Carta de Zapatero ao Presidente da Prisa

 

 

 

 

 

 

 

Estimado Presidente da Prisa, 

  

Espero que desde a última reunião que tivemos que todos os problemas que se levantaram entre nós estejam devidamente resolvidos.

Hoje, venho apelar ao seu patriotismo espanhol. O Estimado é tão espanhol como eu e ambos queremos a unidade da nossa pátria.

Sucede que os nossos serviços secretos detectaram a presença de operacionais da ETA em Portugal e sabemos que uma empresa de Badajoz tem fornecido para Portugal grandes quantidades de ácido nítrico, glicerina, celulose, vaselinas e outros materiais. Os nossos serviços dizem que os portugueses não têm fabricos artesanais de adubos ou explosivos, pelo que admitimos serem destinados a operacionais da ETA que já estão instalados em Portugal.

O nosso embaixador falou com o ministro português da Administração Interna e este foi muito seco e nada cooperante. Alguns pedidos feitos a magistrados portugueses, nomeadamente da Fiscalia deles, não tiveram resposta, mas foi-me dito que os magistrados portugueses não fazem por mal, não é hábito deles darem andamento a qualquer pedido, e agora ainda menos, pois andam todos envolvidos nas guerras políticas contra o governo Sócrates pelo que não têm tempo para mais nada.

O que me preocupa mesmo é o ministro que tutela as polícias. Não é cooperante. Telefonei ao Sócrates e ele disse que falaria ao ministro e depois voltei novamente a telefonar e disse-me que não teve tempo pois anda muito ocupado com a actividade frenética dos magistrados do seu país.

Enfim, as autoridades não se mostram cooperantes naquilo que é para nós da máxima importância, ou seja, evitar que a partir de Portugal a ETA obtenha toneladas de explosivos para fazer grandes atentados no nosso país e não se esqueça que novíssima geração de operacionais da ETA pode estar mal preparada militarmente, mas é completamente louca a atacar.

O meu embaixador em Lisboa diz-me que o governo anda agastado com o facto de a sua televisão em Portugal estar empenhada em derrubar o governo socialista.

Não é que eu me queira imiscuir nos seus negócios ou na política portuguesa, mas temos que ter um maior apoio das polícias portuguesas, já que as nossas não podem atravessar a fronteira para prender os etarras que nem sabemos ainda ao certo onde estão.

Por isso, peço encarecidamente que faça qualquer coisa pela nossa Espanha e dê ordens para que a sua televisão não tenha uma linha de derrube do governo e acabe com aquilo que o ministro português apelidou de outro tipo de bombas.

Se não queremos que venham bombas de Portugal, temos que ser coerentes e não lançar bombas em Portugal.

 

Espero a sua compreensão e

Saludos

 Zapatero

 



Publicado por DD às 00:51 de 20.02.10 | link do post | comentar |

3 comentários:
De DD a 20 de Fevereiro de 2010 às 19:04
É verdade, mas as relações entre nações são sempre recíprocas e se num dado momento uma nação julga-se superior e que não necesita de mais ninguém, aparece de repente algo que altera tudo. O mesmo se passa nas relações entre regiões e até entre famílias e pessoas de qualquer lugar do nosso pequeno Planeta.



De Bombas? a 20 de Fevereiro de 2010 às 15:58
Pensávamos nós , cidadãos comuns, que as hostilidades entre os dois países ibéricos tinham sido , definitivamente, enterradas com o tratado de Tordesilhas e afinal, resquícios mal resolvidos da revolta do filho da mãe contra a dita continuam acesos.

Continuamos a lançar, de um lado para o outro, bombas mortíferas que são uns verdadeiros terramotos a impedir que terminem tão elevados conflitos de estado.

Onde iremos parar se continuarem a rebentar tão sangrentas e sinistras bombas?

Só nos resta esperar que do outro lado da fronteira os estragos sejam bastante menos expressivos que "nós por cá", por este andar, não tardará a ficarmos sem governo e como já não temos oposição com um pingo de credibilidade a esperança que restava a muita gente era passarmos, outra vez, a ser governados pelos espanhóis , se eles próprios também precisarem de governo há que virar as atenções para Bruxelas .


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 21 de Fevereiro de 2010 às 12:21
Pois é, se invadirmos Espanha, ao fim de 15 dias, ficamos todos a falar Espanhol....


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