''Estabilidade e crescimento'' à custa de quem ?

Todos com o olho no PEC

 
Ainda conhecemos muito pouco do PEC (Plano de Estabilidade Crescimento).

Apenas sabemos que os funcionários públicos já estão a pagar a factura por aquilo que os senhores da Alta Finança fizeram. Os senhores da Alta Finança de cá, caso do BPP, até já ameaçam o BP e o MF. Interessante. Não o deixaram falir como deveriam ter feito e, por isso, nada melhor, levam processo. Não está mal!! Não estamos na Islândia, o que é pena. Negar-se a pagar a fraude.

O PEC é, porém, outra coisa. è um pouco o futuro do país que começa a estar em causa. Oiço várias entidades a dizer que as medidas têm de ser muito duras.

Já percebi que alguns dos que dizem não são nada afectados por essas medidas. Até alguns estão de fora, do lado daqueles que andam na invenção de esquemas para pagar menos impostos.
As expectativas ficam com aqueles que já sabem mais uma vez quanto nos vai sair do bolso.

Mas gostava de encontrar certas respostas. Ainda hoje Carvalho da Silva, líder da Intersindical, levanta uma questão interessante e premente, na sua entrevista ao DN:
como é possível que as receitas fiscais tenham caído 5 vezes mais que o consumo, ou então, porque é que muitos portugueses continuam a não pagar impostos ou a pagar pouco?

Na realidade, só quem não se esquiva aos impostos, porque não pode, são mesmo os trabalhadores por conta de outrém. De resto, até se faz "gala", em ostentar, que se foge aos impostos.
E muitos destes são tão bons cidadãos que até se apelidam de "revolucionários"!!!. Só falta mesmo. A bem da Nação.

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Publicado por Xa2 às 00:06 de 09.03.10 | link do post | comentar |

23 comentários:
De Trabalhadores e Estado a 12 de Março de 2010 às 14:50
GOVERNO REAFIRMA:

 CONGELAMENTO DE SALÁRIOS
 REDUÇÃO DAS PENSÕES
(STE - Reunião em 2010-03-11)

1. Em reunião, pretensamente negocial, o Governo reafirmou hoje à Frente Sindical em que o STE se integra:
• o congelamento dos salários para 2010;
• a alteração do Estatuto da Aposentação para reduzir as pensões: a parcela P1 passa a reportar-se à remuneração de DEZ/2005 e não à da data da aposentação;
• o congelamento do subsídio de refeição, da ajuda de custo e das despesas com deslocações.

2. Mas deu também conta da intenção do Governo, já anunciada pelo Ministro das Finanças e que consta do PEC de acelerar a convergência com o regime da segurança social em 2 ou 3 anos!
Isto é, o Governo pretende antecipar, em 2 ou 3 anos, o que está previsto para 2015: aposentação só com 65 anos de idade e 40 anos de serviço.
Lembramos que o previsto na Lei n.º 60/2005, de 29 de Dezembro era a aposentação:
• Em 2010: 62 anos e 6 meses e 38 anos e 6 meses de serviço;
• Em 2011: 63 anos e 39 anos de serviço;
• Em 2012: 63 anos e 6 meses e 39 anos e 6 meses de serviço;
• Em 2013: 64 anos e 40 anos de serviço;
• Em 2014: 64 anos e 6 meses e 40 anos de serviço;
• Em 2015: 65 anos e 40 anos de serviço.

3. O STE manifestou a sua total oposição à degradação da situação remuneratória e das expectativas quanto à aposentação.

4. O STE aproveitou ainda a oportunidade para referir:
a) Quanto à avaliação do desempenho:
A situação que está a ser criada a muitos trabalhadores:
• Não concretizando a avaliação do desempenho e impossibilitando os acessos;
• Utilizando a avaliação das competências para desvalorizar a avaliação dos objectivos, promovendo assim o abaixamento das notas;
• Discriminando trabalhadores com mérito reconhecido em função das quotas;
b) Quanto ao acesso à justiça: A denegação da mesma atento o custo da propositura de qualquer acção para reconhecimento do direito;
c) Quanto à precariedade: O incumprimento do previsto quanto à regularização das situações precárias, que se vai acentuar com a Proposta de Lei do OE para 2010;
d) O total desajustamento dos métodos psicológicos aplicados na Administração Pública, agora com recurso a empresas privadas, no âmbito dos procedimentos concursais.

5. O Governo referiu também que não aceitava a proposta apresentada para “alteração da arquitectura e dinâmica das carreiras de técnico superior e de assistente técnico”.

6. Ficaram marcadas mais duas reuniões: para 17 e 24 de Março.
7. Os trabalhadores têm agora de ponderar as acções a promover.

LISBOA, 2010-03-11 Direcção do STE


De Zé pessoa a 11 de Março de 2010 às 15:57
Outro Partido? credo, cruzes canhoto!
Não são já partidos demais, os que por aí estão, meio moribundos ?


De Se é que já estão fartos de ser... a 11 de Março de 2010 às 14:58
Ainda ninguém se lembrou (dos muitos milhares que são, + de 480.000) de formar "O Partido dos Desempregados e Marginalizados do Mundo do Trabalho" - PDMMT que, certamente, após acto eleitoral teria de assumir a responsabilidade de governar governo.
Quando será que o povo português de deixa de lamurias e ladainhas recorrentes e arregaça as mangas, de forma útil e organizada.
Basta, de uma forma cooperante, retirar um euro cada um ao fundo de desemprego que recebe para suportar as custas da formação de um partido que seja capaz de governar (melhor) o país.
Desempregados deste país organizem-se, se é que já estão fartos de ser...


De Não é Socialista. a 11 de Março de 2010 às 13:54
Um governo que privatiza os correios não é socialista

Abrir ao capital privado novos mercados praticamente protegidos da concorrência foi uma das linhas de orientação do Novo Trabalhismo de Blair e Brown. A degradação do serviço de caminhos de ferro que se seguiu é hoje um facto incontroverso.

O último episódio da saga privatizadora do Novo Trabalhismo é o serviço dos correios (Royal Mail). A privatização tem sido adiada porque, depois de muitas tropelias na liberalização de alguns serviços postais que dão lucro, encontrou uma forte oposição da opinião pública.
Avaliando a fase de 'abertura do mercado', o relatório Hooper afirmava "não ter havido benefícios significativos da liberalização para as pequenas e médias empresas e para as famílias. Estes acreditam que o serviço da Royal Mail oferece uma boa relação qualidade-preço tal como está."

Contudo, a percepção do público é muito mais desfavorável que a linguagem cautelosa do relatório oficial. Em artigo no Guardian, Seumas Milne escrevia:
"Longe de "funcionar" ou prestar o serviço, a abertura de alguns segmentos às empresas privadas está a destruir uma rede pública que está no coração dos negócios e da vida social da Grã-Bretanha."

Este último aspecto é central para compreendermos por que razão os socialistas nunca privatizariam os correios.
Recordo aqui um livro de Jean Gadrey (Nova Economia Novo Mito, Instituto Piaget) onde se lê o seguinte sobre o serviço prestado pelos correios (p. 149):

"Em geral, esta organização é um serviço de proximidade que, em particular no quadro das suas estações e dos seus balcões, recebe "o público", todos os públicos. A qualidade deste acolhimento é diversa e por vezes problemática em termos de expectativas, mas algo de importante se desenrola ali, que de novo tem a ver com os laços sociais:
os agentes no balcão consagram uma parte considerável do seu tempo a ajudar pessoas com dificuldades ou "deficiências diversas" (analfabetismo ou dificuldades de compreensão dos procedimentos, pobreza, isolamento...), ligadas a formas de exclusão identificáveis. (...) A organização tolera por enquanto estes comportamentos não rentáveis ... também porque o monopólio que ela detém sobre uma parte das suas actividades ainda lhe permite libertar os recursos necessários. Mas já surgem pressões para os reduzir. (...)

Assim, esta empresa [pública] contribui para produzir integração social, que consideramos um bem colectivo a dois níveis, territorial por um lado, social por outro, a fim de manter a ligação da população às redes constitutivas da pertença a uma sociedade desenvolvida que são o correio, o vale do correio, a conta postal ou a caderneta A [serviços financeiros básicos em França]."

Se a coesão social está no âmago do pensamento socialista, então só posso esperar que os socialistas deste País não deixem passar à prática a anunciada intenção do Governo de privatizar os correios de Portugal.
Há certamente outras fontes de receita. Apenas é preciso ver com atenção o que se passa com
os rendimentos do capital e
com os negócios da urbanização de terrenos.

