do povo. Quem costuma construir muros esquece-se que eles podem ser derrubados e que, na maioria das vezes, os autores, ficam soterrados nos seus escombros.



Publicado por Xa2 às 13:55 de 22.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

O cerzir da cidadania

Exemplos de cidadania que não passam pelos "moribundos" partidos políticos. 

A Casa da Árvore encerra em si um conceito transversal, denominada Escola de Animação para a Diversidade. É um espaço de educação não formal, onde cada um não só aprende como partilha os seus conhecimentos, e onde através da implementação da prática, sempre com a supervisão de uma equipa de formador...

Pode ser consultado no seguinte endereço: http://salamandradourada.pt/salamandradourada.pt



Publicado por Zurc às 13:12 de 22.07.13 | link do post | comentar |

Especialistas

JEPJPLGAE, SABE O QUE SINIFICA ESTA SIGLA?

Pois quase se não consegue ler mas é relativamente fácil de entender ainda que não se deva aceitar. Então eu explico e dou alguns exemplos.                    

A sigla JEPJPLGAE significa Jovens Especialistas Provenientes das Juventudes Partidárias com Lugares Garantidos no Aparelho do Estado:

Exemplos:

Lista de 29 assessores/adjuntos de Ministérios, todos de idade inferior a 30 anos, existindo 14 "especialistas" com idades entre os 24  e os 25 anos. Fonte: http://www.portugal.gov.pt/ 

 

MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL (2)
Cargo: Assessora
Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33

Cargo: Adjunto
Nome: João Miguel Saraiva Annes
Idade:28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.183,63

MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS (1)

Cargo: Adjunto
Nome: Filipe Fernandes
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.633,82


MINISTÉRIO DAS FINANÇAS (4)

Cargo: Adjunto
Nome: Carlos Correia de Oliveira Vaz de Almeida
Idade: 26 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33

Cargo: Assessor
Nome: Bruno Miguel Ribeiro Escada
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.854

Cargo: Assessor
Nome: Filipe Gil França Abreu
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.854

Cargo: Adjunto
Nome: Nelson Rodrigo Rocha Gomes
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33

MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA (2)

Cargo: Assessor
Nome: Jorge Afonso Moutinho Garcez Nogueira
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33

Cargo: Assessor
Nome: André Manuel Santos Rodrigues Barbosa
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.364,50

MINISTRO ADJUNTO E DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES (5)

Cargo: Especialista
Nome: Diogo Rolo Mendonça Noivo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33

Cargo: Adjunto
Nome: Ademar Vala Marques
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33

Cargo: Especialista
Nome: Tatiana Filipa Abreu Lopes Canas da Silva Canas
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €

Cargo: Especialista
Nome: Rita Ferreira Roquete Teles Branco Chaves
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3069,33

Cargo: Especialista
Nome: André Tiago Pardal da Silva
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €

MINISTÉRIO DA ECONOMIA (8)

Cargo: Adjunta
Nome: Cláudia de Moura Alves Saavedra Pinto
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Tiago Lebres Moutinho
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Cristóvão Baptista
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Tiago José de Oliveira Bolhão Páscoa
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: André Filipe Abreu Regateiro
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Ana da Conceição Gracias Duarte
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: David Emanuel de Carvalho Figueiredo Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Folgado Verol Marques
Idade: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34

 

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (3)

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Joana Maria Enes da Silva Malheiro Novo
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Antero Silva
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33

Cargo: Especialista
Nome: Tiago de Melo Sousa Martins Cartaxo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33

MINISTÉRIO DA SAÚDE (1)

Cargo: Adjunto
Nome: Tiago Menezes Moutinho Macieirinha
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,37

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA (2)

Cargo: Assessoria Técnica
Nome: Ana Isabel Barreira de Figueiredo
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.198,80

Cargo: Assessor
Nome: Ricardo Morgado
Idade: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.505,46

SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA (1)

Cargo: Colaboradora/Especialista
Nome: Filipa Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 1.950,00


Os comentários deixo-os ao critério do caro/a amigo/a leitor/a



Publicado por DC às 13:00 de 22.07.13 | link do post | comentar |

ESTADO SOCIAL: O DESCALABRO

 

 

Polémica em Inglaterra: Desempregada recebe casa ecológica de €580 mil.

A decisão está a gerar indignação, já que Heather Frost nunca trabalhou, recebe rendimento do Estado e não passa por dificuldades.

Mesmo assim, terá direito a uma casa de luxo.

[GreenSavers]



Publicado por [FV] às 12:09 de 22.07.13 | link do post | comentar |

PORTUGAL | IMPRENSA

E o buraco? Era apetecível? Era grande ou apertado?
E depois de o mostrar, voltou para casa?


MARCADORES: , ,

Publicado por [FV] às 11:30 de 22.07.13 | link do post | comentar |

PORTUGAL | IMPRENSA

Será que mesmo assim houve consenso?


MARCADORES: , ,

Publicado por [FV] às 10:04 de 22.07.13 | link do post | comentar |

GOVERNO | e as não alternativas de «esquerda»

António José Seguro garante que os partidos mais à esquerda do PS não são a solução.
Uma resposta direta ao Bloco de Esquerda que continua a falar em negociações de esquerda.
Sobre as negociações com PSD e CDS, Seguro explicou que foi em nome da coerência que fechou as conversas.

 

Nota pessoal: As «esquerdas» à esquerda do PS não querem ser governo.
Gostam de estar no Parlamento, mas somente como oposição verbal.
Não querem ser governo nem fazer parte de nenhum porque sabem que no dia em que isso viesse a acontecer estavam finitos como partidos políticos.

Sentem-se bem no cómodo lugar de parlapié alternativo na Assembleia da República. Têm visibilidade. Têm notoriedade. Têm um rendimentozinho assegurado. Com as suas intervenções «limpam» a consciência (própria e de mais alguns portugueses que com eles se podem pontualmente identificar) e mantém-se como um esperança de alternativa que não pretendem ser.

Prova provada disso mesmo é a pressa com que o BE vem dizer que se fizer uma coligação com o PS, Portugal terá que sair da NATO.
Esta descabida intervenção (que é meramente exemplificativa) mostra o «medo» com que o BE tem de o PS os poder levar «a sério» quando afirmam que querem fazer uma coligação de esquerda ao regime vigente. E quando digo BE, poderia dizer CDU, porque são farinha do mesmo saco... São os «cotas da esquerda» não governativa. São os «avós» dos anterores, politicamente falando.

Por vezes ponho-me a pensar se este tipo de partidos políticos ou de seus representantes não são ainda mais perniciosos que a outra cambada que nos tem «governado» em alternâncias de conveniência.

É por «isto» que em Portugal não existe alternativa credível aos habituais partidos do governo. É por «isto» que infelizmente para os portugueses o PR não tem alternativa regimentar que possa vir a solucionar a grave crise que Portugal atravessa. Contudo, para mim. estes factos não o ilibam de ser um dos responsáveis por este período negro da nossa história ou até o mais responsável~, dado o percurso político do senhor. Nem tão pouco um dos anteriores presidente, Mário Soares, que parece um »santinho saído da sacristia» para quem o houve falar agora e não viveu os anos da sua governação quer como PM quer como PR... poderia até afirmar que o Mário socialista «saíu da gaveta».

Quando António Seguro afirma que rompeu as negociações em nome da coerência, esqueceu-se de explicar-nos em que é que ele tem sido coerente. Porque não apareceu na política agora, nesta legislatura do PSD/CDS. Ou já se esqueceu da conivência política com a anterior governação dita de socialista? Porque alguém me pode afirmar que José Sócrates governou como um verdadeiro socialista o faria?

Se estivessemos em monarquia o cognome de António Seguro bem poderia ser o de «O Entalado». Mas ao contrário do Martim (O Moniz), não o seria por outros o terem feito mas por se ter posto a jeito ou mesmo, de voluntariamente se ter «entalado» a ele mesmo.



Publicado por [FV] às 11:29 de 21.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

EDP obriga portugueses a financiar espanhóis

 

+ palavras para quê? Está aqui tudo dito e explicadinho...


Publicado por [FV] às 19:34 de 20.07.13 | link do post | comentar |

Global dominação corporativa do comércio, dos recursos e dos Estados

  Liberalização  comercial - O  proteccionismo  dos  mais  fortes   I   (-por Nuno Teles)

  .    . 
       Embora sem grande impacto mediático (excepto em França, que defende as especificidades culturais), estão em curso as negociações para a criação de uma zona de livre comércio entre os EUA e a UE.
     O acordo é apresentado como uma oportunidade para redinamizar o crescimento económico de ambos os blocos, que representam à volta de metade de todas a exportações mundiais.
     De forma explícita ou implícita, velhas e novas teorias são convocadas para apoiar o processo, da teoria das vantagens comparativas de David Ricardo - onde a cada país trocará os bens onde detém vantagens comparativa pelos bens produzidos onde estes são relativamente menos custosos de produzir - até à "nova economia política" - a concorrência acrescida entre as empresas conduziria a ganhos de eficiência face a ambientes proteccionistas onde as empresas se concentrariam na captura dos poderes públicos.
      A História mostra, no entanto, que, na verdade, o livre-cambismo é o proteccionismo dos mais ricos e fortes. Com muito poucas excepções (Holanda, Suiça), todos os países desenvolvidos adoptaram fortes medidas proteccionistas para proteger os seus mercados nacionais da concorrência externa, por forma a permitir o desenvolvimento de indústrias que, no seu estado inicial, são necessariamente menos competitivas.
      Dos EUA ao Reino Unido, passando pelos mais recentes casos de sucesso asiático (China e Vietname), o livre - cambismo só foi adoptado numa fase mais tardia do seu desenvolvimento como forma de penetrar nos mercados externos. Os elogios ao papel do comércio internacional no desenvolvimento, como este aqui de Martin Wolf, têm, por isso, que ser tomados com uma boa dose de cepticismo.
      O acordo agora em negociações entre a UE e os EUA coloca, mais uma vez, não só problemas ao impacto global desta liberalização em determinados sectores, como devia ser tomada com especial atenção por países como Portugal, cujas estruturas económicas diferem radicalmente dos países que comandam as negociações europeias. 
     A experiência das negociações com a OMC (Organização Mundial de Comércio) e a forma como conduziram à depressão de regiões inteiras do país são razão suficiente para ver estas negociações com preocupação.

