6 comentários:
De Zé das Esquinas o Lisboeta a 17 de Dezembro de 2009 às 16:38
Já reflectiram sobre as palavras de hoje de Francisco Assis a propósito do sujeito Lopes da Mota? Sai dignificado?
Quem? Corrupção? O que é isso? Felgueiras? Onde fica?
Espero que o grupo parlamentar do PS dignifique o 'melro' mandando-o para casa.


De Zé Pessoa a 16 de Dezembro de 2009 às 20:42
É facto que sendo necessário legislar isso só por si é curto, é mesmo muito ineficaz se associado à legislação não funcionarem com eficácia os tribunais de modo a punir exemplarmente e quem quer que seja que tenha práticas de corrupção.

Contudo, o governo não precisa de esperar por novas leis se quiser demonstrar vontade de desmotivar e combater actos de corrupção começando por determinar que todos os serviços públicos , Entidades Publicas Empresariais , autarquias e respectivas empresas associados e participadas, divulguem todos os processos de concursos públicos , contratos de prestações de serviços e de aquisições de bens nas respectivas paginas da internet por forma a que todo e qualquer cidadão possa saber como, quando, que empresas e quanto é gasto.

Aliàs, os princípios da livre concorrência , da transparência no gasto dos dinheiros públicos e da divulgação, constitucional e legalmente estatuídos a isso obrigam. Só que em Portugal a verborreia legisladora é directamente proporcional ao desrespeito dessas leis a começar pelos próprios agentes legisladores, os membros da Assembleia da Republica. Os digníssimos deputados que aparecem aos olhos do cidadão comum cada vez com menos dignidade e por culpas próprias , a maior partes das vezes.


De Palhaços !! a 16 de Dezembro de 2009 às 14:54
O palhaço
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político.
Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar.
A escolha é simples. Ou nós, ou o palhaço.
- Mário Crespo, em http://JN.sapo.pt/Opinião/


De Até quando tão pesada canga ?! a 16 de Dezembro de 2009 às 15:10
ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos

Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.

Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores.
Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregador, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.

Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim.
Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.

Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo:
«Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».

E eu respondo:
«Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».

E você volta a questionar-me:
«Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos?
Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».

Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». ( !!! )
E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».

Ou seja:
sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor:
o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos,
criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, ( !!! )
como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos.
Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes. ( !!! )

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis.
Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público.
Mas, voltemos à nossa história.

O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.

Aqui, uma pergunta se impõe:
Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE?
A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.

E pergunta você, que não é burro:
«Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?».
Parece que não.

A coisa funciona assim:
após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.

Ou seja, a ERSE não serve para nada.
Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores.
Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE?

Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo?
Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 16 de Dezembro de 2009 às 16:56
Manifestar a nossa indignação? Como? Escrevendo a nossa revolta em blogues?
Do que vale?
Só serve para compartilhar as nossas amarguras. De resto não serve para nada.
Não somos um país sério e nem sequer nos preocupamos a querer parecer sério.
Temos a fama e o proveito - o 'bom' só para alguns (sempre os mesmos) e a escumalha (nós) a pagar.
Estrebucha, mas não resolves nada.
Indigna-te e ainda tens um AVC ...


De DD a 16 de Dezembro de 2009 às 18:38
Olha que vai aparecer outra ER..... Entidade Reguladora ou Controladora do Enriquecimento Ilícito - EREI ou ECEI - com administradores que vão enriquecer licitamente.

Essa do enriquecimento ilícito é quase uma anedota, pois na maior parte dos casos, o enriquecimento é lícito através de postos de adminstrador, distribuição de bónus estatutários, etc.

E quem faça a coisa pela calada, pode depositar num banco uma verba elevada e pedir um empréstimo para fazer um dado investimento e tirar daí lucros ditos lícitos.

Também pode recorrer a offshores e ouyras coisas do género. O dinheiro não tem cheiro.


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