Recursos para a crise ...

Onde ir buscar recursos para a consolidação orçamental

 
O gráfico ao lado reflecte os dados publicados pela Comissão Europeia sobre os auxílios dados pelos vários Estados Membros da UE aos respectivos sectores financeiros (nos dados relativos a 2008 não estão incluídas as medidas de combate à crise). As barras a vermelho correspondem a Portugal, as azuis à soma dos restantes países da UE.

O gráfico diz-nos que, nos últimos anos o Estado Português tem gasto mais com apoios ao sector financeiro (só em 2008 foram 1,3 mil milhões de euros, principalmente através de vantagens fiscais) do que os restantes países da UE no seu conjunto. Perante estes dados é mesmo muito difícil aceitar que o governo peça tão pouco ao sector financeiro para o esforço de consolidação orçamental, apostando antes na contenção das prestações sociais, na redução real dos salários e em privatizações sem fundamento.
 

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Publicado por Xa2 às 00:05 de 19.03.10 | link do post | comentar |

1 comentário:
De PEC : paguem a factura da crise ! ! a 19 de Março de 2010 às 09:25
....João Lourenço disse...
O pagamento desta Factura (da Crise: o PEC ! ) é escandaloso porque a crise veio a partir do modelo económico vigente e provocado pelos bancos gananciosos, e vai continuar por isso vamos pagar e voltar a pagar até que isto mude de modelo.

O socialismo não é o apanágio da defesa do capitalismo privado. Mas este(s governos PS ) é.

Quem estiver atento reconhecerá que o modelo ideológico da UE defende o capitalismo duro e selvagem. Para justificar e implantar o mesmo usa uma faixa tão apertada como é o défice em 3% anuais.
Nos Estados mais débeis obriga a privatizar tudo até cumprir esta meta. Depois facilita a quem compra mas deixando a porta aberta para estes poderem vender aos potentosos dos Estados mais ricos e assim ficam os pobres sem as suas joias e bons rendimentos tornando-se mais pobres e dependentes.

É o nosso caso com a venda das principais empresas públicas apesar das suas áreas serem as mais estratégicas a exemplo: a comunicação, água e energia etc.
A saúde e a seg. social estão agora a ficar mais sugeitas ao mercado do lucro pelo lucro e não como devia ser ao serviço das populações, nós povo trab. não mereciamos ser tratados tão mal.

Vamos pagar um preço muito alto com um futuro mais desprotegido e muito incerto em direitos sociais.

Com este PEC e este governo o trabalho digno não é um objectivo sagrado nem um direito como diz a constituição é um luxo dos que o têm trab. como os funcionários públicos que não sofrem o mesmo dos privados em despedimentos sem justa causa
e por isso são ''malandros privilegiados'' que devem ser castigados congelando-lhes os salários, e com a redução do seu número aritmético
em nome da privatização de serviços e ''igualdade e infelicidade'' dos outros que não têm nem garantias nem estabilidade, porque ''isso é bom e custa menos dinheiro'', coisa nobre na Europa Social e nas empresas (sanguessugas dos trabalhadores e do Estado).

Fico por aqui porque a isto tudo se chama democracia e economia de mercado ... moderno.

..... A.Brandão Guedes disse...
o Zé Ricardo mandou este comentário:
Ora viva,

Obrigado pelo teu apontamento sobre o PEC. A propósito da crise e das medidas apresentadas para a combater, recordei-me da ultima entrevista do nosso concidadão Belmiro que, criticando a política do Governo, apontou como saída para a crise:
o aumento do investimento e o aumento do consumo.

Se em relação ao investimento é obvio que o aumento da economia e do emprego passará pelo aumento do investimento, no que concerne ao aumento do consumo algumas perguntas se devem fazer.

-A riqueza aumenta para quem?
Para quem tem supermercados?
Isto é, para ele, ou para o país?
Isto seria verdade se nos seus supermercados se vendessem preferencialmente produtos portugueses.

Como não é e todos sabemos que a maior parte do consumo do país é de produtos importados é bem de ver que quanto mais se consome mais enriquece o Belmiro e mais empobrece o país.
Até os dividendos vão para a estranja!
Já nos esquecemos da guerra do leite em que por uns míseros cêntimos preferiu vender leite importado em lugar de favorecer as cooperativas leiteiras nacionais?

Ah! É verdade, já me esquecia. Não podemos ultrapassar o supremo valor da concorrência.
Só que quantos menos empregados houver em Portugal, sejam leiteiros ou outros, menos dinheiro teremos para levar aos supermercados do sr. Belmiro.

Um abraço JR


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