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De DD a 14 de Fevereiro de 2010 às 21:00
Não há espaço público. Há sim serviço público aos cidadãos e esse depende da vontade, qualidade e dedicação dos respectivos trabalhadores ao serviço do público.
Assim, sem médicos e enfermeiros com alguma qualidade não há boa medicina pública.
Sem juízes honestos não há justiça digna desse nome.
Sem professores que gostem de dar aulas e saibam alguma coisa não há ensino público válido.
Sem polícias atentos não há segurança.
Sem funcionários dedicados não há uma boa administração pública.

É claro que toda a gente faria muito mais se recebesse ordenados muito elevados, mas acontece que os contribuintes não dispõem de meios financeiros para tal.

Os profissionais que fornecem serviços públicos essenciais como médicos,juízes, professores, gestores do meio ambiente e da urbanização (engenheiros e arquitectos), etc. são pessoas de formação superior e, como tal, muito mais caras que a esmagadora maioria dos trablhadores e público em geral que servem. São pois pagos por pessoas maioritariamente pobres e mal remediadas. Daí haver uma problemática entre o custo do serviço e os meios do beneficiário. Todos os governos enfrentam esse problema, a não ser que se atire todos os serviços públicos para a esfera do privado e entregue aos muito pobres uma esmola mensal, deixando os mal remediados aflitos e sem meios para educar os filhos, tratarem-se de doenças, etc., etc.

Portugal não é uma economia de mercado, mas sim de interesses corporativos sem uma clientela financeiramente folgada.

Os comunistas querem ir buscar dinheiro aos fabulosos lucros da banca de 1.825 milhões de euros anuais. Parece muito, mas são 5 milhões por dia, ou antes, 50 cêntimos diários por cada português. Pouco para melhorar o serviço público pré-natal, natal, pré-escolar, escolar, segurança médica, subsídio de desemprego, meios de transporte colectivos, vias rodoviárias e ferroviárias, pontes, portos, aeroportos e para o fim da vida reforma e apoio a lares de terceira idade.

Como se vê, não se pode melhorar isso tudo para todos os portugueses com apenas 50 cêntimos por dia.


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