''Estabilidade e crescimento'' à custa de quem ?

Todos com o olho no PEC

 
Ainda conhecemos muito pouco do PEC (Plano de Estabilidade Crescimento).

Apenas sabemos que os funcionários públicos já estão a pagar a factura por aquilo que os senhores da Alta Finança fizeram. Os senhores da Alta Finança de cá, caso do BPP, até já ameaçam o BP e o MF. Interessante. Não o deixaram falir como deveriam ter feito e, por isso, nada melhor, levam processo. Não está mal!! Não estamos na Islândia, o que é pena. Negar-se a pagar a fraude.

O PEC é, porém, outra coisa. è um pouco o futuro do país que começa a estar em causa. Oiço várias entidades a dizer que as medidas têm de ser muito duras.

Já percebi que alguns dos que dizem não são nada afectados por essas medidas. Até alguns estão de fora, do lado daqueles que andam na invenção de esquemas para pagar menos impostos.
As expectativas ficam com aqueles que já sabem mais uma vez quanto nos vai sair do bolso.

Mas gostava de encontrar certas respostas. Ainda hoje Carvalho da Silva, líder da Intersindical, levanta uma questão interessante e premente, na sua entrevista ao DN:
como é possível que as receitas fiscais tenham caído 5 vezes mais que o consumo, ou então, porque é que muitos portugueses continuam a não pagar impostos ou a pagar pouco?

Na realidade, só quem não se esquiva aos impostos, porque não pode, são mesmo os trabalhadores por conta de outrém. De resto, até se faz "gala", em ostentar, que se foge aos impostos.
E muitos destes são tão bons cidadãos que até se apelidam de "revolucionários"!!!. Só falta mesmo. A bem da Nação.

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Publicado por Xa2 às 00:06 de 09.03.10 | link do post | comentar |

23 comentários:
De E se não existir crescimento/ exporta ? a 9 de Março de 2010 às 10:54
Efeitos perversos dos programas de Estabilização SEM crescimento.

Sócrates gosta muito de referir Paul Krugman. Aconselho-o a ler esta curta nota. E aos economistas do medo de Belém, concentrados na SEDES, também. Pois é: o somatório dos programas europeus, ditos de estabilização, em que toda a gente procura uma saída deflacionária pelas exportações, pode bem ser a contracção do mercado interno europeu e um resultado perverso: as exportações não arrancam para ninguém. No cenário do PEC nacional esta é a rubrica que mais cresce, em contraste com a quase estagnação da procura interna nacional. Para esta quase estagnação muito contribui o decréscimo do consumo público, em linha com a perda de poder de compra dos assalariados que é preconizada. A procura salarial, uma das coisas que preocupa quem investe, não arranca: na UE, estão todos a planear a mesma receita, até os alemães. Depois é trabalhar para reforçar os mecanismos disciplinares do capitalismo, através de novas alterações ao subsídio de desemprego e do congelamento total, até 2013, de rubricas como o rendimento social de inserção, um dos mais somíticos da OCDE: num país tão desigual, nunca podem ser os mais pobres a pagar a crise nas políticas, visto que já a pagam pela sua situação social. Ainda para mais quando o governo, em coerência com esta política com escala europeia, prevê a continuação do desemprego acima dos 9%, o que ajuda à contenção dos salários, claro. Economia do medo. O resultado para as contas públicas? Não sei, mas a oscilação entre a estagnação económica e a recessão não costuma fazer bem às receitas e às despesas. Há algumas alterações positivas, que há muito eram exigidas pelos peritos fiscais e pela esquerda socialista: criação de um novo escalão de IRS, taxação das mais-valias bolsistas e contenção dos benefícios fiscais (aqui os detalhes contam...). Importante, mas nada que compense o resto e a continuação da predação dos recursos públicos para engordar grupos económicos vorazes: 6 mil milhões de euros em novas privatizações. O ciclo vicioso continua.

[Publicado, em simultâneo, no Arrastão]
Publicada por João Rodrigues em 8.3.10 , Ladrões de Bicicletas


De Cuidado com os dedos !! a 9 de Março de 2010 às 10:56
........anónimo:
Qual a alternativa ao capitalismo sem freios? Não entendo nada disto: contenção salarial não acarreta, sobretudo quando os parceiros comerciais apostam na mesma receita, redução da procura? Então quem vai comprar a Portugal se Alemanha , França etc, já para não falar na Espanha, estão a tomar medidas de contenção salarial? Ou isto só lá vai com um grande sobressalto(Guerra?)?? Há quem diga..

.............. maria povo disse...
E mais uma vez se vai "matar a galinha dos ovos de ouro", privatizando.

E para quando a JUSTIÇA FISCAL, relativamente ao pagamento do IRC IGUAL para para os BANCOS pois pagam irc por metade das restantes empresas???????

Os (des)governantes falam que não sobem os impostos, grande mentira e são os mesmos de sempre a ficarem mais pobres; pois que seria bom AUMENTAR os impostos aos Bancos!!!!

Só estou a falar em JUSTIÇA FISCAL!!!

Sabe-se que os portugueses estão com sérios problemas mentais... pudera!!!! a sorte dos (des)governantes é que metade da população anda a "quimicos"!! há que os manter "tranquilos e calminhos" porque se pensam muito na "vidinha" ainda se podem revoltar!!!! REVOLUÇÃO JÁ!!!!

.............D., H disse...
Tanto esforço de gerações na criação de bens públicos, para nada. De um momento para o outro, mais privatizações. À medida do buraco que foi cavado. E mais cortes generalizados nos salários. O Rectângulo vai sendo literalmente apropriado por uma pequena minoria (portugueses?).
Para a maioria é o convite ao adeus ou vai-te embora...
Perante a impunidade da fraude, o sistema liberal triunfa. Enquanto pessoas distraídas e cordatas vão engrossando a fila à porta da segurança social, a cada dia que passa.

9 de Março de 2010 10:31


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