A Justiça na Península Ibérica

Leo en este periódico la insistencia de dos magistrados para anular las escuchas ordenadas por el juez Garzón en la cárcel de Soto del Real entre imputados del caso Gürtel y sus abogados. Las autoridades suizas han acreditado que los cabecillas de la red, Francisco Correa y Pablo Crespo, ocultan en ese país 21 millones de euros. Presuntamente tienen muchos más millones a buen recaudo en otros paraísos fiscales. No se puede entender que en el Tribunal Superior de Justicia de Madrid dos magistrados estén queriendo recusar pruebas clave que contribuirían a la imputación del delito de estos supuestos delincuentes. Somos muchos los que no comprendemos la utilidad de estos vaivenes jurídicos que retrasan tanto los procesos. Somos muchos los que pagamos cívicamente nuestros impuestos y nos sentimos timados viendo cómo se cometen estos grandes fraudes fiscales con la connivencia de magistrados, de abogados, de partidos políticos que miran hacia otro lado... No engañan a nadie.

 

Li neste jornal a insistência de dois juízes para anular as escutas ordenadas pelo juiz Garzon que levaram á prisão de Soto del Real entre os réus do caso Gurtel e seus advogados. As autoridades suíças acreditam que os líderes da rede, Francisco Correa e Morgan Lisa, esconderam nesse país  21 milhões de euros. Muitos outros milhões já estariam seguros em outros paraísos fiscais. Não se pode entender que no Supremo Tribunal de Justiça de Madrid dois juízes estão querendo recusar elementos-chave que contribuiriam para a imputação do crime dos alegados criminosos. Muitos de nós não compreendemos a utilidade dessas atitudes jurídicas que atrasam bastante os processos. Muitos de nós pagamos civicamente os nossos impostos e sentimo-nos roubados a ver como as grandes fraudes fiscais cometidas com a conivência de magistrados, advogados, partidos políticos que desviam o olhar... Não enganam já ninguém.

Emma Barral Peralta. Madrid.

El País

 

Não há maus juízes...

O Conselho Superior da Magistratura (CSM) fez entrega recente à Assembleia da República de um descritivo acerca das notas dos juízes. Coisa estranha, uma espécie de prestação de contas de um órgão de soberania a outro; logo de um que tanto preza e defende o princípio da sua independência, que, ao que se diz e escreve por aí, vem dormindo em fracos lençóis.

Não me convencem o realismo e o rigor daquelas notas: não acredito nelas, simplesmente (também tenho direito às minhas convicções...). E já nem me suporto em solidariedade ou corporativismo, como alguns aventam, ou na asserção de que "na justiça ninguém controla ninguém". O que me parece é uma inflação ensurdecedora a ferir tais notas, não podendo crer que na magistratura não operem maus juízes (nem medíocres...), ocasionando certos incómodos e uma clara injustiça à esmagadora maioria dos que serão, certamente, bons juízes. E tão-só se deterá a avaliação pela atitude profissional do público-alvo, não descendo (ou subindo) ao patamar da atitude pessoal... Depois, um manancial crescente de recursos para instâncias superiores que, vezes inúmeras, alteram substancialmente decisões anteriores, porque más decisões, equivale a algo de sintomático. Finalmente, as queixas de que são alvos os juízes para o CSM têm progredido de forma assinalável, ao menos quantitativa, e, naturalmente, por "bons" motivos. O que o CSM não nos revela, e acertado seria que o fizesse, é o teor de tais queixas, em que foro se encaixam, aquilo que as vai espoletando. E, mais pertinente ainda, qual o desfecho das mesmas, o que permitiria aquilatar do nível de operacionalidade do CSM em matéria disciplinar...

Público


MARCADORES: ,

Publicado por Izanagi às 13:38 de 29.03.10 | link do post | comentar |

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO