Governo fora-da-lei e trabalhadores desunidos ('privados' contra 'F.Púb.')

       Um  Governo  fora-da-lei  (4)     (-por Sérgio Lavos)

Uma vez mais, o Tribunal Constitucional chumba uma lei do Governo (a "Requalificação na F.P."/Mobilidade especial").  Agora, por unanimidade. Já foram tantas, as vezes, que lhes perdi a conta. Um Governo que insiste e reinsiste em governar fora-da-lei é um Governo que não tem qualquer legitimidade democrática. Mesmo que apodreça no lugar por ordem e graça de Cavaco Silva. 

       O melhor povo do mundo

    Conheço várias pessoas que exultaram com o aumento do horário na função pública (desvalorização do trabalho/remuneração) e com o corte nos subsídios. Pessoas que trabalham no privado, até estão contra o Governo, mas acham os funcionários públicos uns privilegiados. Essas pessoas (e todos os outros trabalhadores do privado) já sofreram vários cortes no seu rendimento.  Directamente via aumento de impostos e corte de subsídios e indirectamente por causa das consequências da crise - pessoas com salários em atraso ou que viram os seus salários cortados ou congelados pela empresa, numa falsa negociação com o patrão, sob ameaça de desemprego. E vão continuar a sofrer.
     O Governo começa a lançar a sua propaganda, preparando a opinião pública para mais cortes nos direitos e no rendimento dos trabalhadores. Ainda não está em vigor a última alteração que reduziu a compensação por despedimento para 12 dias e já vemos notícias que falam em pressões do FMI para que os salários do privado sejam ainda mais reduzidos. O FMI pede um corte no salário mínimo e propõe cortes nos salários (abaixo do salário mínimo) dos jovens até 24 anos ou em alternativa nos três primeiros anos de contrato.   A exigência de redução de salários tem como fundamento um relatório com dados viciados, que oculta os cortes que em dois anos já foram feitos (27% dos trabalhadores no privado já sofreram cortes no seu vencimento). O plano do FMI é o que sempre foi, e se for necessário martelar números para confirmar a sua visão ideológica, fazem-no.

     As pessoas que trabalham no privado e que neste momento estão satisfeitas com os cortes brutais que estão a ser feitos na função pública não perdem pela demora. Na Grécia, também tem sido assim. A cada corte no rendimento dos trabalhadores da função pública segue-se um corte no rendimento dos trabalhadores do privado. E assim sucessivamente. No final, todos ficarão a perder, é assim que funciona a desvalorização salarial que o programa de ajustamento pressupõe. Todos, menos os que estão no topo da pirâmide. Os mais ricos não estão a sofrer com crise e têm visto o seu rendimento a crescer. A transferência de rendimentos do factor trabalho para o factor capital é essencial nesta verdadeira revolução neoliberal. Quem se rirá por último não serão nem os trabalhadores do privado nem a função pública. Será quem acumula fortuna com o trabalho dos outros. E a desunião entre trabalhadores é um bem valioso para esta gente. Quando Vítor Gaspar afirmou que os portugueses eram "o melhor povo do mundo", sabia o que estava a dizer. 

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    CONSTITUIÇÃO (da Rep.Port.)    Defende-a,   ataca-os   (anti-democratas neoliberais)

     O Tribunal Constitucional (TC) bloqueou esta semana o meio mobilizado pelo governo para atingir um objectivo desgraçado: proceder a um colossal despedimento sem justa causa de trabalhadores do Estado. A Constituição da República Portuguesa (CRP) ainda contribui para proteger o emprego, ajudando assim, uma vez mais, a proteger a economia nacional de alguns dos piores desmandos da austeridade num país que não tem, antes pelo contrário, demasiado emprego público. Em resposta o governo confirma que só conhece a política do medo e da chantagem, procurando transferir para outros a responsabilidade por um segundo "resgaste" que, na realidade, está inscrito na lógica da austeridade recessiva e das reformas estruturais regressivas, políticas que acentuam a dependência do país face a estranhos pouco bondosos.
     De resto, esta é mais uma decisão do TC que pode contribuir modestamente, ainda que de forma não intencional, para reeditar um processo com pergaminhos históricos em que aqui tenho insistido: até porque o que não pode ser pago não será pago, os valores e as prioridades de Estados que se querem soberanos e democráticos têm de acabar por chocar com, e superar, as anti-democráticas tutelas dos credores externos e as governamentais correias de transmissão internas que aplicam as suas políticas.
    Não foi por acaso que o banco JP Morgan chamou recentemente a atenção para o problema das constituições que têm a marca do antifascismo, das lutas sociais pela democracia: afinal de contas, diz a CRP que “Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária”. Como costuma acontecer, um problema para a banca internacional é uma solução para os povos


Publicado por Xa2 às 18:44 de 30.08.13 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Prejuízos da rigidez ideológica neoliberal e da tecnologia ...

              Rigidez  ideológica           (-por João Rodrigues)

Ponto da situação sobre mais uma folha Excel da nossa austeridade: a troika quer, o governo e o banco que não são de Portugal sonham, os dados “parciais” nascem e a fraude da "rigidez laboral" mantém-se. O uso da expressão “rigidez laboral” indica, desde logo, que estamos em presença de uma manipulação ideológica, cujo objectivo, agora confessado, sempre foi o de transferir rendimentos do trabalho para certas fracções do capital, as que prosperam em tempos de crise de procura causada pela política de austeridade, a grande responsável pela colossal subida do desemprego nestes últimos anos.
     Entretanto, deixo uma pergunta singela: por que é que se usa a expressão rigidez laboral para caracterizar uma situação em que ainda existem direitos laborais e correspondentes obrigações patronais e não se usa a expressão rigidez patronal, ao invés da expressão flexibilidade, para caracterizar uma situação em que existem demasiados direitos patronais e correspondentes obrigações laborais?
     Seja como for, a sabedoria convencional tem, aqui e agora, dois lados:      temos os que dizem, como o FMI, que é preciso continuar a mexer numa legislação laboral, que será sempre demasiado rígida, para continuar a descer salários – se há desemprego só pode ser porque os salários são demasiado elevados – e temos os que acham que a economia portuguesa já exibe uma grande “flexibilidade” laboral e salarial e que por isso já está em melhores condições para sair da crise. Ambos os lados, concordam que a rigidez patronal é boa, discordando apenas na avaliação que fazem da economia portuguesa.
     E depois temos os que, por exemplo, por aqui têm dito que a chamada “rigidez laboral não só não é responsável por um desemprego gerado pela austeridade, como é virtuosa, da contratação colectiva, a despedimentos legal e pecuniariamente custosos, passando por subsídios de desemprego decentes ou por salários mínimos em actualização real e que evitem a pobreza laboral:      reequilibra as relações laborais, ajuda a combater a desigualdade, dificulta a transferência de custos sociais para os trabalhadores, penalizando os empresários medíocres, gera estabilidade que motiva e incentiva à formação, faz com que se pense duas vezes antes de se despedir, dificulta a redução dos salários e a correspondente quebra da procura, obstaculizando os círculos viciosos intensos, ainda para mais quando à quebra de rendimentos se junta o endividamento prévio e logo a insolvência.
     Subjacente a esta visão está a superação da narrativa do mundo do trabalho visto pelo prisma de um mau manual de introdução à microeconomia, o que fala do trabalho numa lógica da batata e de supostas leis de oferta e procura.
     Falar de mercado” serve apenas para ocultar as lógicas da assimetria de poder e da compulsão nas relações laborais, o desemprego como mecanismo disciplinar, o medo, a desmotivação, a desqualificação, os círculos viciosos da crise e da pobreza laboral, a falácia da composição visível em patrões que podem ser tentados a cortar nos salários dos “seus colaboradores” ao mesmo tempo que se queixam de que a quebra das vendas impede o investimento, apenas porque demasiados têm a mesma tentação. Felizmente, há bons manuais [Economia(s)] que abordam algumas destas coisas.
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    Evidentemente que o que se está a passar hoje em dia é um crime de proporções colossais – Está-se a enviar a esmagadora maioria da população para a pobreza para enriquecer ainda mais os já super-ricos. Tem de se pôr um fim a isto, nem que seja pela forma mais drástica.
    Agora, existe uma nova realidade que tem de ser encarada:    a evolução tecnológica exponencial está a acabar com os empregos em todo o lado.

