De Jsé Duarte a 20 de Dezembro de 2014 às 06:35
Excelente trabalho,mas as declarações feitas pelo Abel Olimpio,que constam do livro de D.Berta da Maia,não batem certas com as que li neste artigo.E tenho aqui á mão a 2ªedição aumentada do livro,datada de 1929.
De Ensinamentos a 2 de Fevereiro de 2010 às 09:27
O que se passa neste blog, LUMINÁRIA, como em alguns outros é bem ilustrativo do que deveria ser a democracia participada.
Este post , os comentários e outros postes aqui publicados, consagrantes da liberdade de escrever, deveriam constituir ensinamento a muitos responsáveis políticos , que mais não se têm preocupado além de "negócios " de ocupação de lugares que, afinal não conseguem ocupar , prejudicando com isso a democracia e a vida partidária.
Os que se demitem acabam, sem o assumir, por ser coniventes com tais situações.
De
DD a 1 de Fevereiro de 2010 às 20:23
De
DD a 1 de Fevereiro de 2010 às 20:14
Para não tornar o artigo ainda mais longo faltou descrever o que aconteceu aos intervenientes. Foi formado um Tribunal Militar de Santa Clara que antes se chamou Tribunal Misto Territorial e de Marinha. Presidia o tribunal o general José Alves Camacho, tendo como auditor o Dr. José Ribeiro Castanho e como promotor de justiça o general António Óscar Fragoso Carmona. Os principais oficiais, incluindo o coronel Coelho foram presos com acusações iam entre serem mandantes dos crimes ou testemunhas que nada fizeram para os evitar. Logo na primeira sessão foi declarado inocente o tenente-coronel Marreiros, antigo director da Polícia de Segurança do Estado, apesar de se saber que esta polícia sabia do que se estava a passar e nada fez para evitar. Cunha Leal acusou e foi provado que o major Almeida Arez esteve frente à camioneta quando para lá levaram António Granjo, de mãos nas algibeiras nada disse e nada fez, mas foi absolvido. O comandante do Arsenal capitão-de-fragata Luís Ramos também foi absolvido, apesar de nada ter comandado e nada ter feito para evitar os hediondos crimes que tanto envergonharam a Pátria quando relatados na imprensa estrangeira.
O tribunal constituído em Fevereiro de 1923, absolveu todos os oficiais em Junho do mesmo ano e condenou apenas a arraia miúda, ou seja: O Abel Olímpio (Dente de Ouro), o Heitor Gilman e o José Carlos a 10 anos de prisão, o Matias Carvalho, Palmela Arrebenta, José Maria Félix e Acácia Ferreira a 8 anos de prisão. O Benjamim Pereira a 1 ano de prisão, dada como expiada. Muitos dos outros marinheiros e soldados da GNR como Manuel Aprígio , Baltasar Freitas, Manuel Costa Coutinho, Cipriano Santo, Manuel Combro, António Fonseca, João Domingos dos Santos e José Batista foram absolvidos e vieram para fora gabar-se de ter dado tiros naqueles malandros republicanos.
Berta da Maia passou anos a visitar o Dente de Ouro na prisão em Coimbra para sacar dele a verdade sobre quem mandou matar o marido e os outros republicanos liberais e escreveu um livro que Salazar chegou a mandar apreender.
O Dente de Ouro confessou, por fim, que foi o padre Lima que deu dinheiro, mais de 100 contos, ao conjunto de marinheiros e soldados para fazerem o trabalho e isto na redacção do jornal católico A Voz e também confessou que foi o tenente Mergulhão que lhe arranjou a camioneta com o depósito cheio e uma lata com mais gasolina de reserva. Claro, o tenente Mergulhão foi dos primeiros a ser absolvido, o promotor Carmona nem lhe perguntou de onde veio a camioneta.
Enfim, temos muito que aprender com a República para evitar cenas destas e não tenho dúvidas que se Portugal não estivesse na União Europeia e na Nato, os militares não mandavam as esposas passear frente à casa do primeiro-ministro , nem os polícias iam lá largar os bonés. Há muito que Sócrates estaria crivado de balas de G3 ou das novas Kalashnikovs Galil israelitas que equipam alguma unidade do nosso exército e, provavelmente, teríamos assistido a cenas de combates violentas entre militares democráticos e antidemocráticos e nestes, entre comunistas e fascistas.
Todas as informações dadas no post vêm dos livros do nosso camara José Brandão, ex-sindicalista e ex-membro da comissão nacional e grande historiador da República e do Liberalismo, intitulados "A Noite Sangrenta" e "Carbonária - O Exército Secreto da República".
Também colhi informações no livro J. Freire Antunes "A Desgraça da República na Ponta das Baionetas" com alguns erros, tal como no livro de Douglas Wheeler "História Política de Portugal, 1910-1926" e na "História da I. República Portuguesa de Oliveira Marques.
O nosso camarada César de Oliveira também escrevu umas coisas na sua obra "A Preparação do 28 de Maio".
De Zé das Esquinas o Lisboeta a 1 de Fevereiro de 2010 às 17:54
Todas as verdades podem e devem ser ditas.
E as mentiras também.
Nada nem ningém é perfeito, logo todu e todos têm coisas que podem não ser muito lisonjeiras.
Mas tudo tem de ser visto à época.
E ainda, é preferível uma má solução/atitude, do que nenhuma.
E só os inoportunos e descontentes criam a mudança.
Muito bem DD.
De Pontos de Vista a 1 de Fevereiro de 2010 às 17:14
Este DD ainda corre o risco de ser excomungado do partido que, segundo parece, ajudou a fundar . É que há certas verdades a não dever ser ditas...
De bom apontamento a 1 de Fevereiro de 2010 às 12:47
Excelente apontamento histórico , pena é ser tão longo
A républica é um regime ziguezaguiante cheio de contradições
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