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De DD a 16 de Dezembro de 2009 às 12:00
O que está em causa por parte de certos agentes da "justiça" é deixar suspeitas no ar, ou antes, na comunicação social e isso basta como arma de arremesso político.

É agora o caso do Varas. É ainda o caso Freeport de que não se sabe nada de concreto ao fim de cinco anos de investigação.

No caso da menina Maddie, a justiça portuguesa abandonou prontamente o processo. Não encontrou cadáver e pronto, mas houve a realidade do desaparecimento da menina e não se quis apurar seja o que for.

No caso Freeport não há cadáver, há apenas uma carta anónima sem provas de nenhum carácter e com a informação de que na origem (Freeport, agora Carlisle) não há provas ou dados sobre quaisquer pagamentos de luvas a Portugal. Claro, como tudo, isso pode não ser verdade, mas é infantil da parte dos procuradores ter a ideia de que a direcção americana da Carlisle/Freeport esteja interessada em intervir na política portuguesa e considere o Sr.Palma ou outro procurador como pessoa mais importante que um PM.
Mas, sendo verdade ou não, os procuradores e investigadores têm de analisar provas, tal como o fizeram com o caso da menina Maddie. Nada têm contra José Sócrates, mas não querem por razões políticas, pôr um ponto final no processo.

Hoje, qualquer um pode escrever uma carta anónima contra aguém na política e desencandeia-se um processo como aconteceu recentemente contra um presidente de Câmara que nem sei de que partido é.

Eu posso admitir que o Cavaco Silva recebeu luvas dos construtiores da Ponte Vasco da Gama, pela simples razão de que a construção foi entregue a uma empresa que nada tinha a ver com obras, a empresa "Trafalgar House", pertença do marido da Sra. Tatcher que se limititava a traficar influências obtidas pela Sra Tatcher, enquanto chefe do governo britânico. Era um pequeníssimo escritório de comissões.

A Trafalgar House nunca construiu nada, não tinha engenheiros nem arquitectos ao seu serviço. Ganhou o concurso de maneira muito esquisita e entregou a obra a uma empresa francesa que utilizou os serviços de outras empresas suecas, holandesas, etc.

O curioso é que a "Trafalgar House" cessou as suas actividades ainda antes de terminada a obra e, precisamente, na altura em que os tablóides britânicos acusavam a "Trafalgar House" de estar na origem de casos de corrupção (luvas) com a venda de material de guerra britânico a vários países. Na altura, acusaram o filho da Sra Tatcher que trabalhava na TH de ser o culpado. Não, o rapaz foi apenas o bode espiatório e só gostava de andar em ralies.


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