Cavaco, dizer muito sem dizer nada

Diz-se muita coisa não se dizendo nada do que se quer dizer. Contudo, fincamos a saber que é “amante” de bombas atómicas, em certas circunstancias, claro está.

Cavaco Silva matou vários coelhos de uma só cajadada:

Fez rampa de lançamento da sua recandidatura às eleições do próximo ano;

Dá, à direita, sinais de que ele se vai recandidatar, pelo que é um problema que esta área do expectoro político nacional não tem de se preocupar;

Conseguir o apoio, velado, do PS ainda que publica e formalmente os dirigentes do partido venham, mais tarde ou mais cedo, dizer que o seu candidato é Manuel Alegre, tudo farão para que a reeleição de Cavaco seja uma realidade.

 



Publicado por Zurc às 11:50 de 11.03.10 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Zé Pessoa a 11 de Março de 2010 às 16:19
Tudo vale a pena se a alma não é pequena, como diria o poeta.
Mas onde está a alma, se é que ele existe?
Mesmo que a alma exista e seja grande maior é, ainda, o desalento deste povo. Desalento em si próprio e na descrença nos políticos que temos, demasiadamente, hipócritas e olheiros do próprio umbigo. Segundo a opinião generalizada, "governam-se, com recurso ou não, a processos de corrupção e traficâncias de influências". É a vida...


De Ressaca a 11 de Março de 2010 às 12:04
País Alegre, triste país
Manuel Alegre quer ajudar-nos a "mudar a vida". Naturalmente, este modesto desígnio apenas se atinge se elegermos um presidente com "capacidade de invenção" e "poder de inspiração", isto é, ele próprio. Além disso, Alegre considera-se "um patriota e um cidadão", que, o que pode dar jeito, "se identifica com as raízes profundas da nossa história e da nossa cultura". Por acrescida sorte, a profundidade não o impede de ser "um cosmopolita", ansioso por "um Portugal que valha a pena". E conclui: "É esse Portugal que nos interpela. É esse combate que chama por nós."
De cada vez que abre a boca, Manuel Alegre produz um compêndio do humor inadvertido, e o primeiro instinto é divertirmo-nos à respectiva custa. O segundo instinto é constatarmos que tamanho monumento à vacuidade não só se leva a sério como é levado a sério pela quantidade de portugueses suficiente para tornar a sua candidatura às "presidenciais" possível e a sua vitória no mínimo plausível. Aí, passa a vontade de rir da figura e apetece chorar a espécie de país que a concebeu, um país sem noção do ridículo que nos interpele, nem combate ao embaraço que nos chame. Também eu gostaria de um Portugal que valesse a pena. Alegre é uma prova de que não vale.
[ALBERTO GONÇALVES , sociólogo] / em http :/ dn.sapo.pt /inicio opiniao /interior.aspx?content_id=1471940


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