De vender 'aneis' empresas lucrativas?!! a 11 de Março de 2010 às 10:57
Os seguros da Caixa Geral de depósito e o PEC

Não li ainda o PEC. Não sei mesmo se há disponível alguma versão completa. Mas nem as 10 páginas do Portal do Governo li. Essas sei que estão disponíveis.

No entanto, segundo entendi nas privatizações eventualmente estarão incluídas as empresas de seguros e participações da CGD.

Antes de abordar a questão das privatizações, gostava de colocar uma reflexão a partir de uma interrogação para mim importante: Deverá ou não o Estado ser detentor de um grupo económico? Detentor não de um conjunto de empresas sem nexo entre si, mas de um grupo económico, com estratégia de grupo, com gestão de grupo, com organização de grupo ?Trata-se de uma questão que nunca senti discutida em profundidade

Um grupo ou empresas públicas dispersas são duas situações e duas lógicas nas antípodas. Ter empresas de Estado, autónomas pode eventualmente fazer sentido, num ou noutro caso, mas quase sempre sem grande impacto na economia e, sem constituir uma alavanca de intervenção forte no mercado. Neste caso a discussão da privatização torna-se uma questão menor.

Agora se se admite que o Estado deve ser detentor de um grupo económico forte, a situação muda completamente de figura, porque nesta situação há que formatar o grupo tendo em conta o interesse público e a base económica e as finalidades do grupo.

Vou por esta segunda via e, neste caso, tenho dificuldades em perceber que se sacrifique a área de seguros da CGD, quando entendo que a Caixa deve ser a cabeça do grupo Estado.

Um grupo económico do Estado forte, organizado na base da racionalidade económica desempenha funções económicas de exemplo e de defesa do interesse público. É muito mais eficaz na maioria dos casos que a função da regulação entregue a estruturas de regulação que, sendo necessárias em certos casos têm sempre um papel de complementaridade. O grupo económico de Estado não tem papel de polícia mas uma acção exemplar em vários domínios.

# posted by Joao Abel de Freitas, em PuxaPalavra, 10.3.2010


De Zé T. a 11 de Março de 2010 às 11:47
A favor da SOBERANIA económica PÚBLICA

Porque não há-de o Estado ter um grupo empresarial forte e lucrativo (para depois repartir pelos cidadãos)?
Só Estados fortes podem controlar e impor regras e supervisão, Justiça e Segurança, que permitam boas condições socio-económicas para a sua sociedade.
E tal estado forte não tem de ser sinónimo de ditadura (de esquerda ou de direita).
Podemos encontrar Estados fortes economicamente e socialmente redistributivos em diversos países... da Noruega (controla o petróleo) a Singapura (sem recursos 'naturais'), com empresas estatais estratégicas ou com ''FUNDOS SOBERANOS'' que investem bem e com altos rendimentos.

Se as empresas (e os empresários e especuladores) cada vez mais deixam de ser Nacionais (as empresas de sucesso são cada vez mais multinacionais e anónimas, com sede em paraísos fiscais) e fogem aos controlos (fiscal e com responsabilidade) do/s Estado/s nesta economia capitalista, global e livre...
porque é que a RES PÚBLICA é criiticada de 'intervencionismo económico' e não pode/deve ser um agente económico de primeiro plano?! usando as mesmas regras capitalistas... e cumprindo todos os requisitos legais.

Não será que os nossos ''empresários de meia tigela'' advogam a livre concorrência mas só para eles, em mercados condicionados e espartilhados por carteis e oligopólios ?!!
para continuarem a explorar triplamente os cidadãos como consumidores, como contribuintes e como descartáveis micro-accionistas ?!!

Por outro lado, a detenção pelo Estado (central, periférico, autarquias) de empresas/serviços económicos pode ser justificado pela relevância do factor social e solidário, apoio ao desenvolvimento ou sector estratégico de segurança.
Nestes casos até é admissível a existência de ''prejuízos'' (pois existe ''lucro social''), o que não é admissível é a existência de má gestão, luxos e despesismo, de compadrios, de nepotismo, de 'desvios', de falta de transparência na aplicação de bens públicos e de falta de responsabilização civil e criminal.

E porque será que as empresas COOPERATIVAS (e caixas económicas, mutualistas, santas casas, ...) não são incentivadas e/ou têm vindo a ser 'capturadas' pelo poder económico-político (que influencia e manipula candidaturas) e pelos novos (tu)barões empresários ?!! que as descapitalizam ou saqueiam.

Os sectores Estatal e Cooperativo podem e devem ser economicamente importantes, viáveis e bem geridas, desempenhando um papel importante para dinamizar a economia, para desenvolver o país e os laços de solidariedade dos seus cidadãos.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 11 de Março de 2010 às 12:00
Caro Zé T.
Então o amigo ainda pensa que os nossos estimados governantes não sabem como dinamizar a economia, promover o emprego ou praticar políticas sociais justas aos seus concidadãos ?
Sabem com certeza.
Só que 'isso' não interessa ou não lhes tem interesse.


De Zé T. a 11 de Março de 2010 às 12:26
Pois ...
de outra forma, qualquer anúncio/intenção de promover o emprego (fora da sua esfera directa: administração central) ... é treta demagógica.

embora entre o que ''sabem como fazer''... e o que lhes interessa ou não ... ainda existam muitas interrogações e pressões...


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