1 comentário:
De Sacrificios e défices contínuos a 12 de Fevereiro de 2010 às 11:52
ATÉ QUANDO VÃO PEDIR SACRIFÍCIOS AOS PORTUGUESES

«Porque é que estão sempre a pedir sacrifícios aos portugueses?
Porque é o défice público tão importante?
São sempre os funcionários públicos a pagar os custos do ajustamento, porque não os outros?
As finanças regionais são parte do problema?
Não há outros problemas maiores?
Há condições políticas e institucionais para defrontar a situação em que estamos?
Por estes dias os portugueses devem andar com muitas interrogações.
...
Os problemas da justiça social e das finanças públicas não se resumem à LFR nem aos professores .
Há problemas com a consignação de receitas nos fundos e serviços autónomos que crescem sem cessar, com o défice, ineficiência e dívida de algum sector público empresarial, com parte do investimento público e parcerias público-privado e concessões sem rentabilidade nem justificação económica, social ou territorial.
Cada um de per si é relevante, e deve haver uma estratégia de ataque em todas as frentes e não apenas ao elo mais fraco da cadeia - os funcionários públicos.
Que deverão dar certamente o seu contributo, mas numa estratégia concertada e alargada de resolução definitiva do problema das finanças públicas, para que os sacrifícios não se eternizem.
Mas isso exigirá uma base de apoio parlamentar sólida para a legislatura para que os grupos de interesse não dominem a produção legislativa.

Um governo minoritário com um enfraquecido ministro das Finanças levaria Portugal à bancarrota e os mercados sabem-no bem. Com a necessidade de medidas difíceis só parece haver uma solução razoável: um pacto de regime no actual quadro parlamentar.
Caso contrário, haverá outras, muito mais duras e com um custo muito maior.»
[Público], Por Paulo Trigo Pereira.


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