Tragédia da humanidade?!

Segundo a Wikipédia, Religião deriva do latim, nestes termos: "religio" usado na “Vulgata”, que significa "prestar culto a uma divindade", "ligar novamente", ou simplesmente "religar".

Religião também pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que uma grande parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, ou para cujas circunstancias a ciência e o Homem ainda não conseguiu explicação aceitável,

É vulgarmente, também, entendida como o conjunto de rituais e códigos morais que, supostamente, derivam dessas crenças.

Contudo, e tendo em consideração a evolução da humanidade, societariamente considerada, o aproveitamento que as classes (ditas superiores) sociais elitistas, em concreto os próprios responsáveis das diferentes igrejas, certo se poderá considerar, tais criações do homem (as religiões), uma verdadeira tragédia da humanidade.

A coberto das religiões muitas guerras se têm produzido, muita exploração do homem pelo homem foi (continua a ser) feita ao longo dos séculos.

A coberto de representantes de religiões muitos crimes se têm cometido, nomeadamente crimes sexuais e de pedofilia, durante demasiado tempo e por demasiados energúmenos, alguns dos quais, como era suposto, deveriam ser garantes de princípios éticos e vigilantes de praticas de bons costumes. É demasiado grande o número de comprometidos para que sejam isentados de responsabilidades as próprias instituições.

Sem que, todavia, se ponha em causa os direitos constitucionalmente consagrados, nomeadamente no seu artigo 41º, enquanto parte integrante dos Direitos Liberdades e garantias, não acham que as religiões só têm prejudicado a humanidade?

Será que a, pertença, polémica com a próxima visita do responsável máximo dos católicos a Lisboa faz algum sentido?

Será que respeita o princípio da igualdade de tratamento a Câmara do Porto ao ceder, gratuitamente, o espaço e ainda se propor a pagar a infra-estrutura do altar para a missa aí a realizar os contribuintes, sem serem ouvidos, crentes e não crentes, são obrigados a suportar por via dos impostos entregues à autarquia?

Será que Rui Rio se predispõe a pagar o palco a todas as religiões sempre que estas decidam realizar os seus eventos como é o caso da IURD e outras “Igrejas”?

Não será, neste caso, também, legítimo o provérbio de que “quem quer festas que as pague”?

É, também, por estas e por outras idênticas que o mundo anda virado do avesso!


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Publicado por Zé Pessoa às 00:08 de 11.03.10 | link do post | comentar |

4 comentários:
De objectivo da Vida: a FELICIDADE a 12 de Março de 2010 às 15:00
O fim último da vida
"Não tenho filhos e tremo só de pensar.
Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades.
Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas.
Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos.
Percebo porquê.
Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.
Hoje, não.
A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.

Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, ulns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito.
É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.

Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac.
É a velha história da cenoura e do burro:
quanto mais temos, mais queremos.
Quanto mais queremos, mais desesperamos.
A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.

Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade."


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 11 de Março de 2010 às 10:54
"É, também, por estas e por outras idênticas que o mundo anda virado do avesso!"

Infelizmente os nossos políticos como são legitimamente eleitos acham que podem fazer tudo o que lhes apetece.
E não é que podem e fazem?


De Moralidades a 11 de Março de 2010 às 10:29
Exactamente ...
De acordo com o Zé ... o Lisboeta.
Ou há moralidade ou comem todos...
Como não chega para todos continuo a achar, como o Zé Pessoa diz "quem quer festas pague-as" e os municípios que pague as que, por sua iniciativa, sejam feitas, o que nem sempre acontece.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 11 de Março de 2010 às 09:51
Tem a mesma legitimidade que tem a CMLisboa de subsidiar o Festival Gay.


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