Nem mais um tostão

"O Governo não coloca nem mais um tostão no BPP…"

Estas palavras foram ditas pelo ministro Teixeira dos Santos ontem a alguns clientes do banco.
E disse muito bem. Aguardemos para ver.

E era preciso ainda explicar muito bem aos portugueses quanto dinheiro de todos nós já lá foi colocado e porquê.
E como tenciona o estado português ser ressarcido dessas importâncias e quando.
Porque ao contrário do BPN, em que a intervenção do estado tem uma justificação política, no BPP muitos portugueses não entendem porque são os contribuintes, através de verba inscrita no Orçamento do Estado deste ano, que vão pagar parte do dinheiro aplicado pelos clientes do ‘tal’ retorno absoluto do BPP.

Casos de polícia são com os tribunais a não ser que a partir de agora quando uma pessoa ou alguma empresa fica a dever dinheiro a alguém, seja pelo Orçamento de Estado que nos seja pago o calote. Acredito que até seja legal uma irregularidade de um banco privado ser paga por todos nós, mas isso não me impede de continuar a achar o facto imoral.


Publicado por [FV] às 10:30 de 03.02.10 | link do post | comentar |

2 comentários:
De citador a 4 de Fevereiro de 2010 às 14:06
"Sei que pareço um ladrão.
Mas há muitos que eu conheço,
Que sem parecerem o que são,
São aquilo que eu pareço."
(António Aleixo)

PS- Seria curioso e deveras engraçado saber quem são os verdadeiros acionistas do BPP.


De trabalhar e pagar impostos ... não dá RR a 3 de Fevereiro de 2010 às 11:09
Falemos de coisas importantes

Deixemos de lado os fait-divers para vender livros, aumentar share em canais de notícias e promover os ajustes de contas velhas.

Deixemos de lado, até porque há mais vida para além do orçamento, o dito cujo.

Deixemos de lado as festividades comemorativas do centésimo dia da implantação do diálogo e da convergência das rectas paralelas.

Deixemos de lado esse pormenor urgente de construir um comboio foguete interplanetário que tem de mudar de eixos quando chega aos Pirenéus.

Deixemos de lado todas essas manigâncias como são, por exemplo, os exercícios para cálculo da taxa de desemprego e as projecções que advém da possível devolução dos desempregados portugueses que estão no estrangeiro e que são adicionados às estatísticas desses países e subtraídos às nossas.

Deixemos de lado todas essas minudências, essas idiossincrasias, como diria o Paulo Ferreira, e concentremo-nos nas razões que me levam a não poder comprar o Rolls Royce que tem lugar marcado na minha garagem e nunca mais lá entra.
Isso sim é motivo sério, sério porque não me reformei aos 50 anos, tenho emprego, trabalho e pago impostos,
pago-os para todos e todos me exigem que pague mais, que trabalhe mais, que ganhe menos (agora chamam-lhe congelamento) e não consigo amealhar para o tal bólide que nunca irei ter porque...
pago impostos, trabalho, tenho emprego e não me reformei aos 50 anos.
LNT
[0.057/2010]


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