4 comentários:
De Zé das Esquinas o Lisboeta a 19 de Fevereiro de 2010 às 12:23
Vai-te 'catar' ó Filpa... Conversa da treta.
Vai mas é trabalhar à procura de clientes e se trabalhares bem e a preços correctos, vais ver que, como noutras profissões, podes um dia vir a ter sucesso.
Se calhar pensavas que por seres advogada eras diferente dos outros profissionais que quando saiem das faculdades têm de ir para o mercado de trabalho, na maior parte das vezes começando noutras areas de actividade?


De DD a 19 de Fevereiro de 2010 às 11:24
A sociedade portuguesa não deu origem a uma economia livre de mercado, mas antes a uma economia de interesses e serviços. Os interesses visam sempre a monopolização por parte de poucos do maior número de actividades, daí a Ordem dos Médicos não querer Faculdades de Medicina e a Ordem dos Advogados estar a limitar o acesso de jovens à advocacia para serem menos e manterem os seus preços muito elevados.
O objectivo é que a maioria da população constituída por mal remediados não tenham acesso à justiça, a não ser a troco de elevadas verbas que os endividam por muitos e muitos anos.


De marcadores a 19 de Fevereiro de 2010 às 12:17
É isso mesmo.
Mais e melhores médicos, mais e melhores advogados, ou quaisquer outros profissionais pode fazer toda a diferença para melhor e mais barato serviço ao cidadão.
Agora quem vai para algumas profissões para ter um estatuto económico ou socialmente relevante, não gosta da concorrência que mais e bons profissionais podem fazer.
Esses profissionais que se habituem às regras de um mercado que já é concorrencial vai para muito tempo em outras actividades.
Acabemos com essas classes de actividade que se julgam mais importantes do que todas as outras!


De ..Oligopólio, Nepotismo e Escravatura.. a 19 de Fevereiro de 2010 às 08:44
Comentários:
Anónimo:
Mas por que é que estes artigos só falam das maiores sociedades? Sempre a PLMJ, sempre a Morais Leitão... (será que este também é um artigo encomendado?! ou publicidade bajuladora?!) Só em Lisboa existem várias centenas de sociedades de advogados e nem em todas os critérios de selecção são tão rigorosos e exaustivos... Não é por não se entrar numa dessas grandes sociedades que não se pode fazer uma carreira digna na advocacia. As coisas não estão fáceis, mas escusam de assustar tanto os recém-licenciados em direito!

Zé Zé com a Marinha:
«Outro advogado, que estagia … há um ano e que preferiu o anonimato, diz que não está arrependido: "O mercado é competitivo e eles têm que ser agressivos logo no início para ver se nós correspondemos ao estilo que eles pretendem."» Um comentário indigno de um futuro advogado: "...eles têm que ser agressivos...". Lá está, nenhum animal morde na mão que lhe dá de comer!

Anónimo:
Cuidado com os Advogados incompetentes que andam por aí, a única coisa que lhes interessa é que os clientes paguem sem que haja a mínima hipótese de vencerem a causa, aproveitando-se do desconhecimento das leis por parte dos clientes. Se calhar mais vale recorrer às sociedades do que a advogados de vão de escada, sem qualquer prestigio na praça.

Anónimo:
Este artigo só fala de sociedades com grande volume de negócios, e não necessariamente de “grandes sociedades de advogados”. Além disso, não refere o tão habitual sistema de “cunhas” na selecção de estagiários por essas mesmas sociedades. Há sempre um lugar para o sobrinho ou para o filho do amigo!

É o tempo da escravatura legal, meus senhores.

Cabral Mendes:
A advocacia deixou de ser uma actividade profissional digna e independente (profissão liberal), para se transformar numa profissão "por conta outrem". Uma vergonha e um retrocesso histórico. Penso amiúde como tudo estava bem estruturado e equilibrado no tão difamado Estado Novo. Afinal, foi para isto que se fez o 25 de Abril? Para termos uma juventude com capacidades mas desempregada sem futuro e sem esperança?! Precisamos de novo de um Gomes da Costa!

Adilio Belmonte:
Aqui no Brasil, após o chamado Exame de Ordem, o advogado está habilitado ao exercício profissional, podendo trabalhar individualmente. No entanto, fica bastante difícil para o cliente buscar no mercado um profissional que possa patrocinar a sua causa a contento. Mas, indubitavelmente, o cliente precisa ser muito sensato ao ir ao mercado procurar um profissional para defender a sua causa. O critério deve observar sobretudo a ética e o conhecimento da área do direito na qual se enquadra a demanda do cliente. Sem medo de errar pode-se dizer que no Brasil é mais difícil encontrar um bom a advogado do que encontrar um bom companheiro, marido ou mulher. A ética a ser observada pode girar em torno não só dos honorários cobrados, mas da boa-fé…

Diogo Pereira:
É uma palhaçada, as sociedades recrutam quem tem boa média o que nem sempre reflecte a qualidade do licenciado porque existem muitos "cábulas" que acabam com excelentes médias (caso da Universidade … onde o copianço é a regra) e quem lhes pode ser útil porque é filho de alguém influente. As grandes sociedades de advogados ensinam os estagiários a fazer traduções, pois é isso que na maior parte do tempo fazem quando estão na 1ª fase de estágio, estágio esse onde não são muitas vezes remunerados (escravatura moderna e legal)...Isto é tudo pura palhaçada...Eu fui estagiário e sei bem o que digo.


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