4 comentários:
De objectivo da Vida: a FELICIDADE a 12 de Março de 2010 às 15:00
O fim último da vida
"Não tenho filhos e tremo só de pensar.
Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades.
Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas.
Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos.
Percebo porquê.
Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.
Hoje, não.
A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.

Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, ulns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito.
É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.

Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac.
É a velha história da cenoura e do burro:
quanto mais temos, mais queremos.
Quanto mais queremos, mais desesperamos.
A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.

Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade."


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 11 de Março de 2010 às 10:54
"É, também, por estas e por outras idênticas que o mundo anda virado do avesso!"

Infelizmente os nossos políticos como são legitimamente eleitos acham que podem fazer tudo o que lhes apetece.
E não é que podem e fazem?


De Moralidades a 11 de Março de 2010 às 10:29
Exactamente ...
De acordo com o Zé ... o Lisboeta.
Ou há moralidade ou comem todos...
Como não chega para todos continuo a achar, como o Zé Pessoa diz "quem quer festas pague-as" e os municípios que pague as que, por sua iniciativa, sejam feitas, o que nem sempre acontece.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 11 de Março de 2010 às 09:51
Tem a mesma legitimidade que tem a CMLisboa de subsidiar o Festival Gay.


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