[aquilo (tecnologia/robots/TICs/R&D) que prometia dar melhor qualidade de vida para todos, maiores rendimentos, mais tempo livre (sim !!)... está a tornar-se um pesadelo para a maioria: desemprego, miséria, perda de liberdade e de direitos conseguidos por gerações de luta, esforço, cidadania e evolução da civilização.]

    Donde, o paradigma económico (e social e político) tem necessariamente de mudar:   a capacidade produtiva está a aumentar (devido à automação, à informatização e à inteligência artificial) e essa produção (rendimentos) tem de começar a ser dividida (distribuída) de outra maneira.     A propriedade privada dos meios de produção e o emprego estarão mortos dentro muito pouco tempo.   (- Diogo)



Publicado por Xa2 às 13:49 de 30.08.13 | link do post | comentar |

Desgoverno: ocultação, mentira, incompetência, negligência, dolo, ...

           A mentira como modo de vida   (-por Sérgio Lavos)

Quando este Governo for varrido do país, serão descobertas as mentiras, manipulações e desvios que diariamente são escondidos dos portugueses. Algumas mentiras vão sendo conhecidas. Ontem, mais uma apareceu. Os números enviados pelo Governo para o FMI sobre cortes salariais foram falsificados. Com base nesses dados, o FMI elaborou gráficos e um relatório no qual defende que Portugal precisa de ajustar ainda mais os salários do privado. Os dados enviados ignoram milhares de casos presentes na amostra que serviu de base para a elaboração do relatório. Milhares de casos de salários que foram cortados, tanto no privado como no público. Até agora, o FMI não corrigiu o seu relatório nem a conclusão que retira.
    Desde que o relatório foi conhecido, por várias vezes Pedro Passos Coelho se pronunciou a favor da moderação salarial. Logo após o relatório ter sido conhecido, António Borges (rip) afirmou: "é urgente a baixa de salários" (!?!). Só há duas razões para que os números passados ao FMI - em princípio, pelo ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares - sejam errados: por negligência, e nesse caso é grave porque evidencia uma incompetência que se tornou marca do Governo; ou pior, a omissão foi deliberada, e portanto houve dolo, um crime à luz da lei.
    Pelo historial de Pedro Passos Coelho e do Governo que o acompanha, inclino-me para a segunda. A distorção dos números serve na perfeição o programa ideológico do Governo. Pedro Passos Coelho não olha a meios para chegar aos fins. Se for preciso mentir, ele mente. Se for preciso manipular números, ele autoriza. A canalha que nos governa é assim.
        Desnorte  - Desemprego. Fome. Desigualdade social. Recessão. Despedimentos na função pública. O fim do Estado Social.   ...
               Discurso moral e mentira   -   A ideologia que defende salários baixos e que produziu a segunda maior quebra no emprego entre os países sob resgate vai dando os seus frutos. Esta notícia de hoje dá conta de um estudo da Moody's sobre produtividade nos países resgatados. A produtividade é um dos indicadores de que os ideólogos da depradação actual falam quando pretendem justificar as suas políticas. Este indicador é medido dividindo o PIB pelo número de empregados de um país.
      É-nos dito há anos que Portugal tem das mais baixas taxas de produtitividade da UE, e este facto é quase sempre imputado ao factor trabalho. O discurso moral dos ideólogos da direita passa sempre pelo enfoque no peso elevado dos custos do trabalho e sobretudo no próprio trabalhador, dando-se a entender que a baixa produtividade resulta do pouco empenho ou reduzido profissionalismo deste - com especial insistência no desempenho dos funcionários públicos.
    A mentira repetida muitas vezes costuma entrar no discurso quotidiano e a culpa é assimilada facilmente, sobretudo quando a propaganda não dá tréguas nesta luta ideológica. A verdade é que não só os portugueses são os que trabalham mais horas na Europa, como a baixa produtividade é explicada por factores que estão a ser agravados pelas políticas de direita: a baixa competitividade das empresas, a pouca formação dos trabalhadores, a deficiente formação dos empresários e os custos de contexto (em especial combustíveis e energia, mas também burocracia). As próprias especificidades da economia portuguesa, excessivamente dependente das PME's e dos sectores não-transacionáveis (serviços e construção), também explicam esta produtividade.
      A conclusão do estudo da Moody's será evidente: ""as melhorias na produtividade de Espanha e Portugal foram largamente ditadas pelas fortes quedas no emprego". Não tardará muito até que um governante qualquer venha gabar-se destas melhorias na produtividade. Quando isso acontecer, sabemos o que está implícito nessas melhorias. "Portugal não está a ser realmente mais produtivo, até porque a recessão acumulada é a terceira mais acentuada da periferia. É o facto da destruição de emprego ser a segunda pior deste grupo de países (12% desde o ponto mais elevado) que explica a melhoria no indicador e não a existência de um fenómeno de revitalização da economia. A segunda destruição de emprego mais pesada ocorreu na Grécia, com quase 19%." É assim, o nosso bonito ajustamento.

                Lei de Gresham  (Alexandre Abreu)

Tal como previsto pela lei de Gresham, o Moedas mau expulsou o Moedas um pouco menos mau. Como assinala o esquerda.net, Carlos Moedas, o secretário de estado adjunto do actual governo que na 3ª feira passada declarou na universidade de verão do PSD que "as dívidas têm que ser todas pagas, os países têm que pagar todas as dívidas e é importantíssimo que isso fique claro" é a mesma pessoa que no blogue 31 da Armada, em Maio de 2010 e quando a dívida pública portuguesa correspondia a cerca de 90% do PIB (comparados com os actuais 132%) defendia que "só nos  resta (a nós e a outros) o possível caminho da reestruturação da dívida. Ou seja, ir falar com os nossos credores e dizer-lhes que dos 100 que nos emprestaram já só vão receber 70 ou 80. Este é um caminho árduo e complicado, a tal parede de que se fala, mas que nos permitiria começar de novo."
     Qualquer um pode mudar de opinião, com certeza, mas neste caso a opinião de Moedas passou da constatação de uma evidência em termos económicos e de uma posição de mínimo bom senso relativamente à viabilidade de um país para o que não passa da enunciação de uma capa ideológica de teor moralista visando legitimar a nefasta estratégia económica em curso.

    O que mudou entretanto? Para além da entrada para o governo, certamente Moedas terá passado a valorizar menos a honestidade intelectual e mais a possibilidade de tirar partido da grande fraude que consiste em apregoar a possibilidade de um país cada vez mais empobrecido pagar uma dívida cada vez maior, para assim perenizar a estratégia de criação de um país mais precário, mais desigual, mais destruído nas suas estruturas produtivas e sociais, onde o trabalho é menos valorizado e os serviços públicos menos acessíveis e de menor qualidade. Em suma, um país mais subdesenvolvido para benefício das elites nacionais e internacionais.



Publicado por Xa2 às 07:51 de 30.08.13 | link do post | comentar |

DAS FORÇAS DE BLOQUEIO À TEORIA DO RISCO

Tais padrinhos iguais afilhados, do cavaquismo ao coelhismo, sem esquecer o socratismo

A ideologia, a doutrina, os tiques, o comportamento e os métodos são os mesmos.

Padrinhos e afilhados ideológicos, uns percorrem os caminhos pelos outros traçados e também por eles já percorridos.

