4 comentários:
De E quando se podem exterminar? a 5 de Fevereiro de 2010 às 10:01
Nojo. Vómitos. Raiva.
Que m*rda de Homens tem este país que tudo isto aceita.
E ainda têm o desplante de falar na comemoração do centenário da república, corja de ladrões.


De Zé Pessoa a 5 de Fevereiro de 2010 às 15:33
Puro engano, caro Castro Caldas

Não é a febre que lhes passa mas sim quando deixar de haver "pano" para retalhar, quando já não haja mais quem garanta nem quem arrisque emprestar os cobres necessários a tais ppp .

O povo deixou de ter o cutelo dos reis absolutistas sobre o pescoço e passou a ter o dos especuladores financeiros e dos governantes sem escrupulos.


De DD a 5 de Fevereiro de 2010 às 18:28
Há quatro maneiras de pagar os investimentos públicos:
1) Sacando ao contribuinte à cabeça para o deixar de mãos a abanar. Contribuinte que não tem dinheiro para comprar a casa e faz uma parceria com a banca para pagar durante 240, 300, 360 ou 400 meses.
2) Emitir títulos do tesouro que provocam défice e têm de ser pagos com juros ao fim de um certo número de anos.
3) Não fazer nada, o que significa que a falta de estradas, hospitais, escolas, pontes, etc. são uma dívida e foram o elemento mais corrosivo das duas últimas décadas da Monarquia e da República. Não havia nada, nem porto decentes, nem estradas, nem hospitais ou universidades fora de Lisboa, Porto e Coimbra e aí tudo muito velho. E, apesar de nada ter sido feito, as finanças dos últimos anos da Monarquia e da República eram mais que deficitárias.
Há um custo muito grande na deslocação dos contribuintes empresariais e privados quando não existem meios para deslocações.
A Monarquia quando fez obra fez também com privados, nomeadamente, os caminhos-de-ferro concessionados a 25 anos ou mais. Na altura, o povo protestou e até ficou célebre o ataque ao palacete em que vivia um espanhol que tinha várias concessões de caminhos-de-ferro. Isto por causa de um aumento dos preços dos bilhetes.
4) E há parcerias público-privadas baseadas num certo optimismo de que o País vá crescendo no futuro.
Quando dizem que a Ponte Vasco da Gama vai custar duas a três vezes o seu preço é preciso referir se se está a falar em números ou em valores reais limpos das desvalorizações de moeda ao longo dos muitos anos de concessão. Neste segundo caso, a triplicação numérica pode não representar nenhum verdadeiro agravamento de custo


De Maria Clotilde a 6 de Fevereiro de 2010 às 01:40
A angústia de ser português

Tínhamos um rótulo de povo acolhedor, simples e bem educado. Depois veio a revolução e de simples passámos a estar atentos ao que se passava, a reclamar e a exigir e os nossos juvenis estão a resvalar para a insubmissão neste país onde falta autoridade, responsabilidade, honestidade.

E agora com a Internet as notícias invadem o nosso espaço martelando o que nem toda a comunicação social consegue transmitir. E, assim, sabemos que os nossos ministros mesmo nas horas de trabalho almoçam em caros restaurantes; que um dr. Silva acumula pensões - uma delas de 4000 euros - e que apoia o congelamento dos salários dos funcionários públicos; que um secretário de Estado se doutorou com alta classificação mas no júri estavam dois colegas de trabalho; que uma deputada vive em França e recebe um bom abono para as viagens de lá e de cá; que há no Governo quem viva há muito tempo em Lisboa mas continue com residência no Norte e também recebe uns extras por isso, para não falar nos tais diplomas tirados ao domingo ou teses copiadas da Net e muitos mais casos que todos vamos sabendo.

Quando chegam as notícias da nossa economia, do estado das finanças ou do desemprego estamos tão angustiados que já as deixamos passar ao lado e quando muito rematamos; isto é uma choldra.


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