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      Entretanto,  por  França...      Des-globalização e defesa ecológica e social   
 
     A globalização tornou-se um sistema prejudicial para todos os trabalhadores, para todas as classes populares e médias do mundo inteiro; uns porque perdem o que alcançaram com tanto custo, outros porque nada ou muito pouco ganham (...) o comércio livre é a guerra de todos contra todos (...) o proteccionismo europeu, simultaneamente ecológico e social, é o keynesianismo do século XXI, uma forma política realista, justa e eficaz de organizar a economia de mercado mundial.
       Excertos do pequeno livro-manifesto lançado por Arnaud Montebourg aquando da sua candidatura nas primárias socialistas francesas, onde foi o terceiro candidato mais votado. 
        A ('démondialisation') desglobalização, um proteccionismo na escala certa, ambiental e socialmente consciente, e que não se confunde com autarcia (isolamento e autosuficiência), é uma das ideias à esquerda que é preciso desenvolver : 
   os países mais desenvolvidos têm o direito a proteger os seus arranjos sociais, laborais e ambientais e a sua base industrial e fiscal das chantagens das transnacionais e do capital financeiro ;
   enquanto que os países subdesenvolvidos têm direito a pôr em prática, com toda a autonomia, as políticas públicas de intervenção para o desenvolvimento que hoje a OMC e tantos tratados tentam impedir.
       Bom, agora Montebourg é ministro da “recuperação industrial” e está a ter o seu primeiro e bem duro teste com o anúncio recente de milhares de despedimentos na Peugeot, símbolo da desindustrialização da França, muito acentuada pelo euro e por uma crise que tem gerado uma sangria de empregos industriais.    Assumindo o projecto de dizer a verdade ao poder, Jacques Sapir, um dos principais teóricos da desglobalização, lembra ao governante Montebourg o que há a fazer se quiser permanecer fiel ao espírito do candidato Montebourg:
  entrar pelo gabinete de Hollande (e órgãos da UE) e dizer-lhe que sem proteccionismo selectivo e política cambial não vamos lá.
Se a linha de Montebourg for derrotada, e tudo está feito para que o seja se não houver forte pressão social e política de baixo, capaz de contrariar a que vem de cima, a Frente Nacional certamente que saberá monopolizar o cada vez mais popular discurso proteccionista, dando-lhe o cunho xenófobo e regressivo que alguns à esquerda estranhamente julgam que é indissociável de uma palavra na realidade a conquistar e a usar sem medos nem hesitações pelos que estão na margem certa.
         (-


Publicado por Xa2 às 07:58 de 20.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Aos socialistas e aos cidadãos

"Alocução  aos  Socialistas"   (-por António Sérgio * no Banquete do 1ºde Maio de 1947; via E.Graça)

     "Na política, como sabeis, o comportamento rectilíneo, sem argúcia alguma, - sincero, aberto, desartificioso, claro, - usa ser censurado, como sendo ingénuo: e, nessa sua qualidade de comportamento ingénuo, como prejudicial, ou pateta. Paciência. Seja. (…) Os essencialmente habilidosos (não faço empenho em negá-lo) alcançam a sua hora de simulacro e de vista. Mas é uma hora e nada mais; mas é simulacro, e só vista. Logo a seguir a esse instante, comunica-se-lhes o fogo da sua iluminação de artifício, e fica tudo em fumaça, que pouco depois não é nada."
     "Aos nossos socialistas, quanto a mim, compete-lhes resistirem ao tradicional costume de se empregarem espertezas e competições de pessoas para apressar o momento em que há-de chegar ao poder…"
     "Antes de tudo, buscai prestigiar-vos ante a nação inteira pelo timbre moral da vossa alma cívica; porque (como acreditais, creio eu) não é indispensável conquistar o poder para se influir de facto na orientação do estado."
     "Não tenhais a ânsia de vos alcandorar no poleiro com prejuízo das qualidades a que se tem chamado "ingénuas". As habilidades dissipam-se; os caracteres mantêm-se."
     "Não existam ciúmes e invejas recíprocas entre os vários componentes da vossa grei socialista: nem tampouco os ciúmes, nem tampouco as invejas, para com os homens que compõem as outras facções da esquerda. Seja vosso lema a unidade. Por mim, quero trabalhar pela unidade, pelo entendimento recíproco, pela existência de convivência amável entre os homens políticos de orientações discordes. Incorrigivelmente "ingénuo", fraterno, cordial."


Publicado por Xa2 às 13:15 de 19.07.13 | link do post | comentar |

Admin. pública, trabalhadores, ... donos do regime e deputados

 



Publicado por Xa2 às 07:43 de 19.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

NELSON MANDELA

                                                                 

Parabéns, pelo passado, pelo presente e pelo exemplo que nos deste e continuas a dar no futuro a para as novas gerações.

Mais valioso que o ouro que empunhas é o teu exemplo de lider, de estadista e de homem onrrado.

Lamentavelmente os politicos actuais não te seguem o exemplo.



Publicado por Zurc às 16:00 de 18.07.13 | link do post | comentar |

QUASE TODOS IGUAIS, MUITO POUCO DIFERENTES

Continuamos entalados por um sistema caduco, entre uma direita ultraliberal, à qual uma grande parte do próprio PS se deixou amarrar, e uma esquerda incapaz de se encontrar a si própria nem encontrar ideias inovadoras que captem o interesse do eleitorado.

Seguro tenta amolecer o partido em troca de umas migalhas prometidas no bodo dos ricos. Nada de visível ou palpável que interesse verdadeiramente à vida dos portugueses, falando, claro está, do povo pobre, dos trabalhadores e da classe media. Ouvimos debater, por parte dos senhores mandantes da troica nacional, recorrendo a argumentários que nos dizem defender compromissos estranhos e que mais não são que garantias dos credores, engorda dos banqueiros e dos seus comparsas, sempre com a mesma receita “mais apertos e sacrifícios para o povo pagante”

Nem esse ministro de qualquer coisa e de coisa nenhuma, líder do PP diz o que quer nem ao que anda (além de esconder e abafar o negocio mal explicado dos submarinos e alguns outros idênticos).

Tão pouco o pseudo primeiro-ministro, que anda a passos de coelho, demonstra o mínimo de capacidade na orientação de políticas serias, honestas, de rigor e transparência para o país.

Também esse putativo timoneiro que ora avança logo a seguir recua, em zig-zag nas inépcias convicções de governabilidade futura do país, continua sem qualquer vislumbre de ideias, de propostas e de projetos que os leitores compreendam, inequivocamente.

Perante um presidente que, malogradamente e com memoria curta dos efeitos dos dois mandatos exercidos como primeiro-ministro, a maioria dos que votaram o elegeram representaram uma minoria da população que mais não tem sido do que um complicativo “salvador nacional” conforme abordou recentemente Batista Bastos no DN, Em  O pesadelo, continuamos fortemente entalados,

Hoje debate-se mais uma moção de censura ao governo e às políticas por si seguidas. Mais do mesmo e de igual resultado. È o sistema a funcionar sem nada alterar. É pois necessário que se debatam mudanças do próprio sistema partidário, o sistema de representação democrática, o sistema de democracia direta e representativa. Quando o povo for capaz de encetar tal debate deixara, inequivocamente, de estar tão entalado com políticos como os que atualmente nos representa tão mal e tão desonestamente.



Publicado por Zé Pessoa às 15:53 de 18.07.13 | link do post | comentar |

Esquerda tem alternativas ao desastre da direita-troika

A  urgência  das  alternativas


 

 
Alternativas ao «Compromisso de Salvação Nacional» e à errada estratégia do memorando 
     «Na sua exigência de obtenção de um compromisso entre PSD, CDS e PS, o Presidente da República (PR) impôs como condição a implementação plena das medidas acordadas com a troika no quadro do Memorando de Entendimento. Exigiu também aos três partidos que assegurassem a continuação da atual estratégia de «ajustamento», colocando os interesses dos credores externos da dívida nacional como prioridade da política económica. O sucesso das negociações em curso, sob a égide do PR, não podem senão significar a opção pela continuidade da política da troika.
     (...) No curto prazo, o corte nos salários e nas pensões, o aumento de impostos e a redução do investimento público provocam a contração do mercado interno e a destruição do tecido produtivo, sendo responsáveis pelo dramático aumento do desemprego e da emigração. O aumento do desemprego e a paralisação da atividade económica conduzem, por sua vez, à redução das receitas fiscais e ao aumento das despesas sociais, agravando o défice orçamental e tornando ainda mais insustentável o pagamento da dívida pública.
     (...) A busca de soluções políticas para a governação em Portugal não é nem pode ser monopólio da direita e dos interesses que esta ardilosamente foi instalando debaixo de complexos compadrios. É à esquerda que reside a possibilidade de uma governação alternativa.

 Ao PR exige-se a convocação de eleições antecipadas, reconhecendo que a atual maioria perdeu a legitimidade e a capacidade para governar. Aos partidos que efetivamente se opõem à estratégia da troika e da atual governação exige-se o empenho na criação de condições para uma governação que responda às exigências do momento.»    -  Do comunicado do Congresso Democrático das Alternativas, a ler na íntegra aqui.


Publicado por Xa2 às 07:49 de 18.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Cidadão eleitor, escolha : esquerda, "nim", direita

             - Dúvidas ? Salvação ? Alternativas ?

       O que está em causa, simplisticamente, é uma escolha económico-política, entre:

. manter o rumo actual (que se agrava cada vez mais), defendido pela maioria PSD/CDS, troika, CIP, banqueiros, economistas e comentadores neoliberais;

. fazer uns remedeios/adiamentos  defendidos pelo PS (agora em conversações com PSD/CDS), Confed.Comércio e Serviços, UGT, ...; e

. fazer uma mudança de política económica, um caminho diferente/alternativo defendido pela minoria BE/PCP/Verdes,  CGTP, independentes e organizações de esquerda (como o Cong. Democrático das Alternativas e vários movimentos e associações), em Portugal e na União Europeia (PE, CE, BCE).  

      E, na sequência dos desenvolvimentos decorrentes da crise política e institucional originada pela concretização do  ataque neoliberal-financeiro (aos trabalhadores, à classe média e à democracia), estão agendados  reuniões entre PCP, BE, Verdes, Assoc. Interv.Democ.. - Agora parem de fratricídios e de perder  tempo, é URGENTE  trabalhar na criação de uma coligação ou frente eleitoral anti-troika, anti-neoliberal, de esquerda (e com ou sem PS), porque aquilo que nos UNE é maior do que aquilo que nos separa.

------------- porque

             Isto  vai  acabar  mal    (-por O Jumento)
     A dívida soberana continua a aumentar a um ritmo cada vez mais acelerado, as empresas continuam a ir à falência e os únicos a recuperar são os banqueiros (ganham milhões), o desemprego aumenta, (a pobreza, a prostituição, os suicídios, os assassínios ... também) , ... o país está numa espiral de recessão (e querem aumentá-la) com mais um pacote de austeridade brutal (+ 4,5 mil milhões de cortes na Adm.Púb. + 3 mil milhões em 2014 e ... e ...).

     Estes incompetentes, canalhas (burlões, corruptos, nepotistas, saqueadores, ...) e outros filhos da mãe que dominam a política portuguesa vão conduzir Portugal ao colapso e à desordem, depois (se os deixarmos) fogem com o dinheiro que roubaram (e 'salvaram' em offshores)...

... estão a privatizar ao desbarato, a destruír o investimento público e privado, continuam a desbaratar o erário público com PPPs, BPN, Swaps, rendas ultra-exageradas, 'outsourcings', 'boys', ...  forçam os jovens a emigrar, as famílias a perder casa e voltar para os avós, a procurar comida nos caixotes do lixo, ... agora querem despedir uma boa parte dos funcionários públicos e pôr os pensionistas (e as crianças) a passar fome.

... os mais fortes usam a falsa democracia (a não-justiça, a demagogia e a 'novilíngua', a suspensão da democracia, da liberdade e da constituição) para esmagarem os mais fracos ... e até a presidente da AR chama carrascos aos que se manifestam...   

