7 comentários:
De Arrastão a 15 de Março de 2010 às 12:47

-----Caifás , 14 Mar 2010 às 19:33

Tratou-se de uma tentativa desastrada de acabar com os tiros nos pés que os “descontentes” (leia-se: os excluídos do banquete das benesses partidárias) dão em si próprios e no Partido que dizem “defender”…

Não se acaba com as facadas nas costas por decreto… É apenas uma patetice, nada mais.

-----luÍs bernardo , 14 Mar 2010 às 22:59

Se percebi a proposta é muita parecida ao que está previsto nos estatutos do PS. Expulsão para militantes que apoiem ou se candidatem contra o partido. Depois há sempre outras maneiras mais subtis e mais lentas de afastar dissidentes para dar uma ideia de que foi o militante que se afastou do partido e não o partido do militante.

-----tiago santos , 14 Mar 2010 às 23:00

Já todos sabemos o que aconteceu àqueles reaccionários que não deixavam o grande camarada estaline falar não já?

Ahah, às vezes sinto que mais valia fazermos o mesmo a alguns políticos e comentadores da nossa praça, aplaudir sem parar para eles ficarem contentes e para vermos se eles não conseguiam dizer mais nada…

Mas agora a sério…acho uma norma legitima: é uma associação de pessoas que decide reprimir-se a si própria, por força da maioria, que todos aceitam como legitima. Ora, o que não acredito é que alguma pessoa com coluna vertebral possa continuar a pertencer a um partido assim, onde os individuos são meros peões, tal qual os deputados de 3ª fila a dizer “muito bem, muito bem”…

Não acho boa estratégia para o PSD e diz muito sobre o que estas pessoas acreditam e pensam e fariam pelo país. Estou a lembrar-me do típico crime Bushista da traição à pátria. Afinal, dizer mal da administração do país quando se encontravam numa guerra era perigoso para a coesão nacional não era?

------Guimarães , 14 Mar 2010 às 23:29

É a velha controvérsia entre fidelidade e lealdade. Os detentores do poder detestam os leais, que os avisam que se aproximam do abismo, preferindo os fiéis que os ajudam a cair lá.
Que lhes faça bom proveito!


De '' Solução FINAL'' para os partidos !! a 15 de Março de 2010 às 12:50

O cavalo de Manuela
(em http://pauloquerido.pt/politica/o-cavalo-de-manuela/ )

Um cavalo armadilhado, não de Tróia, mas de Manuela, é o que fica no PSD após o congresso que hoje terminou na terra do Piquenicão — essa outra festa popular tão justamente esquecida.

Um cavalo sob a forma de regra estatutária que prevê sanções para os militantes que critiquem a direcção nos 60 dias antes das eleições. É claro que ninguém vai cumprir uma regra tão idiota, mas que ela lá está, está.

Um cavalo com o poder de minar a partir de dentro qualquer estratégia de qualquer líder que tenha a intenção de re-credibilizar o partido aos olhos do seu eleitorado e do país. Eleitorado e país que já estão baralhados: onde está a coerência de quem andou a armadilhar a comunicação social com as “asfixias democráticas”, a “censura” e as “violações” da “liberdade de expressão” e agora impõe a lei da rolha aos seus militantes?

Muitos estão a concluir, desgraçadamente, que não era gaffe, afinal, a ideia de Manuela Ferreira Leite de suspender a democracia por 6 meses.

O facto de os três principais candidatos à sucessão se terem manifestado contra a extraordinária medida reforça a ideia de estarmos perante uma manobra de guerra — ainda que infantil.

Como se vê pelos links abaixo, não são propriamente as “centrais de comunicação” “afetas” ao Partido Socialista ou ao governo a fazer vapor, como também envenenaram as eminências (?) pardas de Manuela ao longo dos útimos 3 anos. Ná. É tudo boa gente à direita, nalguns casos muito, do partido que governa, que consideram muito justamente a medida como errada, para não dizer pior.

A sovietização do PSD. De Francisco Almeida Leite (e de onde pedi emprestado o cartaz brilhantemente escolhido para ilustração).
Sobre a lei da rolha. De Carlos Abreu Amorim.
Asfixia democática no PSD. De André Azevedo Alves.
Uma aprovação norte-coreana. De Nuno Gouveia.
Mancha deplorável. De Luís Rocha.
Quo vadis PSD? De António de Almeida.
A lei da rolha De Paulo Gorjão.

E mais pelos lados esquerdos do PS, mas sem ligações às “centrais”:
ПСД De Daniel Oliveira

Eu, francamente, acho que a coisa vai esquecer-se depressa. Mas a mancha fica. Ainda para mais porque se soma a outra no mesmo sentido: proibir o acesso normal dos bloggers ao congresso.

O sinal passado é claro e é de inspiração costista:

evitar o debate e as opiniões que afrontem o chefe e o seu poder, controlando ao máximo quem tem acesso e quem diz o quê.


De Izanagi a 15 de Março de 2010 às 12:51

Não conheço as alterações propostas aos Estatutos do PSD neste seu último congresso. Mas do que li no Post e nos comentários estou completamente de acordo no que respeita á expulsão dos militantes que apoiem ou se candidatem contra o partido.

Aliás, tendo em conta que a ética deve estar sempre presente na política, nem compreendo como é que esses militantes não se desvinculam do partido antes de tomarem essa iniciativa.
Os partidos políticos procuram atender ao interesse do colectivo e não do individual. E como em tudo na vida há direitos mas também obrigações.

Suponho que toda a gente aceitava sem oposição que um jogador do FCPorto ou de outro clube, num jogo contra um adversário, fosse o Benfica ou qualquer outro, resolvesse começar a marcar golos intencionalmente na sua baliza favorecendo o adversário que defrontava, fosse despedido.

Já quanto á questão de estar proibido de dizer mal da Direcção nos últimos dois meses antes de um acto eleitoral, entendo que a mesma deveria ser submetida a um escrutínio mais amplo, ou seja através de um referendo a todos os militantes do partido, porque ao contrário do que aqui e noutros locais tem sido escrito, as pessoas não ficam proibidas de criticar a direcção do PSD nos últimos dois meses, quem fica são os militantes em resultado de uma proposta que foi aprovada por maioria de militantes.

São as maiorias que decidem. Foi uma maioria que colocou Sócrates na liderança do PS e apesar de haver militantes que não o apoiavam, (poucos, eu sei) ele tem toda a legitimidade para ocupar o lugar.
Ou será que as maiorias só são relevantes quando acompanham a nossa posição?



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