Os socialistas têm de levantar-se e dizer "BASTA, os Correios de Portugal são nossos"!

-por Jorge Bateira em 10.3.10 , Ladrões de Bicicletas


De Defender o PÚBLICO e sua Melhoria. a 11 de Março de 2010 às 13:58
Anónimo disse...

Não é mesmo!
Isto até me envergonha como membro do PS, embora não tenha nunca votado (digo-o publicamente!) na direcção actual e recem-passada do partido.
Uma medida dessas é de total insensibilidade para com necessidades que fazem o quotidiano da chamada "província", é de total insensibilidade para com a coesão territorial/nacional.

Se a desculpa "manhosa" é de alguma directiva europeia que "liberaliza" tais serviços, pois que se combata e se elimine nas instãncias europeias.
Cláudio Teixeira Almada, 11/3/10


Miguel Serras Pereira disse...
Caro Jorge Bateira,
estou na luta contra a privatização dos correios.
O Pedro Viana publicou no Vias de Facto um texto que vai no mesmo sentido e sugere formas de acção que me parecem, na generalidade, razoáveis.
Ver o seu "Basta!" em http://viasfacto.blogspot.com/2010/03/basta.html

Só um reparo sem prejuízo da unidade na acção e da discussão posterior ao ritmo desta:
os socialistas não defendem apenas a coesão social, isso também o Papa faz e qualquer corporativista da "democracia orgânica".

Os socialistas defendem a igualdade.

E outro ainda, dado que o ataque é a melhor defesa, e só se consegue o mínimo avançando na direcção do máximo:
sermos "contra a privatização" aqui significa que defendemos o serviço público e o seu desenvolvimento através do controle dos cidadãos, mais do que a simples propriedade do Estado.

Mas vamos falando pelo caminho.
Saudações republicanas


João disse...
Mais um crime dos politicos Portugueses.

A existência de um serviço publico de correios comporta consideraveis externalidades positivas que assim se vão perder.
E tudo com o objectivo de arrecadar uns poucos milhões que não vão resolver nada.

11 de Março de 2010


De Não foram eleitos para isto ! a 11 de Março de 2010 às 14:24
BASTA!

por Pedro Viana, em 11.3.2010, Vias de Facto

Em política há momentos chave, simbólicos, que se forem correctamente aproveitados podem originar mudanças profundas. Acho que o governo pode ter criado, inadvertidamente, um desses momentos.

Através da sua proposta de privatização dos CTT, que entre as que se encontram no PEC, é aquela cuja impopularidade mais tranversalmente atravessará a sociedade portuguesa. Esta proposta é simbólica porque coloca em evidência dois problemas fundamentais do sistema político português:

a existência de um partido que se diz de Esquerda, mas cujas acções há muito desmentem tal etiqueta, e que propõe agora destruir um dos pilares que assegura um mínimo de coesão social e territorial em Portugal;

o desprezo que os partidos, que têm apoiado os sucessivos governos que temos tido, demonstram perante os eleitores, propondo, sem qualquer pudôr, medidas com um profundo impacto social que não faziam parte do seu programa eleitoral.
Aproveitemos então este momento propício para agir. Para mobilizar transversalmente a sociedade portuguesa contra as políticas sócio-económicas deste governo, para incitar os militantes (ocorre-me, em particular, Manuel Alegre) e simpatizantes do PS a se pronunciarem contra esta direcção do PS,
para clamar por uma democracia mais participativa que assegure que a vontade dos cidadãos não possa ser ignorada. Culminando numa grande manifestação contra o governo, contra o PEC, contra a privatização dos CTT, que cerque o Parlamento no dia da votação do PEC, e que tenha como oradores os deputados do BE e PCP. Que deixem os seus lugares vazios na altura da votação do PEC, e juntem-se à multidão que grita:

BASTA, não foram eleitos para isso!


De vender 'aneis' empresas lucrativas?!! a 11 de Março de 2010 às 10:57
Os seguros da Caixa Geral de depósito e o PEC

Não li ainda o PEC. Não sei mesmo se há disponível alguma versão completa. Mas nem as 10 páginas do Portal do Governo li. Essas sei que estão disponíveis.

No entanto, segundo entendi nas privatizações eventualmente estarão incluídas as empresas de seguros e participações da CGD.