É certo que podemos criticar e mal dizer dos atores. Podemos aquilatar das nenhumas ou insignificantes diferenças, entre os protagonistas de ontem e os de agora. A verdade é que o problema radica no sistema corrupto partidário que se instalou, insere-se no regime falacioso de democracia em que vivemos e na ausência ou abandono, por parte do povo, na participação e controlo da condução da vida coletiva alicerçada a partir do viver quotidiano.

Se uma constituição, ainda que pouco democrática, porque impede a participação popular direta do povo enquanto órgão soberano na tomada de decisões político-legislativas, constitui um risco para quem nos governa sem que para tal tenha sido eleito, expressamente, (a votação é no partido), que garantias pode haver que governa em nome do povo e em seu verdadeiro interesse? Nenhumas, como temos visto e sentido!

Perante tais realidades não deverá o povo levantar-se e clamar, unanimemente, a alteração da constituição e do falso regime democrático que o governa?

Será que queremos continuar a viver sob este regime de ilusória representação e falsa democracia ou vamos exigir um verdadeiro modelo democrático onde o exercício seja mais direto e popular?

Quando seremos capazes de por em prática as palavras do poeta “O povo é quem mais ordena …”, até porque somos nós que sustentamos o sistema, cada vez com uma maior e infernal carga de impostos?



Publicado por Zé Pessoa às 10:06 de 28.08.13 | link do post | comentar |

Acabar com o desGoverno, a corrupção e a fraude 'democrática'

Marinho Pinto denuncia a falsa justiça dos tribunais arbitrais e o delapidar da coisa pública pelos 'governantes'

     Miniatura 

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=pnoKtjyR-bo#at=65

-Quem e como  se MUDA  um sistema 'democrático' fraudulento destes,
de corrupção encapotada-legalizada, e de apatia cívica da maioria dos cidadãos ?! 

  

MP explica como é que os (partidos do 'arco do poder' fizeram más leis e os) governos conseguiram colocar a justiça ao serviço do saque aos impostos (dos cidadãos contribuintes). 
Criaram os tribunais arbitrais onde os juizes são escolhidos e pagos pelos intervenientes. Julgamentos clandestinos onde corruptor (empresa privada) e corrupto (estado) em sintonia decidem como dividir o repasto do erário público.

Longe do escrutínio público, longe dos tribunais normais... bem perto dos juízes que escolheram e pagaram.
Assim se redigiram os contratos das PPP... 
Assim se perdoam os poderosos evasores fiscais que fogem ao fisco, e são ajudados por estes tribunais. 
"Qualquer grande contribuinte em Portugal só paga impostos se quiser, de impugnação em impugnação, as leis têm todas as insuficiências para impedir que pague impostos", disse Marinho Pinto." "Estão-se a construir em torno da justiça em Portugal negócios chorudos, como já se construíram em torno da Saúde e da Educação, negócios privados extremamente lucrativos", frisou.

Espantoso a forma como Cavaco Silva e outras figuras nacionais de relevo, ouvem isto e fingem que Marinho Pinto está a falar de outro país qualquer, ou de meteorologia  !!!   ACORDEM .



Publicado por Xa2 às 19:26 de 27.08.13 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

A VERBORREIA LEGISLATIVA É UMA DITADURA

Onde está a soberania do povo?

Muito evidentemente, se os deputados fazem as leis que fazem por alguma razão será.

São experientes “especialistas” nas matérias e têm as assessorias que lhes são convenientes visto que andam, há já muito tempo, nessas andanças além de, muitos deles, trabalharem nos escritórios de colegas advogados ou nos seus próprios.

Uma boa parte deles, também, se apoderou dos aparelhos dos respectivos partidos que o mesmo é dizer de toda a máquina autárquica e do clientelismo a ela vinculado. Isto é, controlam o próprio dito "regime democrático representativo".

Como o atual sistema, incluindo a própria Constituição da República, assenta, exclusivamente, na democracia representativa, na prática estamos perante uma perigosa ditadura embrulhada por um enganador pano democrático.

O artigo 1º (CR) diz que “Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular …” mais adiante afirma, no artigo 108º, que “O poder político pertence ao povo e é exercido nos termos da Constituição”. Aqui reside o busílis porque a constituição trava toda e qualquer iniciativa, até a do próprio referendo que, nos termos do artigo 115º, "pode resultar da iniciativa dos cidadãos" mas tem de passar pelo crivo dos deputados e do próprio Presidente da República. O nº 4, do referido artigo, exclui, imperativamente, as matérias que o povo “soberano”, vejam bem, está vedado a pronunciar-se.

Deve ser influência divina, até o povo Islandês que fez a sua catarse teve uma recaída ao recolocar no governo os mesmos que os tinham afundado. Os Islandeses elegem um novo governo de direita, mas são só uns 400 e tal mil imbecis e nós somos “o melhor povo do mundo”!

Esta “democracia”, exercida única e absolutamente através dos partidos que, por sua vez, se deixaram aprisionar por interesses corruptos e onde já não existem democratas, na verdadeira acepção da palavra (veja-se a realidade interna dos partidos) não é, na realidade uma democracia. Nos termos do artigo 151º da CR as candidaturas à AR só podem ser feitas através dos partidos políticos. Aos cidadãos está vedada qualquer iniciativa não partidária. Que rica soberania popular!

Enganam-nos quendo chamam à Assembleia da República a “casa da democracia”.

Enganam-nos quando nos dizem representar o povo e governarem em nosso nome.

Enganam-nos quando nos dizem que o sacrifício de hoje é para garantir um melhor futuro para o povo.

Com estes ditadores disfarçados de democratas a dita democracia está mais perigosa que a ditadura do Oliveira, na medida em que nos torna pacíficos, amorfos, confusos, vulneráveis e sem capacidade de vislumbrar o verdadeiro inimigo. O poder legislativo.

Esta “vacas sagradas” fazem leis como a da delimitação de mandatos dos autarcas sabendo, muito bem, o que estão a fazer e por que razões o fazem.

 



Publicado por Zé Pessoa às 06:52 de 26.08.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

ANTÓNIO BORGES

O economista António Borges morreu esta madrugada, aos 63 anos, vítima de cancro do pâncreas.
Trabalhava como consultor do Governo para as privatizações.

Nota pessoal:
Não fica cá ninguém:
- Nem ricos, nem pobres, nem tão pouco os remediados;

- Nem arrogantes, nem afáveis, nem tão pouco os envergonhados;
- Nem inteligentes, nem estúpidos, nem tão pouco os normais;

- Nem doutoures, nem analfabetos, nem tão pouco os iletrados;

- Nem consultores, nem consultados, nem tão pouco os ignorados...

Espero é que, quem sempre lhe «mordeu» perante a sua sobranceria e deslumbramento, que lhe permitia dizer tudo e mais alguma coisa, de forma grosseira e desbocada, e que a posição social em vida lhe permitiram fazer com alguma impunidade, não venham agora com a sua precoce morte, carpir como se de um «anjinho» se tratasse.

Não sei se o meu pai tinha razão, mas ele sempre me disse que « se fazem, se levam».

Mas uma coisa eu sei: É que não fica cá ninguém.



Publicado por [FV] às 11:55 de 25.08.13 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

INCÊNDIOS, A LAMÚRIA DO COSTUME

Dizem-nos que em tempo de guerra não se limpam armas e que agora à que atender ao apagar de fogos e proteger as populações ainda que isso custe a vida aos soldados da paz.

Dizem-nos que em tempo de paz se pensará no ordenamento florestal e do território e na respectiva limpeza das florestas.

É a Hipocrisia habitual que lá para meados de setembro ou início de outubro já ninguém fala e poucos nos lembramos.

As políticas governamentais são mais de subsidiodependência e de promover um, cada vez maior, exercito de desempregados que aproveitar recursos e rentabilizar a riqueza nacional em proveito de todos.

No próximo ano e nos que se lhe seguirem, estes ou outros políticos (ir)responsáveis, repetirão a mesma conversa. Blá-blá, blá-blá, bá-bá.



