3 comentários:
De Zé T. a 22 de Fevereiro de 2010 às 10:08
STE e outros sindicatos estão a ''focar'' mal a luta sindical e a justeza do descontentamento dos trabalhadores, neste caso dos (ex-) funcionários públicos.

Embora o ataque aos salários e pensões na Admin.Pública seja um facto que deva ser denunciado, neste momento (em que a maioria dos outros trabalhadores também não vai ter aumentos salariais ...)
a tónica da luta sindical (e das negociações e das palavras de ordem nas manifs e comunicados ...) deveria ser a revisão/ reversão do Regime jurídico da AP, das Carreiras, do SIADAP , ... -perante tanta discriminação, arbitrariedade e injustiça do sistema e de muitos dirigentes.

o sindicalismo português tem de melhorar muito para cativar trabalhadores, tem de unir e/ou complementar esforços e recursos dos muitos sindicatos, tem de se apoiar e colaborar mais com o sindicalismo na Europa,
e tem de melhorar muito o seu 'gabinete/ centro' de estudos e apreciação económica e legislativa (das propostas governamentas, e fazendo melhores contrapropostas), para além de prestar um melhor apoio jurídico aos seus sindicalizados.

Não é fácil lutar contra o patronato, contra a comunicação social a soldo, contra muitas medidas governativas e contra estruturas partidárias infiltradas nos sindicatos e suas federações e confederações.
Mas, se não começar a reforçar essa união e complementariedade podem ter a certeza que o sindicalismo será destruído - e com ele os direitos dos trabalhadores.



De Zurc a 21 de Fevereiro de 2010 às 18:35
A estratégia já não pode ser a de produzir para consumir cá dentro, terá de ser virada para a exportação, sobretudo, para os países que, há muito, andam a ser espoliados das suas matérias primas pagas ao preços miseráveis e onde os níveis de corrupção em favor das elites são ainda mais escandalosos do que os que por cá vemos.

É necessária uma política mundial de equilíbrio económico, social e desenvolvimento sustentável, para bem de todos os povos e populações.


De DD a 21 de Fevereiro de 2010 às 01:56
Portugal registou em 2009 um défice financeiro global com o exterior da ordem dos 14 mil milhões de euros e tem vindo a registar défices desde 1974, ou antes mesmo, mas camuflados, pelo que não vejo margem para aumentos das reformas e salários da função pública.

Como modesto reformado, eu bem gostava de ser aumentado, mas não vejo nenhuma viabilidade nisso, pois não sou tão estúpido assim.

A crise mundial não é a da especulação ou de uns malandros aqui ou acolá. A crise é de saturação dos mercados e está à vista nas nossas ruas e passeios, ou seja, nos seis milhões de viaturas que possuímos. No ano passado, as vendas de carros baixaram em mais de 100 mil unidades, o que é positivo.

Também temos mais de 6 milhões de unidades habitacionais independentes para 3,8 milhões de famílias e com uma natalidade que desde 1980 não é de reposição. Quer dizer: todos os cidadãos até aos 30 anos de idade são em número inferior aos seus progenitores. A população aumentou na mesma porque a esperança de vida aumentou para uma média global de mais de 80 anos.


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