Antes de abordar a questão das privatizações, gostava de colocar uma reflexão a partir de uma interrogação para mim importante: Deverá ou não o Estado ser detentor de um grupo económico? Detentor não de um conjunto de empresas sem nexo entre si, mas de um grupo económico, com estratégia de grupo, com gestão de grupo, com organização de grupo ?Trata-se de uma questão que nunca senti discutida em profundidade

Um grupo ou empresas públicas dispersas são duas situações e duas lógicas nas antípodas. Ter empresas de Estado, autónomas pode eventualmente fazer sentido, num ou noutro caso, mas quase sempre sem grande impacto na economia e, sem constituir uma alavanca de intervenção forte no mercado. Neste caso a discussão da privatização torna-se uma questão menor.

Agora se se admite que o Estado deve ser detentor de um grupo económico forte, a situação muda completamente de figura, porque nesta situação há que formatar o grupo tendo em conta o interesse público e a base económica e as finalidades do grupo.

Vou por esta segunda via e, neste caso, tenho dificuldades em perceber que se sacrifique a área de seguros da CGD, quando entendo que a Caixa deve ser a cabeça do grupo Estado.

Um grupo económico do Estado forte, organizado na base da racionalidade económica desempenha funções económicas de exemplo e de defesa do interesse público. É muito mais eficaz na maioria dos casos que a função da regulação entregue a estruturas de regulação que, sendo necessárias em certos casos têm sempre um papel de complementaridade. O grupo económico de Estado não tem papel de polícia mas uma acção exemplar em vários domínios.

# posted by Joao Abel de Freitas, em PuxaPalavra, 10.3.2010


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 11 de Março de 2010 às 11:15
Índependentemente da pertinência da questão, o certo é que há motivos e justificações para ambas as respostas em contradição.
Mas o certo é que quando o estado vende gera receitas, baixa o PIB e é certo também que quando 'quiser' nacionaliza e recupera para si o que lhe interessar.
E o estado é sempre dono de uma empresa enorme que lhe gera as receitas que quiser - chama-se Direcção Geral de Impostos. É sempre a aviar em nome do que lhe quiserem chamar.
Ou como diria aqui à tempos um comentador deste blogue - mas quem é o estado?
Eu até estou a pensar em dar baixa da minha actividade geradora das 'tais' receitas ao 'tal' estado. E aí acaba a 'mama'. E se 'todos' fizéssemos o mesmo?


De outro Zé a 11 de Março de 2010 às 12:12
Vender o que tem prejuízos continuados e pouco interesse social parece racional (por ex: estou farto de pagar a factura da TAP só para 'manter a bandeira').
Já vender o que dá lucro é asneira grossa (por ex: os lucros dos CTT em poucos anos pagam o valor da sua privatização) e até levanta suspeitas de submissão a interesses privados... e, no mínimo, uma negociata altamente prejudicial para os Contribuintes/Estado
e muito benéfica para quem a comprar (quem serão os anónimos? e os intermediários? e os futuros administradores?)
- aliás, quem comprar este ''cão'' pode ''pagá-lo com o pelo do próprio cão'' (através de empréstimo ao Estado/CGD), bastando apenas o ''apoio/interesse político''.
e assim lá se irão os aneis do Tesouro Público...

Por outro lado, não é verdade que ''quando quiser pode nacionalizar e recuperar o que lhe interessar'' pois a integração na UE não permite novas 'revoluções' e PRECs...
nem sequer é possível lançar determinados níveis de impostos a bel-prazer dos governos...


De Zé T. a 11 de Março de 2010 às 11:47
A favor da SOBERANIA económica PÚBLICA

Porque não há-de o Estado ter um grupo empresarial forte e lucrativo (para depois repartir pelos cidadãos)?
Só Estados fortes podem controlar e impor regras e supervisão, Justiça e Segurança, que permitam boas condições socio-económicas para a sua sociedade.
E tal estado forte não tem de ser sinónimo de ditadura (de esquerda ou de direita).
Podemos encontrar Estados fortes economicamente e socialmente redistributivos em diversos países... da Noruega (controla o petróleo) a Singapura (sem recursos 'naturais'), com empresas estatais estratégicas ou com ''FUNDOS SOBERANOS'' que investem bem e com altos rendimentos.