Publicado por Zurc às 18:48 de 23.08.13 | link do post | comentar |

DEUSES E PAPAS

Afinal Deus existe! O papa emérito falou com Ele.

Não foi a bagunça que existirá na governação da cúria romana e em torno dela. Não foi a pressão exercida pelo lobby gay em encobrir os casos de pedofilia espalhados pelo mundo católico. Não foi a influência desse e de outros lobbys no tráfico e negócios das mais variadas naturezas e níveis, em que o banco Ambrosiano andou metido. O chamado Banco do Vaticano  (que agrega o banco Ambrosiano e o católico de Vêneto), que gere os, interessantes,  negócios romanos, fez tombar vários papas cardeais e bispos, para só falar de gente crescida.

Tudo isto seria mais que suficiente para que Bento XVI tivesse mandado às ortigas tal corja, perdão cúria queria eu escrever, e renunciado ao cargo. Contudo, segundo ele próprio terá afirmado, foi Deus que lhe pediu para o fazer. Ficamos sem saber com que motivos e em que termos foi feito tal pedido. Será mais um segredo de Fátima?

Os pobres são cada vez em maior número, em Portugal como por esse mundo fora. Alegra-nos o espírito (ainda que não nos ajude a ir ao merceeiro) o facto do papa Francisco reconfirmar que temos uma igreja a defender os pobres. Pela parte que me toca ficava mais satisfeito que ele comprometesse a igreja no combate à pobreza e às injustiças mundanas e do espírito.

Que é inovador não hajam duvidas. Deus a fazer um pedido a um mortal.



Publicado por DC às 12:29 de 22.08.13 | link do post | comentar |

A NATUREZA e os HOMENS (V)

 

A natureza dá-nos o que nós deveríamos saber respeitar e preservar de modo a deixar prepetuado o que os nossos antepassados nos legaram.



Publicado por Otsirave às 11:27 de 22.08.13 | link do post | comentar |

PRIVATIZAÇÃO DAS ÁGUAS | A SER VERDADE É MUITO GRAVE!
Reportagem do programa de tv alemão Ard Monitor.
 
 
"À privatização das nossas águas, por via de Bruxelas, seguiu a "obrigação" para todas as câmaras e freguesias de informarem acerca da existência das fontes e poços em Portugal.
O próprio tom desta ordem de Bruxelas foi muito mal recebido em Portugal e um grande número de câmaras e freguesias resolveu simplesmente não fornecer indicações nenhumas.
Isto não está previsto em Bruxelas e não sabem liderar com esta situação, a não ser com maior prepotência.
Algumas câmaras entretanto já venderam as suas redes de fornecimento de água ( Sintra por exemplo).
A EPAL por sua vez entregou a supervisão dos aditivos para a água fornecida à população a uma firma especializada israelita. Esta controla agora o que a população portuguesa bebe.
Esta firma instalou na rede de água de uma cidade algarvia um posto de intervenção com produtos experimentais, onde a nossa população algarvia nítidamente serve de cobaia.
A ser verdade, A ENTREGA DA SOBERANIA A BRUXELAS, em troca de comissões, por alguns abutres, recebidas e canalizadas para contas offshores, é um crime de ALTA TRAIÇÃO.
Sujeitar-se a não saber mais do que se está a beber e ficar dependente de especialistas, que cumprem ordens, não necessariamente nossas, não é menos grave."
 
E são os próprios alemães que nos avisam...
 
Consta que já começou a ser experimentada em Paços de Ferreira... (será verdade?)
 

 



Publicado por [FV] às 11:00 de 19.08.13 | link do post | comentar |

Lisboa, a gestão dos nossos recursos

Realidades que mais parecem caricaturas

 

caso 1: A força da policia

 

OCO 101024/2013


OCORRÊNCIA: Animais
DESCRIÇÃO: N/ OF.: /6

Exmos. Srs.

Informa-se que na Rampa entre a Rua do Alto do Chapeleiro e a Quinta das Lavadeiras, sentido ascendente (lado esquerdo) estão 4 cavalos à mais de 15 dias abandonados e sem água.

Na Rua Raul Portela no lado dos ecopontos estão mais dois cavalos.

Agradecemos a intervenção dos vossos serviços.

Apresentamos os melhores cumprimentos.

ESTADO: Encerrado
MOTIVO: O serviço efetuou a deslocação ao local em 4/6/2013, porém, apareceram uns municipes que tiraram os cavalos da mão dos policias, pelo que se encerra o pedido.

 

caso 2: Solidariedade (mais rapido que resolver o casos publicos)

 

OCO 94315/2013
OCORRÊNCIA: Desinfestação em propriedade privada
DESCRIÇÃO: Venho por este meio solicitar apoio para desinfestação de uma habitação sita na Estrada do Desvio, n.º 22, 2,º Drt.º
ESTADO: Resolvido


caso 3: uma questão publica para as quais deveriam ser utilizados, prioritariamente os nossos impostos.


OCO 96725/2013


OCORRÊNCIA: Limpeza de espaços verdes (papéis, embalagens, ...)
DESCRIÇÃO: No jardim entre a rua Cidade de Tomar e Quinta das lavadeiras os ramos das arvores batem no chão e o capim está muito alto, factos que conjugados agravam a falta de segurança na zona para pessos e bens onde constantemente são partidos vidros dos carros.
Assim solicita-se o desbaste das arvores e o corte do capim. tambem o canavial em torno da escadaria de acesso à Calçada da Carriche carece de corte.
Também existe falta de limpesa e corte de erva junto do muro e escadaria de acesso ao nº 6
ESTADO: Em execução


P.S.

Não se nega a impostancia do sitio "a minha rua" criado pelo municipio mas o rigor e o critero de respostas ainda deixam muito a desejar. porque não ouvir primeiro os municipes comunicantes das anomalias sobre a actuação dos serviços municipais antes de dar os assuntos por resolvidos?


Será que todos os municipes podem pedir apoio para desinfestações e vedação de propriedades privadas como o caso exposto e aquele apresentado na reunião descentralizada que o executivo fez na charneca?



MARCADORES:

Publicado por DC às 10:56 de 19.08.13 | link do post | comentar |

A NATUREZA e os HOMENS (IV)

Há sítios agradáveis onde vale a pena conviver. Viver integrado com a natureza intervindo nela com o máximo respeito.

Quem não respeita a natureza não se respeita a si próprio e muito menos respeitará os seus semelhantes.



Publicado por Otsirave às 11:53 de 18.08.13 | link do post | comentar |

DO CAVAQUISMO ABSOLUTO AO ESTADO EMPRESA

No Calçadão do Pontal, no Brasil como cá, corrupção não há!

Cavaco Silva nos seus dois governos, absolutíssimos, introduziu a chamada “economia social de mercado”. Nesses anos fez-se uma reforma fiscal, que introduziu o IRS  e o IRC, privatizaram-se empresas públicas, reformaram-se as leis laborais e agrárias e liberalizou-se a comunicação social, de que resultou a abertura da televisão à iniciativa privada e mais liberdade de informação.

Um verdadeiro capitalismo popular onde, quase, toda a gente tinha acesso a ser accionista de uma qualquer empresa a privatizar, como quem distribui-a rebocados a miúdos, que mais não serviu de engodo para colocar grandes e importantes sectores da economia nas mãos de certos grupos económicos e de certos amigos. BCP, BPN, SLN, BP, Pescas, siderurgia nacional, etc., etc.

Agora um dos seus boys de Chicago, que dá por nome de Pedro, vem com a teoria que o Estado deve ser governado como uma empresa privada. Para dar lucro têm de se despedir funcionários.

Como nós, enquanto ditos cidadãos, nos tornamos quase amorfos e viciados em brandos costumes, é mais que provável tal figura (tais figurões, visto que já são muitos com interesses altruístas em se ajudarem uns aos outros) consiga levar as águas aos seus moinhos. Uns despedidos, outros empurrados borda fora, mais uns quantos saqueados, a maioria esmagados pelo desemprego e desamparo social.

