Mediadores sociais, municipais e outros

Há já muito tempo que venho defendendo esta iniciativa. Vale mais tardiamente que nunca, como frequentemente se ouve, no adágio popular.

O Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, I.P. - ACIDI promoveu, há já algum tempo, um Projecto-Piloto dirigido a todas as câmaras municipais do continente (esta fase ficaram de fora os municípios das regiões) as quais tenham comunidades ciganas entre os seus habitantes e reconheçam a importância de estabelecer pontes para um diálogo construtivo.

Por enquanto não são, publicamente, conhecidos os resultados de tais iniciativas, mas aqui está um bom exemplo de melhor utilização de algumas verbas gastas no Rendimento de Inserção Social.

No caso, sobretudo, de Lisboa, Porto e municípios vizinhos, tendo em consideração as respectivas realidades comunitárias existentes será oiro sobre azul tendo em consideração que das parcas experiencias já realizadas nos últimos anos se considera positiva a actuação dos mediadores em contextos multiculturais.

O aprofundamento, quer qualitativo como quantitativo, deste tipo de projectos terão necessariamente, de ter como objectivos melhorar o acesso das comunidades ciganas a serviços e equipamentos locais, promover a comunicação entre estas comunidade e as envolventes, com iguais ou idênticos problemas de insegurança ou seja em vista à prevenção e gestão de conflitos bem como, simultaneamente, rentabilizar utilmente, certos fundos e recursos públicos através da valorização ocupacional de alguns, bons, cidadãos.

Um Projecto que vise colocar mediadores nos serviços das câmaras municipais ou em iniciativas promovidas por estas, mesmo através de empresas municipais, no âmbito de um programa de formação em contexto de trabalho, colmatará, certamente, muitos dos anacronismos que se presenciam nos chamados bairros sociais, ou municipalizados.

Muito naturalmente a contextualização de tais projectos deveriam contar com a participação activa e comprometida das próprias juntas de freguesias enquanto autoridade democraticamente legitimada no terreno, que é a freguesia.

Ora, aqui está uma boa medida que a empresa municipal lisboeta, Gebalis, deveria implementar nos bairros que, supostamente, gere e que, em grande parte, andam degradados.



Publicado por Zé Pessoa às 00:18 de 24.02.10 | link do post | comentar |

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