5 comentários:
De Jornalistas Bota-Abaixistas a 18 de Maio de 2009 às 14:51

NÓS, BOTA-ABAIXISTAS, somos contra a energia solar!
Nós, os bota-abaixistas somos uns chatos. Vemos maldade em tudo o que toca o Primeiro-Ministro.
Somos nós que fazemos com que Portugal cresça menos do que os outros quando a fase é de crescimento e somos nós que atrasamos a recuperação económica.
Fomos nós, bota-abaixistas quem subiu os impostos, umas vezes às claras outras não.
Nós, bota-abaixistas degradámos os bairros sociais com o nosso bota-abaixismo, pioramos o policiamento de proximidade e criamos clivagens na sociedade.
Nós, deterioramos as instituições.

Fomos nós, bota-abaixistas, os responsável pela nacionalização do BPN e pela não nacionalização do BPP.
Somos nós, bota-abaixistas quem aprovou o Código de Processo Penal que coloca criminosos na rua, corruptos a salvo e permite aos pedófilos prescrições simpáticas e condenações simbólicas.
Fomos nós, os bota-abaixistas quem chegou a imaginar que poderia haver uma Lei do enriquecimento ilícito e que se acabasse com a vergonha dos off-shore.

E somos nós, bota-baixistas quem irresponsavelmente quer atrasar o país, impedindo que aeroportos e TGV’s se façam e fiquem na gaveta, porque achamos irresponsavelmente que Portugal não aguenta mais empréstimos enquanto não assegurar crescimento económico.
Nós, os bota-abaixistas, somos até capazes de ver maldade no Governo só por ter obrigado crianças a mentir sobre um computador que não têm, apenas porque o Primeiro-Ministro confundiu as suas funções de Estado com as de líder do PS.
Somos os mesmos bota-abaixistas que chegaram a duvidar que fosse possível fazer uma licenciatura por fax e que um professor pudesse dar todas as cadeiras que faltavam ao quase engenheiro José Sócrates.

Nós, bota-abaixistas somos até capazes de interrogar porque razão o Governo português não acautelou 150 milhões de euros quando “salvou” repetidamente a Qimonda da falência que nós, com o nosso bota-abaixismo, fizemos falir um mês depois.

E somos nós, bota-abaixistas quem constantemente inventa histórias sobre o Freeport.
Fomos nós, bota-abaixistas, quem se abotoou com quatro milhões do “outlet” e mais uns tantos na Cova da Beira e depois denunciou o negócio aos ingleses.
Nós, os bota-abaixistas, achamos que temos direito a ler documentos públicos, como escrituras… públicas.
Que bota-abaixismo este de nos interrogarmos porque razão o Primeiro-Ministro consegue comprar casas mais baratas. E que lamentável bota-abaixismo nos faz estranhar que desapareçam papéis dos notários. Que lástima somos nós, bota-abaixistas. Que atraso de vida significamos para o País.
Nós, bota-abaixistas, que não conseguimos sequer entender porque precisamos de três auto-estradas entre Lisboa e Porto, mas defendemos que os hospitais do interior permaneçam abertos.
Somos os mesmos bota-abaixistas que queríamos, imagine-se, que em Portugal houvesse maternidades em todo o lado, para não termos que ver os nossos filhos nascerem espanhóis.
Ao que chegámos quando ainda há bem pouco tempo duvidámos da empresa que o Primeiro-Ministro e o Ministro da Economia escolheram para nos vender painéis solares com comparticipação do Estado. Que tristeza, termos duvidado até da certificação dos ditos painéis.

Se não houvesse política do bota-abaixismo, Portugal seria um país muito mais livre, evoluído e simpático.
As obras e os negócios seriam feitos sem grandes questões e, sobretudo, sem jornalistas bota-abaixistas a perguntarem coisas que ofendem o Primeiro-Ministro.
Sem bloggers bota-abaixistas a levantarem questões éticas.
Seria um país mais produtivo, porque os lambe-botas do regime não precisariam de policiar o twitter, os directores gerais de policiar os seus serviços e mesmo os senhores do Eurojust não precisariam de almoçar com magistrados em Portugal.
Que bota-abaixismo este. De facto, José Sócrates tem razão, não é com a política do bota-abaixismo que se cria riqueza.
O que cria riqueza é a maioria absoluta.

