De Partidices a 15 de Março de 2010 às 12:46

''democratas de bem'' não podem concordar com isto (embora MFL hesitasse no concordar com 'a rolha' e Rangel hesitasse em discordar...).

porém (embora tempestivamente) esta 'rolha' foi aprovada de modo transparente ...
enquanto em outros partidos o que se faz nos congressos, na preparação das eleições internas e na tomada de decisões é tudo na obscuridade, com muitos jogos de bastidores, com manigâncias e tráfico de influências... embora os discursos e comunicados sejam muito 'politicamente correctos e democráticos'...

Apesar de tudo, acho que prefiro o discurso incorrecto e a bofetada às claras do que a sacanice e navalhada às escondidas...


De Arrastão a 15 de Março de 2010 às 12:47

-----Caifás , 14 Mar 2010 às 19:33

Tratou-se de uma tentativa desastrada de acabar com os tiros nos pés que os “descontentes” (leia-se: os excluídos do banquete das benesses partidárias) dão em si próprios e no Partido que dizem “defender”…

Não se acaba com as facadas nas costas por decreto… É apenas uma patetice, nada mais.

-----luÍs bernardo , 14 Mar 2010 às 22:59

Se percebi a proposta é muita parecida ao que está previsto nos estatutos do PS. Expulsão para militantes que apoiem ou se candidatem contra o partido. Depois há sempre outras maneiras mais subtis e mais lentas de afastar dissidentes para dar uma ideia de que foi o militante que se afastou do partido e não o partido do militante.

-----tiago santos , 14 Mar 2010 às 23:00

Já todos sabemos o que aconteceu àqueles reaccionários que não deixavam o grande camarada estaline falar não já?

Ahah, às vezes sinto que mais valia fazermos o mesmo a alguns políticos e comentadores da nossa praça, aplaudir sem parar para eles ficarem contentes e para vermos se eles não conseguiam dizer mais nada…

Mas agora a sério…acho uma norma legitima: é uma associação de pessoas que decide reprimir-se a si própria, por força da maioria, que todos aceitam como legitima. Ora, o que não acredito é que alguma pessoa com coluna vertebral possa continuar a pertencer a um partido assim, onde os individuos são meros peões, tal qual os deputados de 3ª fila a dizer “muito bem, muito bem”…

Não acho boa estratégia para o PSD e diz muito sobre o que estas pessoas acreditam e pensam e fariam pelo país. Estou a lembrar-me do típico crime Bushista da traição à pátria. Afinal, dizer mal da administração do país quando se encontravam numa guerra era perigoso para a coesão nacional não era?

------Guimarães , 14 Mar 2010 às 23:29

É a velha controvérsia entre fidelidade e lealdade. Os detentores do poder detestam os leais, que os avisam que se aproximam do abismo, preferindo os fiéis que os ajudam a cair lá.
Que lhes faça bom proveito!


De '' Solução FINAL'' para os partidos !! a 15 de Março de 2010 às 12:50

O cavalo de Manuela
(em http://pauloquerido.pt/politica/o-cavalo-de-manuela/ )

Um cavalo armadilhado, não de Tróia, mas de Manuela, é o que fica no PSD após o congresso que hoje terminou na terra do Piquenicão — essa outra festa popular tão justamente esquecida.

Um cavalo sob a forma de regra estatutária que prevê sanções para os militantes que critiquem a direcção nos 60 dias antes das eleições. É claro que ninguém vai cumprir uma regra tão idiota, mas que ela lá está, está.

Um cavalo com o poder de minar a partir de dentro qualquer estratégia de qualquer líder que tenha a intenção de re-credibilizar o partido aos olhos do seu eleitorado e do país. Eleitorado e país que já estão baralhados: onde está a coerência de quem andou a armadilhar a comunicação social com as “asfixias democráticas”, a “censura” e as “violações” da “liberdade de expressão” e agora impõe a lei da rolha aos seus militantes?

Muitos estão a concluir, desgraçadamente, que não era gaffe, afinal, a ideia de Manuela Ferreira Leite de suspender a democracia por 6 meses.

O facto de os três principais candidatos à sucessão se terem manifestado contra a extraordinária medida reforça a ideia de estarmos perante uma manobra de guerra — ainda que infantil.

Como se vê pelos links abaixo, não são propriamente as “centrais de comunicação” “afetas” ao Partido Socialista ou ao governo a fazer vapor, como também envenenaram as eminências (?) pardas de Manuela ao longo dos útimos 3 anos. Ná. É tudo boa gente à direita, nalguns casos muito, do partido que governa, que consideram muito justamente a medida como errada, para não dizer pior.

A sovietização do PSD. De Francisco Almeida Leite (e de onde pedi emprestado o cartaz brilhantemente escolhido para ilustração).
Sobre a lei da rolha. De Carlos Abreu Amorim.
Asfixia democática no PSD. De André Azevedo Alves.
Uma aprovação norte-coreana. De Nuno Gouveia.
Mancha deplorável. De Luís Rocha.
Quo vadis PSD? De António de Almeida.
A lei da rolha De Paulo Gorjão.

E mais pelos lados esquerdos do PS, mas sem ligações às “centrais”:
ПСД De Daniel Oliveira

Eu, francamente, acho que a coisa vai esquecer-se depressa. Mas a mancha fica. Ainda para mais porque se soma a outra no mesmo sentido: proibir o acesso normal dos bloggers ao congresso.

O sinal passado é claro e é de inspiração costista:

evitar o debate e as opiniões que afrontem o chefe e o seu poder, controlando ao máximo quem tem acesso e quem diz o quê.


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