Eleições e líderes
 
Entrevista ao SOL, 15.1.2010, por Helena Pereira
'Costa tem vantagem sobre Seguro', diz Joaquim Raposo
Vai recandidatar-se à FAUL?
Era minha intenção não me recandidatar, porque achava que, depois das eleições legislativas e autárquicas, haveria todas as condições para que a transição fosse feita de forma pacífica. Os acontecimentos políticos revelam que não há tanta acalmia como isso e que poderia haver um conjunto de candidaturas que fragilizariam a coesão da própria FAUL. Por isso, a bem dessa coesão e numa altura em que se adivinham alguns combates, vou continuar.

Está a falar da possibilidade de eleições antecipadas.
A hipótese está em cima da mesa. A interrogação é se serão antes ou depois das eleições presidenciais. Primeiro, é preciso ver se o PS consegue aprovar o OE. Neste momento tudo pode acontecer. Há a possibilidade desta legislatura chegar ao fim, a de não passar deste Verão ou a de não passar do próximo Verão.

Como vê Sócrates a governar sem maioria absoluta? Muita gente dizia que ele não seria capaz...
É completamente diferente governar com maioria absoluta  e sem maioria absoluta. Quando se tem uma maioria relativa é preciso haver tentativas de conciliação.

Acha que o diálogo é uma das principais virtudes de José Sócrates?
Toda a gente conhece o seu estilo. É determinado, quando mete uma coisa na cabeça vai em frente, tem convicções, muitas vezes acredita que aquilo que está a fazer é o melhor do ponto vista dele e bate-se por esses princípios. Quando está convencido de que a proposta dele é a melhor, dificilmente cede. Foi o que aconteceu com a Educação. Mas não teve culpa da situação internacional. Tenho admiração por ele, porque acho que é preciso ter um grande poder de encaixe para resistir a tudo isto, ter coragem e um estômago enorme, não é fácil.


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Publicado por Xa2 às 00:10 de 16.01.10 | link do post | comentar |

3 comentários:
De Velho da floresta a 18 de Janeiro de 2010 às 11:09


1º- Sócrates não tem a menor intenção de abandonar funções, pois caso o faça terá que fugir do país, assim que os verdadeiros resultados da sua governação sejam conhecidos.

2º- Costa não pensa sinceramente em suceder a Sócrates, pois tem conhecimento da verdadeira situação do país, pelo que quando muito, pensa em liderar o regresso do PS ao poder após a derrota de Sócrates e o intervalo nas rédeas do poder a que isso obrigará o PS.

3º- O possível sucessor de Sócrates à cabeça do poder rosa, será mais provavelmente António José Seguro.

4º- O partido que ganhará as eleições após a derrota do PS, não tem que necessariamente ser o PSD, aliás as probabilidades de ser o CDS aumentam de dia para dia.

5º- Red Bull Air Race regressada a Lisboa pelos auspícios do Costa, é um fait divers razoavelmente inconsequente e cujos verdadeiros contornos negociais ainda não conhecemos. Outros assuntos bem mais onerosos e importantes para o bem estar e desenvolvimento da capital e dos seus habitantes, merecem menos atenção, do que mais esta etapa na rivalidade provinciana e bacoca do Porto para com Lisboa.


De raposices a 18 de Janeiro de 2010 às 10:57
que grande treta esta de ter intenção de não se recandidatar... mas que ''para bem dessa coesão e e numa altura em que se adivinham alguns combates, vou continuar.''

será que os ratos se preparam para saltar do barco?
ou estão a preparar a sua posição junto de novo capitão ?

ou estão só a querer queimar outras possibilidades ... de quem lhes poderia prejudicar/derrubar a sua ''baronia''...?

será que o jogo de forças internas (na distrital e na concelhia de Lisboa) dita o afastamento do M.Coelho e seus delfins/apoiantes face a uma força maior apoiada pelo SG e seu assessor/'espião'?


De Câmara Municipal de Lisboa a 17 de Janeiro de 2010 às 01:01

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As Câmaras de Gaia e do Porto nunca pagaram mais de 400 mil euros cada uma aos organizadores da prova


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