Fonte: Blog A outra Varinha Mágica


De DD a 19 de Maio de 2009 às 00:39
Este gajo é parvo de todo, nem merce resposta de estúpido que é.


De Anónimo a 16 de Maio de 2009 às 21:05
Este "DD" apesar da respeitável idade e do facto, reconhecível, de ter sido um dos fundadores do PS, parece que deixou de se enxergar. entrou num processo, algo incompensável, de excessos de linguagem.

Desde chamar, a camaradas seus, de fascistas até a opositores políticos de pides a tudo nos tem habituado .

já não admira que o PS se tenha tornado no regabofe em que se tornou, a avaliar pelo comportamento de alguns dos seus fundadores, o partido corre o risco de se ter tornado senil, ou, no mínimo, entregue a jotas sem rumo ou linha orientadora.

É a vida como diria o outro, ...


De DD a 16 de Maio de 2009 às 21:44
Pelo menos, não sou Anónimo e acho que os blogs devem ter polémica viva e não se limitarem ao politicamente correcto.
É que de acusação em acusação, de falso indício em indício, de tiradas da Manuela Moura Guedes e outras vai erguendo-se uma teia de falsas ideias, calúnias, mentiras contra José Sócrates que merecem, naturalmente, uma oposição destemida que saiba utilizar os adjectivos convenientes.
De resto, essa do pide Numo de Melo não a inventei. Foi um vizinho que me disse há tempos que achava as inquirições respeitantes ao BPN verdadeiramente pidescas ou estalinistas porque se subordinavam a um preconceito de acusação contra Vitor Constância.
Os muitos bolcheviques que foram assassinados nos processos de Moscovo de 1936 foram acusados por actores menores do Partido que confessavam os seus "crimes" e acusavam aqueles que Estaline queria incriminar sob a promessa nunca cumprida de se livrarem do castigo.
Esse meu vizinho nem é do PS e parece que nem votou alguma vez no PS e não é militante de qualquer partido.
O que está em causa no processo Freeport é uma tentativa de fraude eleitoral nas próximas eleições. Assassinato de carácter de Sócrates tem o efeito de fraude ou burla eleitoral ou, mesmo, golpe de Estado.
Nos tempos da República, sempre que o Partido Republicano (Democrático) ganhava eleições, saía o Caçadores 5, Metralhadoras 1 ou o Regimento de Infantaria 16. Conseguiam assim abater o governo do partido mais votado para conseguirem governos de fraca duração. Hoje, a tropa não pode sair porque a Europa e a Nato não toleram golpes militares.
Assim, são os magistrados que fazem o papel da tropa nos tempos da República.
Na Itália, inventaram uma tremenda calúnica acerca da ligação de Andreoti, o velho líder da Democracia Cristã, à Máfia. Depois de destruirem a democracia, os magistrados chegaram há pouco tempo à conclusão que, afinal, Andreoti nada tinha a ver com a Máfia e que não existe nem existiu na Itália uma grande organização denominada Máfia. O que existiu e existe é crime organizado de muitos grupos como as Camorras, as Máfias sicilianas, etc. que dominam aqui e acolá o tráfego de droga e a "protecção" chantagista dos empresários, etc. e que desaparecem por acção da polícia ou de outros grupos que os combatem, sendo subsituídos por outros. Nenhum desses grupos atingiu alguma vez a grandeza suficiente para prestar qualquer serviço a um governo central.
Nos processos "mãos limpas" na Itália, os magistrados conseguiram substituir os partidos democráticos por agrupamentos fascistas em torno de Berlusconi que fez leis para anular os crimes que tinha praticado, deixando os magistrados sem poder de intervenção nas pessoas dos políticos..


De Outro anónimo a 18 de Maio de 2009 às 15:28
Este 'Anónimo' tem razão...
embora DD pareça ser o único com este tipo de linguagem no «Luminária» (blog plural e tolerante até com intolerância ?! ) ...


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