----------  concretizando

       Podemos  voltar  à  política ?    (-por alexmgomes)

Tendo em conta ... apelos e reuniões ..., não desperdicemos tempo essencial para dar a conhecer programa político Alternativo e que constam no Projecto de Resolução pela RENEGOCIAÇÃO URGENTE DA DÍVIDA PÚBLICA e a DENÚNCIA DO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO, chumbado dia 10 de Julho no parlamento:

  1. Denunciar o memorando da Troika e as políticas de austeridade.

  2. Proceder a uma renegociação urgente da dívida pública, nos seus prazos, montantes e taxas de juros, reduzindo o peso do exercício da dívida para permitir a canalização de recursos para investimento produtivo e para a criação de emprego.

  3. Realizar a renegociação da dívida pública valorizando as seguintes condições:

a) Negociação com os credores privados e oficiais para a redução do stock da dívida, tendo em vista o corte em 50% da dívida pública de médio e longo prazo, substituindo-o por novas Obrigações do Tesouro;

b) As novas Obrigações do Tesouro resultantes deste processo de negociação devem ter um prazo de pagamento a trinta anos, com um período de carência de juros até 2020;

c) O corte na totalidade do pagamento dos juros do empréstimo internacional, considerando que os principais financiadores obtêm capital a 0% de juro;

d) Proteção dos pequenos aforradores, nomeadamente dos detentores de certificados de aforro e certificados do tesouro, que representam 5,5% do montante total da dívida, negociando o pagamento do valor nominal dos seus títulos, com uma taxa de juro indexada ao crescimento do PIB, mais um prémio para promover a poupança e o financiamento da dívida;

e) Indexação do pagamento dos juros da dívida de Bilhetes e Obrigações do Tesouro à evolução das exportações de bens e serviços.

         Acrescento e destaco as seguintes medidas que podem ser consultadas com mais pormenores aqui:

1- Anular o aumento do IRS imposto pelo PSD e CDS, mudando o sistema fiscal com base na progressividade e alterando para isso o IRC e IMI, introduzindo um imposto sobre Grandes fortunas, reintroduzindo um imposto sobre heranças;

2- Promover políticas sociais de base local com o IMI que inclua a banca, a igreja e o estado, e com as receitas do imposto sobre fortunas;

3- Terminar o Escândalo das PPP e proteger os contribuintes das rendas financeiras;

4- Criar uma taxa extraordinária de IMI sobre a grande propriedade imobiliária (com valor superior a 1 milhão de euros, o que acontece com entre 20 a 30 mil habitações em portugal), que financiará as políticas sociais ao nível local, sendo a receita redistribuída pelos municípios de todo o país;

-----------  e

  Se os Povos da Europa não se levantarem, os Bancos trarão o Fascismo de volta 

    ... Theodorakis (compositor, prémio L.Paz) advertiu que, se a Grécia se submeter às exigências dos chamados "parceiros europeus" será "o nosso fim quer como povo quer como nação". Acusou o governo de ser apenas uma "formiga" diante desses "parceiros"(e dos 'mercados'), enquanto o povo o considera "brutal e ofensivo". Se esta política continuar, "não poderemos sobreviver… a única solução é levantarmo-nos e combatermos".
    ... Os programas de "salvamento da Grécia" (e de Portugal,...) apenas ajudam os bancos estrangeiros, precisamente aqueles que, por intermédio dos políticos e dos governos a seu soldo, impuseram o modelo político que conduziu à actual crise.
    Não há outra solução senão substituir o actual modelo económico europeu, concebido para gerar dívidas, e voltar a uma política de estímulo da procura e do desenvolvimento, a um proteccionismo dotado de um controlo drástico das finanças. Se os Estados não se impuserem aos mercados, estes acabarão por engoli-los, juntamente com a democracia e todas as conquistas da civilização europeia. A democracia nasceu em Atenas, quando Sólon anulou as dívidas dos pobres para com os ricos. Não podemos autorizar hoje os bancos a destruir a democracia europeia, a extorquir as somas gigantescas que eles próprios geraram sob a forma de dívidas (e que passaram aos Estados/contribuintes).  ...



Publicado por Xa2 às 13:45 de 17.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (19) |

O AFUNDADOR

Se a situação estava confusa, mais confusa ficou depois da enigmática proposta de Cavaco Silva. A sua intervenção da semana passada fez-me lembrar o mágico que queria mostrar um truque de cartas extraordinário, mas que a meio se atrapalhou e atirou o baralho ao ar, espalhando tudo em seu redor.

A ideia do lamentável Presidente que temos parte de dois pontos: ele acha que ao propor diálogo fica isento de culpas no cartório e, depois, consegue arranjar espaço de manobra para tentar impor uma solução sua, não sujeita a eleições e não controlada pelo Parlamento. O que este Presidente da República está a tentar é subverter o regime sob a aparência da normalidade.

Já tínhamos provas bastantes dos problemas que existiam com o semi-presidencialismo do regime português, agora, com azar, talvez tenhamos que  ver  a nossa vida num regime presidencialista com fraca cultura democrática. Preparem-se que a longa metragem em pré-produção em Belém parte desse guião.

Como se tem visto nestes últimos dias o Presidente, que despertou para o que se passava tarde e a más horas,  deixou de querer usar a magistratura de influência para usar a magistratura da imposição. No fundo ele  está apenas a usar os partidos para depois dizer que não se entendem, e aparecer ele próprio – ou por interposta pessoa de um seu escolhido – como o salvador da pátria.

Tenho uma certa embirração pelos salvadores da pátria e aquilo que está a acontecer  faz-me reforçar ainda mais a minha desconfiança. Daqui não vai sair nada de bom e o resultado deste presidencialismo está  já à vista: mais dificuldades externas, maior confusão política, maior instabilidade, degradação da situação económica. Ou seja, um afundador do país em vez de um salvador da pátria. Lamentável presidência.

Por: Manuel Falcão [Metro]



Publicado por [FV] às 11:02 de 17.07.13 | link do post | comentar |

JOÃO LÁZARO (1951/2011)


MARCADORES: ,

Publicado por [FV] às 17:43 de 16.07.13 | link do post | comentar |

Aliança, frente ou coligação : para Eleições e políticas de Esquerda

           Bloco propõe negociação a PS e PCP

    João Semedo quer estabelecer as "bases programáticas de um Governo de esquerda" e no "mais curto espaço de tempo".

    É a resposta do Bloco de Esquerda ao "pântano político" em que o País caiu. João Semedo faz, esta manhã, uma declaração em nome da comissão política do BE, em que apela a PS e PCP para a abertura de "um processo de discussão e aprovação das bases programáticas de um Governo de esquerda".

    Depois de, ontem, o PCP ter convidado os bloquistas para negociações, a comissão política do BE responde com a proposta de negociações alargadas aos socialistas, salientando que "são precisas soluções urgentes e nenhum esforço deve ser poupado para conseguir uma resposta à crise nacional".

    O convite dos comunistas mereceu um comentário do BE: "Registamos positivamente que a direcção do PCP tenha proposto a realização de uma reunião".

    Sem "tempo a perder", o Bloco diz que as negociações devem fazer-se "sem condições prévias e no mais curto espaço de tempo". No entanto, o programa está já balizado: o Governo de esquerda deve "terminar a austeridade e o memorando", conseguir "a reestruturação da dívida" e "recuperar o rendimento perdido pelas pessoas".

    O mote para a iniciativa bloquista foi dado com a atual situação política. "Portugal está a entrar na terceira semana de uma crise governamental e política sem solução à vista", diz João Semedo, para quem "este curso desastroso deve ser interrompido".

                   PS já aceitou o repto e marca reunião para hoje.

    Agora, a Esquerda não pode recuar nem falhar.  Não esquecer de aliar com PCP, BE, PS, os Verdes e os independentes que têm dinamizado o CDA/IAC - Congresso Democrático das Alternativas/ Iniciativa de Auditoria Cidadã à Dívida.

    Mais importante que as naturais diferenças e divergências, é a absoluta necessidade de União para ter força para mudar as políticas deste fantoche desGoverno submisso a bangsters, troikas, 'mercados' e neoliberais destruidores da Democracia, da Liberdade, da Justiça, da economia, dos trabalhadores e cidadãos deste país.



Publicado por Xa2 às 13:35 de 16.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Passos Coelho: O Padrinho!

O GABINETE DO 1º MINISTRO PORTUGUÊS. (coitados do OBAMA, do HOLLANDE, e da MERKEL, gente pobre)

Função

Nome

Nomeação

Vencimento

Chf. Gabinete

Francisco Ribeiro de Menezes

06-08-2011

4.592,43

Assessor

Carlos H. Pinheiro Chaves

21-06-2011

3.653,81

Assessor

Pedro A. Amaral e Almeida

18-07-2011

3.653,81

Assessor

Paulo João L, Rêgo Vizeu Pinheiro

11-07-2011

3.653,81

Assessor

Rudolfo M. Trigoso Rebelo

21-06-2011

3.653,81

Assessor

Rui Carlos Baptista Ferreira

21-06-2011

3.653,81

Assessora

Eva M. Dias de Brito Cabral

12-10-2011

3.653,81

Assessor

Miguel Ferreira Morgado

21-06-2011

3.653,81

Assessor

Carlos A Sá Carneiro Malheiro

01-12-2011

3.653,81

Assessora

Marta Maria Pereira de Sousa

21-06-2011

3.653,81

Assessor

Bruno de Castro R. Maçaes

01-07-2011

3.653,81

Adjunta

Mafalda G. L. Roque Martins

01-07-2011

3.287,08

Adjunto

Carlos A. Raheb Lopes Pires

21-06-2011

3.287,08

Adjunto

João C. A. Rego Montenegro

21-06-2011

3.287,08

Adjunta

Cristina M. C. Pucarinho

23-08-2011

3.287,08

Adjunta

Paula Cristina Cordeiro Pereira

22-08-2011

3.287,08

Adjunto

Vasco L. C P Goulart Ávila

21-11-2011

3.287,08

Adjunta

Carla Sofia Botelho Lucas

25-01-2012

3.287,08

Técnica Especialista

Bernardo M. S Matos Amaral

07-09-2011

3.287,08

Técnica Especialista

Teresa P. V. de Figueiredo Duarte

21-07-2011

3.653,81

Técnica Especialista

Elsa Maria da Palma Francisco

16-01-2012

3.653,81

Técnica Especialista

Maria T. G. de Matos Ferreira

18-07-2012

3.653,81

Secretária pessoal

Maria Helena C. Santos Alves

18-07-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Inês Rute Carvalho Araújo

18-07-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Ana Clara S Oliveira

13-07-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Maria de Fátima M. L. H. Samouqueiro

21-06-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Maria Dulce Leal Gonçalves

01-07-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Maria M, Brak-Lamy Paiva Raposo

13-07-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Margarida Maria A. S. Neves Ferro

21-06-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Maria Conceição C. N. Leite Pinto

21-06-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Maria Fernanda T. C. P. de Carvalho

01-08-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Maria Rosa E. R. Silva Bailão

01-09-2011

1.882,76

Coordenadora

Luísa Maria Ferreira Guerreiro

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Alberto do Nascimento Cabral

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Ana Paula Costa O. da Silva

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Elisa Maria Almeida Guedes

01-01-2012

1.500,00

téc, administrativo

Isaura Conceição A. L. de Sousa

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

José Manuel Perú Éfe

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Liliana de Brito

01-01-2012

1.500,00

téc, administrativo

Maria de Lourdes G. F. Alves

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Maria Fernanda Esteves Ferreira

