Poder político ofusca combate à corrupção

 

Já por diversas ocasiões, aqui no Luminária, se fez eco de situações pouco claras e nada transparentes de comportamento de políticos que, no mínimo, deixam dúvidas de que estejam, efectivamente, interessados em combater as situações de corrupção, com a exemplar sanção dos respectivos corruptos.

A ambiguidade ou mesmo a oposição frontal às medidas que, a seu tempo, o Engenheiro João Cravinho, de que aqui, também, se fez alusão, são disso facto exemplar.

O actual governo, socialista, sem maioria absoluta, parece tremer que nem “Varas” verdes perante as mais ligeiras afrontas das oposições.

Os indícios (só e apenas indícios, nada mais, por enquanto) de corrupção são tantos que nem vale (Azevedo incluído) a pena enumerar. Já, quase, se perdeu a conta.

A oposição, ainda que de diferentes culturas e ideologias, parece ter em comum uma e única finalidade a “vingança” em relação à maioria absoluta que já lá vai mas faz agora moça no governo e respectivo líder, como que a pretenderem dizer que agora quem governa è a Assembleia da Republica.

Puro engano, desde que o governo, efectivamente eleito, assuma o que lhe compete, tomar a iniciativa e ser rigoroso nas medidas dando sinais desse rigor de dentro para fora incluindo ao nível das empresas do Sector Empresarial do Estado.

Os agentes e respectivas estruturas judiciárias parecem já estar, também, contagiados pelo mesmo vírus de vingança e corporativismo bolorento e corrosivo não indo além de fazer circular de juízo em juízo, de vara em vara os processos de corrupção assim como os de outra natureza.

É caso para se perguntar, aos agentes políticos e tribunais, se ainda não são suficientes os exemplos de eficácia investigatória e punitiva que vêm do exterior?

O caso que esta semana veio ao conhecimento publico do que se passou e vai emergindo do outro lado do Atlântico da autarca de Baltimore, Sheila Dixon (420,00€ deram azo a prisão) cujo tribunal, dando deste modo sinais de que quem combate a grande também é capaz de combater a pequena corrupção, condenou exemplarmente a política em questão.

 Por cá a “nossa justiça” fica-se por prender os marginais de pequena monta e mesmo esses já se sentem impunes. Por isso a corrupção e tráfico de influencias, na sociedade portuguesa constitui, hodiernamente, uma pandemia bastante mais perniciosa que a própria gripe A.

Este é um exemplo que, sendo por cá aplicado, permitiria que a crise não fosse tão profunda, o déficit público e privado seria bastante menor e a corrupção seria inversamente proporcional à ética na conduta dos negócios e nas relações profissionais.

Será assim quando todos quisermos que assim venha a ser.



Publicado por Zé Pessoa às 00:05 de 14.12.09 | link do post | comentar |

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