7 comentários:
De DD a 13 de Fevereiro de 2010 às 23:06
O presidente e membros do STJ não são nomeados exclusivamente pelo Governo, mas por várias instâncias e poderes. Daí não se poder falar em Rei Absoluto, já que não é um cargo hereditário.

A questão fundamental é esta. Em todas as democracias as oposições atacam os Governos, quer dizer, atacam, não criticam apenas e muita gente com interesses diversos faz parte das oposições ou sente-se mal com este ou qualquer governo que venha no futuro.

Na República, as Forças Armadas encarregavam-se de deitar abaixo cada governo eleito. Hoje, devido à presença na Nato e na UE e ao número reduzido de tropas que, felizmente, temos, não se torna viável qualquer revolta militar. Os oficiais mandam as esposas passar em frente à casa do PM ou passeiam fardados na Baixa e os polícias vão deitar bonés ao chão.

Por isso, encontrou-se na Justiça com base em cartas anónimas e escutas pseudo-investigatórias um modo de enfraquecer o equivalente ao Partido Republicanon Democrático da República que é o actual PS.

Agora estou a ouvir Medina Carreira e outros a confundirem liberdade com masoquismo, criticando o facto de Sócrates se ter indignado com os ataques feitos pela Manuela Guedes acerca do Freeport que saiu de uma carta anónima feita pelo chefe de gabinete de Santana Lopes. Para ele e para os outros, o discurso de Sócrates na Póvoa do Varzim é a prova de que quer controlar TODA a comunicação social quando não é isso que se passa. Simplesmente, Sócrates não é masoquista, não quer a Manuela vestida de couro sintético com uma chibata a bater-lhe no rabo. Não gosta disso como também nunca gostou da fúria semanal da sádica.

Estou a ouvir críticas fortes na SIC Notícias do Crespo, João Salgueiro, Duque e Medina. Estão a dizer que não há liberdade de informação, mas ninguém os está a censurar. Talvez tenham razão, porque na verdade, eles mesmo falam, mas pouco ou nada dizem.

Principalmente não apontam as soluções para resolver os problemas que criticam.

Estão a falar das empresas, mas não dizem o que fazer para que apareçam centenas de fábricas, etc.
O Salgueiro está a criticar o caso da Quiminova, mas não disse o que devia ser feito para evitar a falência da empresa que nem sequer é portuguesa.

Medina critica agora a forma de recrutamento do pessoal político, mas não viu na TV algumas sessões das comissões com deputados muito bem preparados de todos os partidos.

Nós já tivemos uma longa República Corporativa, cujo governo pretendia ser, e até era, constituído quase só por doutorados e professores universitários, a começar pelo chefe, o António da calçada. Contudo, deixaram o país numa lástima, introduziram um modelo de CORRUPÇÃO LEGAL que foram os Condicionamentos Industrial, Bancários, Comercial, de Seguros, transportes, táxis, etc.

O Medina Carreira está agora a dizer que não se conhecem os benefícios dados a empresas estrangeiras instaladas no País. O homem não leu o Expresso de Economia de hoje em que está escrito os valores concedidos à Peugeot/Citroen de Mangualde para semi-fabricar alguns modelos de carros e garantir mais de mil postos de trabalho. O estúpido do Medina até disse que não lia a imprensa escrita e depois diz que não há informação e até disse que a informação é manipulada quando está tudo nos jornais e na Net.

O Medina diz sempre o mesmo porque é burro, não estuda os problemas, não lê os jornais e os Diários da República, etc.

Um gajo que diz que não lê nada vem todas as semanas falar no programa do eterno Crespo dizer sempre o mesmo.

As televisões trazem sempre os mesmos comentadores, os mesmos pivots, os mesmos jornalistas que pouco ou nada sabem e depois queixam-se de falta de informação que é deles. O Crespo fez a mesma queixa, mas é ele o jornalista e os especialistas estão ali para informar, se souberem alguma coisa, o que não acontece.





De Izanagi a 14 de Fevereiro de 2010 às 00:39
Apenas duas questões, uma correcção e um conselho
Correcção: o ABSOLUTISMO não resulta da hereditariedade, mas sim do poder concentrado numa pessoa.
É o que sucede em Portugal com o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e suponho que sem suporte legal, com o Porcurador-geral da República.
Alguns Bokassas africanos não fariam melhor.

Conselho: leiam “ A Passo de Caranguejo” de Umberto Eco, que ele explica de maneira muito inteligível, que mesmo os cursados nas novas profissões entendem, como funciona nos tempos modernos, entre outras coisas, a “CENSURA”


De DD a 15 de Fevereiro de 2010 às 19:54
O poder concedido a qualquer procurador, juiz de instrução e juiz é absoluto. Estes senhores podem matar politicamente qualquer responsável para ser julgado daqui a muitos anos e, eventualmente, ilibado ou condenado..

Foi o que aconteceu com o Andreoti da Democracia Cristã italiana. Sim, o problema não é só português.

Só no Brasil e que logo após um inquérito a justiça tem de fazer uma declaração formal para o público sobre os resultados do mesmo e o que vai fazer a seguir.


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