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Maria Fernanda da Piedade Vieira

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Maria U. G. Fernandes Barroso

01-01-2012

1.500,00

téc, administrativo

Zulmira Jesus G S. Santos Velosa

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Artur Vieira Gomes

01-01-2012

1.600,15

téc, administrativo

Benilde Rodrigues L. da Silva

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Fernando Manuel da Silva

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Francisco José M. Coradinho

01-01-2012

1.472,82

Apoio Auxiliar

Joaquim Carlos da Silva Batista

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

José Augusto Morais

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Maria Lurdes da Silva B. Pinto

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Maria de Lurdes Camilo Silva

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Maria Júlia R Gonçalves Ribeiro

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Maria Natália Figueiredo

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Maria Rosa de Jesus Gonçalves

01-01-2012

975,52

Motorista

António Francisco Guerra

01-01-2012

1.848,53

Motorista

António Augusto Nunes Meireles

01-01-2012

2.028,28

Motorista

António José Pereira

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Arnaldo de Oliveira Ferreira

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Jaime Manuel Valadas Matias

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Jorge Henrique S Teixeira Cunha

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Jorge Martins Morais

01-01-2012

1.848,53

Motorista

José Hermínio Frutuoso

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Nuno Miguel R Martins Cardoso

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Paulo Jorge P. da Cruz Barra

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Rui Miguel P. da Silva Machado

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Vitor Manuel G Marques Ferreira

01-01-2012

1.848,53

  

 

Total/Mês

149.486,76

Resumo: 1 Chefe de Gabinete, 10 Assessores, 7 Adjuntos, 4 Técnicos Especialistas, 10 Secretárias Pessoais, 1 Coordenadora, 13 Técnicos Administrativos, 9 Apoio Auxiliar e 12 Motoristas.

 

Jobs for the Boys and girls:

       Vantagem: Estes não tiveram de emigrar!

       Inconveniente: Assim não há orçamento que resista!



Publicado por DC às 12:42 de 16.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

EU TAMBÉM NÃO FAZEREI...
 
O título deste poste também poderia ser: UM TOSTÃOZINHO PARA O SANT'ANTÓNIO!
Ou ainda: O difícil era apanhar com os pés...
Ou...


Publicado por [FV] às 11:57 de 16.07.13 | link do post | comentar |

Dívida de Portugal
Este senhor é João de Almada Moreira Rato, Presidente do IGCP.
O IGCP é a entidade pública a quem compete, nos termos da lei,
assegurar o financiamento e efectuar a gestão da dívida pública directa do Estado Português.
Vejam o embaraço deste membro da troika (os outros dois são António Borges e Carlos Moedas).
Porque será que me senti agoniado depois ver este... vou chamar-lhe burocrata,
para não ser ordinário?


Publicado por [FV] às 19:34 de 15.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Salvação de quê ...?!! - antes por uma «Coligação de Esquerda»

         A crise chegou lá a casa.           (-por M.Afonso  em  http://revistaanexo.wordpress.com/ )

    E, de repente, não havia dinheiro nem perspectivas de trabalho.  A miúda chorava ...

 

         “Compromisso  de  salvação  nacional”   ?!          Quem  diria ?   !!

  PS PS   (-por M. Cardina)    Das duas, uma: ou o PS, ao aceitar o repto de Cavaco, vai fingir que negoceia, tomando o povo por parvo;

ou vai mesmo negociar com aqueles que considera não terem já legitimidade para estar no poder. Se assim for, predispõe-se a indicar como se processará o corte de 4700 milhões - a tal "reforma do Estado" -

 e qual o itinerário daqui até ao 2.º resgate - que assim ficará "ratificado" por acordos prévios entre o "arco da austeridade", sem passar por essa maçada das eleições (ou levando a que elas ocorram tendo como pano de fundo um "facto consumado"). Finalmente percebi o que significa um "catch-all party"...

           Uma  ideia  mesmo  perigosa :  aspirar a  melhorar a  vida

    Nasci em (…) A minha mãe morreu quando eu era muito novo e fiquei ao cuidado da minha avó. Cresci na pobreza (relativa) e por várias vezes fui para a escola com buracos nos sapatos. A minha educação foi, no sentido original da palavra, bastante austera. O rendimento familiar consistia num cheque do Estado, mais concretamente numa pensão de velhice, para além das ajudas ocasionais do meu pai trabalhador manual (…) Sou um filho do Estado-Providência e tenho orgulho neste facto.    Actualmente, sou professor ...  - Mark Blyth, Austerity – The History of a Dangerous Idea,...
            É o  tempo  da  corrupção e  das  plutocracias        [Sala Mecenato BES  (ISEG)]
     Veio enfim um tempo em que tudo o que os homens tinham olhado como inalienável se tornou objecto de troca, de tráfico, e podia alienar-se. É o tempo em que as próprias coisas que até então eram comunicadas, mas nunca trocadas; dadas, mas nunca vendidas; adquiridas, mas nunca compradas - virtude, amor, opinião, ciência, consciência, etc. - em que tudo enfim passou para o comércio. É o tempo da corrupção geral, da venalidade universal. - Karl Marx
    ... finjamos que levamos a sério a última cerimónia (de doutoramento honoris causa) e que imaginemos o que o “padrinho” de Salgado, João Duque, terá dito: o Doutor Ricardo Salgado ensinou-nos a fugir com capitais, a reconstruir, a golpes de política, o poder financeiro, a desenhar parcerias público-privadas lucrativas, a capturar políticos e não só, a entrar em conselhos de ministros para fazer valer os seus interesses, a minimizar obrigações fiscais, a beneficiar de ditaduras e de democracias que se parecem com plutocracias, a mandar vir a troika para ajustar contas com o que resta da economia política do 25 de Abril e muito mais.  ...

       Entrevista a Jean-Luc Mélenchon  da Frente de Esquerda (francesa)

 A única maneira de fazer mexer a social-democracia é a outra esquerda ultrapassá-la nas urnas. 

 

14 de Julho de 1789   A Bastilha (forte- prisão política e símbolo do poder absolutista, arbitrário e monárquico-oligárquico) foi tomada pelos cidadãos de Paris há 224 anos (e passou a símbolo da Revolução Francesa, da República, da Liberdade-Igualdade-Fraternidade). O mundo mudou. Levou tempo, mas mudou. E para muito melhor, mau grado todos os avanços e recuos e todos os desvarios da natureza humana que não olham a contextos históricos.  (E as outras «bastilhas», quando cairão?)

 


Publicado por Xa2 às 07:45 de 15.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (20) |

Mas que raio de democracia é esta?

A propósito de Verdes que são vermelhos

Os Verdes anunciaram pomposamente uma moção de censura. Parece que é para entalar o PS e para darem ao PSD e ao CDS a oportunidade de mostrarem que estão unidos. É a táctica do costume... 

Mas o que aqui me traz é o facto de os Verdes serem um partido assim - como dizer? -  um pouco para o estranho. Vou tentar explicar porquê.

Os Verdes concorreram sempre às eleições coligados com o PCP na CDU (ou formações anteriores à CDU, como a APU). Nunca foram a votos. Mas são tratados, na Assembleia e por imposição legal na Comunicação Social como se fossem mais um grupo parlamentar. Ou seja, se o PS decretasse que três deputados seus eram do Partido Socialista Liberal, mais três do Partido Socialista Marxista, mais três do Partido Socialista Republicano podia falar o triplo das vezes. Nas cerimónias do 25 de Abril, ou nas interpelações, ou nos debates sobre o Estado da Nação. E podia triplamente apresentar moções e o que quisesse. O mesmo é válido para o Bloco, o PSD ou o CDS.

É estranho que a lei seja assim. Mas talvez seja ainda mais estranho que o PCP se aproveite da lei e nunca seja confrontado com isso. Por mim, acho verdadeiramente fantasmagórico que jamais alguém tenha feito esta pergunta: e o que pensam Os Verdes?

E sabem porque não fazem? Porque basta saber o que pensa o PCP. Eles são dois corpos, mas têm a mesma cabeça.

Por: Henrique Monteiro [Expresso]


Nota pessoal:

Vivemos uma época estranhíssima. Numa época de crise. Não só financeira ou económica, mas também de valores. De toda a espécie de valores - morais, éticos, sociais e até de religiosos ou filosóficos. Vivemos, dizem num regime parlamentar em que alguns insistem em chamar de democracia. Dizem até, os entendidos, que os nossos governantes, embora eleitos por sufrágio do voto popular, não têm legitimidade para governar e não representam o «povo». Dizem que são precisas novas eleições e há até quem diga e patrocine uma base mais alargada de entendimento partidário para governar este país. Dizem as oposições e até, espantosamente (ou não) vozes dos partidos que estão no exercício do poder da governação. Vivemos portanto uma época esquisita. Infelizmente esta miserabilidade de regime não se confina só a Portugal. Ele estende-se com formas mais ou menos similares a toda a Europa Ocidental e até a outros Países também eles ditos democráticos. Mas na minha cabeça ninguém me convenceu ainda que «isto» a que assistimos é Democracia. Para mim, não posso e não quero acreditar que o seja. Recuso-me a aceitar que aquela «coisa» porque aspirámos durante + de 40 anos de regime autoritarista e bolorento, seja «isto» a que estamos a assistir na prática. Vou portanto continuar à espera que cheguemos à Democracia. E vou dizer que deixámos o regime ditatorial e que estamos a atravessar um regime a que vou chamar de «democracia do proletariado». Noutra altura tentarei definir ou explicar o que entendo por «democracia do proletariado».
Entretanto não se esqueçam do que vêm, assistem e sofrem na «pele» quer pelos partidos que nos governam, pelos que nos têm anteriormente governado (e para quem os ouça parece m ter-se esquecido) e para os outros que nunca governaram e até os assusta pensarem que algum dia teriam o azar de poderem ser eleitos, vade de retro, pois seria o seu fim enquanto pseudo vozes de oposição. Um abraço e bom fim-de-semana.

 



Publicado por [FV] às 09:37 de 13.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Alternativas à Destruição dos Troikos

Da destruição, das alternativas


     O resultado desastroso da estratégia de austeridade e da diluição da legitimidade democrática da atual governação exigiriam do PR uma solução óbvia: a convocação de eleições. Mas, em vez disso, Cavaco Silva propôs ao país a constituição de um governo de Salvação Nacional e um compromisso entre PSD, CDS e PS para perpetuar o programa da troika, independentemente do resultado das próximas eleições legislativas. A proposta do PR é política e eticamente inaceitável. Aquele que deveria ser o garante do regular funcionamento das instituições pretende impor ao País a anulação da democracia – fazendo das eleições um ato de democracia condicionada e promovendo a legitimação de uma mera democracia de fachada.
     Vale a pena ler a tomada de posição do  Congresso  Democrático  das  Alternativas (CDA) :   o  regular  funcionamento  da  destruição .


