Á lei da Rolha

É a democracia, de certa gente do PSD, a revelar-se no seu perfeito esplendor.

Mal o disse (Ferreira Leite) mal o fez (l`enfent terrible que continua a andar por aí) e a democracia fica, finalmente, interrompida no PSD.

À lei da rolha os sociais-democratas são impedidos de tecer considerações menos abonatórias sobre os comportamentos dos barões do seu partido.

Se os portugueses, por qualquer circunstância inusitada, se atrevessem a eleger um Primeiro-ministro proposto pelo PSD já saberíamos que três meses antes de qualquer acto eleitoral ninguém lhe poderia fazer criticas por maiores que fossem os disparates por si praticados.

MARCADORES: eleições, democracia, partidos, psd

 



Publicado por Otsirave às 09:13 de 15.03.10 | link do post | comentar |

14 comentários:
De + ambiciosos por Lx PS. a 19 de Março de 2010 às 12:34
«Convenção programática Mais ambição por Lisboa

20 de Março, sábado, 14.30h / 18.30h - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, no Pólo Universitário da Ajuda

PROGRAMA
Presidente da Convenção
Susana Santos, Directora de Comunicação em Empresa da Área da Distribuição / Militante PS Olivais

14.30h Recepção e Credenciação dos Militantes

15.00h Sessão de Abertura
José Alexandre, Coordenador PS Marvila / Coordenador Grupo de Conteúdos da Candidatura
Jorge Marques, Líder PS na Assembleia de Freguesia da Ajuda / Secretariado PS Ajuda

15.30h Funcionamento simultâneo dos 4 Painéis

PAINEL AMBIÇÃO
Moderadora: Jesuína Ribeiro, Presidente do Depart. de Mulheres da FAUL / Adjunta do Gab. da Secretária de Estado da Igualdade

Oradores:
Eurico Dias, Administrador Executivo AICEP Global Parques / Militante PS Penha de França
Marisa Cruz, Consultora e Gestora de Projectos / Militante PS S. João/Beato
Nuno David, Coordenador da Corrente de Opinião Socialista em Lisboa / Corpo Editorial da Revista Ops
Pedro Biscaia, Coordenador PS Fátima/Vice-Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados

PAINEL LISBOA
Moderador: Sérgio Cintra, Coordenador PS Limoeiro/Administrador da Empresa Municipal Gebalis

Oradores:
André Couto, Presidente da Junta de Freguesia de Campolide
Maria da Graça Ferreira, Presidente da Junta de Freguesia da Charneca
Santos Luís, Vice-Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Rita Neves, Membro da Direcção da Bancada PS na Assembleia Municipal de Lisboa / Membro da Comissão Permanente de Planeamento Estratégico e Acompanhamento do Plano Director Municipal da AML

PAINEL PARTIDO SOCIALISTA
Moderador: Filipe Costa, Gestor de Fundos Comunitários / Presidente da Assembleia de Freguesia do Beato

Oradores:
Ana Paula Viseu, Presidente da Comissão de Mulheres da UGT
Carlos Castro, Secretariado PS Bairro Alto / Membro da Assembleia de Freguesia dos Mártires
Pedro Gomes, Coordenador PS Belém / Assessor na Câmara Municipal de Lisboa
Elionora Cardoso, Advogada da DECO / Militante PS Marvila

PAINEL MILITANTES
Moderador: Miguel Teixeira, Coordenador PS Alvalade

Oradores:
Anselmo Rodrigues, Advogado / Presidente da Assembleia Geral PS Alcântara
Diogo Leão, Presidente JS Lisboa / Membro da Direcção da Bancada PS na Assembleia Municipal de Lisboa / Militante Almirante Reis
Miguel Gama, Coordenador PS Carnide
Patrocínia Vale César, Secretariado PS Lumiar / Grupo Parlamentar PS na Assembleia da República

18.00h Sessão de Encerramento
Relator Painel Ambição
Pedro Alves, Secretário Nacional da JS / Assessor do Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares

Relator Painel Lisboa
José Leitão, Presidente da Comissão Permanente de Ambiente, Mobilidade e Qualidade de Vida da Assembleia Municipal de Lisboa / Presidente da Assembleia Geral PS Benfica

