De STE a 18 de Janeiro de 2010 às 15:01
NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA:
GOVERNO DIZ NÃO A AUMENTOS E…
“ALGUMA” OPOSIÇÃO APOIA !

1. Em primeiro lugar a “forma”:
- O Governo recebe os Sindicatos e diz-lhes que, quanto às negociações salariais, ainda está a recolher elementos.
- O mesmo Governo, no mesmo dia, diz à comunicação social que na Administração Pública não poderá haver aumentos reais.
É assim que para o Governo funciona a democracia e o diálogo social.

2. Aumentos sim ou aumentos não?
2.1. Nos últimos 10 anos os trabalhadores da Administração Pública, que viram congelados os salários em 2003/2004, perderam 7 pp em termos reais;

2.2. O aumento de 2,9% em 2009 teve um peso quase nulo no aumento da despesa do Estado: 0,2%;

2.3. O peso dos salários na despesa diminuiu para 17,5% até Novembro de 2009 (19,2% em 2006);

2.4. O peso da despesa com salários no PIB tem vindo a ser reduzido: 4,7% em Novembro de 2009 (5,3% em 2006)

2.5. Já a despesa com aquisição de serviços atingiu 784 milhões de euros em Novembro de 2009 (+ 3,9%).

3. A contenção salarial – um remake de 2003 e 2004 – não resolve o problema da situação das finanças públicas.
E, muito menos, o problema da situação económica.
Nada se diz quanto:
- Ao défice de grande número de empresas públicas;
- À má gestão de muitas delas e o seu endividamento crescente;
- As parcerias público-privadas que constituem um autêntico desastre financeiro e de serviço público;
- Ao recurso crescente ao outsourcing para contratação encapotada de pessoal.

4. E os trabalhadores da Administração Pública não podem deixar de se surpreender:
• Com o facto de serem repetidamente “eleitos” para o sacrifício;
• Com um panorama político-partidário em que “alguma oposição” se alia ao Governo na falta de ideias para um futuro melhor e no apoio à dita medida de penalização do “do costume”.

Os trabalhadores da Administração Pública não podem nem devem esquecer.
Lisboa, 2010-01-15,
Direcção do STE - Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado


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