'Neoliberal', terror, ataque aos trabalhadores e ... frente-comum

Mercados acusados de prejudicarem trabalhadores

 

 Forças espanholas e grega preparam frente comum contra “ofensiva neoliberal”

 Por Lusa / Público , 19.02.2010

Duas forças políticas espanholas e uma grega, de esquerda, acordaram “somar iniciativas” para preparar “uma frente comum de resistência” à “ofensiva neoliberal” do capital, mercados e instituições que os suportam na União Europeia (UE).

O acordo saiu de uma reunião que decorreu em Madrid entre o coordenador-geral da Esquerda Unida (IU), Cayo Lara, e do Partido Comunista Espanhol (PCE), José Luis Centella, com o presidente do partido grego Synaspismos, Alexis Tsirpas.

Em comunicado, a IU explica que os três políticos analisaram a origem e consequências da crise nos respectivos países, considerando que a resposta a dar deve “contar com o apoio da esquerda social e sindical” dos Estados afectados.

Na reunião o presidente da Synaspismos afirmou que a Grécia é hoje “um laboratório para os mercados especuladores”, sendo que depois “o mesmo pode ocorrer a Espanha, a Portugal, ou a qualquer outro país da UE”.

“Os mercados estão a aterrorizar as pessoas e os governos aproveitam-se da situação para eliminar o tecido social e aprovar medidas ainda mais duras, a favor dos mercados e contra os direitos dos trabalhadores”, disse.

Para Cayo Lara, é evidente “a ofensiva que está a ser feita pelos mercados e pelo FMI contra os direitos que os trabalhadores conquistaram ao longo de muitos anos de luta, sacrifício e esforço”.

O líder do PCE, por seu lado, denunciou “a tentativa de que o Sul da Europa continue a manter uma situação de economia não produtiva, condenado a um território apenas para a especulação”.

……………….

Governo alemão já questionou o banco

Por Lusa / Público, 18.02.2010

A chanceler alemã Angela Merkel considerou um “escândalo” caso se confirme que a Grécia recebeu ajuda dos bancos americanos para mascarar as dificuldades orçamentais, quando correm investigações ao alegado apoio do grupo Goldman Sachs para esconder o défice grego.

“É um escândalo se for concluído que o mesmo banco que nos trouxe até a beira do abismo ajudou a falsificar as estatísticas”, disse Angela Merkel num discurso quarta-feira à noite no Norte da Alemanha, sem no entanto se referir directamente ao nome da Goldman Sachs.
…………………….

STE acusa Governo de atacar salários e pensões dos funcionários públicos

Por Lusa / Público, 18.02.2010

 

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado acusou hoje o Governo de atacar salários e pensões, definindo a reunião de hoje com o Ministério de Finanças como uma “reunião negocial entre aspas”, enquanto o secretário de Estado do Orçamento reafirmou não haver margem para aumentos.

… “o Governo volta a dizer que vai atacar as aposentações dos trabalhadores da administração pública e faz tábua rasa daquela que foi a negociação para a aproximação dos regimes”.

“E o Governo nada diz em relação às carreiras dos trabalhadores, fazendo com que os trabalhadores tenham de percorrer 40 anos de vida activa para atingir o topo da sua carreira profissional”, acusou.

 “É perfeitamente inaceitável”, defendeu Bettencourt Picanço, que apoia a greve marcada para o dia 4 de Março.



Publicado por Xa2 às 00:05 de 20.02.10 | link do post | comentar |

3 comentários:
De Zé T. a 22 de Fevereiro de 2010 às 10:08
STE e outros sindicatos estão a ''focar'' mal a luta sindical e a justeza do descontentamento dos trabalhadores, neste caso dos (ex-) funcionários públicos.

Embora o ataque aos salários e pensões na Admin.Pública seja um facto que deva ser denunciado, neste momento (em que a maioria dos outros trabalhadores também não vai ter aumentos salariais ...)
a tónica da luta sindical (e das negociações e das palavras de ordem nas manifs e comunicados ...) deveria ser a revisão/ reversão do Regime jurídico da AP, das Carreiras, do SIADAP , ... -perante tanta discriminação, arbitrariedade e injustiça do sistema e de muitos dirigentes.

o sindicalismo português tem de melhorar muito para cativar trabalhadores, tem de unir e/ou complementar esforços e recursos dos muitos sindicatos, tem de se apoiar e colaborar mais com o sindicalismo na Europa,
e tem de melhorar muito o seu 'gabinete/ centro' de estudos e apreciação económica e legislativa (das propostas governamentas, e fazendo melhores contrapropostas), para além de prestar um melhor apoio jurídico aos seus sindicalizados.

Não é fácil lutar contra o patronato, contra a comunicação social a soldo, contra muitas medidas governativas e contra estruturas partidárias infiltradas nos sindicatos e suas federações e confederações.
Mas, se não começar a reforçar essa união e complementariedade podem ter a certeza que o sindicalismo será destruído - e com ele os direitos dos trabalhadores.



De Zurc a 21 de Fevereiro de 2010 às 18:35
A estratégia já não pode ser a de produzir para consumir cá dentro, terá de ser virada para a exportação, sobretudo, para os países que, há muito, andam a ser espoliados das suas matérias primas pagas ao preços miseráveis e onde os níveis de corrupção em favor das elites são ainda mais escandalosos do que os que por cá vemos.

É necessária uma política mundial de equilíbrio económico, social e desenvolvimento sustentável, para bem de todos os povos e populações.


De DD a 21 de Fevereiro de 2010 às 01:56
Portugal registou em 2009 um défice financeiro global com o exterior da ordem dos 14 mil milhões de euros e tem vindo a registar défices desde 1974, ou antes mesmo, mas camuflados, pelo que não vejo margem para aumentos das reformas e salários da função pública.

Como modesto reformado, eu bem gostava de ser aumentado, mas não vejo nenhuma viabilidade nisso, pois não sou tão estúpido assim.

A crise mundial não é a da especulação ou de uns malandros aqui ou acolá. A crise é de saturação dos mercados e está à vista nas nossas ruas e passeios, ou seja, nos seis milhões de viaturas que possuímos. No ano passado, as vendas de carros baixaram em mais de 100 mil unidades, o que é positivo.

Também temos mais de 6 milhões de unidades habitacionais independentes para 3,8 milhões de famílias e com uma natalidade que desde 1980 não é de reposição. Quer dizer: todos os cidadãos até aos 30 anos de idade são em número inferior aos seus progenitores. A população aumentou na mesma porque a esperança de vida aumentou para uma média global de mais de 80 anos.


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