2 comentários:
De DD a 25 de Fevereiro de 2010 às 00:19
Nos tempos da República, os militares achavam-se impunes e revoltavam-se para deitar abaixo governos e voltar a colocar governos, etc., acabando sempre por regressarem aos seus quartéis e continuarem a ser promovidos.
Hoje, os militares são disciplinados, são pouco numerosos e estamos na Nato e na UE e os recursos são demasiado escassos para que haja destruições em combates. Em compensação, surgiu uma nova classe de impunes que podem fazer o que querem sem serem responsabilizados e aproveitam para entrarem no combate políticos. São os magistrados que, quando querem, fazem um grande processo a partir de uma carta anónima, mesmo que depois reconhecida como sendo da autoria de um inimigo do PM , caso Freeport . Para atingir objectivos políticos ou pecuniários vão largando ou vendendo aquilo que muita gente chama segredo de justiça, obtidos através das escutas telefónicas. O PS sempre foi a favor desse tipo de intromissão do Estado de uma forma arbitrária nos contactos entre cidadãos. Por isso colhe agora as tempestades que semeou e o descuido em falar ao telemóvel com uma ampla liberdade de linguagem na convicção que estão num país livre. Não, enquanto existirem escutas, ninguém vive em Portugal num país livre e verdadeiramente democrático. Alguém pode escrever um papel anónimo e um magistrado pode decretar escutas em série de todo o tipo de pessoas, nomeadamente de um partido inteiro.
A escuta aos próprios magistrados seria o delírio completo. Quem escuta quem? Quem escuta o escutador?
Claro que as escutas morreram, ninguém vai falar mais ao telefone sobre algo sensível, principalmente se for traficante de drogas, proxeneta, ladrão associado a outros, contrabandista, corrupto, etc.

Alguns magistrados estão em rebelião


De marcadores a 24 de Fevereiro de 2010 às 17:49
"A Justiça funda-se na negação da vingança"
[José Gil, Filósofo]


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