5 comentários:
De PECados a 15 de Março de 2010 às 14:28
PEC(ados)

O PEC aí está com as receitas esperadas. Lembrando um slogan publicitário poder-se ia dizer que, no sítio do costume, as receitas do costume.

Um autêntico livro de facturas. Lá está a factura que cabe a cada um e a todos nós:
mais impostos, menos salários, pensões abonos e subsídios. A factura que marca o início do fim das ilusões, das que; à nossa maneira, sempre gostamos de viver e das que, irresponsavelmente, nos têm sido vendidas.

Quem paga a crise?
As classes médias, como sempre e como não pode deixar de ser.
É que ricos, e basta que fixemos para critério o rendimento anual de 250 mil euros, há apenas 4 mil portugueses. Não dá para nada, ao contrário do que muita esquerda gosta de apregoar!

Que ao menos tenha essa virtude de acabar com as ilusões e de abrir uma nesga à verdade, que tão arredada anda da nossa vida colectiva. E, se não merece o elogio dos portugueses, já mereceu o da OCDE.

Para mim, no entanto, é um PEC cheio de pecados. Pecados mortais, sete como os bíblicos:

Atraso:
Um PEC atrasado, que vem muito tarde, como aqui já referi por diversas ocasiões. Tarde porque vem depois do Orçamento, quando deveria vir antes (assim perde um ano, o primeiro ano já não é este mas 2011, e tarde para o exterior (mercados e credores).

Economia:
Este PEC esquece que tudo reside na economia e nem sequer toca no modelo económico, um modelo esgotado, que não permite crescimento.

Poupança:
Um PEC que não se preocupa com a poupança. Que nada faz para promover a substituição de dívida externa por dívida interna, não só mais barata e mais saudável mas ainda instrumento de promoção da poupança numa economia que consome mais do que produz.

Falácia da despesa:
A medida mais emblemática de controlo de despesa é a famosa regra do 2 por 1 na função pública – entra um novo funcionário por cada dois que saiam. Não só não seria suficiente como é falso – não significa qualquer redução de despesa; antes pelo contrário significa aumento de despesa com o que entra, pois os dois que saem transitam para a reforma, com a mesma despesa.

Mentira:
A mentira continua a fazer carreira à boleia do PEC. A mais chocante é a de que não há aumento de impostos ou que, quando há, são apenas excepções. A comunicação do governo insiste em que reduzir deduções fiscais não é aumentar impostos, com uma argumentação ofensiva da inteligência humana. “ O caminho mais fácil seria aumentar impostos”, afirma o primeiro-ministro, reafirmando uma “opção política clara de não aumentar impostos”.

Privatizações:
O encaixe de 6 mil milhões, atingível ou não nas actuais condições, que não passará de uma pequenas cócegas na dívida – o seu destino obrigatório – representa apenas a privatização da TAP, dos CTT e dos seguros da CGD. O resto (EDP, REN e GALP), e à excepção da TAP o que realmente conta, são já empresas privadas. Não são privatizações, trata-se apenas de vender, já não os anéis, mas os dedos. E todos sabemos o que isso significa!

Ilusão das grandes obras:
Os grandes investimentos, bandeira eleitoral do governo ainda há poucos meses, contra tudo e contra todos, são objecto de adiamento. Não é verdade: terão que ser cancelados, não há mais condições para os levar à prática!

- por Eduardo Louro, em 11.3.2010, Vilaforte.blogs.sapo.pt


tags: crise, pec, pecados


De anónimos a 15 de Março de 2010 às 14:30
De anónimo´s a 11 de Março

Considero que o PEC foi tímido.
As agencias de rating vão responder com seriedade nos próximos dias...
--As prestações sociais como RSI´s e complementos de reforma deveriam acabar.
--O aumento da função pública deveria ser de 1% e nao congelamento.
--Maior carga fiscal a entidades financeiras.
--concordo com as privatizações, imediatamente Fidelidade, REN e GALP. Cautela com a TAP e EDP.
--reforço na diminuição da ficalidade a empresas com volume de negócios inferior a 250 000 Euros/ano.
--reembolso em 30 dias do IRS seja on line ou nao.
*


