De a 16 de Março de 2010 às 15:27
10 Mar 2010 às 23:51

parece-me razoável questionar a lógica de colocar privados a gerir serviços públicos mas deixo agumas observações,
- o essencial é que se mantenham garantias contratualizadas de universalidade de acesso e de qualidade
- lembram-se do inferno que era pedir uma linha telefonica à PT-empresa pública? melhorou brutamente o nível de serviço com a privatização, tanto em lx como na aldeia mais remota
- as águas de portugal, tão maltratadas por quem nada percebe do assunto, prestam um serviço com um nível de qualidade muitissimo superior às empresas municipais. se vocês soubessem a diferença no profissionalismo do tratamento da água nem bebiam água nalguns concelhos com águas “públicas”. a água é quase grátis mas a que preço…
- por outro lado também está demonstrado que se pode gerir bem empresas públicas.

no fundo acho pouco importante a questão, desde que se fiscalize a “concessão” ou a empresa pública. o mal é que isso não se faz neste país.



De investir e Melhorar o serviço público a 16 de Março de 2010 às 15:28
Daniel Oliveira
11 Mar 2010 às 0:14

ze, melhorou muito antes da privatização, com o desenvolvimento tecnológico. Depois dela, melhorou sobretudo a factura: mais caro.
E nas águas, pergunte aos utentes quanto lhes sai do bolso.
A contratualização far-se-á como? Pagando o Estado, suponho.
Ou seja, pagará no futuro aquilo pelo qual antes recebia. Excelente negócio, portanto.

[Responder]

9 9 ze
11 Mar 2010 às 1:49

Daniel

em relação à pt tem alguma razão. o desenvolvimento tecnológico torna as realidades pouco comparáveis, em todo o caso não é por falta de um operador público que não se tem acesso em qualquer sitio a comunicações. neste caso o estado tem somente de obrigar à cobertura integral do país, os ctt não será uma situação parecida?
quanto às águas, segundo sei os sistemas de gestão e distribuição de água municipais em regra têm níveis muito piores que a dita empresa (que é publica por enquanto). as razões são as do costume, recursos humanos não qualificados, investimento zero, desorçamentação para não ter de haver receitas, dinheiro mal gasto etc o preço é mais barato, mas se lhe derem a escolher…

de facto não tenho opinião definitiva sobre se todos os serviços publicos têm de ser fornecidos por empresas publicas. não me parece importante. importante é a regulação da actividade.

quantos exemplos quer de empresas publicas a fornecer serviços publicos sem um mínimo de qualidade e a preços altos? e já agora o mesmo para empresas privadas em monopólio?


De por Empresas Públicas de Qualidade.!. a 16 de Março de 2010 às 15:35
Rui Falcão Reply:
Março 11th, 2010 at 14:16
Meu caro Zé,

já agora e continuando naquilo que escreveu o D. Oliveira, pergunto-lhe:

Quando diz “em sua defesa” que -importante é a regulação da actividade.- então essa bendita regulação não pode evidentemente ser feita pelas empresas públicas aos próprios serviços públicos?

Chame-lhe gestão ou organização, o que interessa já foi dito no texto de Agostinho Santos Silva…

LAM Reply:
Março 11th, 2010 at 15:57
ze,

Em relação à PT não é “alguma” razão. É a razão completa. Digo-lhe, caso não saiba, que mesmo após a última fase de privatização, já vão uns anitos, quem quisesse uma linha telefónica e tivesse o “azar” de morar em algum sítio mais afastado, estava mais tempo à espera de um telefone do que quando a empresa era pública. Sabe porquê? claro que sabe: contenção de custos de investimento para dar maiores margens aos accionistas.
Ora acontece que a revolução tecnológica que se deu nas empresas de telecomunicações não vai (porque ainda não se pode enviar encomendas pela net…), ter paralelo nos correios.

LAM Reply:
Março 11th, 2010 at 16:05
ze,

desculpe, só mais uma coisa. Diz vc:
“neste caso o estado tem somente de obrigar à cobertura integral do país, os ctt não será uma situação parecida?”

O estado “obriga”…mas paga!
Não sei se sabe também, mas a PT cobra ao estado determinado valor (que não sei qual é), para garantir o que se chama “serviço universal de telecomunicações”, que é exactamente para cobrir os custos de instalações em zonas sem que dão prejuízo.

Ora isto sendo aplicado aos CTT, empresa que na globalidade dos serviços gera lucros, vai obrigar a que o estado, ao invés de arrecadar lucros, tenha de pagar.


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