Se as empresas (e os empresários e especuladores) cada vez mais deixam de ser Nacionais (as empresas de sucesso são cada vez mais multinacionais e anónimas, com sede em paraísos fiscais) e fogem aos controlos (fiscal e com responsabilidade) do/s Estado/s nesta economia capitalista, global e livre...
porque é que a RES PÚBLICA é criiticada de 'intervencionismo económico' e não pode/deve ser um agente económico de primeiro plano?! usando as mesmas regras capitalistas... e cumprindo todos os requisitos legais.

Não será que os nossos ''empresários de meia tigela'' advogam a livre concorrência mas só para eles, em mercados condicionados e espartilhados por carteis e oligopólios ?!!
para continuarem a explorar triplamente os cidadãos como consumidores, como contribuintes e como descartáveis micro-accionistas ?!!

Por outro lado, a detenção pelo Estado (central, periférico, autarquias) de empresas/serviços económicos pode ser justificado pela relevância do factor social e solidário, apoio ao desenvolvimento ou sector estratégico de segurança.
Nestes casos até é admissível a existência de ''prejuízos'' (pois existe ''lucro social''), o que não é admissível é a existência de má gestão, luxos e despesismo, de compadrios, de nepotismo, de 'desvios', de falta de transparência na aplicação de bens públicos e de falta de responsabilização civil e criminal.

E porque será que as empresas COOPERATIVAS (e caixas económicas, mutualistas, santas casas, ...) não são incentivadas e/ou têm vindo a ser 'capturadas' pelo poder económico-político (que influencia e manipula candidaturas) e pelos novos (tu)barões empresários ?!! que as descapitalizam ou saqueiam.

Os sectores Estatal e Cooperativo podem e devem ser economicamente importantes, viáveis e bem geridas, desempenhando um papel importante para dinamizar a economia, para desenvolver o país e os laços de solidariedade dos seus cidadãos.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 11 de Março de 2010 às 12:00
Caro Zé T.
Então o amigo ainda pensa que os nossos estimados governantes não sabem como dinamizar a economia, promover o emprego ou praticar políticas sociais justas aos seus concidadãos ?
Sabem com certeza.
Só que 'isso' não interessa ou não lhes tem interesse.


De Zé T. a 11 de Março de 2010 às 12:26
Pois ...
de outra forma, qualquer anúncio/intenção de promover o emprego (fora da sua esfera directa: administração central) ... é treta demagógica.

embora entre o que ''sabem como fazer''... e o que lhes interessa ou não ... ainda existam muitas interrogações e pressões...


De Izanagi a 10 de Março de 2010 às 00:58
“è um pouco o futuro do país que começa a estar em causa”
E ninguém pergunta: - Onde estão os responsáveis?


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 10 de Março de 2010 às 10:18
Ninguém pergunta porque todos sabem quem são os vários responsáveis.
Agora o que se devia perguntar 'é porque não são penalizados os responsáveis'?


De Zé T. a 11 de Março de 2010 às 09:17
resposta:

talvez porque os grandes responsáveis são as mesmas entidades que fazem as leis, nos (des)governam, aplicam a (in)justiça e 'administram' as empresas e organizações !

sejam estas entidades os partidos do arco do poder (PS, PSD, CDS), de há 30 anos para cá, e os seus ''colocados'' no Parlamento, no governo, nos tribunais, nas autarquias, nos institutos, fundações e empresas públicas ou intervencionadas, ...

e ainda aqueles que por trás puxam os cordelinhos e manuseiam os 'palhaços eleitos' e os 'eleitores/consumidores broncos e simples'
(os banqueiros, grandes sociedades de advogados, gabinetes de estudos e consultoria, donos/ responsáveis pela comunicação social, ...)


De marcadores a 9 de Março de 2010 às 14:01
A verdade é que há poucos a quererem fazer alguns sacrifícios pelo bem de todos.
E isto não invalida as explicações até fundamentadas que cada um arranja para não querer contribuir com a sua parte. E as justificações são sempre 'e então os outros'? É que ao fim e ao cabo para os outros, os outros somos nós.


De E se não existir crescimento/ exporta ? a 9 de Março de 2010 às 10:54
Efeitos perversos dos programas de Estabilização SEM crescimento.

