Auto caravanismo: Um segmento turístico em crescendo

Sendo Portugal um país eminentemente turístico, onde quem nos visita considera que aqui existem condições para a promoção do lazer ao longo dos 12 meses do ano, é confrangedor constatar-se não haver legislação nem tão pouco estarem criadas o mínimo de estruturas de apoio aos auto caravanistas.

O auto caravanismo, enquanto produto turístico, constitui um nicho de mercado que urge acarinhar e potenciar. Em Portugal são cerca de cinco mil, crescendo de ano para ano, já que na Europa ultrapassa os dois milhões.
É lamentável que, mesmo com a legislação que existe, os autarcas portugueses ainda não tenham tido a sensibilidade para o interesse económico que teria nas suas autarquias e região, o criar algumas condições infra-estruturais de apoio a este segmento de mercado turístico que não necessitando de estruturas tão completas como sejam os parques de campismo, também, não são turistas de pé descalço. Têm, significativo, poder económico.
Para o efeito bastaria criar um espaço plano, mais ou menos próximo dos núcleos citadinos, provido de abastecimento de água, WC e alguns serviços de apoio como minimercado e pequeno restaurante.
Naturalmente que o comercio e ambiente não deixariam de beneficiar de tal acolhimento.
Aqui está uma boa ideia para um qualquer concorrente às próximas eleições autárquicas, poder aproveitar, nomeadamente em Lisboa. Também, tendo em conta os milhares que nos visitam e aparcam onde podem, sem o mínimo de apoio, uma iniciativa destas seria indiciadora de uma Lisboa/capital europeísta, metropolitana.
Se eu fosse autarca, algures entre a Charneca e a Ameixoeira, proporia a construção de um espaço destes, que já abundam pela Europa, sobretudo ao longo do litoral.

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Publicado por Otsirave às 09:30 de 20.05.09 | link do post | comentar |

5 comentários:
De DD a 22 de Maio de 2009 às 22:21
No Algarve, o auto-caravanismo é perseguido como se os seus utilizadores fossem bandidos.
Contudo, há zonas com muito espaço para o auto-caravanismo, principalmente em Vila Real de Santo António, Monte Gordo, Altura, Cacela, etc.

Só que os autarcas estão sempre a pensar em tranformar toda a paisagem e todas as perto e longe do mar em cimento.

Recordo que há mais de vinte anos atrás, em Vila Nova de Cacela, havia uma grande quantidade de autocaravanistas holandeses, alemães e ingleses que vinha passar uma parte do inverno à beira-mar. Trazia animação à zona, eram bons clientes dos restaurantes e das mais diversas lojas.

Foi tudo posto na rua e hoje aquilo é um deserto no inverno, primavera e outono. Apenas edifícios com janelas fechadas e cafés e restaurantes fechados.
Os poucos que estão abertos estão sempre vazios, a população local foi-se embora.

Na zona de Cacela, há a uns 6 a 7 km da praia uma vasta área de paisagem árida de terrenos de xistos onde pouca coisa cresce e cheio de aldeias abandonadas. Ali há um pequeno parque de campismo pago que está sempre cheio de estrangeiros, mas nunca foi dada licença pela C.M. de Vila Real de Santo António para outros parques, pelo que o pessoal que lá passa é reduzido.
Ao longo do Guadiana, logo a seguir à doca de barcos de pesca há uma vasta zona de paisagem protegida que a C. Municipal utilizava como lixeira e que poderia ser limpa e servir de parque de estacionamento para auto-caravanas com possibilidade de abastecimento de água, sanitários e ligações eléctricas, tudo coisas muito baratas em termos de investimento. Enfim, há, na verdade, em Portugal um ódio a soluções simples e baratas para chamar turistas. Pensou-se sempre o Algarve como zona de turismo de luxo quando há zonas que podem ser mais aproveitadas para campistas e autocaravanistas e que não prejudicam o ambiente e não carecem de grande investimentos, sendo ao mesmo tempo muito rentáveis em termos de negócios e manutenção de postos de trabalhao.


De Lamuria a 20 de Maio de 2009 às 15:52
É por isso que quando se ouve o lamurio "pobre país este" não está correcto nem pelo lamurio nem pelo país .

O primeiro nada resolve, passamos a vida a lamuriar.

O segundo é que o país tem encantos e potencialidades que qualquer outro povo faria render.

O lamurio só tem razão de ser se for "pobre país que tão desgovernado povo tens e tão maus políticos te servem"


De a 20 de Maio de 2009 às 14:18
Nós temos os recursos (menos os económicos, ao que parece), até tínhamos homens para trabalhar... mas falta-nos e há de faltar sempre cabeças para pensar (bem). No entanto, como os nossos governantes (à semalhança da maioria dos portugueses), estão sempre de olho naquilo que é dos outros, pode ser que um dia veja a sua ideia tornada realidade... (sabe-se lá se os "sócrates" não andam a mirar estas coisas da blogoesfera...)...


De Pedro Neves a 20 de Maio de 2009 às 14:01
Boa tarde,

O Luminária está em destaque no SAPO, em http://blogs.sapo.pt e http://www.sapo.pt

Parabéns e boa continuação!

Pedro


De vários a 21 de Maio de 2009 às 11:18
Gratos pelo destaque e info.


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