Publicado por Xa2 às 07:43 de 12.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

PORTUGAL TEM FUTURO



Publicado por [FV] às 15:30 de 10.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Indignidade de vassalos e vítimas da prepotência anti-democrática

A  BARRAGEM  A  EVO  MORALES    (-por JM Correia Pinto, politeia)

   A  INDIGNIDADE   DOS   ESTADOS   VASSALOS
     Os portugueses estavam demasiado ocupados com as vicissitudes da política interna e com as manobras políticas do PSD/CDS para, na hora em que os factos estavam acontecendo, se terem dado verdadeiramente conta do que se estava aa passar na Europa dos “direitos humanos e das liberdades” com o avião presidencial da Bolívia que, de Moscovo rumo a La Paz, transportava a bordo o presidente Evo Morales. Ou então já estão tão habituados a ingerências e a vassalagens, de que a presente crise política, os seus desenvolvimentos e a solução encontrada são mais um triste exemplo, que até já perderam a capacidade de se indignar perante a prática de factos que são a mais completa negação de tudo o que os europeus proclamavam defender quando tinham em Moscovo um adversário à altura das suas pretensões imperialistas, ou melhor dizendo, sub-imperialistas.
     Já em post anterior tivemos oportunidade de abordar a obsessão pela segurança nacional e as suas mais que óbvias consequências. O que se passou com o avião de Evo Morales – e o que esteve para se passar com o de Maduro – é a prova de tudo o que então dissemos. Com uma agravante: a defesa da “segurança nacional” no caso de Morales não estava sendo directamente levada a cabo pelo Estado cujos interesses alegadamente tinham sido atingidos, mas por Estados vassalos, eles próprios vítimas da obsessão pela segurança nacional do Estado mandante que não hesita em violar qualquer direito para preservar ou tentar preservar essa segurança.
      O relato que Evo Morales faz hoje em El País merce ser lido e meditado para se perceber até que ponto o governo de um Estado, numa manifestação de pura vassalagem, pode praticar actos de profunda cobardia moral capazes de envergonhar por muitos e muitos anos os cidadãos do país que têm a desdita de estar representados por tal gente, além, obviamente, dos prejuízos económicos e políticos que tal comportamento necessariamente acarreta.
    Portas foi hoje ao Parlamento, à Comissão dos Negócios Estrangeiros, não apenas explicar o que se passou – desnecessariamente já que qualquer pessoa minimente interessada sabe o que se passou – mas também, com o descaramento que unanimemente se lhe reconhece, tentar justificar a posição portuguesa por comparação (implícita) com as dos demais Estados europeus envolvidos no caso.
     Evo Morales, depois de ter visto aprovado o seu plano de voo, a partir de Moscovo com destino a La Paz, com escala técnica em Portugal, foi informado pouco antes da partida que por “razões técnicas” não poderia aterrar em Portugal. Evo Morales, embora tendo percebido perfeitamente o que se estava a passar, ordenou aos serviços diplomáticos bolivianos que a escala portuguesa fosse substituída pela de Las Palmas (Gran Canária), tendo esse novo plano de voo sido aprovado. 
     Quando o avião estava prestes a entrar no espaço aéreo francês, o comandante do avião comunicou ao Presidente que a autorização para atravessar a França tinha sido cancelada. Impossibilitado de regressar a Moscovo por falta de combustível, o comandante solicitou ao controlo aéreo de Viena uma aterragem de emergência que foi, como se sabe, autorizada.
      E é então, em Viena, que se assiste às cenas mais degradantes de todo este episódio. Durante as treze horas em que o avião esteve retido em solo austríaco - ou seja, até que os representantes dos Estados vassalos – e seguramente o Estado mandante - se tivessem certificado de quem efectivamente seguia a bordo com o Presidente -  assistiu-se a uma das mais vergonhosa cenas diplomáticas da vida contemporânea.
     O embaixador espanhol, numa manifestação de puro servilismo, mas também de colonialismo serôdio, de racismo bacoco e de desprezo pela verdadeira independência dos países latino-americanos (que, finalmente, a alcançaram), típica daquilo a que Fidel chama o “Império de muletas”, exigiu vistoriar o avião de Evo Morales para em consequência de essa investigação decidir com “os amigos de Espanha” o que fazer relativamente à viagem do Presidente da Bolívia.
     Evo Morales opôs-se como se impunha e a autorização de seguir viagem acabou por ser dada, seguramente quando os serviços secretos do Estado mandante transmitiram aos lacaios europeus o levantamento do “embargo” por confirmação da ausência a bordo da pessoa procurada.
     Portas valeu-se desta imbecilidade e desta arrogância tipicamente castelhana da direita espanhola para marcar a diferença de comportamento do Estado Português relativamente aos demais. Disse Portas: Portugal não perguntou a Evo Morales quem vinha no avião, nem nunca o faria por respeito pela soberania da Bolívia, limitando-se a recusar a escala técnica…por motivos técnicos. Mais tarde acabou por confirmar que os motivos técnicos eram motivos que visavam impedir que Portugal importasse um problema que não era seu, nem sobre o qual queria tomar partido, deixando entredito que a existência de um tratado de extradição com os Estados Unidos e o facto de neste país haver pena de morte levantavam problemas complicadíssimos que Portugal deveria saber evitar.
     Esta insinuação final da intervenção de Portas deixa a descoberto aquilo que os deputados na Comissão não souberam explorar convenientemente. Como pode Portas falar de extradição relativamente a uma pessoa que não estaria tecnicamente em território português se porventura viajasse no avião de Evo Morales e este tivesse aterrado em Lisboa? Estamos a faltar de extradição ou de rapto? O que é que o Governo português, seguindo a argumentação de Portas, quis evitar: a extradição ou um rapto? E um rapto consumado por quem? Por agentes de um governo estrangeiro ou por forças portuguesas?
     Snowden está infelizmente em maus lençóis. Este tipo de atitude, tal como o de outros antes dele, levada a cabo em nome da democracia e da transparência, em defesa da chamada “sociedade civil global”, não goza das boas graças de todos aqueles que têm comportamentos exactamente idênticos aos que ele denunciou e que porventura só não terão a mesma dimensão por falta de recursos financeiros ou de conhecimentos técnicos …


Publicado por Xa2 às 07:49 de 10.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Trabalhadores em Luta

Os nossos enfermeiros  (-por Raquel Varela)

    Os enfermeiros em Portugal estão ameaçados da mudança que abarca todos os sectores, isto é, de um gigante despedimento (a 1, 2 anos?) dos que ainda têm relações de trabalho-padrão, protegidas, para serem substituídos, na totalidade, por trabalhadores precários (mal pagos, sem direitos, assediados, explorados, sem presente nem futuro digno). À semelhança do que se passa com os estivadores, que neste caso não é por «mobilidade especial ou extinção do posto de trabalho» mas, como dizem no Brasil, à cara podre, ou seja, abrindo empresas (de trabalho temporário) paralelas que fornecem força de trabalho precária e depois deixam de ter «trabalho» para os que ainda conservam direitos.

    Os enfermeiros portugueses são expostos a uma brutalidade de turnos em regime de horas extraordinárias porque assim evita-se a contratação de novos. São, de todos os funcionários públicos, aqueles em que a relação formação-salário é mais desequilibrada, isto é, que ganham menos na relação com a formação da força de trabalho. Os enfermeiros em Portugal são convidados a emigrar, a sair do país, o mesmo país que convida a Siemens, parceira dos Mello, a dividir o bolo dos lucros dos hospitais privados , hospitais que recebem metade do seu financiamento – vou repetir! metade – através dos subsistemas de saúde públicos. Uma vergonha, mais uma, num país em que trabalhar, um valor imenso que nos permite dominar a natureza e produzir riqueza, se tornou uma tortura.



Publicado por Xa2 às 13:42 de 09.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

BALADA DE UM HOMEM TRISTE


Bate abrupta e brutalmente

Desanca em ti e em mim

Poupa o grande e sova o pequenino

Não é chuva nem é gente

É o governo que nos bate assim

 

Com a treta desta democracia

Que há muito, nos afeta o caminho

E nos afunda em melancolia

Que nos corrói a alegria

Pondo o povo doentinho

 

Quem bate assim tão brutalmente

Com tão estranha dureza

Que deixa o povo assim tão doente

Não é de cero boa gente

É gente ruim com certeza.


Já noutras épocas sentimos quanto doía

Com outros governos quase parecidos

Fazendo-nos o cinto apertar

Mas sempre a gente conseguia

Que tais governos nos dessem ouvidos


Agora puseram forte carapaça

São palhaços de rosto sorrindo

Espécie de gente que, quando passa
Olha-nos através da vidraça

Sem se importarem com que vão ouvindo

São troicas, que nem escutam os sinais 
Da dor de um velho ou de uma criança, 
São piores que irracionais animais, 
Não são como outros mortais 
São bichos de grande pança

“O caminho faz-se caminhando”

O da democracia faz-se integrando

O da cidadania constrói-se com debate participado
Se isso fizéssemos não nos comiam
O nosso pecúlio amealhado


Maltratam o professor 
Aos reformados dão tormentos, sem fim
Mas as crianças, senhores, 
Porque lhes dais tantas dores?
Porque as abandonais assim?


E uma infinita tristeza, 
Uma profunda perturbação 
Que em mim em ti, em nós está presa
Esta malfadada governação
E, que nos turva a visão

 

É uma balada

De um homem triste

Descrente destes partidos

Que, apesar de tanta pancada

E destes partidos corrompidos

Luta e não desiste



Publicado por Zurc às 12:28 de 09.07.13 | link do post | comentar |

Palhaçada de democracia fantoche sob a troika e austeridade mortal

A democracia põe em causa a nossa credibilidade (-por Daniel Oliveira, Arrastão)

   Quando PPCoelho, PPortas e CavacoS entraram no Mosteiro dos Jerónimos, para a missa do novo cardeal patriarca, toda a fina flor do regime aplaudiu, entusiasmada, os salvadores da estabilidade política. Depois da mais desenvergonhada palhaçada, eles fizeram-se de novo amigos, trocaram ministros e ministérios, pequenos poderes e vaidades, e impediram "a pior das tragédias: eleições. ...Ou seja, as eleições são, em qualquer democracia decente, um problema a evitar. Fazem-se, quanto muito, na data marcada para manter as aparências".

     A opinião mediática condicionou, através da chantagem e do medo, qualquer decisão que pudesse levar a eleições. ... cozinhava-se um governo qualquer, juntavam-se os três partidos responsáveis (responsabilíssimos, como temos visto), mudava-se a liderança do PSD ou do CDS, arranjava-se alguém que estivesse disposto a governar sem o apoio da opinião pública, fazia-se um governo minoritário que estivesse em queda iminente desde do dia da tomada de posse, escolhia-se um governo de Salvação Nacional que, como é evidente, não iria salvar coisa nenhuma. Desde que se evitasse a participação da turba, sempre muito perturbadora da "estabilidade política" e dos mercados, tudo, por pior que fosse, seria aceitável. Muitos dos que o defenderam não pensaram o mesmo nas vésperas de se assinar o memorando da troika, percebendo-se que o valor da estabilidade depende, em muitos casos, de quem tenha a maioria no momento.

     Os argumentos para a não realização de eleições foram três: a nossa credibilidade junto da troika, a nossa imagem junto dos mercados e a ausência de qualquer solução estável depois das eleições. Vou ignorar aqui, por decoro, o argumento do preço das eleições. Porque descer a este nível é conspurcar o debate político.

     Quando à credibilidade junto da troika (da Alemanha), tenho uma novidade: nenhuma solução que não passe pelo que Vítor Gaspar fez nos dois últimos anos, com os resultados que teve para a nossa economia, tem credibilidade junto da troika. E nem isso chega. Quando tudo se mostrar inútil a troika dirá, como já começou a dizer, que Portugal não está a cumprir. Penso que o guião da Grécia é suficientemente conhecido para não termos ilusões.