Relator Painel Partido Socialista
Pedro Cegonho, Presidente da Junta de Freguesia do Santo Condestável

Relatora Painel Militantes
Teresa Damásio, Deputada à Assembleia da República
Duarte Cordeiro, Membro da Direcção da Bancada PS na Assembleia da República/Director de Campanha
Rui Paulo Figueiredo, Candidato a Presidente da Concelhia de Lisboa do Partido Socialista
»


De é pra Vencer ou Convencer ? a 19 de Março de 2010 às 13:09
então não deveria ser o candidato e sua equipa a fazer o Programa ??
isto é imitação concelhia das ''novas fronteiras'' ??

até parece o plano inclinado para os Ambiciosos e ... do Aparelho PS...

vencerão mas não convencem


De 'Demokracias' internas a 17 de Março de 2010 às 10:27
14/03/10
Alterações estatutárias no PSD

Hoje fartei-me de rir

Desculpem lá mas hoje por razões que muito poucos portugueses poderão ter, fartei-me de rir ao ler nos jornais online as notícias sobre as alterações estatutárias aprovadas no Congresso do PSD, designadamente as que visam punir apoios a outros candidatos que não do PSD ou críticas à direcção nos 60 dias anteriores a eleições. E, do mesmo passo, também me fartei de rir com as inflamadas críticas que o dr. Vitalino do PS fez as estas alterações estatutárias do PSD.
Com efeito, como os leitores poderão compreender lá mais para baixo, fiquei agora a saber que os principais dirigentes do PSD e, embora em grau menor, os do PS parecem não conhecer as regras que estão em vigor nos seus próprios partidos, o que leva os primeiros a produzir novas normas que são desnecessárias e os segundos a falar de corda em casa do enforcado.
E pensava que não seria preciso dar mais explicações a não ser recomendar aos leitores a leitura aí já de seguida de extractos do Regulamento de Disciplina do PSD (em vigor e por isso está aqui) e dos Estatutos do PS (em vigor e por isso estão aqui). Mas, ponderando melhor, constato o risco de não me ter feito entender completamente. Por isso, clarifico: eu não estou a discutir as porventura diferenciadas práticas partidárias de aplicação dos Estatutos ou regulamentos disciplinares. O que vim dizer é que, em regra, todos os partidos (incluindo o PS) já têm em vigor normnas estatutárias ou regulamentares que, no plano da legalidade interna, lhes permitem, se assim quiserem, agir no sentido agora idiotamente (re)consagrado no Congresso do PSD. Os mais interessados nesta matéria, podem ler o meu artigo de 19.4.2002 intitulado «Têm a palavra os Profs.» e que, a meu ver, conserva no essencial uma certa actualidade.
-----

Regulamento de Disciplina do PSD
(sublinhados meus)

(Infracções Disciplinares)

Constituem infracções disciplinares as violações dos deveres dos militantes constantes no artigo 7º dos Estatutos quando revistam as seguintes formas:
a) Abandono das funções ou manifesta falta de zelo no desempenho das mesmas;
b) recusa injustificada do cargo para que tenha sido designado pelos competentes
órgãos do Partido;
c) falta reiterada e injustificada no pagamento das quotas;
d) tornar conhecidos, seja por que forma for, factos ou decisões referentes à vida interna do Partido e dos quais tenha sabido no exercício de cargos, funções ou missões, para que tenha sido designado;
e) defesa pública de posições contrárias aos princípios da social-democracia e do programa partidário;
f) manifesto desrespeito pelas deliberações emitidas pelos órgãos competentes do Partido, designadamente através dos órgãos de comunicação social;
g) inscrição em associação ou organismo associado a outro Partido;
h) inscrição em qualquer associação política não filiada no Partido, sem conhecimento
do Conselho Nacional;
i) participação, sem autorização da Comissão Política ou da Comissão Permanente Nacional, em qualquer actividade de natureza susceptível de contrariar as directrizes dos competentes órgãos do Partido;
j) candidatar-se a qualquer lugar electivo do Estado ou de Autarquias Locais sem
autorização do competente órgão do Partido
l) aceitação de nomeação para qualquer cargo governamental fora dos termos previstos
nos Estatutos;
m) comportamento provadamente lesivo dos objectivos prosseguidos pelo Partido, designadamente aquele que ponha em causa a dignidade cívica do militante;
n) estabelecer polémica com outros membros do Partido, fora dos quadros ou órgãos partidários desde que a discussão incida sobre deliberações dos respectivos orgãos estatutários e seja susceptível de pôr em causa a eficácia daquelas directrizes;
o) prestação de falsas declarações na propositura de candidatos a militante;
p) não satisfação de obrigações de carácter pecuniário contraídas em nome do Partido
sem a autorização estatutariamente prevista.

Artigo 2º
(Circunstâncias Agravantes)

São circunstâncias agravantes as seguintes:
a) Ser o infractor titular de órgãos nacionais ou regionais;
b) a reincidência ou sucessão;
c) a acumulação de infracções;
d) a publicidade das faltas cometidas.
----------
Estatutos do PS
...


De 'Demokracias' PSD e PS a 17 de Março de 2010 às 10:31
Hoje fartei-me de rir...

http://tempodascerejas.blogspot.com/2010/03/alteracoes-estatutarias-no-psd.html

-------------------
Estatutos do PS


Artigo 5º
(Da liberdade de crítica e de opinião)

O Partido Socialista reconhece aos seus membros liberdade de crítica e de opinião, exigindo o respeito pelas decisões tomadas democraticamente nos termos dos presentes Estatutos.

Artigo 6º
(Do direito de tendência)

1. O Partido Socialista reconhece aos seus membros o direito de identificação com correntes de opinião interna compatíveis com os seus objectivos e de se exprimirem publicamente no respeito pela disciplina partidária.

2. Não é admitida a organização autónoma de tendências nem a adopção de denominação política própria.

Artigo 15º
(Dos deveres)

1. São deveres dos militantes do Partido Socialista:

a. Militar nas secções em que se encontram inscritos e nos órgãos em que participar, bem como tomar parte nas actividades do Partido em geral;

b. Tomar posse, não abandonar e desempenhar com zelo, assiduidade e lealdade para com o Partido os cargos para que tenha sido eleito ou designado ou as funções que lhe tenham sido confiadas, interna ou externamente;

c. Respeitar, cumprir e fazer cumprir os presentes Estatutos e seus regulamentos, bem como as decisões dos órgãos do Partido;

d. Guardar sigilo sobre as actividades internas e posições dos órgãos do Partido com carácter reservado;

e. Pedir a exoneração de cargos para que tenha sido eleito ou designado na qualidade de membro do Partido quando, por acto seu, perder essa qualidade;

f. Pagar centralmente, nos termos definidos pelo Secretariado Nacional, as quotas, a serem transferidas para a secção, excepto na parte que se referir ao financiamento da publicação e envio do Acção Socialista, que não poderá exceder 50% da quota fixada.

g. Não contrair dívidas ou obrigações contratuais em nome do Partido, sem estar mandatado pelos órgãos competentes, sob pena de eventual responsabilidade civil e disciplinar;

h. Os demais previstos nos presentes Estatutos e regulamentos complementares.

2. É dever dos simpatizantes do Partido Socialista respeitar o nome a dignidade deste.
CAPÍTULO VII
DA DISCIPLINA PARTIDÁRIA

Artigo 94º
(Das sanções disciplinares)

1. Os membros do Partido estão sujeitos à disciplina partidária, podendo ser-lhes aplicadas as seguintes sanções:
a. Advertência;
b. Censura;
c. Suspensão até um ano;
d. Expulsão.

2. Três advertências equivalem automaticamente a uma pena de suspensão de três meses.

3. A Comissão Nacional de Jurisdição pode converter em pena de expulsão a terceira ou subsequentes penas de suspensão, para o que o processo lhe é obrigatoriamente remetido com os necessários elementos de instrução.

4. Fora do caso previsto no número anterior, a pena de expulsão só pode ser aplicada por falta grave, nomeadamente o desrespeito aos princípios programáticos e à linha política do Partido, a inobservância dos Estatutos e Regulamentos e das decisões dos seus órgãos, a violação de compromissos assumidos e em geral a conduta que acarrete sério prejuízo ao prestígio e ao bom nome do Partido.

5. Considera-se igualmente falta grave a que consiste em integrar ou apoiar expressamente listas contrárias à orientação definida pelos órgãos competentes do Partido, inclusivé nos actos eleitorais em que o PS não se faça representar.

-----
Posted by VÍTOR DIAS at 14.03.2010 O tempo das cerejas


De impreparados prepotentes censores irresp a 16 de Março de 2010 às 13:57
...
Faz o que eu digo, não faças o que eu faço, lema velho de Ferreira Leite que parece ter seguimento no senhor que se segue. Ninguém ouviu, anteriormente à aprovação da proposta de Santana Lopes, qualquer reparo ou demarcação pública que alertasse para a cláusula da vergonha.

A impreparação foi evidente e a politiquice mais uma vez se impôs quando tiveram de reagir perante um País indignado que os fez declarar a intenção de revogar o que o Partido tinha acabado de aprovar sem que qualquer um deles se tivesse manifestado.

Isto passou-se num Congresso que tinha sido convocado para analisar e votar meia dúzia de pontos dos seus Estatutos. A matéria não lhes mereceu estudo nem sequer leitura.

Fica a chamada de atenção para o que esta gente será capaz de fazer quando e se tomar o poder. Para quem tanto tem apregoado a asfixia/claustrofobia, com base em rumores e boatos, ficamos conversados.

A direcção cessante, o seu mentor JPP e o futuro líder do PSD bem podem continuar a propagandear a condição de paladinos da liberdade de expressão. Todos eles são coniventes com este atentado à democracia e todos eles deixaram bem patente aquilo de que serão capazes no País.

Impreparados, prepotentes, censores, politiqueiros e irresponsáveis.
Contra factos não há argumentos.

(Também publicado no Cão como Tu)
LNT, [0.103/2010] A Barbearia


De Trocar o essencial pelo acessório a 16 de Março de 2010 às 12:36
Será que o PS não tem nada mais importante, nas preocupações da governação, para levar a debate, do que a, disparatada, lei interna do PSD?
Preocupe-se com a forma como são geridas as Empresas publicas e as empresa municipais ou municipalizadas. Aí sim muito haverá que necessite correcção, assim como muitos contratos de parcerias publico/privadas a ser alterados para boa gestão dos recursos publicos.
Pelos vistos continua a ser mais facil "meter as mãos" nos bolsos dos contribuientes.


De Militância da facadinha ? a 16 de Março de 2010 às 11:56
Izanagi andará nas nuvens ou terá chegado do além?
"Militantes"?, "militância "?, onde é que há disso nos tempos que correm, se toda a gente anda à procura de "poiso certo" à custa da "venda" de todos os valores éticos, culturais , ideológicos , de solidariedade, etc. como diria o brazileiro "não há revolucionários de barriga vazia". Agora já nem militantes.
Só se for a militância da facadinha nas costas" a que Izanagi se esteja a referir. Será ?


De .aparências de democracia interna. a 16 de Março de 2010 às 11:40
---- Izanagi

“…propondo a instituição de primárias internas (abertas aos simpatizantes) para a escolha dos candidatos a deputados.”

Os simpatizantes têm direitos sem obrigações. Um cenário destes não levará à opção dos militantes (com excepção dos masoquistas) a abandonar a militância em prole da”simpatia”?

----- máquinas do 'centrão'

não... que coisa... esta 'promoção dos simpatizantes' quer apenasfacilitar, melhor, 'agilizar' e 'legalizar' a manipulação de 'militantes' acéfalos e absentistas... continuando o partido a ser controlado por meia dúzia de barões com seus caciques locais ... pois ''o resto é apenas paisagem''... para acenar a bandeira, bater palmas, gritar slogans, e fazer farra !!!


De DD a 15 de Março de 2010 às 22:29
Nos 60 dias antes de eleições legislativas escolhem-se ou elegem-se candidatos a deputaqdos e as direcções colocam-nos em lugares elegíveis ou não. Como todos querem ser deputados, mesmo sem conhecimentos adequados, alguns que ficam de fora criticam.
Manuela F. Leite ganhou por muito pouco as directas no seu partido. Não foi suficientemente democrática para colocar opositores, mas altamente representativos, nas listas para deputados. O objectivo desta norma é calar as bocas que protestam e no PSD é natural que vencedor represente uma minoria no partido dado haver quatro candidatos. Os três derrotados ficarão de fora, tanto em termos pessoais como de acompanhantes.
Mas, é muito perigoso para um partido deixar de fora os eleitos pela maioria das bases.


De anónimo a 16 de Março de 2010 às 12:05
«Nos 60 dias antes de eleições legislativas escolhem-se ou elegem-se candidatos a deputados e as direcções colocam-nos em lugares elegíveis ou não. ...»
Pois, neste processo ... está um dos busílis da democracia interna.
-Quem escolhe? barões e caciques...
Deveria ser por eleição em primárias, sempre (e apenas de militantes, não de simpatizantes) - mas isso não interessa a ''estes democratas''...


De Izanagi a 15 de Março de 2010 às 12:28
Não conheço as alterações propostas aos Estatutos do PSD neste seu último congresso. Mas do que li no Post e nos comentários estou completamente de acordo no que respeita á expulsão dos militantes que apoiem ou se candidatem contra o partido. Aliás, tendo em conta que a ética deve estar sempre presente na política, nem compreendo como é que esses militantes não se desvinculam do partido antes de tomarem essa iniciativa. Os partidos políticos procuram atender ao interesse do colectivo e não do individual. E como em tudo na vida há direitos mas também obrigações. Suponho que toda a gente aceitava sem oposição que um jogador do FCPorto ou de outro clube, num jogo contra um adversário, fosse o Benfica ou qualquer outro, resolvesse começar a marcar golos intencionalmente na sua baliza favorecendo o adversário que defrontava, fosse despedido.
Já quanto á questão de estar proibido de dizer mal da Direcção nos últimos dois meses antes de um acto eleitoral, entendo que a mesma deveria ser submetida a um escrutínio mais amplo, ou seja através de um referendo a todos os militantes do partido, porque ao contrário do que aqui e noutros locais tem sido escrito, as pessoas não ficam proibidas de criticar a direcção do PSD nos últimos dois meses, quem fica são os militantes em resultado de uma proposta que foi aprovada por maioria de militantes.
São as maiorias que decidem. Foi uma maioria que colocou Sócrates na liderança do PS e apesar de haver militantes que não o apoiavam, (poucos, eu sei) ele tem toda a legitimidade para ocupar o lugar.
Ou será que as maiorias só são relevantes quando acompanham a nossa posição?


De '' Solução FINAL'' para os partidos !! a 15 de Março de 2010 às 09:47
O cavalo de Manuela
(em http://pauloquerido.pt/politica/o-cavalo-de-manuela/ )

Um cavalo armadilhado, não de Tróia, mas de Manuela, é o que fica no PSD após o congresso que hoje terminou na terra do Piquenicão — essa outra festa popular tão justamente esquecida.

Um cavalo sob a forma de regra estatutária que prevê sanções para os militantes que critiquem a direcção nos 60 dias antes das eleições. É claro que ninguém vai cumprir uma regra tão idiota, mas que ela lá está, está.

Um cavalo com o poder de minar a partir de dentro qualquer estratégia de qualquer líder que tenha a intenção de re-credibilizar o partido aos olhos do seu eleitorado e do país. Eleitorado e país que já estão baralhados: onde está a coerência de quem andou a armadilhar a comunicação social com as “asfixias democráticas”, a “censura” e as “violações” da “liberdade de expressão” e agora impõe a lei da rolha aos seus militantes?

Muitos estão a concluir, desgraçadamente, que não era gaffe, afinal, a ideia de Manuela Ferreira Leite de suspender a democracia por 6 meses.

O facto de os três principais candidatos à sucessão se terem manifestado contra a extraordinária medida reforça a ideia de estarmos perante uma manobra de guerra — ainda que infantil.

Como se vê pelos links abaixo, não são propriamente as “centrais de comunicação” “afetas” ao Partido Socialista ou ao governo a fazer vapor, como também envenenaram as eminências (?) pardas de Manuela ao longo dos útimos 3 anos. Ná. É tudo boa gente à direita, nalguns casos muito, do partido que governa, que consideram muito justamente a medida como errada, para não dizer pior.

A sovietização do PSD. De Francisco Almeida Leite (e de onde pedi emprestado o cartaz brilhantemente escolhido para ilustração).

Sobre a lei da rolha. De Carlos Abreu Amorim.

Asfixia democática no PSD. De André Azevedo Alves.

Uma aprovação norte-coreana. De Nuno Gouveia.

Mancha deplorável. De Luís Rocha.

Quo vadis PSD? De António de Almeida.

A lei da rolha De Paulo Gorjão.

E mais pelos lados esquerdos do PS, mas sem ligações às “centrais”:
ПСД De Daniel Oliveira

Eu, francamente, acho que a coisa vai esquecer-se depressa. Mas a mancha fica. Ainda para mais porque se soma a outra no mesmo sentido: proibir o acesso normal dos bloggers ao congresso.

O sinal passado é claro e é de inspiração costista:

evitar o debate e as opiniões que afrontem o chefe e o seu poder, controlando ao máximo quem tem acesso e quem diz o quê.



De Partidices a 15 de Março de 2010 às 09:33
''democratas de bem'' não podem concordar com isto (embora MFL hesitasse no concordar com 'a rolha' e Rangel hesitasse em discordar...).

porém (embora tempestivamente) esta 'rolha' foi aprovada de modo transparente ...
enquanto em outros partidos o que se faz nos congressos, na preparação das eleições internas e na tomada de decisões é tudo na obscuridade, com muitos jogos de bastidores, com manigâncias e tráfico de influências... embora os discursos e comunicados sejam muito 'politicamente correctos e democráticos'...

Apesar de tudo, acho que prefiro o discurso incorrecto e a bofetada às claras do que a sacanice e navalhada às escondidas...


De Arrastão a 15 de Março de 2010 às 10:14
-----Caifás , 14 Mar 2010 às 19:33

Tratou-se de uma tentativa desastrada de acabar com os tiros nos pés que os “descontentes” (leia-se: os excluídos do banquete das benesses partidárias) dão em si próprios e no Partido que dizem “defender”…

Não se acaba com as facadas nas costas por decreto… É apenas uma patetice, nada mais.

-----luÍs bernardo , 14 Mar 2010 às 22:59

Se percebi a proposta é muita parecida ao que está previsto nos estatutos do PS. Expulsão para militantes que apoiem ou se candidatem contra o partido. Depois há sempre outras maneiras mais subtis e mais lentas de afastar dissidentes para dar uma ideia de que foi o militante que se afastou do partido e não o partido do militante.

-----tiago santos , 14 Mar 2010 às 23:00

Já todos sabemos o que aconteceu àqueles reaccionários que não deixavam o grande camarada estaline falar não já?

Ahah, às vezes sinto que mais valia fazermos o mesmo a alguns políticos e comentadores da nossa praça, aplaudir sem parar para eles ficarem contentes e para vermos se eles não conseguiam dizer mais nada…

Mas agora a sério…acho uma norma legitima: é uma associação de pessoas que decide reprimir-se a si própria, por força da maioria, que todos aceitam como legitima. Ora, o que não acredito é que alguma pessoa com coluna vertebral possa continuar a pertencer a um partido assim, onde os individuos são meros peões, tal qual os deputados de 3ª fila a dizer “muito bem, muito bem”…

Não acho boa estratégia para o PSD e diz muito sobre o que estas pessoas acreditam e pensam e fariam pelo país. Estou a lembrar-me do típico crime Bushista da traição à pátria. Afinal, dizer mal da administração do país quando se encontravam numa guerra era perigoso para a coesão nacional não era?

------Guimarães , 14 Mar 2010 às 23:29

É a velha controvérsia entre fidelidade e lealdade. Os detentores do poder detestam os leais, que os avisam que se aproximam do abismo, preferindo os fiéis que os ajudam a cair lá.
Que lhes faça bom proveito!


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