6 comentários:
De Izanagi a 22 de Dezembro de 2009 às 00:24
“O homem não sabe que Marrocos exporta cenouras, cebolas, feijão, etc. a preços que impedem os agricultores portugueses de produzirem e venderem.”
Porque será que os nossos vizinhos agricultores espanhóis não ficam impedidos E não só investiram em Espanha como compraram grandes propriedades em Portugal, para trabalharem a terra, quer na produção de produtos frescos, quer na exploração da olivicultura e outras explorações arbóreas e curiosamente receberam menos subsídios que os agricultores portugueses?
Seria também interessante que DD explicasse quem, no quadro que apresenta, vai comprar os tais produtos cuja produção foi deslocalizada para países onde a classe trabalhadora (entre 80 a 90% da população) não tem poder de compra e com a falência da classe média europeia, americana e asiática (Coreia, Taiwan, Japão, Austrália) o que vai acontecer a esses produtos e a esses capitalistas?
Ficamos a aguardar a resposta que concerteza terá.


De DD a 23 de Dezembro de 2009 às 20:31
A realidade é que a produção tende a tornar-se extremamente barata, enquanto os serviços de marketing, distribuição e venda ultrapassam largamente o valor da produção e originam uma classe média que se paga a si mesmo.

A informação que possuo dos baixos preços dos produtos agrícolas oriundos de Marrocos vem precisamente dos agricultores espanhóis, nomeadamente das zonas das estufas de El Egido que têm protestado vivamente contra a entrada dos produtos marroquinos na Península Ibérica. No MARN são vistos cada vez mais produtos marroquinos.

A Espanha está com uma taxa de desemprego da ordem dos 19,5% da população activa.

Ninguém pense que aquilo que parecia estar menos mal há dois ou três anos atrás continua na mesma. Está tudo muito pior que então.


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