A mesma filosofia os mesmos objectivos: o ultraliberalismo a destruição do Estado social e entregar tudo ao privado especulador.



Publicado por Zé Pessoa às 11:01 de 18.08.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

A NATUREZA e os HOMENS (III)

Se em vez da hipocrisia de andarmos, permanente, com credo na boca  do "seja o que Deus quiser" ou  o "que Deus nos ajude" e a fazer promessas comercialistas com a nossa senhora de Fátima assumíssemos as nossas fragilidades e virtudes, enquanto seres naturais, de certo seriamos muito mais respeitadores uns dos outros e todos muito mais felizes.

É mais fácil e cómodo sacudir as nossas responsabilidades para algo? mais ou menos de fé que para cada um é o que é. Ou não é!

Por estes dias tem sido um rodopio de festas e romarias. O feudalismo, o clero e a no breza nunca estiveram tão vivos e actuantes. Apesar da crise!?



Publicado por Otsirave às 09:30 de 16.08.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

ANGOLA | SÓ AGORA É QUE PERCEBERAM?

Forbes: Fortuna de Isabel dos Santos advém do poder do pai
Revista Forbes escreve que "a verdadeira história" sobre Isabel dos Santos "é como ela adquiriu riqueza".

A fortuna de Isabel dos Santos advém de ficar com uma fatia de uma empresa que quer estabelecer-se em Angola ou de uma assinatura presidencial do pai, refere um trabalho de investigação publicado na revista norte-americana Forbes.

"Tanto quanto podemos investigar, todos os grandes investimentos angolanos detidos por [Isabel] dos Santos vêm ou de ficar com uma parte de uma empresa que quer fazer negócios no país ou de um assinatura presidencial que a inclui na acção", escreve a revista, considerando que a história da filha do presidente de Angola "é uma janela rara para a mesma e trágica narrativa cleptocrática que estrangula os países ricos em recursos em todo o mundo".

O artigo, assinado pelo jornalista e activista angolano Rafael Marques e por Kerry A. Dolan, uma das coordenadoras da lista anual dos Bilionários, concede que já foi notícia o facto de Isabel dos Santos ser a primeira mulher bilionária em África, mas nesta edição argumenta que "a verdadeira história é como ela adquiriu a riqueza".

Assegurando ter falado com "dezenas de pessoas no terreno" e consultado documentos públicos e privados durante o último ano, o artigo da Forbes, que tem o título "A menina do papá: como uma princesa africana encaixou 3 mil milhões num país que vive com 2 dólares por dia", passa rapidamente em revista a infância e juventude da filha mais velha do presidente José Eduardo dos Santos e concentra-se na sua primeira empresa.

O apelido certo 

O dono do conhecido restaurante e bar Miami Beach, em Luanda, Rui Barata, resolveu propor sociedade a Isabel dos Santos com o intuito de afastar os inspectores e fiscais governamentais que assediavam o local.

O resultado? "Dezasseis anos depois o restaurante ainda é um local badalado ao fim de semana", e a lição foi aprendida: é possível comprar a prosperidade, desde que se tenha o apelido certo.

Passado o episódio inicial, a revista dedica-se a explicar como é que Isabel dos Santos tem 24,5% da Endiama, a empresa concessionária da exploração mineira no norte do país, criada por decreto presidencial, e daí avançando para a criação da Ascorp, a empresa que resultou da parceria com israelitas para a venda de diamantes, mas que tinha, diz a Forbes citando documentos judiciais britânicos, na sombra, o negociante de armas Arkady Gaydamak, um antigo conselheiro do presidente angolano durante a guerra civil de 1992 a 2002.

O escrutínio internacional dedicado aos 'diamantes de sangue', explica a revista, aconteceu no mesmo período em que Isabel dos Santos transfere a sua parte do negócio, que a Forbes classifica como "um poço de dinheiro", para a mãe, uma cidadã britânica, através de uma empresa com sede em Gibraltar.

Além dos diamantes, também a posse de 25% da Unitel, a primeira operadora de telecomunicações privada em Angola, partiu de um decreto presidencial directamente para a filha mais velha. "Um porta-voz de Isabel dos Santos disse que ela contribuiu com capital pela sua parte da Unitel, mas não especificou a quantia; um ano depois, a Portugal Telecom pagou 12,6 milhões de dólares por outra fatia de 25%", escreve a revista.

A quota-parte de 25% da Unitel detida por Isabel dos Santos é avaliada por analistas que seguem a actividade da PT, e que foram ouvidos pela Forbes, em mil milhões de euros.

Para além da parceria com Américo Amorim, que abarca as áreas financeira, através do banco BIC, e petrolífera, através da Galp e da Sonangol, a revista lembra o investimento de 500 milhões na portuguesa ZON e explica também como Isabel dos Santos acabou por ficar à frente da cimenteira angolana Nova Cimangola.

O artigo termina citando o que foi escrito no estatal Jornal de Angola, em Janeiro, quando foi divulgada a lista dos bilionários da Forbes: "damos o nosso melhor por uma Angola sem pobreza, mas estamos deliciados pelo facto da empresária Isabel dos Santos se ter tornado uma referência no mundo da finança. Isto é bom para Angola e enche os angolanos de orgulho", cita a revista, concluindo, na última frase do artigo: "os angolanos deviam estar humilhados, não orgulhosos".

Notícia retirada do Sapo Económico.

 

Nota pessoal: SÓ AGORA É QUE PERCEBERAM? Era precisa alguma esperteza por aí além para dizer a evidência como se fosse uma descoberta?
E só esta senhora em Angola que utiliza este tipo de expediente? Então e os outros? Quer os das «Casas Cívis ou Militares»? A diferença poderá estar só na questão da grandeza dos números. Mas já uma vez me contaram que a melhor maneira de «assaltar» um banco é ser nomeado para a administração, porque quem rouba um «pão» é um gatuno. Mas deviam estar só a «reinar» comigo, não? Seria porque que se esqueceram dos outros que não estão nas administrações, mas nos «concelhos de supervisão» ou similares?

Portanto não se esqueçam de dar um «tostãozinho» nas campanhas de angariação de fundos para combater a pobreza, nomeadamente em Angola...

Mas há mais:
Então não temos para aí um centena ou uns milhares de espertalhões «podres» de ricos em que esta lhes apareceu por obra e graça do «espírito santo» (desta vez sem ser «o» do banco)... Só como meros exemplos: os novos donos dos clubes de futebol, «russos» ou «morenos» que de repente aparecem com milhões com que pagam tudo e mais alguma coisa, sem se lhes conhecer (nem ninguém lhes perguntar) a origem do dinheiro? Ou estas novas «igrejas» que nascem como cogumelos por todo o mundo, comprando e instalando-se em tudo o que é sítio, pagando a pronto e muitas vezes a dinheiro? E, não é que são recebidos com todas as honrarias em todo o lado e por todos: Desde os «chefes» de estado aos «papas» e são idolatrados na comunicação social e pela populaça... E veio agora este jornalista, não lhe querendo tirar o mérito, dizer o óbvio? Como se de uma novidade se tratasse? Poderão até dizer que é preciso provas. Provas? Então aquilo que se nos «mete pelos olhos dento» não existe? Não é real? Provas uma treta! Estamos nalgum concurso de detergentes para saber quem «lava mais branco»?
Mas cada país à sua medida e nesta forma de enriquecimento, uns enriquecem uns «trocos», outros umas fortunas. Não é, repito, novidade nenhuma.

Esta estória faz-me lembrar uma antiga que se contava que à muitos anos de um secretário de estado das «pescas» tinha uma firma de concessão de licenças das ditas em nome da esposa... Imaginem lá como quem precisava de ter uma lincença de pesca tinha de ir? Estórias de pequenos enriquecimentos (chico-espertices) no nosso burgo. Porque como diz o povo: Pobre que é pobre, até é pobre a pedir, adaptando ao tema, país que é pobre até a pobre «a gamar».

