5 comentários:
De DD a 9 de Novembro de 2009 às 22:08
O PM foi escutado durante nove meses - disse a Imprensa - o que é grave, é mesmo um atentado à democracia e ao Estado.

As cassetes foram enviadas para o Supremo Tribunal por tratar-se do PM e há procuradores que pretendem elaborar um processo contra o PM.
Isto porque falou com o Varas acerca de dívidas da Prisa e da Ongoing e financiamentos para a compra da TVI e de outras empresas.

A tentativa de compra da TVI por parte da Ongoing seria sempre um caso de corrupção porque esta empresa deve já alguns milhares de milhões de euros à CGD e à banca em geral A Ongoing não tem massa crítica para se endividar mais, como, de resto, não tinha a Sonae quando quis comprar a PT..

Não seria lícito que a CGD, o BCP ou qualquer outro banco venham a financiar a Ongoing para comprar uma estação televisiva, apenas para dar poder a um senhor e à sua esposa. Se fosse uma questão de 50 ou 100 mil euros, não haveria qualquer problema. Mas, parece que é uma questão de uns cinco mil milhões de euros que não poderão ser pagos às instituições financiadoras num curto prazo de tempo e, talvez, nunca venham a ser totalmente pagos.

A meu ver, um PM tem o direito e o dever de saber o que se passa, até porque a informação que poderá ter obtido não se destinou a gerir qualquer carteira de títulos de sua propriedade ou de outra pessoa. Teve apenas um sentido político.

As conversas POLÍTICAS não são da conta da Justiça e os Políticos podem e devem falar com quem quiserem, tal como o cidadão privado também fala com as pessoas com quer falar e eu posso aqui escrever sobre política o que entendo e criticar quem eu entender, incluindo magistrados, políticos, sindicalistas, empresários, etc.

Não podemos cair na Ditadura do pseudo Estado de Direito em que a Política passou a ser crime.

Não pode pois a Justiça imiscuir-se na política pura que engloba informações sobre empresas de relevo, vebas gigantescas que passem de umas mãos para outras, etc. Aos políticos, o conhecimento do mercado nos aspectos mais relevantes não pode ser negado sob pena de virem a ser um dia acusados de negligência se determinados negócios correrem mal.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 10 de Novembro de 2009 às 10:00
O verdadeiro cego é aquele que teima em não querer ver... ou então não é cego e insiste em dizer que não vê, é portanto um mentiroso.


De marcadores a 9 de Novembro de 2009 às 09:58
Existe a meu ver neste post uma falácia.
E alguma confusão entre o essencial e o acessório.
As conversas de um cidadão seja ele ou não um primeiro ou um segundo ministro têm um conteúdo. E é esse conteúdo que é ou não pertinente para uma investigação policial.
É então que importa saber quem as teve. Se foi um cidadão anónimo ou não. Se essas escutas foram feitas por um cidadão público ou privado, com responsabilidades políticas.
A pessoas não são importantes, os cargos ou as funções que desempenham é que são importantes e quando se aceita ser um representante do estado uma das "coisas" que se perde é o anonimato. Os amigos não se perdem mas ganham uma dimensão diferente. E quando se é uma figura de estado não se pode dizer que são dois amigos a falar... pois o estado não tem amigos. Não se é primeiro ou segundo ministro das 8 às 18 horas. É uma das "coisas" que se tem de saber perder quando se assumem estes cargos/funções.
E isso das legalidades das escusas e da sua difusão pública ser pertinente ou não, também tem muito que se diga. Porque o que é legal hoje pode não o ser amanhã ou vice-versa, é conforme a nova revisão do Código Penal quiser.


De Cegos não a 9 de Novembro de 2009 às 12:21
Plenamente de acordo. O esclarecimento não poderia ser mais clarividente. Evidentemente.

O verdadeiro cego é aquele que teima em não querer ver


De DD a 9 de Novembro de 2009 às 22:12
A política não é da conta da Justiça, principalmente em termos informativos.


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