De DD a 12 de Fevereiro de 2010 às 23:00
O processo Face Oculta está relacionado com uns negócios de sucata e nada têm a ver com compras ou vendas NÃO EFECTUADAS de empresas e sei lá o quê.
Podem os procuradores e juízes de Aveiro escutar pidescamente telefonemas de pessoas que NADA têm a ver com o processo da SUCATA e sobre as quais NÃO HÁ ALGUM PROCESSO e, ainda por cima, divulgar escutas ILEGAIS? O assunto podia ter relevância política se fosse um facto, mas não é da conta dos procuradores e juízes de Aveiro fazer qualquer intervenção de natureza política e fazer escutas do tipo Watergate em que Nixon escutou o Partido Democrático.
Não houve um plano de controle da Comunicação Social por parte do Governo e a PT não é uma empresa do Estado.
A Ongoing não estava feita com o Governo porque até contratou o Moniz para vice-presidente e continua a querer comprar a TVI (35%) apesar de possuir vinte tal % da SIC. Moniz com o seu alto cargo na Ongoing não podia deixar de estar metido no plano, se plano houve e não pode vir dizer na televisão que não sabia de nada e foi enganado.

A Justiça de Aveiro cometeu um grave crime de escuta pidesca ilegal e o Sol mais outros meios dão como factos aquilo que não aconteceu.

Segundo o teor das palavras do Presidente do Tribunal de Justiça, as escutas não provam, nem sequer quando alguém diz ao telefone que matou uma pessoa..

No texto do Sol até li a enormidade que a PT deveria comprar a Internet (com todas as letras). Mas que estupidez é esta de comprar a Internet? É isso algo que se possa comprar? Só um ESTÚPIDO poderia escrever isso.


De Izanagi a 13 de Fevereiro de 2010 às 01:52
"Eu quase que esperei". Dizia isso, mesmo com todas as suas carruagens chegando à hora marcada, o que demonstra bem o carácter absolutista e a visão de Rei-sol que ele tinha de si mesmo
"L'État c'est moi" (O Estado sou eu),
Pois bem, isso foi no sec. XVI_XVII
Hoje, em Democracia, é inaceitável a existência de REIS-SÓIS.
Verificamos isso em Itália, com Berlusconi, que fruto da sua maioria parlamentar, cria leis que o protegem daquilo que anteriormente eram crimes. Fá-lo de uma forma ABSOLUTISTA e por tal a DEMOCRACIA Italiana é criticada por toda a Europa, com excepção, naturalmente, da maioria eleitores votantes em Itália que o colocaram no poder.
Curiosamente em Portugal assiste-se a uma situação idêntica, isto, criou-se uma lei, fruto de uma maioria parlamentar que confia a uma só pessoa a faculdade de considerar se determinada actuação por um alto responsável perante a Nação, é crime ou não. Isto é, atribui-se o poder Absoluto a uma pessoa. Será isto razoável em Democracia? Ou estaria mais ajustado a uma Ditadura? Esta deveria ser desde logo a primeira questão que um socialista deveria colocar.
Quanto á afirmação do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça (ele mesmo excelente retrato da Justiça em Portugal, fiel paradigma da mesma), em que diz:
Segundo o teor das palavras do Presidente do Tribunal de Justiça, as escutas não provam, nem sequer quando alguém diz ao telefone que matou uma pessoa..
Pergunto se o Presidente do STJ escutasse que alguém o ia matar quando fosse almoçar ao restaurante X, se ia de peito aberto, sem tomar qualquer providência, em coerência com a sua afirmação de que as escutas não provam nada?
É preciso responder? Ou há situações em que provam?
Era importante que a população não identificasse todos os socialistas como um grupo de “carneiros” destituídos da capacidade de pensar.


De DD a 13 de Fevereiro de 2010 às 23:06
O presidente e membros do STJ não são nomeados exclusivamente pelo Governo, mas por várias instâncias e poderes. Daí não se poder falar em Rei Absoluto, já que não é um cargo hereditário.

A questão fundamental é esta. Em todas as democracias as oposições atacam os Governos, quer dizer, atacam, não criticam apenas e muita gente com interesses diversos faz parte das oposições ou sente-se mal com este ou qualquer governo que venha no futuro.

Na República, as Forças Armadas encarregavam-se de deitar abaixo cada governo eleito. Hoje, devido à presença na Nato e na UE e ao número reduzido de tropas que, felizmente, temos, não se torna viável qualquer revolta militar. Os oficiais mandam as esposas passar em frente à casa do PM ou passeiam fardados na Baixa e os polícias vão deitar bonés ao chão.

Por isso, encontrou-se na Justiça com base em cartas anónimas e escutas pseudo-investigatórias um modo de enfraquecer o equivalente ao Partido Republicanon Democrático da República que é o actual PS.

Agora estou a ouvir Medina Carreira e outros a confundirem liberdade com masoquismo, criticando o facto de Sócrates se ter indignado com os ataques feitos pela Manuela Guedes acerca do Freeport que saiu de uma carta anónima feita pelo chefe de gabinete de Santana Lopes. Para ele e para os outros, o discurso de Sócrates na Póvoa do Varzim é a prova de que quer controlar TODA a comunicação social quando não é isso que se passa. Simplesmente, Sócrates não é masoquista, não quer a Manuela vestida de couro sintético com uma chibata a bater-lhe no rabo. Não gosta disso como também nunca gostou da fúria semanal da sádica.

Estou a ouvir críticas fortes na SIC Notícias do Crespo, João Salgueiro, Duque e Medina. Estão a dizer que não há liberdade de informação, mas ninguém os está a censurar. Talvez tenham razão, porque na verdade, eles mesmo falam, mas pouco ou nada dizem.

Principalmente não apontam as soluções para resolver os problemas que criticam.

Estão a falar das empresas, mas não dizem o que fazer para que apareçam centenas de fábricas, etc.
O Salgueiro está a criticar o caso da Quiminova, mas não disse o que devia ser feito para evitar a falência da empresa que nem sequer é portuguesa.

Medina critica agora a forma de recrutamento do pessoal político, mas não viu na TV algumas sessões das comissões com deputados muito bem preparados de todos os partidos.

Nós já tivemos uma longa República Corporativa, cujo governo pretendia ser, e até era, constituído quase só por doutorados e professores universitários, a começar pelo chefe, o António da calçada. Contudo, deixaram o país numa lástima, introduziram um modelo de CORRUPÇÃO LEGAL que foram os Condicionamentos Industrial, Bancários, Comercial, de Seguros, transportes, táxis, etc.

O Medina Carreira está agora a dizer que não se conhecem os benefícios dados a empresas estrangeiras instaladas no País. O homem não leu o Expresso de Economia de hoje em que está escrito os valores concedidos à Peugeot/Citroen de Mangualde para semi-fabricar alguns modelos de carros e garantir mais de mil postos de trabalho. O estúpido do Medina até disse que não lia a imprensa escrita e depois diz que não há informação e até disse que a informação é manipulada quando está tudo nos jornais e na Net.

O Medina diz sempre o mesmo porque é burro, não estuda os problemas, não lê os jornais e os Diários da República, etc.

Um gajo que diz que não lê nada vem todas as semanas falar no programa do eterno Crespo dizer sempre o mesmo.

As televisões trazem sempre os mesmos comentadores, os mesmos pivots, os mesmos jornalistas que pouco ou nada sabem e depois queixam-se de falta de informação que é deles. O Crespo fez a mesma queixa, mas é ele o jornalista e os especialistas estão ali para informar, se souberem alguma coisa, o que não acontece.





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