Pobre mundo, mas ainda mais triste: pobre Portugal.



Publicado por [FV] às 11:39 de 15.08.13 | link do post | comentar |

AS MINHOCAS E O POVO

Minhocas são bichos rastejantes que aparecem com muita frequência em épocas de remexer terras a quando da respectivas preparação para as sementeiras.

Antigamente, o povo na sua maioria agricultor, pouco letrado (analfabeto e menos emburrecido do que agora) mas com muita experiencia, combatia tal praga com pesticida ou abrindo o galinheiro e soltando a galinhas. Esta bicharia (as galinhas), também de duas patas, que comem tudo o que apanham, tal-qual as moscas do poeta António Aleixo, faziam o equilíbrio providencial à mãe natureza, reduzindo o número das minhocas rastejantes.

A Procuradora Cândida Almeida não tem a mesma sorte nem idênticos recursos para combater as minhocas que encontra em cada cavadela que faz nos processos de tentativa de combate à corrupção.

As minhocas de duas pernas saltam com maior abundancia do que os cogumelos em épocas preparativas de semear votos. Elas aparecem de São Bento (Assembleia da República e governo) das sedes partidárias, das candidaturas às autarquias, dos bancos (BPN, BP, BCP, …) das privatizações dos sectores mais importantes da economia nacional e até de Belém.

 

Naturalmente que a Justiça (tribunais, juízes, procuradores, advogados, legislador…) não estão imunes nem isentos de culpas no processo proliferador da praga exponencial de tal bicharia que a procuradora apelida, apropriadamente, de minhocas.

Contudo o combate a tal praga não pode ser deixado, até porque não resulta como se tem constatado, só nas mãos de quem não consegue e muitas das vezes não quer (por razões óbvias) combater tal bichedo.

O combate às minhocas de duas pernas, que aparecem disfarçadas de políticos, de deputados, de banqueiros, de autarcas, de governantes, de administradores ou disfarçados de muitas outras maneiras, tem de ser, permanente, feito por todos enquanto povo interessado na construção de uma outra democracia e de um regime político, mais rigoroso e transparente.



Publicado por Zurc às 08:57 de 14.08.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Swaps, BPN, SLN, … e tudo mais

 

  

 

 

 

É farinha do mesmo saco.

Falar de senhores com vivendas em Boliqueime, nos que venderam ações do BPN pouco tempo depois de as comprar  pelo valor duas vezes e meia superior, nos que tiram licenciaturas aos domingos ou em quem nem sequer vai à universidade para ficar dr.,é tudo farinha do mesmo saco.

Em qualquer outro país, com o mínimo de credibilidade na justiça ou de dignidade popular, já alguém (muitos) teria sido julgado, retirados os seus patrimónios adquiridos de forma fraudulenta e preso.

O joio cresce nas mesmas zonas produtoras de trigo e com ele misturado. Considera-se uma erva daninha desse cultivo. A semelhança entre essas duas plantas é tão grande, que em algumas regiões costuma-se denominar o joio como "falso trigo".

Por cá, “somos o melhor povo do mundo” que engole pão feito de farinha de joio como se de trigo se tratasse. Continuamos a eleger, como nossos representantes, gente sem escrúpulos que se apresentam como falsos políticos que se governam a si próprios e seus correligionários quando prometem governar a rés pública.

A promiscuidade entre o exercício de funções governativas e as que, antes ou depois, se exercem no privado, precisamente nas mesmas áreas de interesses economicos, são tão frequentes que além de não ser proibida já quase ninguém se escandaliza. isto já não é, em rigor, promiscuidade é corrupção e trafico de influencias em que o Estado e os contribuintes saímos sempre prejudicados.

Tratam como ricos que tenha uma remuneração ou pensão acima de 600.00€. Chupam-nos até à medula. 

O mais grave é que permitimos que sejam eleitos sucessivamente há mais de tês décadas sem os responsabilizar.

Haja, festa, estalem os foguetes e toque a banda. O povo aguenta, aí aguenta, aguenta!



Publicado por Zé Pessoa às 14:57 de 12.08.13 | link do post | comentar |

SWAPS | CORTINAS DE FUMO

A telenovela dos ‘swaps’ devia ser resumida a duas questões básicas.

Quem assinou contratos lesivos para o Estado? E que tipo de penalização se aplica a quem cometeu tais actos? Infelizmente, responder a estas perguntas implica ir ao saguão do PSD e, sobretudo, do PS socrático. Ou seja, implica ir ao saguão do regime. Ninguém se atreve a tanto.

No máximo, temos apenas o espectáculo de tiroteio que se ouve por estes dias, com o PSD a dizer mata e o PS a responder esfola. Uma luta de lama que é muito parecida com os ‘swaps’ propriamente ditos: enquanto o ruído se mantiver a um nível fixo, nenhum dos partidos sofrerá as oscilações de popularidade que costumam punir aqueles que lesaram o Estado.

Se juntarmos a isto uma comunicação social que acompanha o foguetório sem investigar a fundo quem são os pirómanos, PS e PSD estão ambos de parabéns nesta espantosa cortina de fumo.

Por: João Pereira Coutinho [Expresso]

 

Nota: O destaque «Quem assinou contratos lesivos para o Estado?» é meu. Porque «isto» do chamado centrão é que é o verdadeiro «cancro» do regime dito democrático português. Quem responde a esta poergunta? Repito: Quem responde a esta pergunta? Com nomes, cargos, empresas, e funções governamentais... uma listinha ou «listona» como é habitual fazerem, quando convém a alguns jornalistas, bloggers ou afins. Fico à espera!



Publicado por [FV] às 10:05 de 12.08.13 | link do post | comentar |

PENSAMENTO DO DIA OU DA NOITE...

MARCADORES:

Publicado por [FV] às 16:14 de 11.08.13 | link do post | comentar |

O corte das reformas explicado aos tansos

Os cortes são, portanto, para todos os reformados do Estado. Todos? Isso, todos. Mas mesmo todos, todinhos? Todinhos, com exceção de juízes, magistrados do Ministério Público, militares e diplomatas, claro. Claro porquê? Claro porque as reformas desses estão indexadas ao salário dos trabalhadores no ativo. E isso quer dizer o quê? O que está lá escrito, preto no branco: as reformas desses estão indexadas ao salário dos trabalhadores no ativo. As palavras já ouvi, mas que querem dizer? Eu traduzo: Muzyk yn de brede sin fan it wurd. OK, OK, mas porquê beneficiar exatamente militares? Porque são das Forças Armadas. E...?! Parecem-me duas boas razões. Que duas? O forças e o armadas. E os juízes e os magistrados, também são forças armadas? Não, esses é por estarem vivos. Mas todos os funcionários que recebem reforma estão vivos, ou não? Sim, respiram, estrebucham, mas não há razões para os privilegiarmos por isso. E então os juízes e os magistrados que vida especial têm? Uma vida que faz prova de vida, a prova de vida deles. Prova de vida deles?! É, há sempre um Tribunal Constitucional que declara isto inconstitucional aqui, um Ministério Público que abre inquérito acolá, eles estão vivos e estão sempre a dizê-lo. Então? Então, nós reconhecemo-los. Reconhecem como? Com pensões especiais para que não estejam tão vivos. Última pergunta, e os diplomatas? Esses é mais por uma questão estética, ficam sempre bem num grupo.

DN



Publicado por Izanagi às 18:59 de 08.08.13 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

swaps | O secretário do Tesouro é tolinho?

O secretário de Estado do Tesouro, se não é tolinho, tem feito esse papel na perfeição.

Primeiro, durante a sua patética prestação no briefing semanal do Conselho de Ministros, disse que nada tinha a ver com a concepção, elaboração e negociação dos swaps que o Citigroup tentava vender a Governos e empresas, o que será verdade.

Disse que "exercia o papel de importador de ideias, planos e programas que os meus colegas desenvolviam", o que também será seguramente verdade.