     A democracia nos países periféricos não tem credibilidade junto da Comissão Europeia, BCE e FMI. Se quisermos realmente agradar-lhes suspendemos todos os atos democráticos, incluindo as eleições, obrigamos os três partidos a assinar um acordo inviolável e vitalício em torno de tudo o que está decidido e extinguimos o Tribunal Constitucional e o Estado de Direito. E, mesmo assim, será dito, no fim de tudo, que fomos nós que não fizemos as coisas como deve ser. Porque, insisto no que escrevo há dois anos, o objetivo deste "resgate" não é, nunca foi, salvar Portugal. É, sempre foi, sacar o máximo possível do que devemos para depois abandonar a carcaça na beira da estrada. A Europa é, nos dias que correm, esta selva. E ser "credível" é aceitar morrer sem resistir.

     Tudo o que façamos para resolver os nossos problemas enfurecerá a troika. Que, como fez na semana passada com o dinheiro que virá com a 8ª avaliação, fará a mais descarada das chantagens à mínima tentativa de restaurar a normalidade democrática no País. Ou queremos sair desta crise e vivemos com os riscos que isso implica ou aceitamos morrer calados. É a escolha que temos pela frente. Uma escolha que chegou a este limite: há quem, fora de Portugal, pense que nos pode impedir de exercer os direitos democráticos e nós achamos normal que isso seja sequer uma posição a ter em conta. Se a tivermos em conta seremos obrigados a reconhecer que a existência de Portugal, como Estado soberano, é uma anedota. E mais vale acabar de uma vez por todas com esta Nação. Porque um País que julga que a independência não comporta enormes perigos não merece essa independência.

     Quanto aos mercados, respondi na última sexta-feira  ... Basta, aliás, ver como a "tragédia económica e financeira irrecuperável" que teríamos vivido a semana passada, deixou de ser assunto para especialistas, comentadores e políticos para perceber a função que realmente cumpriu a histeria (campanha de Medo/ Ameaça) que foi lançada. O aumento dos juros da nossa dívida (que não estamos a pagar) e as gigantescas perdas para as empresas portuguesas (que não aconteceram) desapareceram, de um dia para o outro, do debate público. Devemos estar a nadar em dinheiro para tamanha hecatombe já não preocupar ninguém. Ou, mais provável, a hecatombe não aconteceu.

     Quanto à solução política que sairiam das próximas eleições, só por humor negro, depois daquilo a que assistimos na semana passada, alguém pode falar de estabilidade e credibilidade. Não há soluções política estáveis e, em simultâneo, democráticas, na atual situação social e económica. Porque este "ajustamento" é incompatível com a democracia. Nunca houve estabilidade política com instabilidade social. É dos livros. E nenhum governo, enquanto isto durar, terá uma esperança de vida muito longa. A questão é saber se, dentro da instabilidade que é estrutural a esta crise, Portugal tem quem represente um pouco melhor (mesmo que mal) os sentimentos do País. A começar por não ter a dirigir o governo a única pessoa que ainda acredita que a loucura imposta pela troika é a saída para esta crise. A democracia é isso mesmo: garantir, o melhor possível, a representatividade da vontade popular. Não é um arranjo onde os cidadãos são um "problema" que podemos ignorar.

     Podemos continuar a brincar com o fogo. ... a achar que se pode governar sem dar grande importância à opinião dos cidadãos, meros destinatários passivos de inevitabilidades. Até ser mais difícil encontrar um português que acredite na democracia do que um governante que junte a coragem à competência.

     Que a troika se esteja nas tintas para a viabilidade da nossa economia e da nossa democracia não me espanta. Eles não vivem aqui. Não terão de conviver com o Inferno político e social que andam a alimentar. Eles não são eleitos. Não terão de pagar o preço dos seus disparates. Que políticos, comentadores e jornalistas portugueses julguem que se pode levar a degradação da democracia e das condições sociais de vida muito para lá do limite do que é sustentável é que me espanta. Julgarão que estarão a salvo das suas consequências? Não estão. Quando surgirem os populistas salvadores da Pátria, prontos para "limpar" o País e "regenerar" a política, podem esquecer a liberdade de imprensa, as eleições e a fiscalização do poder. Quando isto acontecer, estes cúmplices da destruição da democracia, que desprezam o que lhes permite exercer as suas funções em liberdade, apenas estarão a colher os frutos que semearam.

     As coisas vão correr bem se houver eleições? Não. Como não vão correr bem se elas não existirem. E, em qualquer um dos casos, haverá, com este ou com outro nome, um segundo "resgate". Basta olhar para os números das finanças e da economia, mesmo ignorando todo o contexto político, para o saber. A vantagem das eleições é só esta: ter no governo alguém que, governando bem ou mal (não sei que governo sairá do sufrágio popular), ainda represente algum português. Em democracia, isso faz alguma diferença. Ou não?

          A amarga vitória do revogável Portas  ... Tudo isto seria resolvido se Portas conseguisse cedências extraordinárias da troika, uma reforma do Estado aceitável pelos parceiros sociais e uma política económica que contrariasse a espiral recessiva em que vivemos. Ou seja, se Paulo Portas conseguisse não um, não dois, mais três milagres em simultâneo. Eu, homem de pouca fé, duvido. Caso contrário, Portas será o novo Gaspar: o bode expiatório de todas as desgraças.   ...

                Maquiavel de pacotilha  (-por Sérgio Lavos, Arrastão)

     ... Não me parece nada de extraordinário que tudo isto não passe de uma encenação, montada para iludir o fracasso do Governo (e do memorando). A carta de Vítor Gaspar dá várias pistas (e ainda hoje o jornal SOL afirma que a história que correu sobre os insultos num supermercado não passa de spin). E sabemos que o segundo resgate é inevitável. O regresso aos mercados, depois da saída da troika, é uma farsa ensaiada que nunca irá concretizar-se, mas a Europa não pode deixar que esse falhanço seja ligado ao programa de ajustamento português.    ...

      Você compraria um carro a pessoas que mentem, dissimulam, fingem, roubam, são cobardes, cínicas, hipócritas, pessoas que não têm a mínima vergonha de serem tudo aquilo que são? Você entregaria o Governo do país onde vive a estas pessoas? Foi isso que fizemos e vamos continuar a fazer.(??!!

      ... Pedro Passos Coelho, o triste traste, cede porque sabe que se as eleições fossem daqui a dois meses o PSD cairia para níveis inferiores ao PSD de Santana Lopes e a seguir nem conseguiria arranjar emprego nas empresas do antigo padrinho Ângelo Correia. O país, esse, vai continuar a sofrer com o pior conjunto de crápulas da história da democracia.  ...

      ...  nossos jornalistas, coitados. A verdade é que há semanas que o Governo negoceia um segundo resgate com a Comissão Europeia. ... Portugal não conseguirá regressar aos mercados sem ajuda das instituições europeias. Pior, as medidas de austeridade, a contrapartida exigida aos países "resgatados", vão continuar, provavelmente aprofundar-se, num desastre social sem fim à vista.  Nas costas dos portugueses, o Governo negoceia as condições do seu fracasso. Quando surgir a confirmação da negociação do segundo resgate ('brando'), o spin governamental encarregar-se-á de espalhar a palavra: irá ser dito e redito que este segundo resgate não só não é, na realidade, um resgate, como é resultado dos sucessos da política económica e da credibilidade conquistada. Muitos acreditarão - ou vão querer acreditar nisso. Mas a verdade é que entrámos numa espiral recessiva que está a destruir a economia, e sem crescimento económico nunca conseguiremos pagar o que devemos, seja aos mercados, seja à troika. O resultado de dois anos a destruir a economia é que... não temos economia para pagar o que devemos. A aplicação da austeridade em Portugal é um paradoxo ... (trágico, mortal)



Publicado por Xa2 às 07:46 de 09.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

UE | Anedotário



Publicado por [FV] às 16:42 de 08.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Intoxicação financeira e propaganda austeritária das troikas e 'mídia'

      Intoxicação financeira   (-por N.Teles, Ladrões de B.)

     Com a turbulência política, começou uma intensa campanha nas televisões. Tudo com o mesmo sentido: a bolsa caiu, as taxa de juro no mercado secundário aumentaram; a “credibilidade externa” está ameaçada; o segundo resgate está ao virar da esquina; eleições são o pior que podia acontecer, etc.
     Calma, respirem fundo. 1º o significado da queda da Bolsa: pouco ou nenhum. Há muito que as empresas portuguesas não se servem da bolsa como fonte de financiamento. A sua utilidade económica e social é nula. Para mais, qual foi o volume de negócios na bolsa ontem? Pois. As declarações de Seguro, "perdemos 2,5 mil milhões de euros", roçam a iliteracia. Entretanto, com a recuperação de hoje, esses milhões já voltaram?
     Depois, as taxas de juro. Os paralelismos com a situação de há dois anos são idiotas. Nessa altura, Portugal tentava tudo para se financiar nos mercados. A taxa de juro praticada nos mercados tinha assim influência no custo da dívida. Neste momento, com o resgate financeiro, Portugal não tem necessidade de se financiar nos mercados. O financiamento da troika, as recentes emissões e as reestruturaçõezinhas da dívida portuguesa fazem com que Portugal tenha financiamento garantido durante quase um ano. A recente volatilidade nos mercados não influencia as taxas de juro pagas pelo Estado neste momento. De qualquer forma, qual foi o volume de negócios do mercado da dívida portuguesa ontem? Com um terço da dívida nas mãos dos credores oficiais e outro terço nas mãos de credores privados nacionais, não me parece que as vendas tenham sido significativas num mercado provavelmente moribundo e, logo, facilmente manipulável.
      Finalmente, o importante. A credibilidade externa e o segundo resgate. Sejamos claros, os mercados financeiros são aqui irrelevantes. O que interessa é o papel das instituições europeias, em particular, do BCE. Como envergonhadamente os propagandistas nacionais vão admitindo, não existe nem existia nenhum rumo financeiro pós-troika - basta ver os dados do post abaixo do Nuno Serra -, mas sim um "programa cautelar" que substituirá o actual resgate. Se o BCE/MEE indicarem o apoio financeiro previsto, condicional a um segundo memorando, a turbulência nos mercados financeiros desvanece-se. A credibilidade externa diz assim respeito somente às instituições que nos tutelam. Elas é que decidem a forma do inevitável "segundo resgate". Arriscando um pouco, não me parece que a UE opte pelo modelo grego, com reestruturação da dívida e perdas significativas para privados neste momento, sobretudo se lhe forem dadas garantias de que, qualquer que seja o resultado eleitoral, o país continua no caminho da austeridade.
     A escolha é, pois, clara: ou enfrentamos a troika, declaramos uma moratória sobre a dívida e preparamo-nos para todos os cenários (o que obviamente inclui a saída do euro), ou nos submetemos à sua condicionalidade, como parece ser a escolha de Seguro, e fica tudo na mesma (cada vez pior). Se há algo que estes últimos dias nos demonstraram é que esta não é meramente uma escolha sobre política económica. É uma escolha sobre a democracia.
----- Do "Balanço", de N.Serra- que deve ser divulgado- retiro um gráfico ilustrativo da política austeritária entre 2011 e 2013.
    ... É deste cenário infernal - agravado pelo resultado do défice no primeiro trimestre (10,6%) e pela impossibilidade de concretizar o delirante corte de 4.700 milhões de euros na despesa pública até 2014 (no âmbito da famigerada «reforma do Estado») - que Gaspar e Portas fogem a sete pés. No navio que se afunda, apenas Passos Coelho e sua comandita continuam alapados ao casco, convencidos de que ainda não é altura de largar «o pote».

