A Ferrostaal Pagou

A revista alemã “Der Spiegel” escreveu na sua edição "on-line" o seguinte texto como resumo do que sairá amanhã (29-03-10) na edição em papel:

 

Ferrostaal soll auch für andere Firmen Schmiergeld- Geschäfte organisiert haben

Der unter Korruptionsverdacht stehende Ferrostaal-Konzern hat offenbar nicht nur selber jahrelang Schmiergelder bezahlt, sondern vermutlich auch für andere Unternehmen die Zahlung von Bestechungsgeldern organisiert.  

Im Zentrum des aktuellen Schmiergeldskandals steht jedoch die Lieferung zweier U-Boote an Portugal. Ferrostaal, das zusammen mit HDW und den Thyssen Nordseewerken geboten hatte, gewann im November 2003 den 880-Millionen-Euro-Auftrag. In den Akten der Ermittler heißt es, dass ein portugiesischer Honorarkonsul bei der Anbahnung des U-Boot Geschäfts behilflich war. Der Nebenjob-Diplomat habe im Sommer 2002 sogar ein direktes Gespräch zwischen einem Ferrostaal Vorstand und dem damaligen portugiesischen Premierminister José Manuel Barroso vermittelt. Insgesamt soll der Honorarkonsul für seine "zielführende Assistenz" letztlich gut 1,6 Millionen Euro kassiert haben. Die Münchner Staatsanwälte stießen bei dem Geschäft auf mehr als ein Dutzend verdächtige Vermittlungs- und Beraterverträge. Sie alle sollen, so steht es in den Ermittlungsakten, "zur Verschleierung von Zahlungswegen" gedient haben, um diese "an Entscheidungsträger der Regierung, der Ministerien oder der Marine Portugals als Bestechungsgelder" weiterzugeben. Ferrostaal will sich wegen der laufenden Ermittlungen zu den Vorwürfen nicht äußern.

Tradução:

A  Ferrostaal terá também organizado negócios de corrupção para outras empresas.

O Grupo Ferrostaal, que está sob a suspeita de corrupção, não só pagou durante anos luvas como terá organizado o pagamento de dinheiros corruptos de outras empresas.

 

No centro do escândalo do pagamento de dinheiros corruptos está o fornecimento de dois submarinos a Portugal. A proposta da Ferrostaal em conjunto com a HDW e a Thyssen Nordseewerke ganhou em Novembro de 2003 o contrato no valor de 880 milhões de euros. Nas actas dos investigadores judiciais está dito que um cônsul honorário colaborou na execução do negócio. O diplomata em tempo parcial organizou um encontro entre um administrador da Ferrostaal e o então primeiro ministro José Manuel Barroso. No total, o cônsul honorário recebeu pela sua “assistência objectiva” 1,6 milhões de euros. A Procuradoria de Justiça de Munique encontrou mais de uma dúzia de contratos de mediação e consultadoria que se destinavam a disfarçar o pagamento de luvas a “decisores do Governo, dos Ministérios e da Marinha de Portugal”. Ferrostaal recusa-se a fazer qualquer declaração devido às investigações em curso.

 

A revista "Der Spiegel" em papel informa que o Sr. Klaus Leske, administrador da Ferrostaal" foi preso preventivamente em Munique devido a este caso de corrupção que parece não alarmar em nada o DCIAP ou o Procurador da Justiça. Como não se trata do Sócrates, a Justiça Portuguesa comandada pelo Sr. Palma não investiga.



Publicado por DD às 22:10 de 28.03.10 | link do post | comentar |

7 comentários:
De País de Enganados... a 1 de Abril de 2010 às 10:19
Submarinos - a CE pode investigar

[Publicado por AG, em Causa Nossa 1.4.2010]

