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De António Miguéis a 22 de Novembro de 2009 às 14:12
Vi, na primeira página de um jornal diário do pretérito dia 5 de Novembro, umas fotos de Armando Vara, Manuel Godinho, José Penedos e Paulo Penedos encimadas com o título, "suspeitas de associação criminosa". Ao lado dessas fotos, em parangonas, "PJ escuta Vara a exigir 10 mil euros". Deparei, no passado dia 9 de Novembro, no mesmo jornal, igualmente na primeira página, com outra foto de A. Vara onde se lê, "PJ fotografa Vara a receber saco de Godinho". Tudo isto envergonhará Vara, presumo (ou já não haverá vergonha?). Porque não processa judicialmente o jornal que divulga tais notícias sobre as suas putativas "ligações perigosas"?
Dia 11 de Novembro, li no PÚBLICO que "o Supremo Tribunal de Justiça" entendeu por bem não clarificar as razões que terão conduzido à decisão de invalidar as escutas telefónicas em que Sócrates manteve contacto com Armando Vara. Dia 14 li nas parangonas de um jornal de Lisboa "Atentado contra o Estado de Direito"- "Sócrates suspeito de crime grave." Conclusão do Ministério Público de Aveiro aponta para crime que prevê pena até oito anos de prisão. Em causa, segundo um magistrado, está a manipulação da Comunicação Social". É facto que desde o 25 de Abril nunca houve um primeiro-ministro que estivesse envolvido em tanta polémica e suspeição! Por que é que o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, ordenou a destruição das escutas em que foi ouvido o primeiro-ministro? Como muito bem disse o penalista Costa Andrade, "as escutas podem configurar, no contexto do processo para o qual foram autorizadas, decisivo e insuprível meio de prova". Consegue o primeiro-ministro "conviver" plácidamente com estas suspeitas enquanto nos meios judiciais se acentuam "divergências"? O que pensará de tudo isto o cidadão anónimo, o povão que labuta para ganhar uns míseros euros, enquanto se deteriora, social, moral e economicamente, o país? "A Justiça (e o Estado) é fraca (são) fraca(os) com os fortes, mas, em contrapartida sabe(m) ser forte(s) com os fracos", como diz Constança Cunha e Sá? Que tipo de gente temos no sistema político, judicial e financeiro?


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