De João Romeu a 11 de Março
Boa noite De facto foi mesmo timido,continuamos a ser os mesmos a levar a cornada, Ora vejamos estamos numa situação de poupar dinheiro, porquê o investimento nos famosos submarinos, vendam-nos, quantos milhões é que se pagam a Majores,Coroneis ,Generais em reformas, quantos políticos profissionais têm acumulação de reformas multimilionárias, se houvesse tomates todas estas situações eram resolvidas com um patamar de valores mais pequenos, viviam bem na mesma com 1500 /2000 € mensais. Quanto as privatizações há coisas que o Estado não deve deixar de ter na sua mão, Energia, Agua, uma empresa de combustíveis Galp, um banco Nacional CGD , uma seguradora isto apenas para poderem regular o mercado , não para serem mais caros que as empresas privadas como é o caso neste momento. Se queremos sair desta trampa onde nos meteram devem começar lá bem no topo , se o topo baixar as bases iram subir e isso sim teríamos um Pais socialmente correcto , a isto chamo social democracia


De Pedro Oliveira a 11 de Março
Será é só "crime" se for provado que sócrates não disse a verdade quanto à PT e Tvi?

http://aeiou.expresso.pt/as-contradicoes-de-socrates-sobre-os-impostos=f570148


De vendam-se os administradores e governant a 15 de Março de 2010 às 14:34

De antonio carvalho a 11 de Março

Como já não tenho pachorra para tanta asneira e tanta mentira, decidi que não gastaria olhos nem tempo com o tão famoso OE/2010, que todos dizem não servir o País (excepto o PS), mas que o PSD e CDS deixaram passar, com a desculpa esfarrapada de sentido de Estado. Afinal se não presta nem resolve nada, para que é que serve!?.
Agora vem o PEC. Eu a pensar que agora é que as medidas concretas vinham corrigir as asneiras e mentiras do OE, eis que a crise continua e é para durar.

Desemprego aumenta
-Subsidio de desemprego baixa;
Funcionários públicos: esbolhados de aumentos e retirada de direitos, é um doce;

Trabalhadores privados :
- Sem aumentos salariais e perda de regalias, nomeadamente na área da saúde e apoio social a filhos estudantes;

IMPOSTOS:
Muito esperto este 1º. Ministro- Retira deduções em sede de IRS e depois diz não haver aumento de impostos- É o explendor da mentira;

Mas, para cúmulo da mentira curta e do engano pseudo-democrático, aumenta em 3%, a taxa máxima do IRS (de 42 para 45%) estimando-se que esta medida dê aos cofres do Estado, apenas 20 milhões de euros a mais, pois apenas existem 35.000 contribuintes que pagaram IRS à taxa de 42%:
Entretanto a taxa de IRC para os bancos, continuará a ser mais baixa do que para as empresas com fins lucrativos e que criam de facto riqueza, emprego e pagam impostos.
Com este bolo tão guloso, quem se ri com o maior cinismo do mundo, são a CE da UE; o BCE, FMI e Agências de rating. e os falsos politicos de oposição, que para gaudio de tanto cinismo, esqueceram tão depressa o que fizerem com Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite, Santana Lopes e Catroga, Paulo Portas ou Bagão Félix. Vejam se descobrem alguma diferença objectivamente diferente do que Sócrates faz e promete fazer.

Esses eminentes economistas sem vergonha, que todos os anos vêm falar dos mesmos problemas e apontam as mesmas soluções, não se calam porquê ! ?
Que raio de lições dão eles que nunca acertam nas soluções dos problemas ! ?.
Será que o Governador do BP (é Banco de Portugal) não a petrolífera inglesa, só falam de economia quando se fala de salários, nomeadamente daqueles que o têm na média nacional e no salário minimo! ?.

Então essa praga de neo-liberais armados em mestres de justiceiros económicos, não se preocupa com a cada vez maior desigualdade social, em que a riqueza está cada vez mais pendente para o lado do capital e não se questiona porquê.! ?.

Eu quero saber, se quando acabarem de vender as empresas que foram nacionalizadas pelos diabos dos comunistas em 1975, onde é que vão arranjar dinheiro para combater o défice. Será que então começam a vender os cidadãos portugueses em leilões de escravos!?

