1 comentário:
De DD a 23 de Novembro de 2009 às 20:39
É bom que Fernando Nobre fale assim aos economistas, geralmente insensíveis aos rendimentos de toda a gente menos aos seus próprios, mas perde um pouco a sua credibilidade por exagerar.
Os dados respeitantes a números de habitações, viaturas automóveis com seguro pago, telemóveis e as despesas gerais dos portugueses em bens alimentares e de vestir, etc. mostram que a pobreza não pode ser da ordem dos 40%. Contudo, a questão tem também a ver com o rendimento das pessoas. Um casal com 1.100 euros mensais é pobre. De acordo com a regra mundial da pobreza, será pobre em Portugal quem recebe menos de 60% do PNB ou rendimento nacional bruto per capita, ou seja, menos de 9 mil euros anuais que a dividir por 14 dará 642 euros e por 12 dá 750 euros. Portanto, um casal com 1.500 euros por mês nos 12 meses do ano é pobre A ONU considera o rendimento anual dividido por 12.. Nesse aspecto, talvez sejam mais que 40% os pobres. Mas, Fernando Nobre sabe que em todos os paíse em que ele tem andado, 1.500 euros mensais é ser-se muito rico mesmo.

Admite-se como possível que cerca de 20% do Pib não é contabilizado em parte alguma. Todos nós conhecemos pessoas que trabalham para privados sem factura, recibo, etc. Começam por ser empregadas domésticas que não descontam nem obrigam os patrões a pagar para irmos para o pequeno mecânico ou bate-chapa que também não emite facturas, o pedreiro, pintor, canalizador, etc. até chegarmos ao advogado que também não passa factura por serviços prestados a particulares.

Quem não ouviu dizer-lhe: se quer factura são mais 20%



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