3 comentários:
De marcadores a 25 de Março de 2010 às 10:25
Os europeus não existem ou então somos todos nós.
Quero dizer com isto que não vejo nenhum estadista europeu com uma filosofia global para a europa . Só vejo políticas que mexem com interesses económicos mesmo quando camufladas de apoios estruturais e ou sociais na europa .
Mas não é essa a máxima da diplomacia política? Que não há amigos só há interesses.
S ao menos os interesses fossem de valores, mas não são sempre particulares ou meramente pessoais.
Nota: Escrevi europa com 'e' pequeno intencionalmente.


De Centrão de interesses a 25 de Março de 2010 às 15:36
Descubra as diferenças (entre PS/governo e o PSD/pretendente)

Dois frente-a-frente na TV. Um do PSD, outro do PS. Ambos bons comunicadores, falantes articulados, políticos profissionais. Dedica-se o do PS a clarificar a sua doutrina. Na sociedade que o PS defende, diz ele, o Estado não se envolve na actividade produtiva (por isso mesmo as privatizações não o chocam nem o preocupam). O Estado é importante sim senhor, mas para garantir sistemas públicos de educação e de saúde.

Responde o do PSD. Pois claro, nós também. É claro que deve haver uma rede de segurança que garanta mínimos de acesso à educação e à saúde. De resto nós somos sociais-democratas e tudo.

Ficamos assim. O do PS não quis levar a discussão mais longe.

Mas eu fiquei a remoer aquela dos “mínimos”. O PSD, como toda a direita europeia, já não ousa propor o que propunha. Já não diz “quem quer saúde paga-a”, ou “quem quer reforma faz PPRs”. Não, agora é Serviço Nacional de Saúde, sistemas de pensões públicos, pois claro. Mas… “mínimos”.

Ora é no “mínimos” que bate o ponto. O PSD quer uma escola e um hospital (que até podem ser públicos) para quem não pode pagar e outra escola e hospital para quem pode. A escola e o hospital públicos serão mais baratinhos (e de qualidade mínima) e ao alcance da bolsa de um Estado mais pequenino que cobra menos impostos.

O PSD que diz querer uma rede de protecção para os mais fracos não diz, mas, na realidade, quer uma sociedade dividida entre os que podem pagar e os que não podem pagar aquilo que estabelecemos como um direito de todos: a educação e a saude decentes, não as mínimas. Uma sociedade assim é o que antigamente se chamava uma sociedade de classes: uns têm direitos, outros não.

E o PS, o que quer? Olhando para a televisão fiquei sem saber. Suspeito que está divido. Acredito que haja ainda no PS quem queira um Serviço Nacional de Saúde e um Sistema Público de Educação de qualidade, inclusivos, multi-classistas, e também quem seja mais pelos “mínimos”.

Publicada por José M. Castro Caldas em 24.3.10, Ladrões de Bicicletas

isto é um estado e uma democracia de mínimos !


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 25 de Março de 2010 às 17:06
Estes 'dois' partidos são uma coisa esquisita.
Parecem um só que partiu, dividiu - se calhar por se terem partido é que são 'partidos'.
Parecem aquelas vivendas geminadas... São iguais em tudo só que uma é o 31 Esquerdo e a outra é o 31 Direito. E os donos (ocupantes) que até tem laços de parentesco, às vezes até se confundem quando estão a dizer a morada aos amigos... baralham-se, não com o 31, mas com a Esquerda e a Direita,têm de pensar sempre duas vezes. Serão problemas de lateralidade?
E ainda como nas 'velhas' famílias zangam-se muito entre eles, mas depois unem-se sempre para se defenderem dos 'outros'.
No fundo, é sempre o nós e os outros, E nas 'velhas' famílias o nós conta muito. Porque para os outros quando eles se unem é sempre um '31'.


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