''Estabilidade e crescimento'' à custa de quem ?

Todos com o olho no PEC

 
Ainda conhecemos muito pouco do PEC (Plano de Estabilidade Crescimento).

Apenas sabemos que os funcionários públicos já estão a pagar a factura por aquilo que os senhores da Alta Finança fizeram. Os senhores da Alta Finança de cá, caso do BPP, até já ameaçam o BP e o MF. Interessante. Não o deixaram falir como deveriam ter feito e, por isso, nada melhor, levam processo. Não está mal!! Não estamos na Islândia, o que é pena. Negar-se a pagar a fraude.

O PEC é, porém, outra coisa. è um pouco o futuro do país que começa a estar em causa. Oiço várias entidades a dizer que as medidas têm de ser muito duras.

Já percebi que alguns dos que dizem não são nada afectados por essas medidas. Até alguns estão de fora, do lado daqueles que andam na invenção de esquemas para pagar menos impostos.
As expectativas ficam com aqueles que já sabem mais uma vez quanto nos vai sair do bolso.

Mas gostava de encontrar certas respostas. Ainda hoje Carvalho da Silva, líder da Intersindical, levanta uma questão interessante e premente, na sua entrevista ao DN:
como é possível que as receitas fiscais tenham caído 5 vezes mais que o consumo, ou então, porque é que muitos portugueses continuam a não pagar impostos ou a pagar pouco?

Na realidade, só quem não se esquiva aos impostos, porque não pode, são mesmo os trabalhadores por conta de outrém. De resto, até se faz "gala", em ostentar, que se foge aos impostos.
E muitos destes são tão bons cidadãos que até se apelidam de "revolucionários"!!!. Só falta mesmo. A bem da Nação.

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Publicado por Xa2 às 00:06 de 09.03.10 | link do post | comentar |

23 comentários:
De Defender o PÚBLICO e sua Melhoria. a 11 de Março de 2010 às 13:58
Anónimo disse...

Não é mesmo!
Isto até me envergonha como membro do PS, embora não tenha nunca votado (digo-o publicamente!) na direcção actual e recem-passada do partido.
Uma medida dessas é de total insensibilidade para com necessidades que fazem o quotidiano da chamada "província", é de total insensibilidade para com a coesão territorial/nacional.

Se a desculpa "manhosa" é de alguma directiva europeia que "liberaliza" tais serviços, pois que se combata e se elimine nas instãncias europeias.
Cláudio Teixeira Almada, 11/3/10


Miguel Serras Pereira disse...
Caro Jorge Bateira,
estou na luta contra a privatização dos correios.
O Pedro Viana publicou no Vias de Facto um texto que vai no mesmo sentido e sugere formas de acção que me parecem, na generalidade, razoáveis.
Ver o seu "Basta!" em http://viasfacto.blogspot.com/2010/03/basta.html

Só um reparo sem prejuízo da unidade na acção e da discussão posterior ao ritmo desta:
os socialistas não defendem apenas a coesão social, isso também o Papa faz e qualquer corporativista da "democracia orgânica".

Os socialistas defendem a igualdade.

E outro ainda, dado que o ataque é a melhor defesa, e só se consegue o mínimo avançando na direcção do máximo:
sermos "contra a privatização" aqui significa que defendemos o serviço público e o seu desenvolvimento através do controle dos cidadãos, mais do que a simples propriedade do Estado.

Mas vamos falando pelo caminho.
Saudações republicanas


João disse...
Mais um crime dos politicos Portugueses.

A existência de um serviço publico de correios comporta consideraveis externalidades positivas que assim se vão perder.
E tudo com o objectivo de arrecadar uns poucos milhões que não vão resolver nada.

11 de Março de 2010


De Não foram eleitos para isto ! a 11 de Março de 2010 às 14:24
BASTA!

por Pedro Viana, em 11.3.2010, Vias de Facto

Em política há momentos chave, simbólicos, que se forem correctamente aproveitados podem originar mudanças profundas. Acho que o governo pode ter criado, inadvertidamente, um desses momentos.

Através da sua proposta de privatização dos CTT, que entre as que se encontram no PEC, é aquela cuja impopularidade mais tranversalmente atravessará a sociedade portuguesa. Esta proposta é simbólica porque coloca em evidência dois problemas fundamentais do sistema político português:

a existência de um partido que se diz de Esquerda, mas cujas acções há muito desmentem tal etiqueta, e que propõe agora destruir um dos pilares que assegura um mínimo de coesão social e territorial em Portugal;

o desprezo que os partidos, que têm apoiado os sucessivos governos que temos tido, demonstram perante os eleitores, propondo, sem qualquer pudôr, medidas com um profundo impacto social que não faziam parte do seu programa eleitoral.
Aproveitemos então este momento propício para agir. Para mobilizar transversalmente a sociedade portuguesa contra as políticas sócio-económicas deste governo, para incitar os militantes (ocorre-me, em particular, Manuel Alegre) e simpatizantes do PS a se pronunciarem contra esta direcção do PS,
para clamar por uma democracia mais participativa que assegure que a vontade dos cidadãos não possa ser ignorada. Culminando numa grande manifestação contra o governo, contra o PEC, contra a privatização dos CTT, que cerque o Parlamento no dia da votação do PEC, e que tenha como oradores os deputados do BE e PCP. Que deixem os seus lugares vazios na altura da votação do PEC, e juntem-se à multidão que grita:

BASTA, não foram eleitos para isso!


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