Assim vai este Portugal

Câmara prometeu pagar projecto de Troufa que Soares doou à igreja.

Na história da igreja do Restelo ainda há muito por esclarecer mas duas coisas são certas: autarquia fez promessas contraditórias que não cumpriu.

João Soares, ex-presidente da Câmara de Lisboa, prometeu em 1997, através de um protocolo, ceder à paróquia de São Francisco Xavier o projecto da polémica igreja do Restelo, que o seu amigo Troufa Real disponibilizara "graciosamente" à autarquia. Quatro anos depois, a duas semanas das eleições ganhas por Pedro Santana Lopes, a câmara aprovou um subsídio de cerca de 234 mil euros para a paróquia pagar os projectos, incluindo os "graciosos" de Troufa Real.

Ainda muito está por perceber na história da igreja em forma de caravela, com uma torre de 100 metros de altura, cujo projecto a Assembleia Municipal de Lisboa pediu há duas semanas que fosse revisto, o mesmo defendendo dias depois o bispo auxiliar de Lisboa D. Carlos Azevedo. Falta saber como é que o projecto foi parar às mãos de Troufa Real, qual a validade dos compromissos assumidos pela câmara e o que já pagou à paróquia. O padre diz que só recebeu 25 mil euros. A câmara diz que não sabe se pagou alguma coisa.

O pároco António Colimão disse há semanas que a autarquia lhe prometeu 234 mil euros, por escrito, para pagar os projectos de Troufa, e que só recebera 25 mil. Ao Expresso afirmou o mesmo, esclarecendo que foi por indicação de Soares que Troufa o contactou. João Soares, contudo, assegurou que não foi ele a impor o arquitecto. "Quem me apresentou o padre foi o próprio Troufa", adiantou, frisando não se recordar de ter sido atribuído qualquer subsídio à paróquia para pagar projectos.

O actual vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, por seu lado, garantiu que desconhecia a existência de qualquer protocolo em que a autarquia prometesse apoiar a obra.

[Público]


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Publicado por Izanagi às 10:35 de 21.12.09 | link do post | comentar |

1 comentário:
De ASSALTADO a 4 de Janeiro de 2010 às 19:42
Mais uma vez, enquanto cidadão fui assaltado pelo administração local. Será que em 1997, um contrato de 45000 contos não estava sujeito a concurso público? E essa obrigação legal é facilmente ultrapassada e sem consequências para quem violou a lei - presidente da Câmara de Lisboa, ao momento, Dr. João Soares - prejudicando não só toda uma classe profissional - arquitectos - que podia concorrer, como também os residentes contribuintes, que sistematicamente assistem imptentes ao aumento das taxa para fazer face as despesas ilegais? Em Portugal, infelizmente é.
Quando é que neste país se faz uma revolução que tenha como único objectivo por o sistema judicial a funcionar, por forma que todos estes roubos sejam devidamente penalizados?
E não há sanções para Troufa Real, que violou um contrato , onde se propôs, sem coacção a trabalhar gratuitamente para esse projecto? Não pode a CML exigir uma indemnizaçaõ por perdas e danos?
Será que a Sicília é uam brincadeira comparada com Portugal?
È isto o socialismo em Portugal?


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