Emprego, reforma, felicidade e honestidade
67, um número curioso

 

Miguel Telles da GamaDois dos mais graves problemas da sociedade actual, seja ela política ou civil como agora sói dizer-se, é a falta de identificação dos objectivos e a diminuta seriedade em relação aos membros não executivos dessa sociedade.

Lê-se hoje nos jornais, penso que no tablóide CM, que o Governo irá propor a passagem da reforma para os 67 anos. A acontecer, trata-se-á de mais uma desonestidade, dado que as reformas não dependem dos contribuintes mas sim dos trabalhadores que para elas descontaram com base em pressupostos de contrato que são alterados unilateralmente no decurso da sua vigência. Se é verdade que o tempo médio de vida tende a ser dilatado, não deixa de ser igualmente verdadeiro que quem amealha uma vida inteira tem o direito a usufruir do benefício de poder gozar os últimos anos dessa vida sem ter de cumprir horário. As pessoas têm de ter direito à felicidade e a usufruir das suas poupanças, sejam elas constituídas em amealhamento no privado ou no Estado.

Quanto aos objectivos e à obrigação de serem definidos com verdade e eficácia, há que apurar que o objectivo não é o prolongamento do tempo de trabalho (basta perceber que o Estado e os particulares não contratam trabalhadores com mais de 55 anos) mas sim a sustentabilidade dos esquemas que pagam essas reformas.

Definido o objectivo (sustentabilidade das reformas), deixem em paz e sejam honestos com os trabalhadores e desobriguem-nos da obrigação de trabalhar até aos 67 anos, limitando-se a incluir os descontos nas reformas até que se atinja essa idade.

Evitam a desonestidade de comer uma percentagem do montante a que os contribuintes têm direito (através da penalização), aliviam o mercado de trabalho, promovem o emprego nos sectores mais jovens e ajudam na felicidade de quem já começa a não ter pachorra para aturar esta malta que está convencida que é com o seu contributo que se sustentam as reformas dos que já descontaram toda a vida para as ter.
LNT  [0.078/2010],
A Barbearia 24.02.2010


Publicado por Xa2 às 00:07 de 25.02.10 | link do post | comentar |

2 comentários:
De B a 26 de Fevereiro de 2010 às 09:21
Joana Lopes disse...
Assino por baixo, Luís.

Chessplayer disse...
"...passagem da reforma para os 67 anos..."
já agora, por que não ao fazer o(s)69?

C.C. disse...
Trabalhem meninos, que eu já estou a gozá-la.
E sempre vos digo, é muito bom fazer o que apetece!
Mas trabalhei muito!

atento disse...
Era bom saber que tipo de trabalho pretendem que se faça por tanto tempo.

O Puma disse...
O poder lança o boato
para depois brilhar no desmentido

fatbot disse...
A cada dia que passa estou mais desiludida com todas estas medidas! Venho penalizada... claro que sim ... mas já chega! Não tenho condições e gosto muito de MIM!!!São sempre os mesmos que " levam nas orelhas" ... Assino por baixo tudo aquilo que o Senhor Barbeiro escreveu ... ESTOU SATURADA!

Susaninha disse...
Caí aqui de paraquedas e ainda bem...
Concordo inteiramente com este pos...
SUUUUrrisinhos:)

Carlos Barbosa de Oliveira disse...
Fiquei revoltado quando li ia escrever um post, quando li o desmentido feito pelo governo. Eu sei que nunca fiando, mas depois de desmentir, não creio que tenham coragem de voltar atrás.
Já é uma ignominia terem alterado as condições da reforma este ano, penalizando brutalmente as reformas antecipadas. Muitos funcionários públicos assinaram um contrato com o Estado que lhes cocedia a reforma por inteiro aos 60 anos e 36 de serviço. Em determinadas situações, bastavam 36 anos, o que levou muitos a conseguremreformar-se mais cedo e tendo como base da reforma apenas o último ano de serviço.
Já penalizaram demasiado os funcionários públicos, espero que enham agora algum decoro...

26 de fevereiro de 2010


De DD a 25 de Fevereiro de 2010 às 00:29
Uma notícia dessas só pode ser dada com honestidade após uma decisão do Conselho de Ministros e que, naturalmente, acabaria por passar pela Assembleia da República em que não há uma maioria para aprovar decisões do Conselho de Ministros.
Não se pode dizer que algo vai acontecer sem que haja a mais pequena decisão da parte dos responsáveis.
O tablóide Correio da Manhã MENTIU descaradamente. Inventou uma notícia que sabe que nunca poderia ser aplicada porque não há um governo maioritário.


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