Domingo, 1 de Novembro de 2009

A 'Operação Face Oculta' pode ser o Watergate do PS, se se provar que diversos gestores socialistas integravam uma "rede tentacular integrada" visando assegurar negócios com grandes empresas públicas ou semi (REN, Refer, Galp e EDP).

E esta é apenas a ponta do icebergue, porque não se (quer) acreditar que um gestor bancário que ganha €40 mil por mês se venda por €10 mil.

O que se torna evidente é que, a ser verdade, a fraude só foi possível através de uma rede de pessoas integrando as estruturas de decisão destas empresas, todas da estrita confiança do poder político.

Ora quando a podridão se instala a este nível, é a própria existência do Estado acima dos interesses particulares que fica em risco. [Expresso]



Publicado por [FV] às 09:12 | link do post | comentar

5 comentários:
De Socialista, o lisboeta a 1 de Novembro de 2009 às 11:31
"Nos tribunais, a verdade se diga, as coisas também não andam muito melhores, os processos acumulam-se e muitos deles arrastam-se ad eternum , e por lá andam a dançar ao ritmo dos expedientes dilatórios."

A situação nos tribunais acaba por ser um dos danos colaterais que a mesma corrupção provoca para sua auto defesa. O polvo tem sustentáculos diversificados e poderosas ventosas que, transversalmente, envolvem desde a politica à economia, da religião ao ateísmo , do rico ao pobre.

A corrupção, efectivamente, tornou-se numa pandemia mais nefasta, socialmente, que a própria gripe.

Aliás, há mesmo quem afirme que a pandemia da gripe não é outra coisa que uma acção corrupta de algum laboratório farmaceutico.


De Militante a 1 de Novembro de 2009 às 11:40
"Justiça a branco e Preto

António, que é Branco, não vai virar a Preto pela simples razão de que a “justiça” que temos em Portugal não espreme certos Brancos.

Justiça numa palavra, foi perguntado ao actual Bastonário da Ordem dos Advogados, ao que este respondeu: fuja dela.

Em Portugal a justiça só aperta certos Brancos que sejam considerados Pretos e certos Pretos que sejam uns pobres Brancos

É a vida! mal fadada vida de in )justiça."

Sejam os brancos ou pretos do PS, do PSD, do CDS ou de qualquer outro partido a pandemia continuará, até que os corruptos sejam pronta e exemplarmente condenados tanto pela justiça como socialmente.


De Estrelas e cometas a 2 de Novembro de 2009 às 09:54
De ASSESSOR a ARGUIDO

«O administrador da EDP Imobiliária, Domingos José Paiva Nunes, suspeito de ter beneficiado da oferta de um potente Mercedes SL 500 por parte do empresário Manuel Godinho, segundo noticiou ontem o Jornal de Notícias, passou pela Câmara de Sintra nos mandatos da socialista Edite Estrela (...),
primeiro como assessor no Departamento de Obras Municipais e depois como vereador com a tutela daqueles serviços camarários.

O engenheiro que chegou a trabalhar na Teixeira Duarte, na área das obras públicas, nomeadamente em estradas e pontes, deixou esta empresa em meados da década de 1980. Natural do distrito de Castelo Branco, Paiva Nunes foi assessor em Sintra entre 1994 e 1997, sendo eleito vereador na lista de Edite Estrela, no mandato de 1998-2001. O terceiro lugar na lista, atrás de Herculano Pombo, levou a que assumisse as Obras Municipais, o Trânsito, os Parques e Jardins e a Requalificação Urbana. A passagem pela política autárquica ficou marcada pelo polémico projecto de um parque de estacionamento subterrâneo na Volta do Duche, que motivou forte contestação popular em Sintra.

No primeiro mandato do social-democrata Fernando Seara, o vereador socialista manteve-se na oposição até finais de 2003, altura em que voltou ao sector da construção. Em Maio de 2008, Paiva Nunes, já como administrador da EDP Imobiliária, participou na assinatura do protocolo para a construção do Centro de Alto Rendimento de Remo, no Pocinho, com a presença do secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, e do então presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Foz Côa, Rui Vieira, deputado e marido de Edite Estrela.» [Diário de Notícias] ...
ah estrelas e cometas !!


De T. influências, corrupção e nepotismo a 2 de Novembro de 2009 às 09:51
Patos-bravos e senadores

O que explicará o poder de algumas personalidades políticas que toda a gente sabe que durante os períodos eleitorais são fechados à chave para que ninguém se lembre deles? Se os partidos ganham votos seria de esperar que estes “espanta votos” não tivessem qualquer poder, mas não é isso que sucede. Por exemplo, Dias Loureiro escolhia ministros dos governos de Durão Barroso e Santana Lopes e pela mão de Cavaco Silva até chegou a ao Conselho de Estado e só de lá saiu ao empurrão.

As máquinas partidárias dos partidos do poder são fracas, sem capacidade de auto-financiamento e nestes partidos a promoção da competência há muito que cedeu ao compadrio. O resultado está à vista, são os sucateiros, os patos-bravos da construção civil, os produtores de ajudas agrícolas ou os armadores da subsídios estatais que mandam em muitas das bases dos partido, promovem e financiam a carreira dos seus afilhados que com base na força decorrentes desses apoios vão subindo na hierarquia.

Os grandes partidos acabam por ser infiltrados por gente mafiosa cujo apoio ninguém dispensa nos períodos eleitorais. Os dirigentes que conseguem ter controlo sobre esta imensa malha de relações de influência são os “homens do partido”, gente que os líderes partidários não podem sobreviver se quiserem manter-se nos cargos. Sem o seu papel na gestão dos favores nenhum líder partidário sobrevive, a não ser que caia de pára-quedas.

Uma boa parte dos que se inscrevem nos partidos não o fazem para defender valores ou por generosidade cívica, fazem-no porque estão convencidos de que ficam ao abrigo dos problemas que o comum do cidadão tem de enfrentar. Militar num partido pode trazer vantagens desde a obtenção de um emprego à obtenção de favores ficais, ou coisas mais simples como passar à frente em filas de espera para cirurgias ou outros serviços do Estado.

Não há nenhuma instituição portuguesa livre do vírus da corrupção e os partidos são organizações particularmente atractivas para todos os agentes deste mal que mina e apodrece o país. É tempo de os dirigentes partidários assumirem que o combate à corrupção passa pelo saneamento dos partidos, expulsando deles os que lá estão para viverem à custa dos portugueses, mesmo quando sejam seus amigos íntimos.

Jumento


De António a 17 de Novembro de 2009 às 12:09
O texto sobre o perfil de Paiva Nunes saiu no Público e não no DN.


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