O "Der Spiegel" e a imprensa portuguesa ligam o Dr. Durão Barroso ao contrato dos submarinos, suspeito de fraude e corrupção.
O Dr. Durão Barroso, hoje Presidente da Comissão Europeia, sentiu necessidade de mandar dizer que nada tinha tido a ver com a negociação do contrato, directa ou pessoalmente - ou seja, quando era Primeiro Ministro, nesta matéria tudo confiou no seu Ministro da Defesa.
Como é óbvio, da responsabilidade política pela má escolha estratégica que a aquisição daquele equipamento militar implicou (até a NATO logo o classificou de "desperdício") não pode livrar-se o então Chefe do Governo português. As especulações poderão, quando muito, recair sobre o grau de conhecimento que teria do "modus faciendi" do negócio confiado ao seu Ministro da Defesa.
Este é um processo que pode implicar violação de normativo comunitário - incluindo das regras da concorrência, desde logo aplicáveis aos sectores industriais supostos beneficiar das contrapartidas dos submarinos. E pode questionar a integridade e transparência das contas que Portugal é suposto prestar a Bruxelas, desde logo em cumprimento das regras do EUROSTAT. Em causa pode estar, também, o cumprimento por Portugal das Directivas reguladoras das aquisições de equipamento de defesa, promovidas pela Comissão e aprovadas pelo PE em 2009, que deverão ser transpostas para a legislação nacional até 2011 e que supõem a comunicação integral a Bruxelas de todos os dados relacionados com aquisições de equipamento de defesa. Ora o contrato para o fornecimento dos submarinos foi assinado em 2004, mas a entrega do primeiro só deverá processar-se este ano e o pagamento - se o contrato não for entretanto denunciado - passará a fazer-se a partir deste ano, prolongando-se por mais 12 anos após 2011.
Todos estes elementos confluem para uma boa maneira de o Dr. Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, mostrar que não é inquietável pelas investigações judiciais em curso em Portugal e na Alemanha, as quais visam apurar responsabilidades criminais: ordenando, sem demora, o desencadeamento de uma investigação ao processo de aquisição de submarinos em que é comprador o Estado português e em que é vendedora uma empresa alemã. Uma investigação pela Comissão Europeia, obviamente.
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seria Excelente que a a investigação e consequente aplicação de Justiça funcionasse ... mas creio que isto vai ser tudo classificado como ''um engano '' ... ou não estivéssemos no «1º de Abril » e este não fosse um «País de Enganados» - anónimo


De Zé T. a 31 de Março de 2010 às 10:26
Obrigado DD por mostrar estes factos político-económicos e nos dar a conhecer perspectivas do exterior (neste caso da Alemanha, via 'Der Spiegel'- 'o espelho' não é?)


De DD a 31 de Março de 2010 às 20:25
A revista alemã "Der Spiegel" tem uma edição "on line" também em inglês, pelo que isto também está em língua de gente.


De DD a 31 de Março de 2010 às 01:04
O grupo parlamentar do PS tem de formar uma comissão parlamentar de inquérito e chamar José Manuel Barroso, Paulo Portos e outras para responderem às perguntas dos deputados.

Portas fala muito de contrapartidas, mas estas não eram compras feitas no mercado português, mas sim o fonecimento de desenhos para a construção de um grande e caríssimo navio de apoio logístico com plataforma para helios e aviões de descolagem vertical. Uma espécie de porta-aviões com espaço para barcaças de desembarque, etc., que é um navio pouco necessário neste preciso momento..


De DD a 31 de Março de 2010 às 00:42
A SIC Notícias disse que o encontro arranjado pelo cônsul honorário foi entre um administrador da Ferrostaal e o recém nomeado presidente da Comissão da UE, José Manuel Barroso.
Na verdade foi sim, mas com o então primeiro-ministro de Portugal José Manuel Barroso.
Nessa qualidade, Barroso com Portas decidiram a compra dos submarinos, não na qualidade de presidente da UE quando não podia influenciar o quer que seja em Portugal.

Cuidado pois com as manobras temporais. Os submarinos foram contratualizados pelo Portas como ministro da Defesa, pelo Barroso como Primeiro Ministro e pela Manuela Ferreira Leite como ministra das Finanças.


De isolda a 30 de Março de 2010 às 14:02
No comments?

Aconselho-vos a ler a revista alemã "Der Spiegel" desta semana, que traz um artigo muito "suculento" e verdadeiramente imparcial sobre este assunto.

Caso não saibam alemão, peçam a alguém que vos traduza.

isolda


De Q. + baixezas se irão descobrir ?! ... a 1 de Abril de 2010 às 10:25
2010-03-30

OS SUBMARINOS da AD BARROSO - PORTAS

Lisboa, 30 mar (Lusa) - Um cônsul honorário de Portugal terá recebido um suborno de 1,6 milhões de euros da Man Ferrostaal para ajudar a concretizar a compra de dois submarinos pelo Estado português em 2004, avança a edição online da revista Der Spiegel.
O Estado português contratualizou com o consórcio alemão German Submarine Consortium (que integra a Man Ferrostaal) a compra de dois submarinos U-214 em 2004, quando Durão Barroso era primeiro ministro e Paulo Portas ministro da Defesa.
De acordo com a revista alemã, a suspeita de corrupção contra a Ferrostaal, que atualmente é alvo de várias investigações na Alemanha, "é maior do que se pensava", visto que a empresa terá "não apenas pago, ela própria, luvas durante anos, mas também ajudado outras empresas a organizar este tipo de pagamentos".

Fonte: RTP ( via PuxaPalavra)


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