Com estas medidas tão eficientes em execução permanente hà dezenas de anos, parece claro que é o único caminho que nos querem permitir utilizar!?
Não digo mais, porque estou a ficar azedo que chega


De Não transparência e Des-informação.. a 18 de Março de 2010 às 16:06
O Pec(ado) original
gtgv em Visão, 11.3.2010, comentário a ''Eu PEC, tu pecas, ele peca'' de Filipe Luis:

Concordo consigo Luís Filipe, o pecado original é que devido às contingências (a realidade muda, boa desculpa) nenhum governo é julgado pelas promessas senão nas urnas e o povo esquece.
O parlamento não o faz, por conivência (caso dos que alternam no poder), e por medo da impopularidade de gerar instabilidade (ninguém que ser PRD, lembram-se?)
E assim vamos numa paz podre, e as pessoas aderindo à ideia que a política e a honestidade são antónimos, é mais bonito, principalmente em campanha e agora com a desculpa da estabilidade deixar andar, esconder (sussurando) por causa dos mercados internacionais, porque é sempre mais merecedor de confiança para nós agora e mercados depois, descobrir que afinal era uma grande patranha.
Todos nós fazemos o mesmo, por exemplo quando compramos um carro em segunda mão, esperamos que o anterior dono nos tenha deixado uma avaria de surpresa, que alega desconhecer, excelente negócio, quando lhe falamos da avaria, perguntamos logo se tem mais algum carro à venda.
Estes senhores sabendo que as eleições estão longe, têm de agora massacrar o povo, para devolverem metade do que tiraram mais perto das eleições.
Não concordo com ''a.dúvida'', porque estes cortes devem suceder aos da acumulação de reformas e ordenados chorudos de pessoas nomeadas em participadas, públicas e trabalhadores da administração pública.
Alertar comentário abusivo Responder

Um administrador, político, etc. que tenha uma reforma de 5000€ e igual ordenado, pode e deve fazer sacríficios em tempo de crise, e,
não poder acumular os dois rendimentos (poder-se-ão juntar indicadores como o rendimento per capita do agregado familiar para admitir excepções), uma reforma destas são 10 reformas de 500€ para quem já trabalhou uma vida, efectivamente, até uma criança faz estas contas,
a segurança social deveria apresentar a percentagem de reformas destas em termos de pensionistas e em termos de peso na globalidade das pensões, para termos uma ideia do buraco e do luxo a que este país se dá, e aqui,
" se dá" é o termo correcto, se dá a amigos e boys.

Além disso devem ser melhor detalhadas as contas de ministérios, secretarias de estado e assessorias, para que possa ser cortado o superflúo, a maioria da população conseguirá até referendar medidas acerca dos assunto, desde que claro.
Não somos burros, somos, e como o seu artigo tão bem foca, propositadamente DESINFORMADOS.

Porque é que não houve coligação de esquerda? Porque a menor hipótese de formar governo actualmente, ou por princípio estes partidos pretendem acabar com certas mordomias, que os boys não querem. Já a coligação de direita, por que se estes caem somos nós os próximos na linha de sucessão. A ideia linha de sucessão vem da leitura do comentário de a.dúvida, e achar que a república comemorando os seus 100 anos, deveriam haver cognomes para os PM's, uma sugestão/voto online. Ideias não faltam.


De anónimo a 12 de Março de 2010 às 09:31
Este governo nunca foi socialista. Nem sequer andou lá perto.
Não é por defender algumas bandeiras da esquerda na área dos costumes que limpam a face.

Naquilo que interessa (economia) foram sempre neocons.

11 de Março de 2010

Não é mesmo!
Isto até me envergonha como membro do PS, embora não tenha nunca votado (digo-o publicamente!) na direcção actual e recem-passada do partido.
Uma medida dessas é de total insensibilidade para com necessidades que fazem o quotidiano da chamada "província", é de total insensibilidade para com a coesão territorial/nacional. Se a desculpa "manhosa" é de alguma directiva europeia que "liberaliza" tais serviços, pois que se combata e se elimine nas instãncias europeias.
Cláudio Teixeira Almada, 11/3/10


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