Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Leo en este periódico la insistencia de dos magistrados para anular las escuchas ordenadas por el juez Garzón en la cárcel de Soto del Real entre imputados del caso Gürtel y sus abogados. Las autoridades suizas han acreditado que los cabecillas de la red, Francisco Correa y Pablo Crespo, ocultan en ese país 21 millones de euros. Presuntamente tienen muchos más millones a buen recaudo en otros paraísos fiscales. No se puede entender que en el Tribunal Superior de Justicia de Madrid dos magistrados estén queriendo recusar pruebas clave que contribuirían a la imputación del delito de estos supuestos delincuentes. Somos muchos los que no comprendemos la utilidad de estos vaivenes jurídicos que retrasan tanto los procesos. Somos muchos los que pagamos cívicamente nuestros impuestos y nos sentimos timados viendo cómo se cometen estos grandes fraudes fiscales con la connivencia de magistrados, de abogados, de partidos políticos que miran hacia otro lado... No engañan a nadie.

 

Li neste jornal a insistência de dois juízes para anular as escutas ordenadas pelo juiz Garzon que levaram á prisão de Soto del Real entre os réus do caso Gurtel e seus advogados. As autoridades suíças acreditam que os líderes da rede, Francisco Correa e Morgan Lisa, esconderam nesse país  21 milhões de euros. Muitos outros milhões já estariam seguros em outros paraísos fiscais. Não se pode entender que no Supremo Tribunal de Justiça de Madrid dois juízes estão querendo recusar elementos-chave que contribuiriam para a imputação do crime dos alegados criminosos. Muitos de nós não compreendemos a utilidade dessas atitudes jurídicas que atrasam bastante os processos. Muitos de nós pagamos civicamente os nossos impostos e sentimo-nos roubados a ver como as grandes fraudes fiscais cometidas com a conivência de magistrados, advogados, partidos políticos que desviam o olhar... Não enganam já ninguém.

Emma Barral Peralta. Madrid.

El País

 

Não há maus juízes...

O Conselho Superior da Magistratura (CSM) fez entrega recente à Assembleia da República de um descritivo acerca das notas dos juízes. Coisa estranha, uma espécie de prestação de contas de um órgão de soberania a outro; logo de um que tanto preza e defende o princípio da sua independência, que, ao que se diz e escreve por aí, vem dormindo em fracos lençóis.

Não me convencem o realismo e o rigor daquelas notas: não acredito nelas, simplesmente (também tenho direito às minhas convicções...). E já nem me suporto em solidariedade ou corporativismo, como alguns aventam, ou na asserção de que "na justiça ninguém controla ninguém". O que me parece é uma inflação ensurdecedora a ferir tais notas, não podendo crer que na magistratura não operem maus juízes (nem medíocres...), ocasionando certos incómodos e uma clara injustiça à esmagadora maioria dos que serão, certamente, bons juízes. E tão-só se deterá a avaliação pela atitude profissional do público-alvo, não descendo (ou subindo) ao patamar da atitude pessoal... Depois, um manancial crescente de recursos para instâncias superiores que, vezes inúmeras, alteram substancialmente decisões anteriores, porque más decisões, equivale a algo de sintomático. Finalmente, as queixas de que são alvos os juízes para o CSM têm progredido de forma assinalável, ao menos quantitativa, e, naturalmente, por "bons" motivos. O que o CSM não nos revela, e acertado seria que o fizesse, é o teor de tais queixas, em que foro se encaixam, aquilo que as vai espoletando. E, mais pertinente ainda, qual o desfecho das mesmas, o que permitiria aquilatar do nível de operacionalidade do CSM em matéria disciplinar...

Público


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Publicado por Izanagi às 13:38 | link do post | comentar

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