    ... E o gráfico da agência Bloomberg, com a evolução dos juros da dívida a 10 anos, nos últimos meses.

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   .... Desde 22 de Maio que a tendência dos juros da dívida a 10 anos tem sido de subida. O agudizar da crise política provocou uma subida dos juros, mas a tendência já era essa!    Gaspar confessa na sua carta que falhou, que as políticas do governo e da troika falharam.

   ... Se o passo para sair da crise é ir para Eleições;   o  é auditar/renegociar/suspender o pagamento da dívida impagável e a revisão da nossa relação com a União Europeia, o que poderá levar à saída do Euro;   e o  será voltar ao Estado Social e interventivo na economia estratégica.

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não há tempo para desculpas. Quem fica em casa e rejeita, conscientemente o seu lugar na luta, aceita 'isto'faz parte do problema.



Publicado por Xa2 às 13:25 de 05.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Com Todo o Respeito | Jorge Palma


Publicado por [FV] às 13:11 de 05.07.13 | link do post | comentar |

NADA SERÁ COMO DANTES | Brasil. E Portugal?


Publicado por [FV] às 10:27 de 05.07.13 | link do post | comentar |

NADA SERÁ COMO DANTES | Brasil V


Publicado por [FV] às 10:25 de 05.07.13 | link do post | comentar |

Senhor: não lhes perdoeis porque eles sabem o que fazem
Os números da nossa miséria são assustadores e não param de aumentar. O êxodo da juventude, resultado do desemprego e da angústia, faz de nós um país de mais velhos do que já somos. Os suicídios crescem de Norte a Sul; agora, as estatísticas dizem-nos que, no Alto Minho, os índices do desespero dão uma nota elevada às mulheres que põem termo à vida. O país de suicidas, de que falava Unamuno, voltou a dar razão ao filósofo. E as infaustas notícias não chegam aos jornais, vá-se lá saber porquê.

A tragédia que se abateu sobre a nossa pátria atinge dimensões medonhas. O meu velho amigo Carlos do Carmo, ainda há dias, num programa nocturno da RTP, alimentava as nossas esperanças, dizendo que sempre "demos a volta por cima em circunstâncias históricas funestamente semelhantes." Seja como grande cantador, prevê e deseja. De qualquer das formas, a sua voz dá ânimo e força às nossas tão debilitadas energias. Sou mais pessimista. Prevejo um horizonte sombrio. Mesmo quando nos libertarmos desta gente e pudermos remendar e cerzir os estragos que fizeram, no tecido económico, social e, sobretudo, moral da nação, a tarefa vai ser soberana entre as demais.

Freitas do Amaral disse, há dias, que a situação portuguesa, pelo peso histórico que encerra, pode ser comparável a 1383 e aos sessenta anos da ocupação castelhana. Não serei eu a contrariá-lo. Mas, pessoal e civicamente, no meio das "avaliações" da troika, sinto-me como enclausurado na minha terra. E este Governo subserviente, sem alma e sem dignidade, que obedece a tudo e admite tudo com a espinha dobrada e um sorriso feliz, representa mais um regente do estrangeiro do que o mandatário de um povo. Custa-me escrever e pensar assim; porém, não posso calar a voz da minha consciência. Nunca procurei dividendos de uma luta antiga e extremamente perigosa na qual me tenho envolvido. Pertenço a uma geração que se inspirou em outras gerações de portugueses, que possuíam uma noção muito acendrada de pátria e de liberdade. E chego a "isto" que por aí está com um desgosto infinito.

Claro que, mais tarde ou mais cedo, as coisas modificar-se-ão, pela própria natureza dialéctica da História, mas as chagas deixadas por esta malandragem não cicatrizarão tão cedo. Espero que os responsáveis deste crime sejam condenados, e que a impunidade tradicional, a cumplicidade entre uns e outros não façam, de novo, lei. Estamos a ser traídos, assassinados, desprezados e culpados de delitos que desconhecemos e que não cometemos. Estamos a perder, porque assim nos obrigaram, a noção de sociedade, as relações humanas que formaram o nosso modo de ser.

Atribuem à Europa todos os malefícios que nos afligem, e esta gentalha não faz o mínimo esforço para os escarmentar. Quem é Vítor Gaspar e que sabemos dele a não ser o que diz aqueloutro António Borges, cuja origem também, rigorosamente, desconhecemos. Uma Imprensa que se desqualifica constantemente passa, com ligeireza e leviandade, por cima dos factos mais relevantes sobre as pessoas que mandam, enriquecem e praticam as tropelias mais graves.

Tratam-nos como mentecaptos e eles próprios possuem uma cultura de serventuários dos grandes e ocultos interesses. Acaba de ser publicado um precioso livro do professor Paulo Morais, "Da Corrupção à Crise", cuja leitura, além de eu insistentemente recomendar, representa um acto de coragem, de cidadania e de pedagogia social, que todos deviam ler para saber do inferno moral em que sobrevivemos.

As relações de poder, estabelecidas entre grandes escritórios de advogados, deputados e governantes, não são apenas sórdidas, são nojentas. O livro revela as ligações dos representantes dos partidos de poder com os Executivos, todos os Executivos, que têm estado no poleiro desde há quase quarenta anos. Já não é só a natureza capciosa das duzentas famílias que, na sombra e no silêncio, nos dominam e nos reprimem. Agora é, "democraticamente", os enredos e os favores trocados que criam a teia para a qual somos atirados. O prof. Paulo Morais (que escreve, semanalmente, no "Correio da Manhã", leitura obrigatória) esclarece, neste importante livro, que passou à categoria de documento, as nebulosas de um regime que está a demolir-se a si mesmo, ante a passividade de quem poderia inverter esta tendência fatal.

Por: Baptista Bastos [Jornal de Negócios]



Publicado por [FV] às 11:49 de 04.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

"É indispensável evitar um segundo resgate"

Guilherme d'Oliveira Martins diz que é indispensável
criar condições para cumprir o programa de ajustamento
e "evitar um segundo resgate".

À margem da comissão parlamentar de inquérito aos 'swap', Guilherme d'Oliveira Martins declarou ontem aos jornalistas que não se pronuncia directamente sobre a crise política. Ainda assim, considerou que a actual situação política "não pode deixar de preocupar", sobretudo devido à necessidade que o país tem de "criar condições de estabilidade e de confiança, designadamente nos mercados internacionais".

"É indispensável criar todas as condições para cumprir primeiro resgate e evitar um segundo resgate", disse o presidente do Tribunal de Contas. Guilherme d'Oliveira Martins acrescentou mesmo que, apesar da crise política, há em Portugal um "sistema cautelar a funcionar que deve ter confiança dos credores e dos mercados".

O responsável especificou que o "sistema cautelar" consiste "no controlo de finanças públicas e de cumprimento das obrigações" acordadas com a 'troika' e que nele estão envolvidas entidades como o Tribunal de Contas, Banco de Portugal, Instituto Nacional de Estatística (INE), Governo e Parlamento.

Sobre a escolha da ex-secretária de Estado do Tesouro para Ministra das Finanças, o presidente do Tribunal de Contas e ex-ministro do PS disse que Maria Luís Albuquerque é ministra "de um Governo legítimo" e que "não pode deixar ter a confiança".

Na terça-feira, Paulo Portas, líder do CDS-PP, demitiu-se do cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. Esta demissão surge depois de, na segunda-feira, Vítor Gaspar ter saído da pasta das Finanças, tendo sido substituído pela secretária de Estado Maria Luís Albuquerque.

Apesar da demissão do líder do principal parceiro de coligação, na terça-feira à noite, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou que tenciona manter-se como primeiro-ministro, numa declaração ao país, em que disse ainda que não aceitou o pedido de demissão de Portas e comunicou a intenção de esclarecer as condições de apoio político ao Governo de coligação do PSD com o CDS-PP.

Por: Guilherme d'Oliveira Martins [Diário Económico]



Publicado por [FV] às 11:31 de 04.07.13 | link do post | comentar |

NADA SERÁ COMO DANTES | Brasil IV


Publicado por [FV] às 10:23 de 04.07.13 | link do post | comentar |

Espionagem : Privacidade, Liberdade e Concorrência sob ataque

   "Aqueles que sacrificam Liberdade em troca de Segurança, não merecem nem uma nem outra "

011206civil_disobedience.

    .Maniqueísmos que me incomodam. (-por mariana pessoa, 24/6/2013)
      Equiparar Snowden a Assange tem mais de estratégia touro na loja de porcelanas (tão cara aos Estados Unidos...) do que beatificação dos Wikicoisos e de vassalagem dos Anonymo-cenas.
      O mensageiro, não é, de todo, o mais importante. Diabolizá-lo ou santificá-lo em nada contribui para o incontornável facto:
os Estados Unidos da América, "self proclaimed leaders of the free world", usam táticas tão questionáveis quanto todos aqueles que considera estarem do outro lado da barricada.    No fundo, mesmo sem GW Bush, continuamos na narrativa do eixo do mal. Mesmo com Obama. Ah, the smell of irony in the morning ...
      Assange (da Wikileaks, ainda refugiado/retido numa embaixada) estava acusado de violação..., é um narcísico e colocou em risco milhares de vidas. E Snowden (retido num aeroporto moscovita), vai ter que problema no currículo para que efectivamente se passe ao lado do acessório e se vá até ao essencial ?
      Era sobre isto que devíamos estar a falar:
não é preciso ser-se suspeito de um qualquer crime para ter chamadas monitorizadas.  Qualquer um de nós pode ter as suas comunicações controladas, sem qualquer indício que o justifique.
      E quem é que está a discutir este assunto? E a quem é que não interessa discutir o essencial ?   E que moral têm os Estados Unidos para falar sobre tratamento dos Aliados, mesmo?    E até que ponto é que o argumentário do 'salvar vidas é mais importante que o direito à privacidade' não está a ser manipulado
     A França defendeu hoje uma suspensão temporária das negociações para um acordo de comércio UE-EUA devido às alegações de espionagem norte-americana aos europeus (e outros), mas a Alemanha opõe-se e defende que elas comecem, como previsto, a 08 de Julho. 
     ... A França e a Alemanha reagiram com indignação às notícias publicadas no domingo sobre escutas dos Estados Unidos a instituições e embaixadas europeias.    Segundo a revista alemã Der Spiegel, que citou documentos divulgados pelo ex-consultor da CIA Edward Snowden, a Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana espia, há vários anos, edifícios oficiais da União Europeia nos Estados Unidos e em Bruxelas. 
     ... A União Europeia e os Estados Unidos lançaram formalmente a 15 de junho, na Cimeira do G8, as negociações para um acordo entre os dois blocos que será o maior acordo de 'comércio livre' do mundo (+"globalização" desregulação e 'dumping' e -- defesa de interesses nacionais, culturais, especificidades).
        NSA e as Escutas no Mundo  -  O "Big Brother" Americano  -  instalou no deserto do Arizona um gigantesco sistema de escuta de telefonemas, emails, internet, incluindo facebook e twiter, que deteta mensagens de centenas de milhões de americanos e estrangeiros nos EUA e em muitos países do Mundo.      Mas não são os únicos a fazer algo semelhante: a CIA, o FBI, as polícias e os serviços secretos militares, empresas de segurança e agências de informação privadas, de bancos, multinacionais, TVs, ... - e seus equivalentes da Rússia, China, UK, França, Israel, Turquia, Irão, ... Portugal.
    Claro que todos os grandes países (e os outros também) se espiam uns aos outros e até aos seus cidadãos e governantes !! e não pensem que o interesse é 'apenas' militar e terrorismo, mais importante é o Dinheiro a ganhar ou perder: a dominação económica das suas grandes empresas, oligopólios/multinacionais, para controlo dos recursos e do comércio, ... e o conhecimento das forças e fraquezas dos seus concorrentes económicos, ... adversários políticos e 'desestabilizadores do poder'.
    O "inconveniente" é quando são apanhados com "as calças na mão". - no mínimo, os "corneados" devem gritar «agarrem-me que eu ...» e , se tiverem algum poder (económico, militar, político, geo-estratégico, ...), tentam retaliar ou exigir contra-partidas (salvar a honra e ganhar algum) ...  se forem realmente grandes e/ou correctos criam um sério incidente diplomático podendo até cortar relações ou aplicar sanções ... mas isso ...  - no entretanto, há que 'descarregar' no mensageiro, 'abater' o informador, culpar o 'traidor', ... e "lixar" os cidadãos na sua Liberdade e bolso.


