''Estabilidade e crescimento'' à custa de quem ?

Todos com o olho no PEC

 
Ainda conhecemos muito pouco do PEC (Plano de Estabilidade Crescimento).

Apenas sabemos que os funcionários públicos já estão a pagar a factura por aquilo que os senhores da Alta Finança fizeram. Os senhores da Alta Finança de cá, caso do BPP, até já ameaçam o BP e o MF. Interessante. Não o deixaram falir como deveriam ter feito e, por isso, nada melhor, levam processo. Não está mal!! Não estamos na Islândia, o que é pena. Negar-se a pagar a fraude.

O PEC é, porém, outra coisa. è um pouco o futuro do país que começa a estar em causa. Oiço várias entidades a dizer que as medidas têm de ser muito duras.

Já percebi que alguns dos que dizem não são nada afectados por essas medidas. Até alguns estão de fora, do lado daqueles que andam na invenção de esquemas para pagar menos impostos.
As expectativas ficam com aqueles que já sabem mais uma vez quanto nos vai sair do bolso.

Mas gostava de encontrar certas respostas. Ainda hoje Carvalho da Silva, líder da Intersindical, levanta uma questão interessante e premente, na sua entrevista ao DN:
como é possível que as receitas fiscais tenham caído 5 vezes mais que o consumo, ou então, porque é que muitos portugueses continuam a não pagar impostos ou a pagar pouco?

Na realidade, só quem não se esquiva aos impostos, porque não pode, são mesmo os trabalhadores por conta de outrém. De resto, até se faz "gala", em ostentar, que se foge aos impostos.
E muitos destes são tão bons cidadãos que até se apelidam de "revolucionários"!!!. Só falta mesmo. A bem da Nação.

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Publicado por Xa2 às 00:06 de 09.03.10 | link do post | comentar |

23 comentários:
De Zé T. a 11 de Março de 2010 às 11:47
A favor da SOBERANIA económica PÚBLICA

Porque não há-de o Estado ter um grupo empresarial forte e lucrativo (para depois repartir pelos cidadãos)?
Só Estados fortes podem controlar e impor regras e supervisão, Justiça e Segurança, que permitam boas condições socio-económicas para a sua sociedade.
E tal estado forte não tem de ser sinónimo de ditadura (de esquerda ou de direita).
Podemos encontrar Estados fortes economicamente e socialmente redistributivos em diversos países... da Noruega (controla o petróleo) a Singapura (sem recursos 'naturais'), com empresas estatais estratégicas ou com ''FUNDOS SOBERANOS'' que investem bem e com altos rendimentos.

Se as empresas (e os empresários e especuladores) cada vez mais deixam de ser Nacionais (as empresas de sucesso são cada vez mais multinacionais e anónimas, com sede em paraísos fiscais) e fogem aos controlos (fiscal e com responsabilidade) do/s Estado/s nesta economia capitalista, global e livre...
porque é que a RES PÚBLICA é criiticada de 'intervencionismo económico' e não pode/deve ser um agente económico de primeiro plano?! usando as mesmas regras capitalistas... e cumprindo todos os requisitos legais.

Não será que os nossos ''empresários de meia tigela'' advogam a livre concorrência mas só para eles, em mercados condicionados e espartilhados por carteis e oligopólios ?!!
para continuarem a explorar triplamente os cidadãos como consumidores, como contribuintes e como descartáveis micro-accionistas ?!!

Por outro lado, a detenção pelo Estado (central, periférico, autarquias) de empresas/serviços económicos pode ser justificado pela relevância do factor social e solidário, apoio ao desenvolvimento ou sector estratégico de segurança.
Nestes casos até é admissível a existência de ''prejuízos'' (pois existe ''lucro social''), o que não é admissível é a existência de má gestão, luxos e despesismo, de compadrios, de nepotismo, de 'desvios', de falta de transparência na aplicação de bens públicos e de falta de responsabilização civil e criminal.

E porque será que as empresas COOPERATIVAS (e caixas económicas, mutualistas, santas casas, ...) não são incentivadas e/ou têm vindo a ser 'capturadas' pelo poder económico-político (que influencia e manipula candidaturas) e pelos novos (tu)barões empresários ?!! que as descapitalizam ou saqueiam.

Os sectores Estatal e Cooperativo podem e devem ser economicamente importantes, viáveis e bem geridas, desempenhando um papel importante para dinamizar a economia, para desenvolver o país e os laços de solidariedade dos seus cidadãos.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 11 de Março de 2010 às 12:00
Caro Zé T.
Então o amigo ainda pensa que os nossos estimados governantes não sabem como dinamizar a economia, promover o emprego ou praticar políticas sociais justas aos seus concidadãos ?
Sabem com certeza.
Só que 'isso' não interessa ou não lhes tem interesse.


De Zé T. a 11 de Março de 2010 às 12:26
Pois ...
de outra forma, qualquer anúncio/intenção de promover o emprego (fora da sua esfera directa: administração central) ... é treta demagógica.

embora entre o que ''sabem como fazer''... e o que lhes interessa ou não ... ainda existam muitas interrogações e pressões...


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