Bem como também será verdade que "não tinha responsabilidades directas na venda de produtos derivados".

Joaquim Pais Jorge tinha apenas como funções as suas relações com os clientes do banco e terá participado em dezenas ou mesmo centenas de reuniões nessa qualidade, como admitiu.

Contudo, pelos vistos, não fazia a mínima ideia do que os seus colegas tentavam vender a empresas e Governos.

Então a pergunta é: o que fazia Joaquim Pais Jorge nessas reuniões? Abanicava-se? Mostrava a sua classe? O fato de bom corte? Era o amuleto da sorte das negociações? Para que raio é que o Citigroup pagava, provavelmente bem, a um quadro seu que, aparentemente, desconhecia o negócio, embora fosse responsável pela relação com os clientes? E nessa qualidade o que fazia o atual secretário de Estado? Contava anedotas? Bebia uns uísques e fumava uns charutos para dispor bem os clientes?

Mas Joaquim Pais Jorge disse mais. Disse que tinha participado em dezenas, se não centenas de reuniões, mas não se lembrava que tivesse estado em nenhuma em Sâo Bento com altos responsáveis do Governo Sócrates, quando o Citigroup tentou vender um swap para ocultar parte da dívida portuguesa aos olhos de Bruxelas.

Agora, após o esclarecimento de que participou em três dessas reuniões, lá se lembrou. Mas, mais uma vez, estava a fazer de candeeiro. Ou de jarra. Nas ditas reuniões não fez nada, não disse nada, não sabia o que se estava a passar.

A primeira conclusão é que, portanto, o Governo escolheu para secretário de Estado do Tesouro um senhor que é manifestamente tolinho ou completamente incompetente. A segunda é que, ainda por cima, o senhor sofre de amnésia prolongada, o que não é compatível com as funções que exerce. O terceiro é que se as anteriores afirmações não são verdadeiras, então Joaquim Pais Jorge mente. O que também não o aconselha para as ditas funções. Embora, claro, esse seja o seu pecado menor, face aos exemplos que vêm de cima. 


Por: Nicolau Santos [Expresso]



Publicado por [FV] às 10:13 de 07.08.13 | link do post | comentar |

ELEIÇÕES | PROPOSTA

Meus Caros,

Se estão a admitir, nas próximas eleições, votar em branco ou nulo, por descrença nos partidos, esqueçam: Existe outra opção que dá menos trabalho e poupa imensa dinheiro ao estado, isto é, a todos nós:

- Pura e simplesmente, não votar: A abstenção!

E porquê?

Porque de acordo coma lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais: Lei n.º 19/2003, com a s alterações introduzidas pelo Decreto-Lei 287/2003, a Declaração de Retificação n.º 4/2004, mais a Lei n.º 64-A/2008 e a Lei n.º 55/2010 (ufa…!) cada voto expresso vale para os partidos políticos 1/135 do salário mínimo nacional por cada ano de legislatura. Ou seja: 3,60€ por cada voto expresso x 4 anos = 14,40€ pelos 4 anos.

E isto mesmo no caso dos votos em branco ou nulos. Pois esse valor é distribuído por todos os partidos concorrentes às eleições.

Portanto só a abstenção é que não lhes dá pívia nenhuma!

E sabem qual é a quantia estimada de poupança se os 5 milhões de eleitores não comparecerem às eleições? Mais ou menos 70 milhões de euros de poupança ao estado!

E isto são números, portanto são factos!

E em época de austeridade quem disse que nós, os «Zés», não podemos ajudar e reduzir a despesa do estado? Aqui fica uma sugestão à vossa consideração:

- Deixemos os «cabeçudos» a votarem neles mesmos… Assim como assim, eles são eleitos na mesma e nós poupamos umas «lecas» a nós próprios e eles se quiserem mais «cacau» tem que se autofinanciar. Fica a ideia.

 

 
E aqui fica uma musiquinha para ajudar a refletir na proposta aprentada...


Publicado por [FV] às 09:10 de 07.08.13 | link do post | comentar | ver comentários (11) |

Mais tempo de trabalho, + desemprego, pior vida

        As horas    (-por J. Rodrigues)

     Com a passagem do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais, obviamente sem aumento correspondente de salário, o governo acaba de decidir que que cada trabalhador do sector público recebe menos 12,5% por hora trabalhada. Com a passagem do horário das 35 para as 40 horas semanais e com o aumento da insegurança laboral, o governo aumenta a folga para despedir ainda mais gente. Esta política envia um sinal que afecta todos os trabalhadores e que é consistente com uma política de classe: aumentar o medo por via do desemprego, aumentar os horários de trabalho, diminuir os salários, enfraquecer a provisão pública num país que tem menos funcionários públicos do que a média dos países desenvolvidos da OCDE.
     Um governo que defendesse os interesses de quem trabalha e de quem quer trabalhar, um governo capaz de mobilizar os instrumentos de política económica de um Estado soberano, enviaria outros sinais. Mesmo assumindo que o nível de provisão pública é adequado, diminuiria o horário de trabalho, com diminuição proporcional, menos do que proporcional ou mesmo sem diminuição do salário, dependendo da fase do ciclo económico e do nível remuneratório, para assim poder criar folga para gerar mais empregos públicos socioeconomicamente úteis, ao mesmo tempo que dava um sinal de desenvolvimento: que se trabalhe menos para que mais possam trabalhar e assim também ter, como Miguel Esteves Cardoso hoje sublinha com sensibilidade e bom senso impares, "a satisfação de deixar de trabalhar".
      A actual política é de subdesenvolvimento também porque a sua aposta é que cada vez menos trabalhadores trabalhem cada vez mais e com menos satisfação e qualidade de vida antes, durante e depois do trabalho.


Publicado por Xa2 às 22:07 de 06.08.13 | link do post | comentar |

A NATUREZA e os HOMENS (II)

 

Se certos homens soubessem como a natureza é bela e refrescante, certamente, teriam comportamentos menos estúpidos e subjugantes.

Nesse caso a troica nada mandaria em Portugal



Publicado por Otsirave às 10:09 de 06.08.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Desgraça e desgoverno com neoliberalização nacional e global

       Salvação  nacional ?   (-por N. Serra)

1. Fez ontem um mês que Vítor Gaspar apresentou, através de carta tornada pública pelo próprio, a demissão a Passos Coelho. Ao contrário do que tem sido dito, o ex-ministro das Finanças não reconheceu, com a sua demissão, o falhanço da austeridade. Para Gaspar, o que falhou foram outras coisas: não houvesse democracia, com as suas insolentes instituições (Tribunal de Contas) e as suas amplas liberdades (manifestações) e tudo correria bem; não fora a liderança incompetente do primeiro-ministro (incapaz de impor a TSU e de pôr ordem no governo e na coligação) e tudo teria andado nos eixos; não fora uma «inesperada» quebra excessiva da procura interna (fruto de incontroláveis «intempéries» e «ventos desfavoráveis») e o plano teria funcionado como vem nos livros e nas folhas de excel. A economia de um país em concreto - e onde há pessoas - é que estorva tudo: na lua o programa de ajustamento teria corrido às mil maravilhas.

2. Todos os episódios surreais que se sucederam à saída de Gaspar ajudaram a ir desviando a atenção do essencial: a demissão do ministro constitui, em todo o seu esplendor, uma irrevogável certidão de óbito passada à austeridade (agravada nas suas consequências pelo afinco em «ir além da troika»). Gaspar não o assume nesses termos, mas a sua receita fracassou: pela sua própria natureza, não serviu, não serve e não servirá para nenhuma espécie de consolidação, de ajustamento ou de retoma. A comparação entre as previsões inscritas na versão inicial do Memorando com o resultado obtido dois anos depois apenas confirmam essa evidência. De facto não se trata, ao contrário do que Cavaco Silva tentou sugerir no discurso do 25 de Abril, de simples «falhas nas estimativas». Trata-se da consequência, palpável, de uma abordagem errada (tanto na teoria como na prática) e que por isso não resolve, antes agrava, a crise. Cavaco sabe-o bem e há muito tempo.

