Vivam as Mulheres

 8 de Março – Dia internacional da MULHER

Agir em igualdade, revalorizar o trabalho, lutar para mudar ! 


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Publicado por Xa2 às 12:30 de 08.03.10 | link do post | comentar |

6 comentários:
De Deixem-nas governar, sem imitar homens!! a 11 de Março de 2010 às 10:23
Mulheres: deixem-nas governar!

-por AG, Causa Nossa, 9.3.2010

Não posso deixar de assinalar o dia que ontem se celebrou, 8 de Março, já que infelizmente ainda se justifica um Dia Internacional da Mulher.
Porque apesar da igualdade em termos jurídicos (na Europa), a prática ainda deixa muito a desejar, a começar pelos "tectos de vidro" que impedem as mulheres de chegar ao topo dos cargos públicos e privados, apesar de claramente competentes e experientes.
Felizmente que, graças à governação socialista nos últimos anos, demos aqui em Portugal passos significativos em matéria de igualdade - e destaco o impacto da Lei da Paridade, que já se faz sentir.

Mas não basta ter mais mulheres nas listas eleitorais. Precisamos de mais mulheres nos topos das carreiras, tanto na função pública, como nas empresas públicas e privadas, nos topos dos órgãos de decisão política e económica, para fazerem a diferença na marcação da agenda, para colocarem na mesa os assuntos que mais interessam às mulheres, para contribuirem com as suas sensibilidades e talentos para a resolução dos problemas que a toda a sociedade importam.

E para que isso aconteça precisamos de legislação (e vigilância na sua aplicação) mais favorável à CONCILIAÇÃO entre a VIDA FAMILIAR e PROFISSIONAL, pois precisamos de mudar mentalidades e educar os homens para assumirem plenamente responsabilidades na esfera privada, incluindo a de serem pais.

Por tudo isso e em tempos de grave crise económica e financeira - resultante do falhanço da esmagadora maioria de homens que domina as instituições financeiras, incluindo as de regulação e supervisão - considero muito oportuno que a Secretária de Estado para a Igualdade, Elza Pais, tenha tomado a iniciativa de lembrar que não temos falta de mulheres qualificadas para dirigir o Banco de Portugal:
entre outras, Teodora Cardoso, Manuela Arcanjo, Domitília Santos ou Elisa Ferreira. Deixem-nas governar!


De marcadores a 8 de Março de 2010 às 18:01
Incomoda-me sempre este tipo de dias evocativos.
Percebo o que se pretende, mas mesmo assim incomoda-me à mesma.
Penso que é uma confirmação de menoridade.
Menoridade social pela exclusão sexual existente quer pela menoridade política ao impor quotas por inclusão sexual.
Podem ser óptimas as intenções, mas não deixam de ser menoridades intelectuais e isso incomoda-me sempre.


De Zé T. a 9 de Março de 2010 às 09:56
Compreendo a perspectiva de menoridade/ menorização ... (e a manipulação das quotas também me está 'atravessada').
Mas também existem outras perspectivas:

como qualquer outro dia comemorativo este dia também é para nos lembrar que as MULHERES LUTARAM (e lutam) e Morreram (e morrem) por direitos 'básicos', por direitos Humanos, pelo direito à igualdade, em condições de trabalho higiene e segurança, por remuneração igual, por RESPEITO pela sua PESSOA.

E se este ano se comemora o centenário da instituição internacional (pela ONU) deste Dia da Mulher, os seus fundamentos e causas fortes que o despoletaram remetem para a GREVE das Mulheres operárias de Nova York no virar do séc.xix para xx, com forte repressão e custos pessoais das trabalhadoras (e das femininistas/cidadãs dessa altura).
Se não for por mais nada... estes factos já chegam e sobram.

Mas também deve existir o reconhecimento da sua múltipla função de Pessoa, Cidadã, Trabalhadora (empregada + 'doméstica') e de Mãe ... e por mais que os homens Bons ajudem ... estão apenas a ''ajudar'' e não a repartir igualmente o trabalho, os esforços, e os benefícios.

VIVAM as MULHERES !!


De marcadores a 9 de Março de 2010 às 14:08
Viva para todos os seres humanos que lutam para fazer um Mundo Melhor.
Viva algumas Mulheres não viva para outras mulheres que dizendo Viva as Mulheres querem contudo ser apenas iguais aos homens e não aos Homens.
Abaixo o sentimento de culpa e toda a discriminação por sexo, raça, religião, ou origem.


De Desigualdades de género a 8 de Março de 2010 às 17:06
O feminismo como construção

«Não é novidade que as crises não se dão bem com a igualdade e que, no contexto neoliberal em que vivemos, as assimetrias continuam a declinar-se no feminino.

Como revela um estudo do economista Eugénio Rosa, ainda que entre 2001 e 2008 tenha aumentado a "participação da mulher na criação de riqueza em Portugal, medida através do emprego", e que essa participação seja "tanto maior quanto mais elevado é o nível de escolaridade considerado",
o facto é que quanto mais são elevados os níveis de escolaridade, mais mulheres há desempregadas e a auferir menores rendimentos, quando comparados com homens do mesmo escalão.
Além disso, essa "discriminação com base no género não se limita à vida activa, mas prolonga-se também na reforma".
São também conhecidos os problemas de diferenças salariais que persistem no sector corticeiro, ou as diferenças de salário, em hipermercados, entre o trabalho feminino na peixaria e masculino no talho…

Apesar de se falar até de um certo "feminismo de Estado", mais atento a áreas como o apoio à parentalidade ou à paridade na participação política, o facto é que também na economia (desemprego, precariedade, rendimentos, progressão na carreira) e

na gestão da vida doméstica (tempo dedicado a tarefas não remuneradas, partilha de tarefas, tempo livre) há ainda muitos "tectos de vidro" por ultrapassar, muitas ascensões visíveis, que parecem estar ali ao alcance da mão, mas que ficam muitas vezes por alcançar.
Os "tectos de vidro" estão normalmente assentes em alicerces de aço, são construções sólidas.

As mulheres e os homens que com a primeira vaga feminista lutaram pela consagração da igualdade de direitos jurídicos (políticos, cívicos, sociais…) descontruíram a ideia multissecular de que essa desigualdade era natural.
Com a segunda vaga feminista, alargaram esse edifício de direitos à compreensão do género como construção social e não biológica, trazendo para a esfera dos direitos públicos o que era visto como assunto privado (direito à saúde, ao corpo, à sexualidade, à formação…).

Cabe agora, aos que sabem que as condições históricas da emancipação das mulheres e da igualdade de género se fazem no difícil quadro de um regime neoliberal desigual, mercantil, e em que as crises são um elemento estrutural, manter presente a ideia de que as conquistas e os novos desafios do movimento feminista também não são propriamente naturais: estão em construção.»

O meu artigo completo na edição de Março do Le Monde diplomatique está disponível aqui.
No mesmo número, Sabine Lambert reflecte sobre a tantas vezes designada «Uma questão de mulheres».

Publicada por Sandra Monteiro em 8.3.10, Ladrõers de Bicicletas


De Vivam elas e nós também... a 8 de Março de 2010 às 14:36
Dizem que é um bicho danado. Há quem diga que são pior que o diabo, ainda que, quase toda a gente saiba, o diabo ser um mito que não existe, selvo em sentido figurado.
Contudo há homens que não merecem a companhia desse "bicho" "preverso" mas que não há outro igual para companhia do Homem.
Vivam as mulheres do mundo inteiro!


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