6 comentários:
De Liberdade e condicionam. dos Cidadãos a 23 de Fevereiro de 2010 às 15:20
Agenda política por Paulo Alexandre Amaral, RTP 23 Fev. '10

Barreto aponta estratégia governamental de condicionamento da opinião pública

O investigador considera que o aumento dos meios de controlo de controlo da opinião tem aumentado desde os últimos 15 anos
José Sena Goulão, Lusa

O sociólogo António Barreto aponta ao Executivo "fortíssimas" tentativas de controlo da opinião pública através de uma agenda política organizada "à volta do Governo", sustentando que esta é uma realidade da última década e meia. A análise surge numa entrevista à Agência Lusa, a propósito da apresentação da Pordata, base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Barreto aponta estratégia governamental de condicionamento da opinião pública

Quando está marcado o lançamento da Pordata, a maior base de dados estatísticos relativos aos últimos 50 anos de Portugal, que a Fundação Francisco Manuel dos Santos disponibiliza de forma gratuita e universal, o presidente da instituição concedeu uma entrevista à Agência Lusa na qual aborda algumas das questões que dominam o actual momento da vida política portuguesa.
O investigador social, cronista e presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos diz que "vivemos num país onde há fortíssimas tentativas de condicionamento da opinião pública, e onde os grandes grupos económicos, e o Estado, têm vindo desde os últimos 15 anos, pelo menos, a tentar aumentar os meios de controlo de controlo da opinião - e têm aumentado sempre".

Agenda política gira à volta do Governo

António Barreto, que chegou a ser ministro da Agricultura e Pescas do I Governo Constitucional de Mário Soares, aponta uma estratégia em torno do Governo que será assegurada por milhares de pessoas a quem está atribuída a função de organizar a informação e fazer a agenda política.

Nas palavras do investigador social, "hoje em dia haverá 2500 a três mil pessoas cuja função, no aparelho de Estado, é organizar a informação e fazer a agenda política. Na televisão, nos jornais, na rádio, há uma verdadeira agenda política feita à volta do Governo, pelas agências e gabinetes de comunicação".

Para António Barreto, "isto chama-se condicionar a opinião pública".

António Barreto sublinha por outro lado que, apesar destas estratégias de controlo da informação, a liberdade de expressão não está em causa em Portugal. O investigador não tem dúvidas em afirmar que "vivemos num país em que reina a liberdade de expressão".

"Se eu quiser falar, escrever e dizer publicamente o que quero, consigo. Eu sou capaz de dizer publicamente que o Governo está a tentar condicionar a opinião pública, e portanto tenho liberdade de expressão", exemplifica.

Concentração e dimensão do mercado explicam maior controlo

O antigo ministro socialista admitiu que as tentativas de exercer controlo da opinião pública acabam por ser maiores em Portugal, quando o país é comparado com os parceiros europeus. António Barreto sublinha que a justificação pode estar na dimensão do país, onde o escasso número de grupos de comunicação a operar no mercado acaba por resultar numa menor pluralidade.

"Tudo se concentrou, e hoje existem dois ou três grupos importantes na comunicação social, que estão relacionados com grupos económicos ou com o Estado, ou que devem ao Estado, ou que estão ligados aos bancos que estão ligados ao Estado", explica António Barreto.


De Decência política? a 22 de Fevereiro de 2010 às 10:54
José Sócrates terá repetido no Porto o que já havia dito duas vezes em Lisboa. “Não tememos escutas nem crimes e queremos recentrar o debate político nos interesses do país”, ao mesmo tempo que apelou à decência política.

O melhor apelo não seria o de ele próprio dar mostras de menos arrogância e mais humildade em ouvir as pessoas começando pelos próprios militantes do seu partido?

Porque não dá orientações aos seus pares do “aparelho” para que oiçam desde a base até às federações os militantes?

“Não faças o que ele diz, faz o que ele faz”, bem prega um novo São Tomás.


De Zé T. a 22 de Fevereiro de 2010 às 11:13
É isso mesmo:
''...em ouvir as pessoas começando pelos próprios militantes do seu partido?

Porque não dá orientações aos seus pares do “aparelho” para que oiçam desde a base até às federações os militantes?''

Quando as estruturas (e militantes e deputados) de um partido apenas funcionam como 'caixas de ressonância' ou repetidores de uma voz e ideias únicas... algo vai mal...
e bem podem contar os ''calados'', os ''silêncios'' e os ''não-aparecidos'' como descontentes, como 'não-crédulos', ou com opiniões diferentes...



De Zé das Esquinas o Lisboeta a 22 de Fevereiro de 2010 às 10:53
O Zé Pessoa tem muita razão em fazer esta reflexão e no momento agora escolhido.
Eu comentador deste blog, me penitencio pelos disparates e não só que aqui tenho feito.
Concordo ainda com o direito de dizer 'disparates' mas já tenho alguma dificuldade em aceitar que fiquem impunes, não quem os diz, mas quem os faz. E sobretudo quem os faz com o dinheiro de todos nós.
Como diz o Zé Pessoa - 'o grave são os excessos'.


De DD a 22 de Fevereiro de 2010 às 10:37
Muito Bem, mas falta acrescentar o carácter pidesco que as ESCUTAS estão a ter.
Escutar em série o alvo A que falou com o B para o escutar todos que falaram com A e B e depois todos os C, D, E...., jã fora de qualquer processo como está estão a fazer os magistrados de Aveiro é o regresso de uma PIDE não governamental, mas ao serviço de interesses políticos ou financeiros de elementos daquela parte da "Justiça" que nada tem a ver com Justo, Justiça, Democracia, Direito, Liberdade, Honestidade, etc.


De Zé T. a 22 de Fevereiro de 2010 às 09:30
Muito bem Zé Pessoa.
Contudo... no meio de tanto 'fumo' não haverá algum 'fogo' ?
''O (mais) grave são os excessos dos governantes, dos media, do judicial, da população'' (?!) que se demite de valores e de participação activa na Polis.

E será que não existem interesses em que estas coisas assim sejam ?! em manter os cidadãos alheados com ''pão e circo'', para os ratos, chacais e vampiros nos levarem o ''queijo'', o ''sangue'' e os ''horizontes'' ? !! .

E a quem (se) aproveita tudo isto ?
não será aos senhores da finança, aos capitalistas selvagens, aos aventureiros da ditadura, aos apologistas de sociedades de castas e clubes de élites, aos castradores do pensamento livre e diferente ?!!
Cuidem-se os portugueses que querem ser/ continuar a ser LIVRES.


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