Publicado por Xa2 às 19:18 de 03.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

PALAVRA DE ECONOMISTA

 

Eu, que raramente me engano e nunca tenho duvidas, tenho a garantia que a dª Albuquerque é uma pessoa impoluta, nunca ouviu falar desse tenebroso bicho que dá pelo nome de swap e que reúne todas as condições para desempenhar, com iguais enganos e idênticos desvios aos do seu antecessor, as funções de ministra, (ou deve dizer-se ministro?) das finanças de Portugal.

Assim, não tive qualquer dúvida em empossa-la. Até porque o timoneiro e ideológicos são os mesmos: Passos Coelho e eu próprio. O timoneiro do governo está em queda, tantos são os tropeções e os tiros nos próprios pés. Depois de tanto esforço já nem eu sou capaz de suportar o governo! Mas eu precebo tanto disso como de acções do BPN.



Publicado por Otsirave às 16:22 de 03.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

NADA SERÁ COMO DANTES | Brasil III

 



Publicado por [FV] às 10:20 de 03.07.13 | link do post | comentar |

Mais Emprego, + Trabalho com Direitos, + Dignidade e Justiça

                                 TRABALHO  COM  DIREITOS !

      "Trabalho com direitos".  É a frase, o cartaz, o clamor que mais frequentemente se lê pelas
paredes e se ouve e lê nos cartazes de qualquer manifestação social. Leu-se e ouviu-se, destacada e gritada, no último 1º Maio e ouviu-se e leu-se, de novo, nas manifestações associadas à greve geral de 27 de Junho. Apesar de assim banalizado por tão repetido, é necessário dar mais atenção social e política a este clamor por "Trabalho com direitos". Com um milhão e meio de desempregados, não surpreende que se clame por "trabalho", por "mais trabalho" (emprego).   O próprio PM o fez, na Assembleia da República.  Mas, por "direitos", com tanto direito, tanta legislação do trabalho que tem sido publicada, pode causar estranheza (re)clamar-se por mais "direitos".
     Todavia, já assim não é se se reconhecer que, pelo menos na última década, apesar de "pacotes" e mais "pacotes" de Direito do Trabalho (DT), tem diminuído, e muito, a garantia de Trabalho com direitos. Invertendo o sentido da evolução do DT, desde há mais de um século, a orientação dessa legislação tem sido a da desregulamentação no sentido da continuada eliminação ou diminuição de direitos e, assim, fragilização dos trabalhadores nas relações de trabalho. Quer no sector privado, quer no sector público. Mas o que interessa sobremaneira destacar é que, perversamente, esta profusão (e confusão…) de legislação laboral está a contribuir para induzir o seu próprio incumprimento.
    De facto, nos locais de trabalho (empresas e administração pública), é crescente a insegurança e o medo. Cá "fora" está o desemprego, com cada vez menor apoio social (quase meio milhão de desempregados não recebe qualquer subsídio de desemprego). Lá "dentro", os baixos salários, a precariedade e, por via da desregulamentação que, objectivamente, toda esta mais recente legislação de trabalho consubstancia, a crescente desprotecção legal. De que são exemplos (há mais) a facilitação dos despedimentos, a redução das respectivas indemnizações e a cobertura legal para maior precarização do trabalho (trabalho a termo, temporário e dito "independente").
     Isso faz com que, na "penumbra" dos locais de trabalho, as pessoas, sentindo-se legalmente desprotegidas, não só não exercitem os seus direitos em matéria de condições de trabalho como nem sequer os reivindiquem perante a entidade empregadora. Ou, mesmo, se inibam de denunciar às autoridades ou tribunais a sua violação, complexificando e dificultando a própria acção inspectiva e judicial.
Esta situação, potenciada pelo escandaloso nível (crescente) de desemprego e pela difícil situação económica das empresas, está a criar um "caldo" para práticas de "gestão" em que a desregulação, o incumprimento da legislação do trabalho (mesmo "flexibilizada") é entendida como instrumento de "competitividade" (ou de sobrevivência empresarial).
     Afinal, da "flexibilização" da legislação do trabalho, apresentada e "concertada" politicamente como meio de "combate ao desemprego", não tem - é desnecessário recordar as estatísticas - resultado mais crescimento e emprego. Tem, isso sim, resultado eliminação ou diminuição de direitos sociais e, acrescendo a outros factores (entre os quais predominam insuficiências de qualificação e ou de ética e ou responsabilidade social das entidades empregadoras), criação de condições para aumento de maior desregulação, falta de cumprimento da lei no domínio das relações e condições de trabalho: salários em atraso ou inferiores aos mínimos legais ou contratuais, não-declaração ou subdeclaração de remunerações à Segurança Social e ao fisco, desregramento da duração e organização dos tempos de trabalho, más condições de segurança e saúde do trabalho, clandestinização ou dissimulação das relações de trabalho (como no caso dos falsos "recibos verdes"), não reconhecimento de direitos associados à parentalidade, à condição de trabalhador estudante, à actividade sindical, etc.. 
      (Para além dos crescentes casos de abuso e assédio, moral, laboral, sexual, físico, ...)
    Mais, esta crescente desregulação laboral não põe apenas em causa a dignidade das pessoas que trabalham e o Estado de Direito. Consubstancia também um problema económico, visto que, como dumping social que de facto é, constitui concorrência empresarial desleal. Mais do que nunca, sem dúvida, dado o escandaloso aumento do desemprego, é pertinente que se clame por "trabalho". Mas, pelo que precede, também por "direitos". Por isso, repete-se, dados os valores humanos, sociais e económicos que lhe estão subjacentes, é importante, é premente, que social e politicamente se dê mais atenção (e acção…) a este clamor por "Trabalho com direitos".
     - por JOÃO FRAGA DE OLIVEIRA, Inspector do trabalho (aposentado), Público 2/7/2013


Publicado por Xa2 às 07:44 de 03.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Eleições

Não é a política que faz o candidato virar ladrão, . . .

                                                           . . .  é o teu voto que faz o ladrão virar político.


MARCADORES: ,

Publicado por Izanagi às 18:58 de 02.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

A TROICA INTERNA MORRRRRRRREU?!

  

A TROICA INTERNA MORRRRRRRREU?!

 

Que pena! faça-se o funeral. Morte ao rei, viva o Rei!



Publicado por Zé Pessoa às 17:16 de 02.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

E merd... continuam políticas e 'magoo's do desgoverno 'spin swap on-off...'

Paulo Portas demitiu-se, também.    E agora ... há ou não há  Eleições, Alternativas e Políticas diferentes ?!   E vamos ser  Cidadãos plenos ou continuar 'mansos' e alienados ?! 

            O  FIM  DO  AVENTUREIRISMO  GASPARISTA.  (-por T. Vasques, 02.07.13)

    Vítor Gaspar abandonou o governo derrotado pela sua própria estratégia e levou Passos Coelho na água do banho, mesmo que o primeiro-ministro se mantenha em funções por mais algum tempo.     Na carta de demissão, o ex-ministro das Finanças admite que o incumprimento das metas do défice orçamental “foi determinado por uma queda muito substancial da procura interna e por uma alteração na sua composição que provocaram uma forte quebra nas receitas tributárias.     A repetição desses desvios minou a minha credibilidade enquanto ministro das Finanças”.    Exactamente o que o país repetia diariamente há mais de um ano.    

    As evidências estoiraram com a receita de Vítor Gaspar, benzida por Passos Coelho, o que – em tese – permite a Paulo Portas substituir, enquanto “ideólogo”, o ex-ministro das Finanças, com o apoio discreto de ministro do PSD, sobretudo Poiares Maduro e Santos Pereira, e meter dentro de um armário, fechada à chave, a nova ministra das Finanças.     Assim, a parte do governo derrotada no conselho de ministros de Alcobaça poderia comandar esta nova fase do governo e dar-lhe um novo folego.     Só que a reacção dos derrotados, Passos Coelho e Cavaco Silva, é imprevisível a partir de agora.     Se o primeiro-ministro se deixar comandar, como até aqui, pelo número dois do governo e o presidente da República mantiver a mesma defesa da “estabilidade política”, este novo governo pode passar o cabo das eleições autárquicas e do próximo orçamento de Estado.    

     P. Lomba  lança  programa  de  irresponsabilidade  política  (-M.Abrantes)

    ‘Para combater o "discurso superficial e vazio que não se compromete com nada e que nada assume", Pedro Lomba propõe-se ter conversas informais

off-the-record com os jornalistas, de forma a poder dizer o que lhe apetece em nome do Governo sem ter de se comprometer com nada nem de assumir nada. Confusos? Não estejam. É o que acontece quando uma pessoa se torna adjunto do adjunto de Pedro Passos Coelho(…)   Lomba diz, para se justificar, que há briefing em on e em off "noutras democracias consolidadas". É verdade. Mas também há políticos que têm sexo com menores e escutas sem mandado judicial "noutras democracias consolidadas" e não é por isso que os queremos imitar. Os briefings off-the-record do Governo, em qualquer país, são uma prática condenável

    Em termos simples: só em casos excepcionais é admissível que um governante fale off-the-record. O uso do off-the-record reduz a responsabilização (accountability) e aumenta a inimputabilidade (deniability) dos políticos.    Muitos o fazem? Sim, mas não deviam fazer e os jornalistas não os deviam ouvir.    A aceitação do off-the-recordem declarações de um governante promove a irresponsabilidade do governante e do Governo, aumenta a opacidade da política, reduz a liberdade de imprensa e abre a porta ao tráfico de influências. Que alguém que escreveu um livro intitulado Teoria da Responsabilidade Política não perceba isto, é lamentável.’



Publicado por Xa2 às 14:24 de 02.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

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