3. O elemento central da crise política é pois o demonstrado fracasso da austeridade. E por isso a única tomada de posição, consciente e responsável, digna de um imperativo de «salvação nacional», teria sido a de pedir contas ao governo e à própria troika, afirmando que a sangria inútil não mais poderia prosseguir. Que um governo sem qualquer escrúpulo, e ávido por poder continuar a chafurdar no pote, não tenha esse sentido de responsabilidade e de decência, não surpreende ninguém. Que um presidente alinhe pelo mesmo diapasão, fingindo que nada se passa e que o caminho é continuar a escavar o buraco, de modo a agradar à tutela externa, só surpreende quem possa desconhecer que é Cavaco Silva o actual inquilino de Belém. Nesta matéria, os seus primeiros sinais, logo após a demissão de Gaspar, foram inequívocos: aceitou de imediato dar posse a Maria Luís Albuquerque (assegurando a prossecução do desastre) e procurou, já depois da demissão irrevogável de Portas, amarrar o PS ao andor do memorando e do pós-troika. Como se a crise não fosse mais do que uma fractura que se abriu no vaso da coligação e que a cola socialista ajudaria a remendar e reforçar.

4. Mas para a história ficará também o entendimento singular que Cavaco Silva tem da democracia, mesmo em tempos de salvação nacional. Para não marcar eleições antecipadas (o único mecanismo consistente e credível de clarificação política - e capaz de permitir inverter a queda para o abismo), o presidente não só decidiu ignorar o divórcio crescente entre o governo e o povo, como determinou que o «compromisso de salvação nacional» apenas se faria com PP, PSD e PS, recorrendo ao argumento de que estes partidos «representam 90% dos Deputados à Assembleia da República». Para Cavaco, as sondagens não contam para demonstrar que BE e CDU até já significam, hoje, 20% do eleitorado. Mas já valem para afirmar que a antecipação de eleições elevaria «o grau de incerteza e a falta de confiança dos agentes económicos e dos mercados no nosso país», perante o cenário - tido como altamente provável - de que nenhum partido alcançasse a maioria absoluta, ou de que não fosse possível encontrar acordos partidários estáveis.
     Mas não se preocupem, pois o presidente garantiu que vai estar atento e vigilante, mesmo que se estejam a reforçar os sinais de coerênciainsuspeição e integridade deste governo.
----- 

              Corrida para o fundo   (-por J.Rodrigues)

“[A]s taxas de imposto pagas efetivamente pelas empresas são muito inferiores aos 31,5% que a propaganda oficial fala (…) A taxa média efetiva em Portugal é apenas 17%, e as grandes empresas, com um volume de negócios superior a 250 milhões €, pagaram, em 2011, uma taxa média de IRC de apenas 15%. Estas taxas médias efetivas de IRC (…) são conseguidas através de uma redução significativa do lucro sujeito a imposto deduzindo os inúmeros benefícios fiscais de que gozam as empresas ..."
      ... Entretanto, o investimento pode continuar a colapsar, já que depende de outros factores, que não as facilidades acrescidas prestes a serem concedidas aos grandes grupos económicos, os grandes beneficiários de uma “reforma” que sangrará os cofres públicos em cerca de 1,4 mil milhões de euros nos próximos cinco anos, segundo estimativas da própria comissão presidida por Lobo Xavier (Público de hoje). O factor decisivo é mesmo uma procura que o governo insiste em comprimir por via de uma austeridade indutora de cada vez maiores desigualdades. É também preciso não esquecer que a descida da taxa de IRC, ao mesmo tempo que se onera cada vez mais os trabalhadores com impostos regressivos, é uma das tendências políticas que está inscrita na integração europeia realmente existente, elemento central da globalização neoliberal no continente, feita de abolição de controlos de capitais, de chantagem das fracções do capital com cada vez mais poder, de concorrência fiscal entre Estados despojados de instrumentos decentes de política económica. Assim se incentiva uma corrida para o fundo, um jogo de soma negativa que, de resto, ninguém pode esperar que seja revertido na escala, a europeia, onde mais se tem feito para o incentivar.


Publicado por Xa2 às 23:37 de 05.08.13 | link do post | comentar |

A NATUREZA e os HOMENS

Viremo-nos para a natureza que o mundo dos Homens anda cão!.

Enquanto uma é tão bela o outro é tão horroroso. Vejam bem!

Sente-se e cheira-se.



Publicado por Otsirave às 10:52 de 02.08.13 | link do post | comentar |

Swaps | O QUE SEPARA O ANTERIOR DO ATUAL GOVERNO?

Secretário propôs mascarar dívida.
Joaquim Pais Jorge fazia parte de equipa que sugeriu solução para melhorar dívida em cerca de 370 milhões, sem ser contabilizada no défice.

O substituto de Maria Luís Albuquerque na secretaria de Estado do Tesouro propôs a venda de swaps tóxicos ao governo de Sócrates que permitiriam mascarar as contas. Joaquim Pais Jorge sugeriu em julho de 2005, quando era diretor do Citigroup em Portugal, ao executivo socialista a contratação de produtos swap que não seriam incluídos no cálculo do défice orçamental e da dívida pública, segundo documentos a que o CM teve acesso. O PCP e BE pediram ontem a demissão do secretário de Estado do Tesouro.

A solução apresentada ao gabinete de José Sócrates, segundo revelam os documentos, passava pela subscrição de três contratos swap ao Citigroup com base em derivados financeiros. Seria uma "solução para melhorar o ratio dívida/PIB em cerca de 370 milhões de euros em 2005 e 450 milhões de euros em 2006". A proposta salientava que "os Estados geralmente não providenciam [ao Eurostat] informação sobre o uso de derivados", pelo que "os swaps serão, efetivamente, mantidos fora do balanço", o que baixava artificialmente o défice. Envolvido nesta solução estava ainda Paulo Gray, à data diretor executivo do Citigroup e que agora lidera a Stormharbour, consultora financeira contratada por quase meio milhão de euros pelo Estado para assessorar na questão dos swaps.

João Galamba diz ao CM que depois da saída de dois secretários de Estado por causa de contratos swap, "estranha profundamente" esta situação. Aos pedidos de demissão do governante, o ministro da Presidência, Marques Guedes, sustentou que já perdeu a conta "às vezes que os partidos da oposição têm pedido nos últimos meses a demissão de membros do Governo". Na coligação, ao que apurou o CM, não há margem, para já, para aceitar uma audição do governante no Parlamento. 

[CM]



Publicado por [FV] às 10:48 de 02.08.13 | link do post | comentar |

Moedas, Borges, FLAD e Machete: relações perigosas

Uma pequena empresa pode comprar uma companhia do tamanho da PT?
Pode. Um grande especialista neste tipo de operações é o nosso amigo Moedas.
Fundou mesmo uma empresa que só faz isso, temporariamente em nome da mulher desde que entrou para o Governo.

 

Essa empresa é associada do Grupo Carlyle (exactamente, o proprietário do Freeport), do qual tem a representação EXCLUSIVA em Portugal, que tem esta actividade no centro do seu core business.

Como funciona o esquema?

Constitui-se uma pequena empresa, com capital social simbólico (a Leitaria Garrett, por exemplo). Através das relações, no mercado de capitais e na banca, obtém-se um empréstimo no valor suficiente para a aquisição (hostil se necessário) da maioria do capital de uma empresa do tamanho da PT. Realiza-se o negócio e, no dia seguinte, a “PT” compra a “Leitaria Garrett”, herdando assim o seu património: activos e dívidas. Deste modo será a própria “PT” a pagar a dívida contraída para a sua aquisição. Curioso, não?

 
Versão integral deste artigo aqui
Publicado em: Aventar


Publicado por [FV] às 11:08 de 01.08.13 | link do post | comentar |

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