Sócrates gosta muito de referir Paul Krugman. Aconselho-o a ler esta curta nota. E aos economistas do medo de Belém, concentrados na SEDES, também. Pois é: o somatório dos programas europeus, ditos de estabilização, em que toda a gente procura uma saída deflacionária pelas exportações, pode bem ser a contracção do mercado interno europeu e um resultado perverso: as exportações não arrancam para ninguém. No cenário do PEC nacional esta é a rubrica que mais cresce, em contraste com a quase estagnação da procura interna nacional. Para esta quase estagnação muito contribui o decréscimo do consumo público, em linha com a perda de poder de compra dos assalariados que é preconizada. A procura salarial, uma das coisas que preocupa quem investe, não arranca: na UE, estão todos a planear a mesma receita, até os alemães. Depois é trabalhar para reforçar os mecanismos disciplinares do capitalismo, através de novas alterações ao subsídio de desemprego e do congelamento total, até 2013, de rubricas como o rendimento social de inserção, um dos mais somíticos da OCDE: num país tão desigual, nunca podem ser os mais pobres a pagar a crise nas políticas, visto que já a pagam pela sua situação social. Ainda para mais quando o governo, em coerência com esta política com escala europeia, prevê a continuação do desemprego acima dos 9%, o que ajuda à contenção dos salários, claro. Economia do medo. O resultado para as contas públicas? Não sei, mas a oscilação entre a estagnação económica e a recessão não costuma fazer bem às receitas e às despesas. Há algumas alterações positivas, que há muito eram exigidas pelos peritos fiscais e pela esquerda socialista: criação de um novo escalão de IRS, taxação das mais-valias bolsistas e contenção dos benefícios fiscais (aqui os detalhes contam...). Importante, mas nada que compense o resto e a continuação da predação dos recursos públicos para engordar grupos económicos vorazes: 6 mil milhões de euros em novas privatizações. O ciclo vicioso continua.

[Publicado, em simultâneo, no Arrastão]
Publicada por João Rodrigues em 8.3.10 , Ladrões de Bicicletas


De Cuidado com os dedos !! a 9 de Março de 2010 às 10:56
........anónimo:
Qual a alternativa ao capitalismo sem freios? Não entendo nada disto: contenção salarial não acarreta, sobretudo quando os parceiros comerciais apostam na mesma receita, redução da procura? Então quem vai comprar a Portugal se Alemanha , França etc, já para não falar na Espanha, estão a tomar medidas de contenção salarial? Ou isto só lá vai com um grande sobressalto(Guerra?)?? Há quem diga..

.............. maria povo disse...
E mais uma vez se vai "matar a galinha dos ovos de ouro", privatizando.

E para quando a JUSTIÇA FISCAL, relativamente ao pagamento do IRC IGUAL para para os BANCOS pois pagam irc por metade das restantes empresas???????

Os (des)governantes falam que não sobem os impostos, grande mentira e são os mesmos de sempre a ficarem mais pobres; pois que seria bom AUMENTAR os impostos aos Bancos!!!!

Só estou a falar em JUSTIÇA FISCAL!!!

Sabe-se que os portugueses estão com sérios problemas mentais... pudera!!!! a sorte dos (des)governantes é que metade da população anda a "quimicos"!! há que os manter "tranquilos e calminhos" porque se pensam muito na "vidinha" ainda se podem revoltar!!!! REVOLUÇÃO JÁ!!!!

.............D., H disse...
Tanto esforço de gerações na criação de bens públicos, para nada. De um momento para o outro, mais privatizações. À medida do buraco que foi cavado. E mais cortes generalizados nos salários. O Rectângulo vai sendo literalmente apropriado por uma pequena minoria (portugueses?).
Para a maioria é o convite ao adeus ou vai-te embora...
Perante a impunidade da fraude, o sistema liberal triunfa. Enquanto pessoas distraídas e cordatas vão engrossando a fila à porta da segurança social, a cada dia que passa.

9 de Março de 2010 10:31


De Oportuno a 9 de Março de 2010 às 10:41
FUNÇÃO PÚBLICA- Uma greve oportuna?

No passado dia 4 deste mês realizou-se uma greve geral no Estado envolvendo os grandes sindicatos do sector. Como sempre acontece alguns sectores aderiram mais do que outros á greve colocando na realidade o País em marcha lenta durante um dia

Tive ocasião de acompanhar as diferentes notícias e comentários à greve, com destaque para as figuras do Governo e dos sindicatos, e ouvir diversos programas onde era debatida a paralização.
Uma parte substancial dos comentadores e cronistas iniciavam os seus dizeres desta maneira “ embora a greve seja um direito....o que se coloca em cima da mesa é a oportunidade da mesma”. Esta ideia, aparentemente democrática, encerra anos de pensamento ditatorial e esconde os verdadeiros interesses de quem assim fala! Demonstra também uma falta de cultura cívica e política preocupante!

