De DD a 19 de Fevereiro de 2010 às 11:15
Caro Izanagi

O texto quase humorístico era a carta do embaixador de Espanha ao seu ministro.
Na verdade estou convencido que a Manuela Moura Guedes foi posta na rua por ordens da direcção espanhola da Prisa em resultado de pressões do governo Zapatero.
Zapatero reagiu mal à afirmação proferida há meses pelo Ministro da Administração Interna de que não havia operacionais da ETA em Portugal.
Provou-se agora que há e bem perigosos em termos de mais uma tonelada de explosivos na casa de Óbidos..
A TVI é espanhola, pertence à Prisa, e esta empresa perdeu a sua independência quando entrou em colapso financeiro e necessitou de apoios públicos e outros.
É evidente que quando uma empresa dependente do Estado espanhol se lança numa campanha para derrubar o governo português, o resultado é um "encolher de ombros" a qualquer pedido de ajuda por parte do governo espanhol.
O jornal da MMG era uma campanha televisiva para derrubar Sócrates, tanto mais que, afinal, não há provas de nada contra o PM no caso Freeport.
O masoquismo não faz parte da vida política e normal das pessoas; quem bate não pode estar à espera de favores ou agradecimentos.
O Camarada está fulo porque Sócrates não foi levado a tribunal por causa de escutas Pidescas por parte do Pide juiz de Aveiro e o presidente do STJ mndou destruir as escutas que não estavam relacionadas com o negócio das sucatas, processo Face Oculta.
Sucede que NADA aconteceu, a PT NÃO comprou nada e qualquer discussão em torno de uma compra não é proibido por lei. A PT podia comprar a TVI; a PT não é do Estado, apesar das "golden shares".
O facto de Sócrates saber ou não disto ou daquilo não é crime, a não ser para os seus irredutíveis inimigos.
O problema fundamental não está na compra da TVI, mas na origem do dinheiro e o presidente da CGD (militante do PSD) veio a público dizer que o financiamento eventual não foi discutido ou abordado sequer na CGD e, menos ainda, acordado.
A Ongoing, dirigida também pelo Moniz, anda a querer comprar 35% da TVI, mas necessita de financiamento e agora ninguém lhe dá. Assim, o Moniz não volta à TVI pela via indirecta da Ongoing.

Como cidadão não psso aceitar que haja escutas telefónicas fora de um processo e que sejam reveladas com o objectivo de deitar abaixo um governo saído de umas eleições. Principalmente não posso aceitar escutas pidescas em cadeia, o que acabaria por colocar todo o País a ser escutado pelos novos pides em auto-gestão da parte das estruturas judiciais.

´Repito que em Aveiro, e não só, há uma máfia pidesca de magistrados apostados em abater Sócrates.
O caso Freeport está morto por falta de provas.
Dois outros casos foram tão ridículos que nunca mais ninguém falou.
O caso escutas ILEGAIS do procurqdor e juiz de Aveiro está morto com a entrevista dada pelo PGR à "Visão".
À falta de melhor vem o caso Figo, já desmentido pelo próprio, mas qualquer ALDRABÃO pode dizer que o Figo recebeu 350 mil, 750 mil ou 10 milhões de euros, pagos por ofshores, etc.
Na vida, só é HONESTO quem prova, o resto é ficção.


De Izanagi a 19 de Fevereiro de 2010 às 23:18
Quando eu digo: "o texto em causa" pare-me que qualquer leitor percebia que me referia ao Post que tem como título "Carta do embaixador de Espanha ao seu ministro".
O “crime” não chegou a concretizar-se, mas houve actos preparatórios, e estes para além de sancionáveis criminalmente são eticamente reprováveis. Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.
Os portugueses, apesar d e terem um salário médio dos mais baixos da Europa, são dentro do espaço comunitário dos que mais pagam pelos serviços de telecomunicações. Ao invés, os administradores da PT são dos melhores remunerados em empresas similares no espaço europeu e tudo isto só é possível com as limitações impostas pelos governos a uma desejável e sã concorrência. Só por isto já os portugueses têm autoridade para criticar esta empresa privada. Acresce que nesta empresa privada, PT, tem o Estado uma golden share que lhe permite imiscuir-se, se o desejar, na estratégia da sua gestão. Estamos conversados quanto a isto.
Quanto á questão do Figo, se aceitarmos a lógica de que a negação corresponde á ausência do crime, seguramente que não havia crimes em Portugal, já que todos os criminosos asseguram que não cometeram nenhum crime. Não é pelo facto de o Figo negar que ele não recebeu nada, que concluo que não houve”negócio” e o que é lamentável é que com a verba dispendida para esse negócio, podiam pagar-se mais de 70 subsídios de desemprego, e são cada vez mais os desempregados.
Pode até o Figo, enquanto pessoa singular, não ter recebido qualquer verba, mas já a Fundação a que preside provavelmente recebeu. Faz-me lembrar o honesto vereador do actual executivo da CML, arquitecto Manuel Salgado que veio em defesa da honra informar que deixava de exercer a actividade de arquitecto e mais, deixava igualmente o atelier de que era sócio, para que não se suspeitasse que o seu propósito seria não só o sentido d emissão do serviço público, mas também obter benefícios a nível profissional. O que o arquitecto Manuel Salgado não disse, foi que esse atelier não trabalharia com a CML enquanto ele fosse vereador e durante um período de nojo, quando deixasse a vereação nem que a sua posição na sociedade foi preenchida pelo seu filho e que o dito atelier faz trabalhos para a CML sem concurso.
Muito provavelmente passou-se o mesmo com o Figo. Ele não obteve qualquer rendimento mas … e a sua Fundação?
Hesitei quanto a responder á questão de estar “fulo”. Opinião sua, mas não sentimento meu. Mas seguramente que não sou mais uma ovelha de um grande rebanho, nem tenho deuses no PS ou noutro qualquer oráculo, que venere e como diz o povo “branco é, galinha o põe”. Quem não deve não teme e se as escutas de que o primeiro-ministro foi indirectamente alvo nada tinham de reprovável, deveria ser ele o primeiro a solicitar a sua divulgação.
Eu tenho valores que estão presentes quando pretendo atingir um determinado fim, valores republicanos e democráticos que me não permitem utilizar qualquer meio para atingir os fins pretendidos. Mais, o facto de se ser militante socialista não implica necessariamente que se seja honesto, puro e cumpridor da legalidade e também não se pode confundir o PS com o secretário-geral, seja ele quem for. Os secretários-gerais passam e o PS mantém-se. É muito maior que os secretários-gerais.


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