Será que uma greve alguma vez é oportuna? Responderei que é sempre oportuna para quem a marca e muito pouco oportuna para quem sofre as suas consequências! Assim os tais cronistas e comentadores revelam no fundo que não concordam com a greve como é obvio! Uma greve para ser eficaz deve ter consequências, caso contrário andamos a fazer brincadeiras!
O que deveriam dizer é que as greves devem ser prevenidas através de negociações sérias e não de imposições, havendo ganhos e perdas de parte a parte! O Estado português faz efectivamente uma caricatura de negociações e não uma verdadeira negociação.
Não sendo possível chegar a acordos os sindicatos estão no seu direito de marcar uma greve (sempre oportuna, já que a marcam) ou outra forma de acção e o governo de decidir com a legitimidade eleitoral que detém.

Outros comentadores dizem também com ar de grandes sábios que “a greve serve apenas para agitar e criar condições políticas de desgaste do Governo”. Ora aqui temos outra verdade. Um surto grevista é frequentemente um movimento que debilita um governo. Mas nem sempre! Depende de muitos factores , nomeadamente se a população em geral está do lado dos grevistas.

Finalmente é bom que se diga que o combate ao défice e a política económica estabelecida pelo PEC (Pacto de estabilidade e Convergência) não impôs qualquer situação de estado de sítio, suspendendo as liberdades e garantias! Pelo contrário, a conflitualidade vai aumentar apesar do desemprego! É legítimo que um largo sector do povo português, os trabalhadores do Estado, lutem por uma vida melhor. As suas organizações têm o dever e obrigação de lutarem e de não baixarem os braços!
- por A.Brandão Guedes em 16:09, 8.3.2010, Bem Estar no Trabalho


De cortem o DESPESISMO dos barões !! a 9 de Março de 2010 às 10:34

E o culpado é o trabalhador do Estado !?!!

ISTO É UM ESCANDALO!

Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da Republica

1 – Vencimento de Deputados ………………………12 milhões 349 mil Euros
2 – Ajudas de Custo de Deputados……………………2 milhões 724 mil Euros
3 – Transportes de Deputados ………………………3 milhões 869 mil Euros
4 – Deslocações e Estadas …………………………2 milhões 363 mil Euros
5 – Assistência Técnica (??) ………………………2 milhões 948 mil Euros
6 – Outros Trabalhos Especializados (??) …3 milhões 593 mil Euros
7 – RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA…..961 mil Euros
8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares…..970 mil Euros
9 – Equipamento de Informática ………….2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) …………..2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios ………………………2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer’s (??) Diversos (??)……......….13 milhões 506 mil Euros
13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. .......…16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS …....73 milhões 798 mil Euros
Em resumo e NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ANO de 2010, é :€ 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos)

– Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 – 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010 ou em http://www.dre.pt

Vamos lá então ver se isto agora já o começa a incomodar um “bocadinho”.
Repare:
Cada deputado, em vencimentos e encargos directos e indirectos custa ao País, cerca de 700.000 Euros por ano. Ou seja cerca de 60.000 Euros/ mês.

.....
Urge repor a justiça social e para isso tem de se reduzir áqueles que têm mais rendimentos, é necessário impor um ''tecto'' (a partir do qual devem ser super-taxados) àqueles a quem estão a ser pagas reformas 'douradas' e acabar com a acumulação de reformas e de empregos/tachos quando estes rendimentos ultrapassem 4 ou 5 salários mínimos.

Têm de se adequar as remunerações dos gestores de empresas públicas à realidade do país e acabar com as mordomias e bónus de gestão.


De DD a 9 de Março de 2010 às 22:03
É injusto uns ganharem tanto e outros muito pouco, mas repare-se que a relativa pacificação sindical com os professores custa quase 450 milhões de euros a mais no total dos salárrios dos cerca de 150 mil professores. Não é muito, pois dá uma média de 3.000 por professor/ano. ou 214 por professor/mês.
Infelizmente, de um lado estão umas centenas de pessoas e do outro mais de cinco milhões de activos e 10,6 milhões de habitantes.
Por dia as despesas de saúde orçam os 17 milhões de euros e as da educação são quase o mesmo.


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